Desabafo

Pode oferecer comida para as crianças sem a permissão dos pais?

Como vocês reagem quando uma pessoa desconhecida oferece algo para comer/ beber para seus filhos? Tem gente que não liga, mas eu me incomodo bastante!

Assim como o meu desabafo “Parem de pegar nas mãos dos bebês”, escrevo este para os desavisados, que querem ser educados, mas na verdade estão fazendo uma coisa muito chata: dar comida para bebês e crianças sem o consentimento da mãe ou do pai. Pode? Não!

Sempre quando vou oferecer qualquer coisa para alguma criança, pergunto para a mãe antes e espero que façam o mesmo conosco.

Vou contar algumas situações que já aconteceram para exemplificar melhor:,

Photo credit: TheGiantVermin via Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

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Estávamos em um casamento e dei uma saidinha rápida para ir ao banheiro. Nesse meio tempo – fiquei sabendo depois – uma “querida”, que estava sentada na nossa mesa, tentou dar um pedaço de coxinha para meu filho – que tinha 4 meses! Meu marido a impediu, mas a fofa, que não tinha nenhuma intimidade com a gente, sequer havia perguntado se ele podia! Quase surtei quando me contaram isso! Um bebê de 4 meses comendo coxinha??!

Outra vez meu filho já estava mais crescidinho. Estávamos passeando na rua e paramos em um banquinho do lado de um restaurante, que estava sendo preparado para a recepção de um casamento. A decoradora saiu do restaurante, achou meu filho fofinho e achou que ele merecia uma maçã hahaha. Falou que tinham várias maçãs sobrando (da decoração), foi lá dentro e trouxe uma fruta pra ele. Educadamente falei que não precisava, que ele ja tinha tomado café da manhã etc. Ela insistiu para ele pegar a tal da maçã. Aí expliquei para a pessoa que eu ensino meus filhos a não aceitarem NADA de estranhos…e ela, no caso, era uma estranha. E que se eu aceitasse, iria me contradizer. Ela me olhou como se não tivesse entendendo…Peguei na mão do meu filho e fui embora…

E uma outra vez, em um consultório médico. A mãe chegou na recepção com seu filho e sacou um pacote de bolacha da mochila. Imediatamente colocou o pacote de bolacha na cara do meu filho, que nem tinha notado a presença deles até então. Eu não falei nada, só observei. Ele não aceitou (afinal, ela era uma pessoa estranha). E não é que a moça insistiu e ainda falou: pega, bebê, a sua mamãe deixou, pega! Oi?? Não deixei nada, não, quando foi isso?!

Sei que todas essas pessoas quiseram ser educadas, legais com meu filho e comigo. Mas gente…quer oferecer uma fruta, uma guloseima para uma criança? Pergunte ANTES para a mãe, para o pai se pode. E se a mãe responder um “obrigada, melhor não”, ACEITE essa negativa!

Às vezes a criança realmente não pode comer aquilo, ela pode ser alérgica. Alguns tipos de comida não são liberados para crianças menores de 1 ano (como carne de porco, mel e frutos do mar). Às vezes a mãe não gosta de dar chocolate para o filho. Os meus, por exemplo, não sabem o que é refrigerante ainda. E, bem, aceitar comida de estranhos não vou nem comentar, né? Aqui é não e pronto!

E na sua família, como lidam quando um desconhecido insiste em oferecer algo para comer ou beber aos seus filhos? Aqui, até a vovó me pergunta antes de pode dar alguma guloseima para eles!

Comportamento

Educadora musical Andréia Lima fala sobre os benefícios da musicalização infantil

Difícil encontrar alguém que não goste de música. Música desperta, acalma, emociona, relaxa, produz endorfina! E nas crianças, você sabe qual efeito que ela pode proporcionar? Para quem estiver procurando por uma atividade extra para os filhos ou até mesmo para entender a importância das aulas de música na escola, esse post foi feito para você!

musicalização infantil

Photo credit: JeremyOK via Visual Hunt / CC BY-NC

E não estou falando de uma criança de 10 anos ir para a aula de bateria, hein? Meu filho mais velho frequentou aula de musicalização infantil quando tinha 8 meses (comigo junto, claro). Ele adorava, era um momento super educativo e divertido ao mesmo tempo. Explorava os instrumentos musicais com muita curiosidade e animava-se com as canções e brincadeiras musicais. E, no meio de uma aula tão lúdica, meu filho, que sempre foi agitadinho, ficava mais concentrado, aprendia a seguir o grupo e a participar das atividades propostas. Isso sem contar com a socialização com outras crianças (ele ainda não ia à escola ainda). Foi enriquecedor, com certeza! E ainda é! Atualmente a música está presente para ele tanto nas aulas de musicalização quanto nas de inglês na escola. Muito mais fácil aprender cantando, não é?

