Comportamento

Educadora musical Andréia Lima fala sobre os benefícios da musicalização infantil

Difícil encontrar alguém que não goste de música. Música desperta, acalma, emociona, relaxa, produz endorfina! E nas crianças, você sabe qual efeito que ela pode proporcionar? Para quem estiver procurando por uma atividade extra para os filhos ou até mesmo para entender a importância das aulas de música na escola, esse post foi feito para você!

musicalização infantil

Photo credit: JeremyOK via Visual Hunt / CC BY-NC

E não estou falando de uma criança de 10 anos ir para a aula de bateria, hein? Meu filho mais velho frequentou aula de musicalização infantil quando tinha 8 meses (comigo junto, claro). Ele adorava, era um momento super educativo e divertido ao mesmo tempo. Explorava os instrumentos musicais com muita curiosidade e animava-se com as canções e brincadeiras musicais. E, no meio de uma aula tão lúdica, meu filho, que sempre foi agitadinho, ficava mais concentrado, aprendia a seguir o grupo e a participar das atividades propostas. Isso sem contar com a socialização com outras crianças (ele ainda não ia à escola ainda). Foi enriquecedor, com certeza! E ainda é! Atualmente a música está presente para ele tanto nas aulas de musicalização quanto nas de inglês na escola. Muito mais fácil aprender cantando, não é?

E para falar sobre musicalização infantil, chamei a educadora musical Andréia Lima*, idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças“. Ela me contou que os bebês a partir de 4 meses já podem participar de oficinas de música: “Nesta fase a maioria reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura”. Confira abaixo a entrevista completa e leia algumas dicas para fazer brincadeiras musicais em casa com seus filhos:

andreia lima

Quais os benefícios da musicalização infantil?
A musicalização infantil contribui para o desenvolvimento das habilidades como lateralidade, concentração, atenção, raciocínio lógico, socialização, sensiblidade e musicalidade, que colaboram para a formaçao da criança como indivíduo.

A partir de que idade os bebês podem frequentar aulas de música?
Eu trabalho com bebês a partir de 4 meses, pois nesta fase a maioria já consegue conter o choro quando escuta o som de um objeto, reage com alegria quando escuta um som que gosta e a mãe se sente mais segura.

Em geral, como são as atividades para os bebês? E para as crianças?
Quando mais novo o bebê, mais brinquedos musicais, e, para as crianças, mais instrumentos e músicas com movimento. As atividades trabalham as habilidades, mas sempre respeitando a linguagem de cada fase. Posso utilizar a mesma música para todas as fases, mas de uma forma diferente.

Em casa, como podemos “brincar de música” com nossos filhos, além de cantar para eles?
Pode fazer batuque com objetos da casa com panelas  e colheres, sons com o corpo como do beijo, cavalo e chuva – eles adoram! Pode-se criar histórias para as crianças fazerem os sons e também brincar de regência com uma musica clássica, assim se estimula a criatividade e percepção auditiva.

Existe alguma diferença na percepção musical entre meninos e meninas? Pelo que observo, as meninas são mais soltas, gostam de dançar mais… isso existe mesmo?
Essa pergunta é muito interessante! As meninas são consideradas mais afinadas do que os meninos e são também mais estimuladas ao movimento, mas acredito que isso seja uma questão cultural. Raramente os pais estimulam seus filhos a dançarem, mas também temos mais meninos musicistas do que meninas. Então acredito que a diferença perceptiva seja mínima.

* Andreia Lima é educadora musical e idealizadora do projeto “Musiqueira – produção cultural para bebês e crianças”. Realiza oficinas musicais para bebês, crianças e educadores da primeira infância. Contato: https://www.facebook.com/musiqueiraartes e http://musiqueiraartes.com.br

Comportamento

Cães e gatos x Crianças: mitos e verdades

O assunto animais x crianças sempre rende uma boa conversa! E é por isso que chamei a médica veterinária Eliane C. K. Botti para falar um pouco sobre essa relação tão encantadora!

Cachorros e crianças

Foto: dreamstime.com

Desde a gravidez, já começamos a nos preocupar: será que o cãozinho vai gostar do bebê, como vou conseguir dar atenção aos meus bichinhos, será que meu filho vai desenvolver alguma alergia, e por aí vai, né? Aqui em casa não foi diferente! Temos uma cachorra e duas gatas, portanto, todas as perguntas sobre esse assunto, desde o risco da toxoplasmose até a convivência com as crianças, passaram pela nossa cabeça.

