Comportamento

Como organizar uma feira de troca de brinquedos

organizar feira de troca de brinquedos

Foto: pexels.com

Já pensou reunir os amigos da escola, do condomínio, do bairro, da sua comunidade e realizar uma Feira de Troca de Brinquedos? Além de ser um motivo delicioso para integrar as crianças, uma troca de brinquedos incentiva a conscientização sobre esse consumismo desenfreado que estamos vivendo.

A Feira de Trocas de Brinquedos é uma alternativa sustentável de lazer que envolve reflexões sobre consumo, estimula a colaboração, socialização e criatividade entre as crianças, pois possibilita que elas deem um novo significado aos seus brinquedos”, diz Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Alana, organização sem fins lucrativos. O programa atua desde 2006 para sensibilizar as pessoas sobre as consequências do consumismo infantil.

Durante todo o mês de outubro, o Criança e Consumo incentiva que mães, pais, e responsáveis, educadores, vizinhos, entre outros grupos, organizem suas próprias Feiras de Trocas de Brinquedos. Pode ser um grande evento, realizado em parques públicos ou espaço coletivos, assim como uma “feirinha” entre os amigos, coleguinhas da escola ou da sua rua! A ideia é que qualquer pessoa ou grupo possam organizar a feira de troca de brinquedos.

E como?

No site do Criança e Consumo tem um material de apoio bem completo para quem quiser organizar a sua Feira de Trocas de Brinquedos! Está tudo mastigadinho, com orientações práticas sobre o que fazer antes, durante e depois da feira, um guia de combinados para orientar as crianças durante a troca, além de todo o material gráfico, como convite virtual e cartaz. É só fazer o download (gratuito).

Feira de Troca de Brinquedos

Exemplo de cartaz de divulgação de Feira de Troca de Brinquedos disponível para download no site do Criança e Consumo

E para quem quiser organizar uma feira maior, aberta ao público, o site também disponibiliza um modelo de release para ser distribuída para a imprensa e divulgar seu evento!

É realmente muito inspirador! Vamos ajudar a compartilhar essa ideia?

 

Comportamento

Entrevista Jiang Pu do Masterchef: maternidade e empreendedorismo

Jiang Pu foi a terceira colocada da segunda edição do MasterChef e se tornou uma querida do público. Alguns meses depois de terminado o programa da Band, anunciou sua gravidez. Depois do nascimento de sua filha, apostou no empreendedorismo. Abriu um restaurante em Pinheiros e, com apenas 5 meses de funcionamento, ficou em 3º lugar no Prêmio Veja Comer e Beber 2017. Como era de se esperar, afirma que mesmo com a pressão dos jurados Jacquin, Paola e Fogaça, a maternidade é muito mais desafiante que o programa MasterChef.

Confiram a entrevista que fiz com Jiang, mãe da Cecília e proprietária do restaurante Chi Culinária Oriental. Ah, no final ainda tem receitinha para fazer em casa para as crianças!

entrevista Jiang Masterchef
O que a maternidade fez mudar em você?

Acho que a responsabilidade. Antes de ter filha, fazia o que eu quisess, agora tenho que planejar tudo com antecedência.

Você abriu o restaurante Chi Culinária Oriental há menos de 1 ano. Qual foi a maior dificuldade que você sentiu como empreendedora? 

No começo do projeto Chi, era uma cozinha, servindo comida está ok! Mas com avanço da execução, tive que decidir sobre arquitetura, engenharia, ceramista, agrícola, pecuária, mixologia, administração, economia, contabilidade, advocacia… Era um complexo que nunca imaginei!!!
entrevista Jiang Masterchef

Como foi ser indicada para a 21a edição do Veja Comer e Beber? 

A casa só abriu há 5 meses, ainda está lutando com a melhoramento, foi com muita surpresa que recebemos a notícia. E nesse ano ficamos em 3º lugar.

O que é mais desafiador? Participar do Master Chef ou ser mãe (risos)?

Ser mãe, rsrsr, pois não tem fim!

Como consegue conciliar a sua vida profissional com a vida de mãe? Tem horas que você “enlouquece” também (como qualquer outra mãe)?

Na verdade sempre achei fui ‘premiada’, por que minha filha não deixa sossego em nenhum momento. Ela é toda o contrário que eu queria, rsrsrs, muito teimosa e elétrica, acho que qualquer um fica estressada depois de ouvir 10h de choro por dia. Por isso existe o pai, nessas horas eu deixo Cecilia por conta dele.

Você pode dar alguma receita de um prato oriental para fazermos em casa para as crianças? 

Tenho uma bem fácil, um ovo batido, adicione 2x de água do ovo, pouco óleo de gergelim, pouquinho sal, mistura bem, papel insulfilme, 1min no microondas e pronto! Tipo um suflê de ovo salgado!

Chi Culinária Oriental

Rua Cônego Eugênio Leite, 448, Pinheiros

Telefone: (11) 30627350

Comportamento

Terapia de casal após a chegada dos filhos

terapia de casal após filhos

Se existe um casal que não teve dificuldades na adaptação da nova rotina após a chegada do bebê, eu não conheço, nunca vi! Cansaço, noites mal dormidas, rotina nova, falta de tempo e de espaço são algumas das queixas no consultório da Dra. Cristiane M. Maluf Martin, psicanalista, especialista em terapia de casais.