E para falar sobre musicalização infantil, chamei a educadora musical Andréia Lima*, idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças“. Ela me contou que os bebês a partir de 4 meses já podem participar de oficinas de música: “Nesta fase a maioria reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura”. Confira abaixo a entrevista completa e leia algumas dicas para fazer brincadeiras musicais em casa com seus filhos:

andreia lima

Quais os benefícios da musicalização infantil?
A musicalização infantil contribui para o desenvolvimento das habilidades como lateralidade, concentração, atenção, raciocínio lógico, socialização, sensiblidade e musicalidade, que colaboram para a formaçao da criança como indivíduo.

A partir de que idade os bebês podem frequentar aulas de música?
Eu trabalho com bebês a partir de 4 meses, pois nesta fase a maioria já consegue conter o choro quando escuta o som de um objeto, reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura.

Em geral, como são as atividades para os bebês? E para as crianças?
Quando mais novo o bebê, mais brinquedos musicais, e, para as crianças, mais instrumentos e músicas com movimento. As atividades trabalham as habilidades, mas sempre respeitando a linguagem de cada fase. Posso utilizar a mesma música para todas as fases, mas de uma forma diferente.

Em casa, como podemos “brincar de música” com nossos filhos, além de cantar para eles?
Pode fazer batuque com objetos da casa com panelas  e colheres, sons com o corpo como do beijo, cavalo e chuva – eles adoram! Pode-se criar histórias para as crianças fazerem os sons e também brincar de regência com uma musica clássica, assim se estimula a criatividade e percepção auditiva.

Existe alguma diferença na percepção musical entre meninos e meninas? Pelo que observo, as meninas são mais soltas, gostam de dançar mais… isso existe mesmo?
Essa pergunta é muito interessante! As meninas são consideradas mais afinadas do que os meninos e são também mais estimuladas ao movimento, mas acredito que isso seja uma questão cultural. Raramente os pais estimulam seus filhos a dançarem, mas também temos mais meninos musicistas do que meninas. Então acredito que a diferença perceptiva seja mínima.

* Andreia Lima é educadora musical e idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças”. Realiza oficinas musicais para bebês, crianças e educadores da primeira infância. Contato: https://www.facebook.com/musiqueiraartes e http://musiqueiraartes.com.br

Desabafo

Post desabafo: parem de pegar nas mãos dos bebês!

Esse post não escrevi exatamente para as mães. Afinal, tenho certeza que as mães pensam igual. Esse post é para o desavisados. Antes de me tornar mãe, já fiz muito isso, sem pensar que a atitude poderia incomodar ou causar algum mal a um bebezinho. Sendo curta e grossa:

Não peguem nas mãozinhas dos bebês, por mais irresistível que seja (eu sei que é). Beijar a mãozinha? Nããããããõ, gente!

Bebê recém nascido

Os bebês nascem com imunidade zero! Zero! Nós, adultos, somos vetores de inúmeros vírus e bactérias. E os bebês, que estão descobrindo o mundo, colocam tudo na boca, em especial mãos e pés. Ou seja, nosso gesto de carinho pode deixar um bebezinho doentinho…e nós não queremos isso, né? Sempre quando vejo alguém pegando em mão de bebê, principalmente em recém nascido, eu juro que praticamente ouço um alarme de “não faça isso – não faça isso – não faça isso”! rs.

No nascimento da minha segunda filha dei um potinho fofo de álcool em gel como lembrancinha de maternidade… um espécie de #ficaadica, já que quando o primogênito nasceu, houve quem pegasse na mãozinha dele ainda na maternidade (a pessoa nem lavou as mãos ao entrar no quarto grrrrrrr). Atualmente não sou mais neurótica com esse assunto… meus filhos estão “grandes” e a caçula está com as mãos o tempo todo no chão engatinhando. Porém, sempre levo um álcool em gel na bolsa, pois certas situações ainda me incomodam sim, principalmente na rua, mercado, lojas, onde acontece muito de estranhos irem direto pra mãozinha dos bebês. Não falo nada na hora, mas pela minha cabeça passa: “Te conheço? Onde você tava com a sua mão?”. Ah, quer saber? Fico p. sim!

Outro dia a cena foi a seguinte: técnico em casa despejando produto químico no ar condicionado para limpeza, sem luvas. E ai encontrou minha filha no caminho, que estava no meu colo e fez o quê? Pegou na mão! E ela, quase que de imediato, levou as mãos à boca. Produto químico hein, não era sujeirinha! Precisava? Bom, fiquei super chateada e na verdade foi isso que me inspirou a escrever esse post-desabafo rs.

E enquanto eu escrevia, descobri que até já existe uma campanha “Em mão de bebê não se pega” que andou circulando nas redes sociais. Nem preciso dizer que sou super adepta desta campanha, né?

P.S. Compartilhem este post para chegar aos desavisados hihihih

Photo credit: annegbt via Visualhunt / CC BY-NC-ND