Comportamento

Dicas para o desfralde noturno

Acabamos de passar pelo desfralde noturno!

Foto: pexels.com

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É oficial, não temos mais resquícios de bebês em casa… já se foram as chupetas, as mamadeiras e agora, finalmente, posso dizer que acabou a época das fraldas!

O desfralde da Alice durante o dia já havia sido concluído há bastante tempo, mas ela continuava usando fralda à noite.

Nunca tive a menor pressa em tirar a fralda da noite. Aliás, sempre tratamos como dois processos totalmente distintos. Portanto, enquanto trabalhávamos no desfralde do dia, nem passava pela nossa cabeça o desfralde da noite. Com o meu filho mais velho foi igual.

Tudo aqui aconteceu de uma forma natural. Depois de alguns bons meses com o desfralde diurno estabilizado, começamos a pensar no momento da retirada da fralda da noite. Aos poucos, ela foi acordando com a fralda seca, mas ainda assim mantive.

Uma coisa que eu sempre fiz questão era de tirar a fralda assim que acordasse. Nada de deixá-la brincando, curtindo uma preguicinha usando fralda. Acordou, era hora de ir pro banheiro, tirar a fralda e fazer xixi.

Também passamos por uma fase de testes, quando ela adormecia à tarde sem estar usando fralda. Nessas sonequinhas à tarde, acontecerem alguns escapes, molhando roupa, lençol, colchão, tudo. Faz parte, não tem jeito!

De vez em quando ela me questionava e falava que não queria mais usar fralda à noite e eu explicava que precisávamos só de mais um pouquinho de tempo, até ela estar preparada, até ela conseguir acordar quando quisesse fazer xixi de madrugada etc. Ela sempre foi muito envolvida por nós no assunto. Ou seja, não se tratava de uma decisão minha e ponto final. Tentava contextualizar para ela sempre que podia.

Também escolhi o inverno passar e esperar o calor para iniciar o desfralde. Não dá para ficar lavando lençol, colchão, mantas etc nos dias de frio, levando 2, 3 dias para secar. Mas iniciar o desfralde noturno no calor também tem outra teoria: é a época que eles suam mais e fazem menos xixi.

Bem, o calor chegou e um dia fomos surpreendidos: enquanto colocava o pijaminha da Alice me dei conta que a fralda havia acabado e eu não tinha mais nenhuma! Não tinha outra opção: vai dormir sem! E apenas avisei: Alice, hoje você vai dormir sem fralda porque a mamãe esqueceu de comprar. Sem pressão nenhuma! E na outra noite, em vez de comprar fraldas, quisemos repetir a façanha. E deu certo de novo. Já faz 1 mês que tiramos a fralda noturna e até hoje nenhum escape. A Alice está com 3 anos e 9 meses. Mas acho que ainda pode acontecer!

Algumas pessoas precisam acordar no meio da madrugada e levar a criança ainda sonâmbula para fazer xixi. Graças a Deus não precisei fazer isso. Porque, gente, já durmo super pouco, se ainda tiver que colocar despertador para levar filho ao banheiro toda noite… ai não rola não. Mas isso é de cada criança. Nunca levei porque não precisei (ufa!).

Quando ela sente vontade, aí sim, acorda chorando e a levo ao banheiro. Apesar de muitos sugerirem para evitar líquidos 2 horas antes de dormir, não faço nenhuma restrição. Ela já não toma leite antes de dormir há um tempo, mas muitas vezes pede suco ou água e eu dou.

