Comportamento

Desfralde parte 2: livros podem ajudar a família

No mercado editorial existem alguns livros que podem ajudar nessa fase tão delicada para os filhos (e para os pais também), que é o processo do desfralde.

Mas é importante saber que o que dá certo para uma criança, pode não dar para a outra. Então é bacana folhear esses livros junto com a criança até vocês acharem um livro que mais se identificam. “Adoro os livros, eles podem ser incríveis e nos ajudam em todas as fases da vida. Porém, costumo chamar a atenção para o fato de que diante da farta oferta que existe hoje em dia, pais e cuidadores devem ler e escolher o material antes que seja oferecido para a criança. É fundamental que a família escolha a linguagem e o conteúdo que faz sentido para si”, alerta a psicoterapeuta Joana Petrilli, que selecionou alguns livros sobre a retirada de fraldas.

“Os livros costumam ajudar na adequação da linguagem próxima ao universo infantil, em ‘dar nome aos bois’, propiciar a conversa sobre, legitimando o que a criança vive dentro de um contexto além dela. Ela pode ver que ‘é da vida’, quando percebe que outros personagens com os quais pode se identificar facilmente, vivem o mesmo”, completa Joana Petrilli. No post anterior, a psicoterapeuta falou sobre como saber o momento certo do desfralde. Clique aqui para ler.

Espero que esses livros ajudem a sua família a passarem por esse momento tão importante! É um pouco difícil sim – pode ser até um pouco mais para algumas crianças. Mas com carinho, paciência e muita calma, o dia de dar adeus às fraldas chegará!

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Comportamento

Seu filho está pronto para o desfralde?

Eis que o assunto *desfralde* começa a ficar mais frequente na sua casa, na rodinha de mães e no grupo de WhatsApp. E nós sentimos um misto de liberdade (e economia hehe) com apuros e apreensão. Impossível saber o que está por vir… o desfralde pode ser tranquilo e rápido, como também pode ser bem chatinho e demorado :/

Desfralde

Photo credit: thejbird via Visual Hunt / CC BY

Mas, como ter a certeza de que seu(sua) filho(a) está pronto(a) para a retirada das fraldas?

Eu sugiro que a família converse com a escola para iniciarem essa trajetória juntos. Pelo menos aqui em casa, a colaboração da escola no desfralde dos meus dois filhos foi fundamental. Eu tinha certeza que meus pequenos estavam prontos para tirar a fralda e a escola me ajudou a ter essa percepção.

Antes de tudo, o importante é respeitar o ritmo de cada criança. De acordo com a psicoterapeuta infantil Joana Petrilli, a idade isoladamente não é um bom indicador de que a criança está pronta para a retirada das fraldas.

Convidei Joana Petrilli, que trabalha há 15 anos com crianças e adultos em psicoterapia, para falar sobre esse momento tão delicado – não só na vida dos pequenos, mas da família toda. Vale muito a pena ler o artigo abaixo, que está riquíssimo em informações sobre o desfralde!

A partir de que idade a criança está pronta para o desfralde?

Por Joana Petrilli

De maneira geral a cultura ocidental parece ter “imposto” a exigência de que este controle se faça a partir dos dois anos de idade, contribuindo muitas vezes para transformar esta questão em um problema.

Alguns estudos relatam que nos países em desenvolvimento pode ser observado uma idade cada vez mais tardia e apontam para o fato de que ao ser observado o processo natural para esta aquisição, a maior parte das crianças adquiriram controle total (não necessitam mais das fraldas durante o dia ou à noite) ao redor dos 3 anos e meio, até quatro anos. Consideramos controle adquirido quando a criança consegue reconhecer a necessidade, nomear, ir ao banheiro e limpar-se de forma autônoma, regularmente.

No ritmo de vida que levamos, aguardar que cada criança faça ao seu modo e no seu tempo não é tarefa óbvia. É difícil para as famílias transitarem entre a velocidade do tempo que vivem a rotina diária e o tempo da paciência e persistência necessárias para a construção de laços afetivos tão fundamentais na criação das crianças. Ficamos diante das cobranças sociais, regras da escola, recomendações do pediatra e a lida com os escapes, sem falar no alto custo financeiro das fraldas. Assim, é frequente “perdermos o timing”, acelerarmos ou mesmo não estarmos abertos para perceber os sinais do que ela já pode e faz sozinha, desencorajando-os neste lindo processo que é o crescimento e a aquisição de autonomia.