E no final tudo deu certo :). As nossas crianças adoram os animais, mas nunca forcei nenhuma aproximação, deixei cada um no seu tempo. Seguimos algumas recomendações da própria veterinária Eliane desde a minha primeira gestação. Por exemplo, antigamente minhas gatas dormiam na nossa cama, mas eu preferi barrar o acesso delas aos quartos, assim como o da cachorra. Então fizemos essa mudança antes do meu filho nascer. É importante ter essa preparação, pois os animaizinhos podem sentir-se rejeitados com o nascimento da criança.

Um grande receio das futuras mamães que têm gato é a toxoplasmose, doença que pode causar danos sérios ao feto quando adquirida durante a gravidez. Só que também existe muito preconceito e precisamos nos informar direito antes de qualquer atitude! No meu caso, a primeira obstetra que me consultei falou que eu deveria me desfazer das gatas. Isso estava fora de cogitação! Pesquisei, conversei, me informei direito e descobri que bastava tomar certas precauções na higiene da caixinha de areia, que eu estaria segura. É muito mais perigoso comer uma carne crua ou mal passada ou ainda ingerir salada mal lavada do que ter contato com gatos. E outra: você sabia que a contaminação se dá somente no primeiro ano de vida do animal? Bom, troquei de obstetra.

Confira abaixo a conversa que tive com a Eliane C. K. Botti, mãe e médica veterinária.

Todas as Mães: Dizem que o animal já sente quando a mãe está grávida, é verdade? Quais mudanças no comportamento dos cães e gatos são possíveis observar quando estamos grávidas?
Eliane Koutchera: Minhas clientes que ficaram grávidas sempre relataram que muitas vezes seus pets ficam mais grudadinhos antes mesmo de elas saberem que estavam grávidas. Eu mesma quando fiquei grávida, antes mesmo de ter a confirmação, notei que minha rottweiller deixou de pular em mim.

Todas as Mães: Como preparar o animalzinho para a chegada do bebê? Eles também sentem ciúmes?
Eliane Koutchera: O ideal é que se for preciso fazer alguma mudança na rotina do animal, por exemplo, não entrar mais em casa ou em algum cômodo da casa como o quarto do bêbe, que essa mudança seja feita antes de o bebê chegar, para que o animal não se sinta excluído da novidade. O bebê que vai chegar será um concorrente da atenção que o animal tem, principalmente se os pais forem marinheiros de primeira viagem. No meu caso, assim que minha filha nasceu, fizemos o seguinte: a primeira roupinha que ela usou, no dia de seu nascimento, o meu marido levou para casa para que nossa cachorra sentisse o cheiro, e quando voltamos, uma pessoa saiu para passear com ela e eu entrei com minha filha em casa. Quando ela retornou do passeio nem ligou muito para a nova integrante da família. Ela cheirou por curiosidade e só…

Todas as Mães: Toxoplasmose – quais os cuidados que a grávida deve ter com o gato para não pegar toxoplasmose?
Eliane Koutchera: Quem transmite a toxoplasmose são os gatos contaminados. A contaminação se dá através das fezes ou da carne do gato e somente no primeiro ano de vida do animal. Depois desse período o gato não transmite mais a toxoplasmose. Se a gestante tiver um gato filhote não precisa se desfazer dele, deixe a tarefa de limpeza da caixa sanitária para outra pessoa. Se não for possível, o ideal é que não tenha contato direto com as fezes na hora da limpeza e que lave muito bem as mãos.

menina-com-gato

Foto: freeimages.com

Todas as Mães: A partir de quantos meses o bebê pode ter contato com o animal? O pelo do cachorro/ gato causa alergia?
Eliane Koutchera: Alguns bebês podem ter alergia aos pelos dos animais. No caso dos gatos o que causa a alergia na verdade, não são os pelos e sim uma proteína da saliva dos gatos, já que esses se lambem para se higienizar. A orientação que recebi da pediatra de minha filha foi que podia deixar o animal desde o primeiro dia em contato com o bebê… Tanto que minha cadela dormia debaixo do berço de minha filha e nunca tivemos problemas com alergia.

Todas as Mães: E para as famílias que gostariam de cuidar de um cãozinho: quais as raças mais indicadas para as casas com crianças?
Eliane Koutchera: Se a casa não possui nenhum pet e a família deseja adquirir um, vai depender do espaço disponível, da rotina da casa, do comportamento da criança. Existem crianças que são muito ativas, o ideal seria um cão que aguentasse as brincadeiras da criança e que não fosse agressivo. Muitas vezes as pessoas acham que os cães pequenos são melhores, mas, na verdade são os que menos gostam de crianças. Os que gostam de crianças geralmente são beagles, mas, é uma raça bem complicada de comportamento, pois é um eterno bagunceiro e filhotão para a vida toda. Os golden retrivers são bem bacanas com criança e labradores também. O ideal é que se estude o comportamento de varias raças para ver qual melhor se adequa à família.