Protetores de colchão

Como ainda acho que pode rolar um escape qualquer dia, uso no colchão da Alice um forro de colchão impermeável que era do berço deles (era do Teodoro, depois passou pra Alice. Já lavei algumas vezes na máquina. Ou seja: dura!). O forro é parecido com este, da Alô Bebê:

protetor de colchão impermeavel

Mas existem outros protetores de colchão para desfralde no mercado e que são descartáveis. A Needs, por exemplo, marca da Droga Raia, comercializa o protetor de colchão baby, descartável e absorvente, que também pode ser usado nas cadeirinhas de carro, sofá etc. O tamanho é de 80 x 60 cm.

protetor de colchão descartavel needs

Também conheço o protetor da marca Baby & Me, no tamanho 70 x 60 cm, descartável e absorvente.

desfralde baby me

Já vi gente recomendar usar tapetinho higiênico de cachorro para usar colchão hahaha Acho desnecessário, sendo que existe o produto para humanos rs. Na falta do protetor para as crianças, vale procurar nas farmácias protetores descartáveis de colchão geriátrico, pois têm a mesma finalidade.

Xixi no colchão no meio da noite, e agora?

E quando você não usou o protetor e aconteceu um incidente? Ter sempre lençóis reserva é necessário, assim como uma mantinha reserva! Para limpar o colchão, a sugestão é colocar jornal em cima da parte molhada para absorver. Eu passo um pano embebido em álcool e depois água oxigenada 10 volumes para tirar o cheiro do xixi. Também gosto de deixar o colchão no sol ou tomando um ar na lavanderia/ quintal.

Xixi na cama depois dos 5 anos

Se você achar que seu filho ou filha já passou da idade do desfralde noturno, vocês já fizeram diversas tentativas e está muito difícil, vale a pena conversar com um especialista. Existe um distúrbio chamado enurese noturna, caracterizado pela perda involuntária de urina durante o sono após os 5 anos. A enurese noturna atinge 15% das crianças acima de 5 anos e tem diversas causas, entre eles a genética. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, 44% das crianças cujo um dos pais teve enurese e 77% daquelas que ambos os pais tiveram enurese terão o problema.

Cada família, uma experiência

Gente, esse post serviu para contar como foi o desfralde noturno aqui em casa e passar as dicas que serviram com a gente. Mas tenham em mente que cada família tem o seu tempo, suas facilidades e suas dificuldades. Nada pode ser considerado como uma regra. Mas é importante: ter paciência (novidade, né?! Rs) e não brigar ou penalizar a criança quando rolar um xixi na cama.

Para quem ainda está no processo do desfralde diurno, tem dois posts bem interessantes aqui no blog que leva a assinatura da psicóloga Joana Petrili, que trabalha há 15 anos com crianças e adultos em psicoterapia:

>> Desfralde: seu filho está pronto?

>> Desfralde parte 2: livros que podem ajudar a família

Comportamento

Crianças entre 5 e 6 anos: quem apertou o botão de acelerar?

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Terrible Two? Deixa os seis chegarem para você ver!

Dia desses, na consulta pediátrica dos filhos, brinquei que muitas vezes meu filho mais velho (5 anos), parecia estar na pré-adolescência*.

*A Dra Adriana Foz, neuropsicóloga e diretora técnica da Unidade Integrativa Santa Mônica, me corrigiu. “Poderíamos brincar com a palavra ‘criancência’”, afirma. Ela ainda diz que nesta idade, “são crianças ávidas por estímulos, aprendem muito bem conteúdos concretos e fazem amizades com facilidade. Necessitam de limites claros e coerentes. O exemplo em casa e nas relações familiares é muito importante”.

Em outras palavras: meu filho está terrível!

Ao mesmo passo que tem um ótimo desenvolvimento nas habilidades e coordenação motora, aumenta o vocabulário repentinamente, elabora histórias ricas em detalhes, é mais compreensível, já consegue se colocar no lugar do outro, consegue identificar e nomear sentimentos, tem umas tiradas incríveis (racho o bico com ele), também tem uma parte mais difícil que tem me deixado impaciente muitas vezes:

– Questiona praticamente tooooodos os “nãos” que recebe.

– Já deu muitas respostas irônicas. Com 5 anos. Algumas são umas tiradas bem engraçadas. Um dia perguntou para a amiga o seu nome completo. Ao responder um nome compridíssimo, tipo “Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga”, eis que ele manda: nossa, que nome curto hein? Hahaha Mas outras ironias e tiradinhas são fora de hora – e são essas que me deixa malucaaaa (rs).

