Comportamento

Páscoa aumenta a procura por coelhinhos (não faça isso!)

Você sabia que nesta época do ano aumenta o número de famílias que querem levar para casa um coelhinho? Pudera, né… estamos na Páscoa e os coelhos são realmente MUITO fofos!

Mas você sabia também que algumas semanas depois da Páscoa muitos coelhos são abandonados? 🙁 Isso porque tem gente que, ao invés de presentear com lembrancinhas ou ovos de Páscoa, dá um coelho, como se fosse um objeto. E depois a pessoa se dá conta que não tem condições de cuidar de um bichinho desses. Lamentável esse tipo de atitude, né?

coelhinhos

Sei também que existe gente que respeita os animais e cuida deles como merecem. Por isso, a médica veterinária Mariana Pestelli, especialista em animais silvestres do Grupo Pet Center Marginal/Petz, alerta sobre alguns cuidados necessários. E quem não conseguir garantir essas condições ao coelhinho, por favor, não o adote. Pense SEMPRE na posse responsável.

– Os coelhos necessitam de espaço para se exercitarem. Como podem atingir 40 cm de comprimento e até 2,5kg kg, é importante que fiquem em gaiolas pelo menos 2 vezes maior que o seu tamanho e sejam soltos pelo menos uma vez por dia para se exercitarem e esticarem as patas;

– Como eles vivem até sete anos, as famílias precisam se preparar para essa convivência duradoura;

– Apesar de se adaptarem bem em todas as famílias, aquelas com crianças pequenas devem ensiná-las a carregá-los da maneira correta para evitar fraturas e quedas. Segure sempre apoiando suas patas dianteiras e traseiras;

– Sensíveis, eles se assustam facilmente e podem enfartar. É ideal que fiquem em locais calmos, sem ruídos. Vale lembrar que coelhos costumam fugir e morrem nas ruas, já que são domesticados e não sabem se proteger, nem se alimentar;

– Há rações específicas, mas é interessante que comam também alimentos frescos, como folhas, legumes e frutas;

– São mastigadores em potencial. Aliás, os dentes dos coelhos nunca param de crescer. É interessante que tenham brinquedos para roer. Evite objetos como papelão por perto, eles vão roer;

– Banhos: pode-se fazer uma limpeza com lenços umedecidos, mas também é aconselhado o banho em centros de estética com experiência em banhos de coelhos. Por serem animais altamente estressáveis, não recomendamos o banho em qualquer local.

E lembre-se: nunca compre ou adote um animal por impulso.

Desabafo

Pode oferecer comida para as crianças sem a permissão dos pais?

Como vocês reagem quando uma pessoa desconhecida oferece algo para comer/ beber para seus filhos? Tem gente que não liga, mas eu me incomodo bastante!

Assim como o meu desabafo “Parem de pegar nas mãos dos bebês”, escrevo este para os desavisados, que querem ser educados, mas na verdade estão fazendo uma coisa muito chata: dar comida para bebês e crianças sem o consentimento da mãe ou do pai. Pode? Não!

Sempre quando vou oferecer qualquer coisa para alguma criança, pergunto para a mãe antes e espero que façam o mesmo conosco.

Vou contar algumas situações que já aconteceram para exemplificar melhor:,

Photo credit: TheGiantVermin via Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

Photo credit: TheGiantVermin via Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

Estávamos em um casamento e dei uma saidinha rápida para ir ao banheiro. Nesse meio tempo – fiquei sabendo depois – uma “querida”, que estava sentada na nossa mesa, tentou dar um pedaço de coxinha para meu filho – que tinha 4 meses! Meu marido a impediu, mas a fofa, que não tinha nenhuma intimidade com a gente, sequer havia perguntado se ele podia! Quase surtei quando me contaram isso! Um bebê de 4 meses comendo coxinha??!

Outra vez meu filho já estava mais crescidinho. Estávamos passeando na rua e paramos em um banquinho do lado de um restaurante, que estava sendo preparado para a recepção de um casamento. A decoradora saiu do restaurante, achou meu filho fofinho e achou que ele merecia uma maçã hahaha. Falou que tinham várias maçãs sobrando (da decoração), foi lá dentro e trouxe uma fruta pra ele. Educadamente falei que não precisava, que ele ja tinha tomado café da manhã etc. Ela insistiu para ele pegar a tal da maçã. Aí expliquei para a pessoa que eu ensino meus filhos a não aceitarem NADA de estranhos…e ela, no caso, era uma estranha. E que se eu aceitasse, iria me contradizer. Ela me olhou como se não tivesse entendendo…Peguei na mão do meu filho e fui embora…

E uma outra vez, em um consultório médico. A mãe chegou na recepção com seu filho e sacou um pacote de bolacha da mochila. Imediatamente colocou o pacote de bolacha na cara do meu filho, que nem tinha notado a presença deles até então. Eu não falei nada, só observei. Ele não aceitou (afinal, ela era uma pessoa estranha). E não é que a moça insistiu e ainda falou: pega, bebê, a sua mamãe deixou, pega! Oi?? Não deixei nada, não, quando foi isso?!

