Comportamento

Crianças “on demand”: confira estudo sobre essa nova geração

Você tem uma criança “on demand” em casa? Aquela que não sabe esperar, que quer tudo na hora? Eu tenho um de 4 anos aqui! Eu já havia notado essa característica no meu filho ao assistir filmes e desenhos. Como consumimos aplicativos em celulares e tablets, além de serviços on demand na TV, percebi que, ao sintonizar um canal na televisão, ele fica ansioso quando tem que esperar o intervalo comercial. E também fica inquieto quando o programa que ele quer ver não está passando. Do tipo: “Como assim não dá pra assistir Alvin e os Esquilos agora? Não é só clicar em cima?”. Vai explicar que estamos vendo o canal aberto e que quem decide a programação não é ele! hahahah

Acho justo e natural esse estranhamento, afinal, o poder de decisão sobre o que assistir está cada vez mais em nossas mãos. Claro que essa liberdade não isenta a responsabilidade dos pais: são eles quem vão permitir – ou não – o acesso dos filhos ao conteúdo escolhido.

Essa geração de consumidores “on demand” é uma das constatações de uma pesquisa sobre o comportamento infantil realizada pelo canal Gloob, em parceria com a Play Conteúdo Inteligente, que revelou algumas tendências sobre o consumo de entretenimento e o comportamento das crianças no futuro.

O estudo, nomeado “Como as crianças pensam”, focou no eixo RJ-SP para conversar, por meio de entrevistas em domicílio, com 32 crianças (meninos e meninas), com idades entre 6 a 9 anos, de classe B2C, com acesso à internet e que assistem TV pelo menos quatro vezes na semana.

“Sabendo que as crianças são a manifestação da sociedade, é importante começarmos a pensar como atenderemos a consumidores tão exigentes, dinâmicos e atentos. Há tempo fala-se em comunicação 360, acredito que esta será realmente a primeira geração que exigirá que façamos isso. Não porque precisam de mais estímulos e sim porque desejam, podem e estarão em todos os lugares a todo momento”, afirma Aurélia Picoli, diretora de pesquisa da Play.

Confiram os resultados da pesquisa no infográfico abaixo. Clique na imagem para abrir.

Pesquisa Gloob

Comportamento

Tatuagem nova, escala de dor e galeria com 20 imagens em homenagem aos filhos

Tattoo

Finalmente fiz a tatuagem que tanto queria em homenagem aos meus filhos! No videozinho abaixo vocês verão com mais detalhes. Meu braço ainda está um pouco vermelho e marcado por conta do curativo, afinal, não tinha feito nem 24 horas da tattoo quando gravei o vídeo.

É um bracelete no antebraço, pouco abaixo do cotovelo, com o nome dos pequenos. Entre eles, um desenho que é um misto de laço com o símbolo do infinito. A linha da pulseira dá a volta no braço, tem um coração na parte de trás e um pedaço com pontilhado, que é conhecido como dotwork. Escolhi tatuar os nomes voltados para mim, mas poderia ser ao contrário, com a leitura de quem olha de fora. Bem, isso é muito pessoal. Eu amei a minha tatuagem nova, ficou muito delicada e o traço dela bem fininho, como eu desejava. Fiz no Gelly´s Tattoo.

E para quem me perguntou se doeu: não doeu nada, nadica! Tenho uma outra tatuagem no ombro, que também não doeu e uma na barriga que, essa sim, doeu bastante.

Para te ajudar a definir o local da tatuagem, segue uma dica dos dermopigmentadores André Carbone e Gabriel Ferreira, do Kauai Studio, que apontam quais os lugares que mais doem:

Pouquíssima dor: Ombros e antebraços

Pouca dor: Pulsos, coxas, panturrilhas e tornozelos

Dor moderada: Pescoço, testa, bíceps e baixo-ventre

Muita dor: Tórax, cotovelos, joelhos, barriga e canela

Dor extrema: Diafragma, costelas e peito dos pés

Os profissionais também deram dicas muito importantes para quem está pensando em fazer uma tatuagem:

– Escolha um desenho que te agrade e pense bem antes de decidir. Se tiver dúvida ou receio, não faça a tatuagem.

– Pense bem na parte do corpo que você vai tatuar. Mãos e pescoço costumam ser olhados com desconfiança em, por exemplo, entrevistas de emprego, apesar da tolerância à tattoos ser bem maior na atualidade

– Escolha um estúdio idôneo e de qualidade, que ofereça instrumentos esterilizados e boa aparelhagem

– Escolha um tatuador responsável e conhecido. Siga recomendações de quem já fez tatuagens com esta pessoa e veja o portfólio de trabalhos dele

Lembrando que depois de fazer a tatuagem é preciso seguir algumas recomendações, como passar pomada constantemente, tampar a tattoo com plástico filme por alguns dias, além de evitar sol, mar, areia e piscina por 30 dias.

