Desabafo

Eu sou feliz e sei

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Photo via Visual hunt

Confesso aqui que, antes de ter os meus filhos, não era uma pessoa “kids friendly” em certas situações. Sabem aquela “tia legal”? Nunca fui! Era do tipo que bufava quando estava em um restaurante e entrava uma criança bagunceira. Que virava os olhos quando viajava de avião ao lado de uma criança chorosa. E que torcia o nariz para a mãe que não conseguia controlar o filho. hahaha Nem preciso dizer o quanto a minha vida se tornou muito melhor depois de tanto cuspe que caiu na minha cara! Hoje tudo mudou, tenho 2 crianças adoravelmente barulhentas e agitadas. E que choram, fazem birra e desobedecem também. Ou seja, crianças normais.

O mais engraçado é que ontem estávamos em um restaurante daqueles que pais não costumam levar crianças pequenas. Restaurante apertadinho, só com turma de amigos e casais nas mesas vizinhas tendo aqueles almoços despretenciosos de sábado à tarde que acabam durando 3 horas! Delícia, fazia isso todo final de semana!

Na nossa mesa tudo ia bem. O prato chegou e as crianças ainda estavam sentadas! UAU! Mas, de repente, nossa mesa vira um caos! É o filho encrencando porque quer comer todos os sachês de sal, é a filha tentando se jogar de cabeça do cadeirão, “não, meu bem, esse garfo não é pra brincar, devolve”, é a mãe que segura a filha com uma mão enquanto desfia o peixe em pedaços milimétricos em busca de uma espinha, é o filho gritando “cadê meu papáááááá?”, é o pai falando pro filho falar baixo, “meu bem, eu já pedi, devolve esse garfo!”, são os filhos brigando entre eles sabe-se lá porquê, é o pai separando a briga, “humm, me dá mais vinho?”, é a filha que começa a chorar porque o pão caiu no chão e ela não aceita outro pão senão aquele, “vou contar até três, devolve esse garfo agora!!!”, é a mesa vizinha olhando pra vocês (tá olhando por que, amiga?)… enfim, a mais completa loucura. Loucura barulhenta. Quem é mãe/ pai sabe a aventura que é sair para almoçar fora com o(s) rebento(s)

E sabe o que aconteceu? Foi neste exato momento que eu parei por alguns instantes, olhei para a cena caótica e pensei: isso pra mim é a mais pura e verdadeira felicidade.

Em tempo: minha família não é de margarina e eu sou normal. Eu surto também, me falta paciência e às vezes exagero na bronca, nunca tenho tempo pra nada, também preciso dos meus momentos me & myself, e sinto saudades dos porres que eu tomava. Mas mesmo assim, tenho certeza de que nunca falarei “eu era feliz e não sabia”…

…porque eu sou feliz e sei!

Guardei essa cena caótica de felicidade na minha caixinha de lembranças. Vou resgatá-la toda vez que estiver me sentindo triste ou desanimada. E você, qual a cena da sua vida que tem o poder de levantar o seu astral?

Desabafo

1 ano: minha filha não come (eu achava que não comia)

Eu assisti a uma palestra na semana passada sobre alimentação infantil e, juro, foi libertador! Vou explicar, pois quero dividir esse conhecimento que adquiri e, quem sabe, acalmar outras mães que estão passando pela mesma situação que eu. Minha filha está com 1 ano e, há 1 mês mais ou menos, ela mudou de comportamento na hora de comer. Passou a negar a comida… na primeira colherada que ofereço, já faz “não” com a cabeça.

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“a hora do almoço e da janta começou a ser um momento tenso pra mim. Para ela também, claro, pois é óbvio que ela sente essa minha expectativa” / © Starfotograf | Dreamstime.com – No More, Please Photo

A princípio achei que fosse o dentinho que estava nascendo, depois uma virose. As semanas foram passando e nada de ela comer. Só queria ficar brincando com a comida e fazendo sujeira. Até comia uns grãozinhos com a mão…mas não era suficiente (pra mim). E não entendia o que estava acontecendo, porque até algumas semanas atrás ela comia bastante, aceitava tudo o que eu oferecia na colher! Comecei a ficar maluca e sem saber o que fazer, pois meu filho mais velho não passou por isso.

Então a hora do almoço e da janta começou a ser um momento tenso pra mim. Para ela também, claro, pois é óbvio que ela sente essa minha expectativa. Eu pensava: “Ok, ok, é importante ter esse contato com a comida, sentir a textura e tals e blablabla, mas agora come, filhinha?!”. E nada! E fui ficando cada vez mais desanimada, sabem? Até na última consulta fui logo avisando a pediatra que ela devia ter emagrecido, pois tinha “parado de comer”.

Eu já tinha pesquisado um pouco e descoberto que o apetite da criança muda mesmo. Que no primeiro ano, o bebê se alimenta muito porque ele cresce bastante e suas necessidades nutricionais são bem altas. Essas necessidades nutricionais vão diminuindo nos próximos anos. Bom, basta a gente ver o quanto um bebê se desenvolve em seu primeiro ano de vida. Até aí tudo bem… mas mesmo assim eu não estava satisfeita. Ainda precisava de uma explicação para essa mudança tão drástica no comportamento da minha filha na hora de comer.

Foi aí que assisti a palestra do Dr. Carlos Gonzalez, pediatra espanhol, autor de 8 livros, entre eles o “Bésame Mucho” e “Mi niño no me come” (ainda sem edição em português). Ele é super contra dar papinhas e sopinhas para os bebês, pois desta forma misturamos todos os alimentos e o bebê não consegue reconhecer os legumes e vegetais que estamos oferecendo. Já passamos desta fase, pois comecei a introdução de alimentos com papinhas e sopinhas batidas. Mas essa explicação me fez entender melhor o que a Alice estava querendo.