– Está desafiador. Em algumas vezes sabe que está errado, mas continua fazendo só para ver até onde vou. E quando dá aquele sorrisinho sarcástico de canto de boca mesmo depois de levar uma chamada?

– Quando eu peço para ele fazer algo, ele tenta achar uma forma de fazer como se a ideia fosse dele ou ainda na hora que ele quiser. Como a hora de tomar banho. “Tá, já vou”. “É agora, filho!”. “Tá, tô indo”. “Filho, para a gente não se atrasar, você precisa entrar no banho agora”. “Tá, já vou”. Ele vai tomar banho, ele vai fazer o que estou pedindo. Mas na hora que ele decidir, nem que isso seja no segundo seguinte.

– Está boca suja. Mas não é beeeem “boca suja”… Ele não fala palavrão de adulto e sabe distinguir um palavrão de verdade. Mas descobriu que falar “bunda, cocozento, bunda fedida, peido na cara” é engraçado. E vou te falar… dependendo do contexto realmente é engraçado, não vou negar hihih. Mas ao mesmo tempo não posso deixar o menino falando tanta besteira, né? Tudo tem hora e local certo…

Teodoro- mãe, não é verdade que não pode falar -bosta--Eu- é filho, não pode.Teodoro- mãe, não é verdade que existe uma cidade que chama bosta-Eu- BOSTON!!🤣🤣🤣

Quando participei do Descomplica Mãe, evento materno que aconteceu em outubro em São Paulo, a psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão, uma das palestrantes do evento, deu algumas dicas sobre palavrões e crianças. Segundo a psicóloga, as crianças – assim como nós – precisam de palavras para desabafar, para extravasar. Então a gente pode ensinar algumas palavras e termos que possam substituir um palavrão. Ela contou que em uma escola que estava prestando consultoria, uma semana depois de dar essa dica, estavam todos saindo da classe xingando o outro de “jacaré”, “boina”, “chapéu” rs. Bastou um adulto para fazer essa condução do problema.

Voltando ao “terrible 5” (rs):

– Contesta 98,9% das minhas decisões. “Mas, mãe” é a frase que mais ouço durante o dia. Quando percebo, estou discutindo há 10 minutos o motivo pelo qual não o deixo ver determinado desenho. Na verdade, tenho o maior orgulho dele questionar. É para isso que nós o educamos, para ser uma criança questionadora e não simplesmente obediente. Obedecer por obedecer não faz o menor sentido para mim.

Mas a teoria é diferente da prática, né? Faço questão de explicar, ensinar e contextualizar, mas, sinceramente, às vezes não tem como escapar do “não porque não e fim de papo”. E não é que dia desses, diante do meu “porque não”, ele me solta “porque não não é resposta”. E o queixo caído da mãe? * Certeza que se minha mãe tivesse presenciado essa cena, ela teria dado uma risadinha de vingança.

Tudo isso sem contar com a energia física que parece um terremoto. Gente, sério, eu vou fazer um dia um filminho de como é a chegada dos meus filhos depois da escola. É um salve-se quem puder, uma gritaria… parece recreio de escola com 200 crianças!

Sei que todas essas características fazem parte do desenvolvimento de uma criança nesta idade. Mas eu não sei quem apertou o botão FF do controle remoto… em que momento que essas crianças dispararam e começaram a crescer em uma velocidade absurda?

Aqui em casa, aquela máxima que “maternidade é igual videogame, a próxima fase será sempre mais difícil” tem se mostrado muito verdadeira rs

Como está sendo essa fase na sua casa? Confesso que às vezes não sei como agir, mas acho que o mais louco na maternidade é justamente você aprender a ser mãe no mesmo ritmo que seus filhos se desenvolvem.

Quando algo não vai bem e sorrateiramente a culpa materna chega perto de mim, eu me acolho. E nessas horas me lembro que tudo é novo pra mim também, que eu também estou aprendendo, que eu também estou passando de fases. Eu nunca tinha sido mãe do Teodoro de 5 anos e mãe da Alice de 3 anos.