Como eu sei que fazer uma tattoo em homenagem aos filhos é o desejo de muitas mães, selecionei mais algumas imagens de referência bem inspiradoras. Todas as fotos foram retiradas do Pinterest (ferramenta de pesquisa e marcação de imagens, funcionando como um “caderninho de ideias”). Clique nas imagens para visualizar:

E você, já fez uma tatto em homenagem aos filhos? Tem vontade de fazer?

Comportamento

A vida depois de largar a chupeta (não tá fácil!)

Meu filho usou chupeta até 3 anos e 9 meses. Foi uma decisão dele, sem choros, sem traumas. Estávamos vendo TV, passou uma propaganda de brinquedo e ele disse que queria. Eu, pela milésima vez, disse que o dia que ele largasse a chupeta ele ganharia um patinete. Ele tirou a chupeta da boca, levantou do sofá e disse: não vou mais usar pepeta, vou jogar fora. Com medo de perder uma chupeta novinha (e, consequentemente, 25 reais), me ofereci para “jogar”, mas meu filho insistiu e disse que ele mesmo faria isso. Jogou e não falou mais sobre o assunto.

Largar a chupeta

À noite, na hora de dormir, ficou se revirando bastante na cama, mas finalmente caiu no sono. A madrugada agitada, com choros saudosos da chupeta ficou na minha imaginação, porque ele teve uma noite muito tranquila. E desde então nada mais de chupeta!

MAS a história termina aí? Nããão, claro que não! E é isso que não te contam!!

Para o filho largar a chupeta, a gente encontra centenas de textos por aí com dicas e mais dicas. Até tentei usar algumas, como a famosa foto do mendigo, dizendo que ele usava chupeta e ficou assim :/ Não adiantou nada e ainda fez meu pequeno ter pesadelo, tadinho. Morri de remorso… Ele ficou 1 semana falando nessa foto (#menasmae).

mendigo

Mas e o pós adeus-pepeta? Aqui, pelo menos, não foi fácil!

Apesar de ter sido uma decisão dele e de o assunto “chupeta” ter simplesmente desaparecido do vocabulário dele, meu filho está passando por uma fase emocional complicada. Eu diria que é uma fase de aprendizado emocional, pois ele não tem mais aquele “porto seguro”, representado pela chupeta.

Antes de largar a chupeta, bastava alguns minutinhos deitada do lado para ele engatar o soninho. Hoje ele luta bastante contra o sono e demora muito mais tempo para dormir.

Quando fica de mau humor ou bravo com alguma coisa, é muito difícil acalmar os ânimos. Muito compreensível, afinal, nesses momentos a chupeta o acalmava. E agora ele tem que aprender a se acalmar sozinho. Só que os dias de mau humor estão bem frequentes e, muitas vezes, durante essas crises, eu já teria oferecido a chupeta a ele.

Aos poucos ele vai se acostumando com esse novo “ele”, vai aprendendo a se acalmar sem o uso da chupeta e, principalmente, reaprendendo a dormir. Enquanto isso, repito o mantra: “paciência, é uma fase, vai passar”.

Se você está passando pela mesma crise que nós, sinto muito, eu não posso te dar “10 dicas infalíveis”.  A única coisa que posso te dizer é: “Tamo junto”.

Quero ressaltar que ele não largou a chupeta assim, “do nada”.

Por muito tempo, cerca de 1 ano, nós (o pai e eu) vínhamos falando sobre a chupeta com ele. Que é só bebê que usa, que ele ia ganhar um presente, que os dentes iam ficar tortos, que era para entregar pro Papai Noel, pro coelhinho da Páscoa… enfim, usamos todos os artifícios. Em todos os momentos achei que não estava adiantando de nada. A única coisa que me amparava era saber que ninguém usa chupeta pra sempre, com exceção do Adalto, da novela Avenida Brasil hihihi.

Então tenha paciência e continue insistindo, que uma hora vai! Eu, particularmente sou contra tirar a chupeta da criança sem o consentimento dela. Do tipo: “acabou, a partir de hoje você não tem mais chupeta”. Acho que tem que partir da criança. Mas cada mãe sabe o que é melhor para o(a) filho(a)

Tomara que toda essa experiência sirva com a minha caçula, pois muito em breve terei que tirar dela também. Segundo a fonoaudióloga que atende meu filho (sim, ele teve um pequeno atraso na pronúncia de alguns sons devido ao uso da chupeta), o limite de uso é até os 2 anos.

E aí na sua casa, como foi tirar a chupeta dos filhos? Fácil? Muito choro? Compartilhe a sua experiência!


Atualização:

Escrevi esse texto há algumas semanas e é com muita felicidade que conto que essa fase de sono ruim, mau humor e dificuldade para se acalmar está passando de verdade! 🙂

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