Sei que todas essas pessoas quiseram ser educadas, legais com meu filho e comigo. Mas gente…quer oferecer uma fruta, uma guloseima para uma criança? Pergunte ANTES para a mãe, para o pai se pode. E se a mãe responder um “obrigada, melhor não”, ACEITE essa negativa!

Às vezes a criança realmente não pode comer aquilo, ela pode ser alérgica. Alguns tipos de comida não são liberados para crianças menores de 1 ano (como carne de porco, mel e frutos do mar). Às vezes a mãe não gosta de dar chocolate para o filho. Os meus, por exemplo, não sabem o que é refrigerante ainda. E, bem, aceitar comida de estranhos não vou nem comentar, né? Aqui é não e pronto!

E na sua família, como lidam quando um desconhecido insiste em oferecer algo para comer ou beber aos seus filhos? Aqui, até a vovó me pergunta antes de pode dar alguma guloseima para eles!

Comportamento

Educadora musical Andréia Lima fala sobre os benefícios da musicalização infantil

Difícil encontrar alguém que não goste de música. Música desperta, acalma, emociona, relaxa, produz endorfina! E nas crianças, você sabe qual efeito que ela pode proporcionar? Para quem estiver procurando por uma atividade extra para os filhos ou até mesmo para entender a importância das aulas de música na escola, esse post foi feito para você!

musicalização infantil

Photo credit: JeremyOK via Visual Hunt / CC BY-NC

E não estou falando de uma criança de 10 anos ir para a aula de bateria, hein? Meu filho mais velho frequentou aula de musicalização infantil quando tinha 8 meses (comigo junto, claro). Ele adorava, era um momento super educativo e divertido ao mesmo tempo. Explorava os instrumentos musicais com muita curiosidade e animava-se com as canções e brincadeiras musicais. E, no meio de uma aula tão lúdica, meu filho, que sempre foi agitadinho, ficava mais concentrado, aprendia a seguir o grupo e a participar das atividades propostas. Isso sem contar com a socialização com outras crianças (ele ainda não ia à escola ainda). Foi enriquecedor, com certeza! E ainda é! Atualmente a música está presente para ele tanto nas aulas de musicalização quanto nas de inglês na escola. Muito mais fácil aprender cantando, não é?

E para falar sobre musicalização infantil, chamei a educadora musical Andréia Lima*, idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças“. Ela me contou que os bebês a partir de 4 meses já podem participar de oficinas de música: “Nesta fase a maioria reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura”. Confira abaixo a entrevista completa e leia algumas dicas para fazer brincadeiras musicais em casa com seus filhos:

andreia lima

Quais os benefícios da musicalização infantil?
A musicalização infantil contribui para o desenvolvimento das habilidades como lateralidade, concentração, atenção, raciocínio lógico, socialização, sensiblidade e musicalidade, que colaboram para a formaçao da criança como indivíduo.

A partir de que idade os bebês podem frequentar aulas de música?
Eu trabalho com bebês a partir de 4 meses, pois nesta fase a maioria já consegue conter o choro quando escuta o som de um objeto, reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura.

Em geral, como são as atividades para os bebês? E para as crianças?
Quando mais novo o bebê, mais brinquedos musicais, e, para as crianças, mais instrumentos e músicas com movimento. As atividades trabalham as habilidades, mas sempre respeitando a linguagem de cada fase. Posso utilizar a mesma música para todas as fases, mas de uma forma diferente.

Em casa, como podemos “brincar de música” com nossos filhos, além de cantar para eles?
Pode fazer batuque com objetos da casa com panelas  e colheres, sons com o corpo como do beijo, cavalo e chuva – eles adoram! Pode-se criar histórias para as crianças fazerem os sons e também brincar de regência com uma musica clássica, assim se estimula a criatividade e percepção auditiva.

Existe alguma diferença na percepção musical entre meninos e meninas? Pelo que observo, as meninas são mais soltas, gostam de dançar mais… isso existe mesmo?
Essa pergunta é muito interessante! As meninas são consideradas mais afinadas do que os meninos e são também mais estimuladas ao movimento, mas acredito que isso seja uma questão cultural. Raramente os pais estimulam seus filhos a dançarem, mas também temos mais meninos musicistas do que meninas. Então acredito que a diferença perceptiva seja mínima.

* Andreia Lima é educadora musical e idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças”. Realiza oficinas musicais para bebês, crianças e educadores da primeira infância. Contato: https://www.facebook.com/musiqueiraartes e http://musiqueiraartes.com.br