Segundo o Dr. Carlos Gonzalez, o bebê/criança que leva à boca um único fio de macarrão, por exemplo, está seguindo o caminho para comer de forma normal no futuro. Ele diz também que o bebê está avançando e aprendendo coisas importantes, como distinguir os sabores dos alimentos e tomar decisões.

Ora, as crianças querem experimentar as comidas, saber o que estão comendo para decidirem se gostam ou não. Tipo: “deixa eu experimentar essa batata. Humm, eu gosto de batata, vou comer mais. E esse brócolis…humm, não gostei. Ah, gosto de carninha, quero também!”. Simples, como nós, adultos!

Ele disse que alguns adultos enxergam com receio esse poder de decisão do filho comer só o que gosta. “Claro que ele só vai comer o que gosta, é o que todos fazemos”, conclui o médico. Ele completa, dizendo que muita gente fala coisas do tipo: “ah, mas em casa a gente come de tudo”. E a explicação dele foi claríssima! “Não, desculpa, você na sua casa não come de tudo. Você vai no mercado, comprar as coisas que você mais gosta, leva à cozinha e prepara como você gosta. Só faltava depois disso você não comer”, ironiza o pediatra com seu ótimo senso de humor. Ou seja, gente… nada mais normal do que os bebês e crianças decidirem o que gostam e o que não gostam! E é por isso que cabe a nós oferecer a eles todo os tipo de comida saudável. Por exemplo, mesmo dizendo que não gosta, sempre coloco verdura na comida do meu filho mais velho. Tem dias que ele gosta de brócolis… tem dias que ele não gosta rs

Mas continuando… Digo que essa palestra foi libertadora porque foi aí que percebi que eu estava empanturrando a minha filha de comida e deixando ela frustrada, pois na verdade o que ela queria era descobrir os alimentos e saborear a comida (do jeito que fazemos quando vamos a um restaurante novo, não é?). E que o almoço dela passou a durar de 15 minutos para 40 minutos – o que é absolutamente perfeito, afinal, quando a gente come em 15 minutos é porque estamos bem apressados, né? E se hoje ela comeu só um pedaço de abóbora, tudo bem. Amanhã ela vai comer mais. Sem es-tres-se.

Desde então, parei de insistir nas colheradas e a deixei à vontade para comer do jeito dela. Aí eu pude notar o quanto ela ficou feliz e satisfeita comendo o quê e o quanto ela queria. E no meio do almoço e da janta, ela voltou a aceitar as colheradas oferecidas por mim. Porque ela já sabe o que está comendo. E sabe que gostou. E quer mais. Simples, não é?

Eu fiquei muito feliz com essa descoberta porque estou me sentindo muito mais conectada com minha filhota, já que eu consegui entender o que ela queria. Mas essa é uma das vááárias fases que os bebês e crianças enfrentam na alimentação. Durante todo esse processo, sempre deixei a pediatra informada. Por isso, qualquer alteração na alimentação do seu filho, incluindo a falta de apetite, o pediatra deve ser comunicado.

Comportamento

Páscoa aumenta a procura por coelhinhos (não faça isso!)

Você sabia que nesta época do ano aumenta o número de famílias que querem levar para casa um coelhinho? Pudera, né… estamos na Páscoa e os coelhos são realmente MUITO fofos!

Mas você sabia também que algumas semanas depois da Páscoa muitos coelhos são abandonados? 🙁 Isso porque tem gente que, ao invés de presentear com lembrancinhas ou ovos de Páscoa, dá um coelho, como se fosse um objeto. E depois a pessoa se dá conta que não tem condições de cuidar de um bichinho desses. Lamentável esse tipo de atitude, né?

coelhinhos

Sei também que existe gente que respeita os animais e cuida deles como merecem. Por isso, a médica veterinária Mariana Pestelli, especialista em animais silvestres do Grupo Pet Center Marginal/Petz, alerta sobre alguns cuidados necessários. E quem não conseguir garantir essas condições ao coelhinho, por favor, não o adote. Pense SEMPRE na posse responsável.

– Os coelhos necessitam de espaço para se exercitarem. Como podem atingir 40 cm de comprimento e até 2,5kg kg, é importante que fiquem em gaiolas pelo menos 2 vezes maior que o seu tamanho e sejam soltos pelo menos uma vez por dia para se exercitarem e esticarem as patas;

– Como eles vivem até sete anos, as famílias precisam se preparar para essa convivência duradoura;

– Apesar de se adaptarem bem em todas as famílias, aquelas com crianças pequenas devem ensiná-las a carregá-los da maneira correta para evitar fraturas e quedas. Segure sempre apoiando suas patas dianteiras e traseiras;

– Sensíveis, eles se assustam facilmente e podem enfartar. É ideal que fiquem em locais calmos, sem ruídos. Vale lembrar que coelhos costumam fugir e morrem nas ruas, já que são domesticados e não sabem se proteger, nem se alimentar;

– Há rações específicas, mas é interessante que comam também alimentos frescos, como folhas, legumes e frutas;

– São mastigadores em potencial. Aliás, os dentes dos coelhos nunca param de crescer. É interessante que tenham brinquedos para roer. Evite objetos como papelão por perto, eles vão roer;

– Banhos: pode-se fazer uma limpeza com lenços umedecidos, mas também é aconselhado o banho em centros de estética com experiência em banhos de coelhos. Por serem animais altamente estressáveis, não recomendamos o banho em qualquer local.

E lembre-se: nunca compre ou adote um animal por impulso.