Aqui em casa me lembro muito bem dos tempos de crise quando as crianças nasceram. Um exemplo: em ambos os filhos, meu marido que dava banho neles, pois eu morria de medo de machucá-los. No Teodoro comecei a dar banho depois dos 3 meses só. Já com a Alice, depois dos primeiros dias, comecei a ficar irritada e muito impaciente quando meu marido chegava atrasado do trabalho. Então cortei aquela dependência que tinha dele e assumi o banho quando ele se atrasava. Até aí estava tudo bem… Mas no dia que ele “botou as manguinhas de fora” e resolveu voltar a jogar tênis (esporte que ele sempre praticou durante a semana após o trabalho), virei uma fera!! Como assim ele ia retomar a rotina dele? Da simples partida de tênis até a cervejinha pós-jogo (como ele também sempre fazia) foi questão de poucas semanas. Assim como a minha ira!

Foram tempos difíceis no nosso relacionamento. Mas com muita conversa, acordos e também jogo de cintura conseguimos superar esse momento tão difícil (e comum) na vida do casal. Ele também me mostrou que eu podia contar com ele para eu fazer as minhas coisas, ter um tempo só pra mim. Assim como, aos poucos, fomos redescobrindo qual seria o tempo só nosso, do casal. É difícil, mas a gente acaba encaixando!

Na época, não procuramos uma terapia de casal, mas acho que poderia ter sido muito benéfico para a gente! Fiz essa entrevista com a Dra. Cristiane para mostrar um pouco do que acontece no consultório de uma psicanalista e quais as principais queixas das mulheres e dos homens após a chegada do bebê.

Será que você se identifica?

Quais são as principais queixas no consultório das mulheres após a chegada da maternidade?

Geralmente, após a maternidade, as mulheres se queixam da falta de tempo para si, ou seja, do quanto o bebê depende 100% dela, o que acaba tirando não seu sono, mas também todo o tempo da mulher. Ressalto que a perda do espaço e da liberdade do casal é uma das queixas mais frequentes apresentadas pela mulher.

Ter filhos exige bastante disponibilidade física, mental, financeira e outros adjetivos, como paciência, dedicação, disposição, doação. Sugiro que essas mudanças sejam trabalhadas psicologicamente no decorrer da gestação para que a mulher não sinta um impacto tão grande na prática.

Quem não dorme bem, passa o dia mal, em todos os sentidos mal humorado e alterado, afetando a relação.

Geralmente é a mulher quem procura uma psicóloga para fazer terapia de casal? 

Não necessariamente. Hoje em dia esse cenário mudou bastante, alguns homens preocupados em resgatar suas relações também procuram a terapia de casal, até para se sentirem mais aliviados e entenderem que a atenção maior da sua companheira, que antes só era esposa e agora também é mãe, é quase 100% para o bebê.

Atualmente estamos observando um avanço significativo na chamada paternidade ativa. Você acha que o fato dos homens estarem mais presentes na rotina e nos cuidados do bebê pode ajudar na relação entre o casal?

Sim, pois ajuda o casal a não se distanciar por conta da nova rotina que a chegada do bebê traz. Inclusive com a ampliação da licença paternidade, o vínculo entre o pai e o bebê tornou-se bem mais próximo, o que favoreceu a família como um todo, pois com essa licença o pai “ganhou” o direito de permanecer mais presente durante os 20 primeiros dias de vida do bebê, ajudando sua companheira nesta fase de adaptação bastante difícil.

É muito comum ter uma mudança na relação do casal após a chegada de um bebê, não é? Mas em que momento na vida do casal se faz necessário procurar uma psicoterapia a dois?

Sim, por mais que o casal se conheça, e estejam numa relação estável a chegada de um filho é sempre um diferencial na vida de todo casal, onde eram dois agora são três, quanto mais tarde o casal decide por ter filhos mais difícil será a adaptação, pois estão priorizando suas vidas profissionais e o “espaço” para o bebê fica cada vez menor.

Ressalto que um dos momentos importantes para buscar uma psicoterapia de casal é quando o casal começa a responsabilizar a chegada do bebê pelo desgaste da relação, o que na verdade, essa situação só intensificou problemas que já existiam e não foram resolvidos antes da chegada do filho (a).

Tem alguma dica para as mães que estão tendo alguma dificuldade no relacionamento?

A cumplicidade, o diálogo, o companheirismo entre o casal antes da chegada do bebê é fundamental para que ambos consigam passarem por esse período de adaptações de uma maneira mais tranquila.

E mesmo após o nascimento do filho (a), devem manter esta cumplicidade enquanto casal, pois não podem se esquecer que independentemente de serem pai e mãe são um casal e precisam manter o amor que os uniu.

·  Dra. Cristiane M. Maluf Martin é especialista em psicanálise, terapia de casais, psicodiagnóstico, ludoterapia e dinâmicas de grupo. Possui 19 anos de experiência profissional e, também, é palestrante. Atua ainda em hospitais públicos na área de Planejamento Familiar