Desabafo

Reflexões: A alegria nos visita em momentos comuns

Parar para valorizar os pequenos detalhes da vida podem te deixar mais alegres do que grandes acontecimentos (esses que quase nunca chegam!)

hoje sera um dia bom

No meu perfil do Instagram soltei lá no stories o trecho de um livro que estou lendo “A coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown. Destaquei a parte que diz: “A alegria nos visita em momentos comuns. Não corra o risco de deixar a alegria passar desapercebida mantendo-se ocupado demais perseguindo o extraordinário”.

a coragem de ser imperfeito

Andei refletindo tanto sobre essa frase e notei que esses momentos pequenos de alegrias estavam passando desapercebidos por mim. Tem uma frase atribuída a Mahatma Gandhi que gosto muito:

“Não existe caminho para a felicidade… A felicidade é o caminho”

Foi no instagram também que eu contei que finalmente colocamos uma mesa de refeições na sala. Até então, comíamos cada um em uma mesinha de apoio sentados no sofá, cada um com seu horário, de acordo com sua correria. Começou o ano e quis fazer diferente: fazer as refeições em família, com todos sentados na mesa! Não tenho muito espaço na sala e por isso quebrei a cabeça para ajeitar a configuração dos móveis. Enfim, aperta daqui, aperta dali e coube uma mesa redonda no canto (a mesa redonda ocupa menos espaço).

Finalmente, uma mesa para tomarmos café da manhã, almoçar e jantar!

Finalmente, uma mesa para tomarmos café da manhã, almoçar e jantar!

Tá, mas o que o título, o livro e uma mesa têm a ver um com o outro?

É que neste final de semana fizemos o nosso primeiro café da manhã em família… Até registrei (#aloucadafoto). Uma cena tão cotidiana, tão simples, mas que me deixou tão grata e alegre! Tão bom notar a felicidades nas pequenas coisas!

Essa nova rotina vem com algumas regrinhas: sem TV, sem tablet, sem celular. É um momento nosso, um momento para a gente desconectar do mundo e estarmos presentes no aqui e agora. Prestar atenção no que estamos vivendo no momento e aceitar as emoções fluírem (O Mindfulness ajuda bastante na busca pela atenção no momento presente. Leiam o post que fiz sobre Mindfulness)

Dá para sentir tudo isso com o celular do lado? Não mesmo!

E o livro “A coragem de ser imperfeito” diz que conseguimos nos permitir ser alegres quando aceitamos a nossa imperfeição, a nossa vulnerabilidade diante dos problemas. Um tapa na cara, né?

Você já parou pra pensar nas pequenas coisas que te deixam alegre? Nem tudo nem ninguém precisa ser perfeito para nos dar alegria, já pensou nisso? Que tal dar mais valor às cenas mais cotidianas da vida?

Leia também:

Mindulfness: saiba como a meditação pode ajudar as mães

Reflexões: eu sou feliz e sei!

Desabafo

Retrospectiva dos posts mais lidos de 2017

O ano está terminando e estou certa que vem muita coisa boa pela frente! Para dar aquele arremate final em 2017, fiz uma retrospectiva com os posts mais lidos nos últimos 12 meses.

Mas nesta lista só levei em conta os posts publicados em 2017. Porque, por exemplo, se considerar os posts publicados em outros anos, o texto mais lido foi: Um susto em minha vida – o resultado da mamografia (post publicado em 2016, mas que figura entre os mais lidos e comentados em 2017).

Outro post bem movimentado por aqui é o texto sobre a retirada da chupeta, publicado em 2015 – mas ainda super atual!

Bem, vamos aos top 10 de 2017! *Excluí da lista posts relacionados a eventos temporários.

1.  Truques para lavar os bichos de pelúcia (categoria Casa >> Casa e Decoração)

Bichos de pelúcia lavando

Photo credit: Adrian Midgley via Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

2. Dicas para curtir Ilhabela com crianças (categoria Entretenimento >> Viagens)

Ilhabela com filhos

Dicas para curtir Ilhabela com crianças

3. Itens de farmácia que valem a pena comprar nos EUA para crianças (categoria Produtos)

compras de farmácia EUA
4. Festa infantil em casa: bailinho de carnaval (categoria Casa >> Festas)

kit boas vindas carnava

5. Seu filho está pronto para o desfralde? (categoria Comportamento)

Desfralde

Photo credit: thejbird via Visual Hunt / CC BY

6.  Viagem para Disney: qual a idade ideal para levar os filhos? (categoria Entretenimento >> Viagens)

Disney com crianças

7. Passeios escolares na educação infantil: autorizar ou não? (categoria Comportamento)

Photo credit: anna carol via VisualHunt /  CC BY

Photo credit: anna carol via VisualHunt / CC BY

8. Eternizando lembranças: joias afetivas (categoria Produtos)

Inffinita

9. Coaching de mães: descubra como ele pode te ajudar (Categoria Comportamento >> Entrevistas)

coach de mães

Foto: dreamstime free

10. Terapia de casal após a chegada dos filhos (categoria Comportamento)

terapia de casal após filhos

Faltou algum post que você gostou muito de ler e queria que estivesse nessa lista? Pra mim sim (rs). Gostei muito, muito mesmo, do meu post desabafo com o meu relato sobre ter parado de fumar (embora tenha largado o cigarro em 2011, escrevi o texto só em 2017).

 

Desabafo

No ciclo da vida, a infância e a velhice caminham lado a lado

ciclo da vida

Imagem: pexels.com

Minha mãe virou mãe de novo. Não, minha mãe não engravidou aos 63 anos. Agora ela é mãe da mãe dela, a minha avó.