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A escolha da cadeirinha: entrevista com Guga Machado, do Eu Vou de Bike.com

Quem gosta de andar de bike, fica bastante ansioso para os filhos crescerem um pouquinho e poderem passear na cadeirinha da bicicleta. Mas, na hora de escolher o acessório, sempre surgem algumas dúvidas sobre os modelos, instalação, idade etc. Para auxiliá-los nesta questão, confiram algumas dicas preciosas neste post!

© Nataliya Hora | Dreamstime.com - Smiling baby in bicycle seat

© Nataliya Hora | Dreamstime.com – Smiling baby in bicycle seat

Qual a idade certa?

É preciso levar em conta a firmeza do pescoço e do tronco do bebê. Mas, pelo amor de Deus, não vai me colocar um bebê de 5 meses na cadeirinha da bicicleta rs. Na dúvida, pergunte ao pediatra se o seu bebê já está pronto para passear de bike! Aqui em casa, meu filho mais velho só foi andar pela primeira vez na cadeirinha com 11 meses. A caçula está com 1 ano, mas ainda não andou, apesar de já estar pronta! Ah, importantíssimo: deixe as mãos da criança livres. Se a criança estiver com algum objeto na mão, ela pode soltar a qualquer momento e, caso caia na roda, pode causar uma queda.

Em geral, a cadeirinha dianteira suporta até 15kg e a traseira até 25kg. Se seu filho ainda for pitico, o mais seguro é optar pela cadeirinha dianteira, pois você tem a possibilidade de monitorá-lo o tempo todo. Por outro lado, quando a criança já está no limite do peso da cadeirinha dianteira, ele estará grande o suficiente para atrapalhar os movimentos do ciclista. Neste caso, a cadeirinha traseira acaba sendo mais segura. E por falar em segurança… não se esqueça do capacete (o do condutor e da criança).

Qual modelo escolher?

Além de levar em consideração o peso e a altura da criança, saiba que o modelo da sua bike também interfere na escolha da cadeirinha. Conversei com Guga Machado, do portal colaborativo Eu Vou de Bike.com, que deu orientações importantes nesta escolha.

Todas as Mães: Qual a principal dica de segurança na hora de escolher a cadeirinha da bike?

Guga Machado: “Em primeiro lugar, mais do que a idade, o ideal é sabermos o peso e altura da criança, pois estes são critérios muito importantes na seleção da cadeirinha. A partir destes valores, selecionamos a cadeirinha adequada, que deve ter cinto de segurança e de preferência alguma certificação (INMETRO, se for nacional). Devemos também definir se a caderinha será montada na dianteira (sobre o ‘top tube’ da bike) ou na traseira (atrás do selim do condutor).”

Todas as Mães: Como o modelo da bicicleta interfere na escolha da cadeirinha?

Guga Machado: “A maioria das bicicletas disponíveis no mercado hoje ainda utilizam uma geometria do tipo ‘Mountain Bike’, que costuma ter esta parte do quadro (o top tube) curta e inclinada para frente, o que pode dificultar a instalação do equipamento na dianteira. Então, uma outra dica é levar a bike em sua loja de confiança, para que seja feito um teste antes da aquisição do equipamento. E se não conseguir instalar na dianteira, instale na traseira mesmo. Em nossa experiência, as crianças gostam muito mais de serem transportadas na dianteira. Porém, este é o modo recomendado quando o uso maior for lazer, e desde que sua bicicleta atenda as condições expostas acima. No uso mais como meio de transporte, o ideal é transportar a criança atrás, para que o manuseio da bicicleta não seja prejudicado.”

Todas as Mães: Quais as principais marcas existentes no mercado?

Guga Machado: “Marcas tem muitas, e muitas de ‘fundo de quintal’. Então a dica é procurar alguma certificação confiável (INMETRO ou outra certificação internacional) e procurar adquirir (bem como instalar, pois dependendo do modelo de cadeirinha, a instalação pode ser crucial quanto a segurança, ou a falta de) o equipamento em loja especializada, evitando os magazines. Normalmente numa boa loja especializada, já ocorre uma enorme seleção de equipamentos oferecidos. Acredito que neste momento não é hora de economizarmos, concorda? Procure também adquirir um modelo facilmente desmontável, pois quando não utilizarmos o equipamento, este pode ser retirado para facilitar nossa pedalada.”

Dicas anotadas? Então pegue a bike, os capacetes e curta um passeio bem gostoso com os filhotes! 🙂

E para ter mais informações sobre a inclusão do ciclismo nos grandes centros urbanos, visitem o site do entrevistado Guga Machado: http://www.euvoudebike.com e sua página no Facebook www.facebook.com/euvoudebike