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Perrengues de viagem na Argentina

Quem nunca passou por um perrengue em viagem que atire o passaporte! Essa é a série “Perrengues de Viagem”, onde vou compartilhar uma história diferente que já passei pelas viagens que fizemos! (Clique na tag #PerrenguesDeViagem para conferir as outras histórias)

Buenos Aires – Perdidos no bairro perigoso (até parece nome de filme, né?!)

Você pode salvar no Pinterest e ler depois:

perdidos em buenos aires

Essa foi a primeira viagem internacional que meu marido e eu fizemos. Não tínhamos filhos.

Estávamos hospedados no centro de Buenos Aires, no Loi Suites Esmeralda (hotel ótimo, super indico) . A gente queria conhecer Palermo, bairro moderninho e descolado, onde iríamos jantar e tomar uma cerveja. Estávamos economizando no transporte e, depois de “estudarmos” o mapinha da cidade, decidimos pegar um ônibus urbano e seguir até o ponto final para chegar em Palermo, ao invés de pegar um táxi. Essa história é meio antiga e naquela época não existia Google Maps, tá gente? Muito menos Uber (rs)

Já era um pouco tarde, por volta das 21h. Bom, nos atrapalhamos e pegamos o ônibus certo, mas na direção contrária. O percurso estava mais longo do que eu imaginava. O ônibus começou a esvaziar e as poucas pessoas que estavam dentro não pareciam estar ali para curtir a noite, como nós rs, e nem de longe eram turistas. A impressão é que estávamos nos distanciando cada vez mais do centro turístico de Buenos Aires (e estávamos). As ruas eram mais escuras, não havia tanto comércio,… Quando tudo ficou beeeem estranho e sinistro, chegamos no ponto final – apenas eu, marido e motorista! Definitivamente não estávamos em Palermo!

Paramos na garagem do coletivo e concluímos que estávamos no lugar errado (hahaha óbvio que estávamos no lugar errado). A rua onde era o ponto final do ônibus era totalmente deserta e sem iluminação. Agora estávamos a pé, caminhando sei lá aonde em direção a alguma alma viva que aparecesse por lá. O clima estava tenso e eu estava morrendo de medo! A gente não fazia a mínima ideia de onde a gente estava!

O motorista ficou com dó e veio atrás de nós na rua deserta. Até hoje me pergunto por que não perguntamos antes pro motorista aonde estávamos. Ele nos alertou que aquele bairro era beeem perigoso e que não era para a gente ficar andando por ali aquela hora. Tudo o que eu mais queria era ir embora, mas de que jeito??

Então o motorista nos indicou um ponto para pegar um táxi. Agradecemos, andamos mais um pouco e ficamos esperando cerca de 20 minutos (morrendo de medo) até passar um táxi e nos levar, enfim, para o nosso destino certo. Naquela noite, já em Palermo, a cerveja gelada desceu muito bem. Depois foram só risadas!

Acreditem, depois daquele perrengue todo, essa é a única foto que tenho da baladinha em Palermo!

A moral da história: tá achando estranho? Não tenha medo/ vergonha de perguntar. Use e abuse de aplicativos que ajudam a nos situar. Google Maps pra mim é o melhor! A gente se livrou de uma mega roubada. Hoje, claro, não teria esperado chegar até o ponto final, uma vez que eu já estava estranhando o caminho.

Mas ó… essa não é a única história que tenho de pegar caminho errado não. Na mesma viagem, dias antes, estávamos em Mendoza, cidade argentina que está localizada aos pés da Cordilheira dos Andes. Estávamos passeando no Parque General San Martin, à procura do Estádio Malvinas Argentinas. Como disse acima, nosso esquema era old school, nos localizando através dos mapinhas. Caminhamos, caminhamos, caminhamos e nada. O cenário começou a mudar um pouco, passou a ficar com uma paisagem mais árida (rs). Eis que a gente acaba indo pra rodovia à pé e chamo a atenção do meu marido para essa placa (leiam a legenda para entender):

What??? Se a gente saiu de Mendoza, aonde a gente está agora???

Hahaha No final deu tudo certo e encontramos o estádio! Aliás, vou preparar um post bem legal com roteiro para Buenos Aires e Mendoza e dicas de hospedagem por lá, o que acham?

E se você também já passou por algum perrengue e queira participar deste espaço, basta escrever para todasasmaes@gmail.com ou na página de contato do blog e contar a sua história!

 

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