A auto estima (o que as crianças pensam e sentem sobre si mesmas e suas habilidades para cumprirem diferentes tarefas) desempenha um papel importantíssimo no desenrolar deste processo. Ela se desenvolve dentro de uma interação dinâmica entre o temperamento inato da criança e as forças do meio ambiente que respondem a ela. Expectativas apropriadas que acolhem o tempo da criança e de cada família podem facilitar a interação pais-criança, pais-escola, escola-criança e etc assim um ambiente propício para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional saudável.

Podemos criar um problema quando exigimos que as crianças resolvam situações que não estão ainda em condições físicas ou emocionais para resolver. Acompanhar é perceber o outro, é acolher, auxiliar, legitimar, reforçar positivamente, motivar, ser uma referência respeitar e ter paciência, tornando o ambiente propício para os processos acontecerem.

Deste modo, é importante que pais e comunidade cuidadora (escola, creche, família e profissionais) possam se oferecer como uma grande retaguarda balizadora, que acompanha e apoia um processo que ocorre naturalmente. O tempo deve passar necessariamente pelo reconhecimento do funcionamento do próprio corpo e a maturidade neurobiológica e emocional para o controle.

Algumas dicas podem facilitar a percepção de que a criança está em processo de desfralde, auxiliando os adultos neste acompanhamento.

Sobre os sinais da criança:

– percebe a vontade de fazer xixi e cocô e consegue comunicar .

– pode adiar esta necessidade ainda que por poucos instantes (controlar a musculatura do intestino e da bexiga).

– se interessa pelo banheiro e consegue ficar sentada no vaso ou penico.

– consegue entender o que quer e o que se espera dela quando conduzida ao banheiro.

– Pede para tirar a fralda ou o faz as necessidades sozinha.

– Cooperativa e interessada no assunto.

O adulto:

– quando os sinais corporais ou verbais aparecem, pode ajudar a nomear com expressões simples à necessidade( as crianças nesta idade também estão aprendendo a falar ).

– Preparar o espaço do banheiro de forma segura, de fácil acesso e convidativo para a criança.

– É efetivo reforçar os sucessos e não punir os fracassos.

– A compreensão e incentivo do adulto é fundamental. Sendo assim, buscar parceiros e informação para se manter motivado é importante, pois pode ser um processo também cansativo para os papais, principalmente quando se prolonga.

No próximo post, a psicoterapeuta Joana Petrilli dará dicas de alguns livros que podem ajudar a criança e os pais no processo do desfralde.

O que você achou? Como foi ou como está sendo a retirada de fraldas na sua casa?

Comportamento

Por que o segundo filho é mais fácil… E por que é difícil também

Mãe de dois

mae de 2

Todo mundo acha que quando o segundo filho vem, tudo é mais fácil, afinal de contas você já sabe o que é ter um filho, já sabe o que é ser mãe.

Bom, é verdade, o segundo filho, salvo algumas exceções, vem sem grandes novidades. Você já é mãe, já sabe o que vem pela frente, já passou pelas fases de desenvolvimento do primeiro filho. Mesmo que o intervalo entre os dois seja de poucos meses ou vários anos. A experiência de ser mãe você já tem e isso não vai mudar. 

O que mudou para mim foi o modo com que encarei a maternidade. Como foram gestações sem sustos de saúde, levei a segunda gravidez de um jeito mais leve, se me preocupar tanto (e sem ler tantos livros “gravidez mês a mês”). Mas isso é ruim também. Me pergunte se eu fiz o “livro do bebê” da minha caçulinha, com tooodos aqueles detalhes do nascimento?! Quando ela crescer e descobrir isso, aposto que vai ficar #chateada :/

No final da primeira gravidez, evitava carregar peso e fazer muito esforço. No final da segunda gravidez eu carregava o primogênito no colo (na época com 2 anos) pra cima e para baixo. Não que isso fosse indicado, mas não tinha o que fazer!