(neste momento estou me imaginando daqui uns 3 anos lendo esse texto…. O que será que terá mudado na minha forma de pensar e maternar?)

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Guest post – Como escolher o livro ideal para bebês

Em homenagem ao Dia Nacional do Livro, comemorado no dia 29 de outubro, vou publicar um guest post preparado pela equipe do Blog da Leiturinha, que consultou as especialistas que selecionam os livros enviados pela Leiturinha (clube de assinaturas de livros infantis) para entender quais são os elementos cruciais na hora de escolher um livro ideal para bebês. Confiram!

como escolher o livro ideal para bebês

Foto: pexels.com

Por Blog da Leiturinha

A importância dos livros na vida dos bebês
Costuma-se dizer que os primeiros anos de vida são aqueles que mais desenvolvemos.
Nos dois primeiros anos, as estruturas cerebrais ainda estão sendo formadas e os
estímulos vindos dos livros, são de extrema importância nesta fase. Ao mesmo tempo que
a leitura entretém o bebê por meio da contação, das imagens e, algumas vezes, do
formato do livro, ela também cria um ambiente rico em estímulos. Ouvir a voz cadenciada
de quem conta a história, se torna um ritual prazeroso tanto para o cuidador, quanto para
bebê, fortalecendo o vínculo entre eles.

Quais os livros mais adequados para bebês?
Que tal todos? A realidade é que um livro adequado está relacionado à forma como a
mediação da leitura é feita. Para quando o próprio bebê vai manusear o livro, alguns
detalhes devem ser levados em consideração:

No primeiro ano, os livros com contrastes em preto e branco prendem a atenção. Ainda
nos primeiros meses, a visão dos bebês é limitada e precisa ser estimulada, por isso,
ilustrações em preto e branco, com pequenos contrastes com uma única cor, fazem muito
sentido. Os livros de pano também são efetivos, eles podem ser adotados como objetos
de transição. Geralmente, os pequenos gostam de ter por perto objetos que diminuam a
ansiedade quando sua figura de referência se ausenta, estes são os chamados objetos de
transição. Nesta fase, a leitura deve ser entoada, acentuando as palavras unida às
imagens.

A partir dos 2 anos, os livros brinquedos, fantoches e texturas, são ainda mais efetivos. Os
pequenos já começam a se interessar por brincadeiras com uma certa organização, por
isso, o livro dar os estímulos para sequenciar a diversão. O gênero textual ainda não influi
muito na assimilação pela criança, a cadência da leitura e a forma de mediação são os
determinantes neste momento.

Como ler com o meu bebê?
Não importa se o livro é de poesia, conto ou uma história completa – o segredo da leitura para bebês está na voz e na interação. Para isso, não existe certo ou errado, tudo depende da forma em que a relação é estabelecida entre mãe/pai ou cuidador e o bebê.

Caso exista alguma dificuldade por parte do cuidador em mediar a história, uma dica é
começar com cantigas populares – elas são fáceis de cantar e contar e os bebês
interagem facilmente com elas.

Os estímulos visuais também são muito importantes. A visão dos bebês deve ser muito
estimulada nos primeiros meses de vida, por isso, aponte as ilustrações e deixe-as ao
alcance do campo de visão do seu bebê, isto é, entre 20-25 cm de distância dos seus
olhinhos. Em relação aos livros de pano ou banho, é propício conduzir a interação por
meio do tato do bebê também, isto significa que você deverá favorecer que seu bebê
toque e sinta os livrinhos. Assim, ele se apropriará ainda mais do seu objeto de leitura. A
realidade é que o momento de leitura com o bebê vai muito além do material do livro ou do
gênero literário escolhido. Este deve ser um momento especial recheado de interação,
afeto e cuidado. Portanto, o principal segredo é: muita dedicação e amor!

Leiam também:

Como montar um cantinho da leitura para as crianças na sua casa

Desfralde: livros que podem ajudar a família

Resenha: Aquela Idade Em Que Tudo Se Quer Saber