Nos últimos anos, a nossa família teve (está tendo) a felicidade de conviver muito, mas muito próxima mesmo. Praticamente todos os dias minha irmã, eu e nossos filhos almoçamos na casa da minha mãe e avó, que moram juntas – somente as duas – desde que meu avô nos deixou, há quase dez anos. Foi na casa da minha mãe que descobri minha primeira gravidez. Foi lá também que meus filhos saborearam a primeira papinha da vida. Foi na casa da nossa mãe que minha sobrinha passava grande parte do dia enquanto minha irmã saía para trabalhar, antes de entrar na escolinha.

Esse convívio não só fortalece os nossos laços familiares como faz a gente perceber a loucura que é o ciclo da vida. Minha mãe em especial, ao mesmo tempo que acompanha bem de pertinho todos os netos se desenvolvendo e crescendo, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras, primeiros passos (e tombos), aperfeiçoamento da coordenação motora, desenvolvimento cognitivo etc etc, ela vê a sua mãe fazendo o “caminho inverso”.

Explico melhor: ela vê um bebê crescer e se desenvolver ao mesmo tempo que vê uma idosa voltando a ser bebê. No último ano a minha avó, agora com 91 anos, teve um aceleramento considerável no envelhecimento.

Se por um lado minha mãe me ajudava a ensinar um dos netos a sair das fraldas e a usar o penico, por outro lado ela notava que já estava na hora de adotar fraldas geriátricas na minha avó, dado o número frequente de escapes.

No ano passado a minha avó fazia diariamente as suas cruzadinhas – excelente para o exercício cerebral. De 1 ano pra cá ela parou com as cruzadinhas. Suas mãos não aguentavam mais segurar o lápis e coordená-los. Exatamente na mesma época que meu filho escrevia por todos os papéis que via pela frente as letrinhas do seu nome: TEODORO. A caligrafia enfraquecida parecia ser a mesma da bisa.

É como se as crianças estivessem em uma ponta do aprender e os idosos na extremidade oposta – a do desaprender.

Sabe quando você ensina a criança os passos para determinada ação bem simples? Por exemplo, tomando um copo de água. Mãe, quero água. Filha, seu copo está em cima daquela mesa. Pegue o banquinho e alcance o copo. Isso. Agora depois de tomar, leve o copo até a cozinha e deixe em cima da pia. Em determinado momento, minha mãe teve que ditar as ações da minha avó: mãe, agora que você terminou de almoçar, sente-se um pouco na poltrona. Antes de deitar-se, vá ao banheiro. O banheiro é ali. Isso. Agora você pode ir para o quarto.

Há pouco menos de 1 mês, minha avó parou de comer. Aí minha irmã deu uma brilhante ideia: em vez de oferecer a mesma comida que a gente come, fazer uma papinha para a minha avó. Isso mesmo, papinha, a mesma que nossas crianças comem na introdução alimentar: mandioquinha, batata, cenoura, carninha, tudo muito bem cozido, com macarrãozinho. E não é que deu certo? Enquanto isso, a odontopediatra recomendou que eu servisse pedaços maiores de carne para a minha caçula e equilibrasse sua alimentação com alimentos mais duros, como maçã, por exemplo.

Minha avó já começa a dar indícios que logo mais precisará de ajuda para comer, para levar o talher à boca. Enquanto isso, cada vez que meus filhos (5 e 3 anos) pedem ajuda para comer, respondo que já são grandes e que sabem fazer isso muito bem sozinhos.

Minha filha caçula, do início do ano pra cá, desabrochou. Ela era tímida, quietinha, e agora parece que engoliu um rádio, de tanto que fala e canta. A menina não para. Já a minha avó… quase não fala mais nada….

A casa da minha mãe é tão “kids friendly” quanto “old”friendly: tem lenço umedecido, muuuuitos brinquedos espalhados pela casa, redutor de assento e banheirinha. E também tem assento de vaso alto, barras de segurança no boxe, andador e cadeira para idoso tomar banho.

Não tem como fugir desse paralelo entre a infância e a velhice. Ambos caminham lado a lado, só que em direções opostas. Nossas crianças criam autonomia exatamente no mesmo passo que minha avó fica cada dia mais dependente. Dia após dia a gente tem a oportunidade de observar isso dentro da casa da minha mãe.

E que maravilha poder ensinar todos os dias aos meus filhos a respeitarem os mais velhos (ops, os beeem mais velhinhos). A lenta caminhada da minha avó pelo estreito corredor da sala até a cozinha contrasta com a ansiedade inata dos pequenos de 3 e 5 anos de quererem chegar a algum lugar. “Epa, pode esperar… deixa a bisa passar e depois você”.

Mas também é triste ver uma pessoa se aproximando da linha de chegada da vida. Um dia ela foi forte como nós, carregou três filhos no colo, cuidava da casa, dividia-se entre a maternidade, o casamento e a profissão de secretária executiva.

Ao mesmo tempo, puxa, que privilégio vê-la atravessar essa jornada de modo pleno, sem doenças ou acidentes… é só a bateria que está arriando mesmo (apesar de ter enfrentado um câncer de mama depois dos 80 anos).

O ciclo da vida está aí, diante dos nossos olhos. E o que podemos fazer com ele? Aprender! Tenho certeza que essa interação quase que diária entre gerações tão diferentes só traz benefícios para nós! Para todos nós!