Na amamentação do Teodoro – que foi até 1 ano e 1 mês – eu sentava calmamente na minha poltrona branca de couro, colocava uma musiquinha suave, deixava só a luz do abajur acesa e ele mamava tranquilamente. Com a Alice não teve esse romantismo todo em torno da amamentação. Ela mamava enquanto o irmão pulava em cima de mim querendo brincar ou enquanto eu dava bronca de longe falando que ele não podia colocar a mão na tomada ou enquanto ele tinha seus ataques de birra típicos do terrible two! Hahaha

Se por um lado a caçula não desfrutou de momentos tranquilos na amamentação, por outro lado ela teve a chance de ter o irmão o tempo todo estimulando seu desenvolvimento. Por mais caretas que você faça, não existe nada mais engraçado para um bebê do que outra criança. Eles se divertem juntos desde os primeiros meses!

É interessante também notar que não só você e a sua mentalidade mudam entre uma gravidez e outra… as recomendações mudam e nem precisa voltar muito no tempo, não. Quando meu filho mais velho nasceu, há 5 anos, alguns pediatras e azamigas diziam que o bebê deveria dormir desde o primeiro dia de vida no berço dele para se acostumar a dormir sozinho. Naquela época o livro “Nana, Nenê” fazia o maior sucesso sugerindo o método de deixar o bebê chorando sozinho no berço em intervalos controlados até o seu filho aprender a dormir. Pegar no colo era um erro!

Eu não segui esse método, não existia a menor possibilidade de eu ouvir o meu filhote chorando e deixá-lo sozinho desamparado. Mas que fez um sucesso entre muitas mães da época, isso fez.

Já quando a Alice nasceu, há 3 anos (diferença de 2 anos entre um e outro), esse método de deixar o bebê chorando já tinha sido muito questionado e abandonado pelas mães. E começou a surgir por aqui o berço de co-sleeper, aquele bercinho para colocar do lado da cama da mãe. Hoje em dia a Academia Americana de Pediatria recomenda que o bebê durma no quarto dos pais até um ano de vida. E esse berço co-sleeper, até então caro e dificílimo de ser achado, é bem mais comum hoje em dia nas lojas de móveis.

Isso sem contar com as mudanças mais que necessárias nas recomendações de parto cesariana, de acordo com as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2015. O incentivo ao parto normal mudou drasticamente de poucos anos para cá, embora ainda esteja aquém do ideal – em 2016, 55% dos partos foram através de cirurgia cesariana, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos sejam cesários.

Ou seja, a sua cabeça em relação à maternidade também muda de acordo com o meio que você está vivendo. Tem muito de uma questão histórica e cultural. Isso explica quando os mais velhos insistem em dizer “na minha época não era assim”… Dá para entender, né? (Só não precisa seguir todas as indicações do tempo da vovó hihihi).

Mas das coisas que não mudam, consegui listar algumas facilidades e dificuldades de ter o segundo filho:

Facilidades

– aproveitar roupas, uniformes, móveis e acessórios do primeiro filho – mesmo que de sexos diferentes.

– você já tem bastante experiência na troca de fralda

– não precisa se descabelar para encontrar um pediatra para o seu segundo filho, você já tem um.

– já tem opinião formada sobre dar vacina no posto de saúde ou na clínica particular.

– já sabe em qual escolinha/ creche vai colocar o(a) segundinho(a)

– eles brincam juntos. Bastante! E você vai se derreter de amor quando presenciar uma cena de carinho, que não são poucas <3

Dificuldades

– dependendo da diferença de idade entre os filhos – no meu caso 2 anos – você passa cerca de 5 anos trocando fraldas e mais fraldas. E se os 2 usarem fraldas ao mesmo tempo, os gastos com farmácia sobem assustadoramente.

– um acorda, o outro acorda também :/ Mesmo que seja 5h da manhã!

– eles brigam. Bastante! E você será sempre a juíza de pequenas causas. Minúsculas causas, na verdade.

– virose: um pega, o outro pega também. Mas pelo menos quando o segundo fica doente, você já sabe o que está por vir.

– Se com um filho você já ouvia o chamado “mãe” 467.873 vezes, esse número vai dobrar com dois filhos. Com três filhos, eu andaria com um fone de ouvido! Hihih brincadeira (não, não é brincadeira).

São inúmeras facilidade e dificuldades, eu diria até incontáveis!

Você me ajuda a aumentar essa lista?

Quais são as maiores facilidades e dificuldades de ser mãe de dois (ou mais)?

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