Desabafo

Primeiros minutos do dia de uma mãe com filhos em férias

São 10h da manhã e eu ainda estou de pijama. Desentendidos dirão “êê vida boa”. Mães entenderão.

Só para registrar como são os primeiros minutos do dia de uma mãe com filhos em férias. Liguei o computador para dar sequência a um curso online que estou fazendo. A aula mal começou e o filho acorda. Largo o computador aberto, pois em breve voltarei. Só preciso dar café da manhã…

“Quero pão de queijo”

Acendo o forno. Enquanto preaquece, vou pendurar a roupa que está na máquina de lavar desde ontem.

Penduro apenas 1 peça e ouço: “mãe, mas cadê meu leite?” Deixo a máquina de lavar aberta, pois logo voltarei a pendurar as roupas. Enquanto pego o leite, a caçula: “mãe, muda de desenho? Esse tá chato”. Deixo o leite em cima do balcão da cozinha e vou pra sala mudar o desenho.

Ops, já passou o tempo, preciso colocar o pão de queijo no forno.

“MÃE, quero leiteeeeee”

“Xixiiiiiiiiiii”, diz a caçula

Telefone toca e é alguém do cartão Marisa me lembrando (cobrando) do pagamento. Xiiiiii

“Mãe, meu leite!!!”

E a roupa para pendurar ficará para mais tarde ou para amanhã…

O curso online continua no pause, nem sei pra quando fica….

Lavar a louça? hahahaha Faz-me rir

louça pra lavar

E ai minhas pendências urgentes começam a vir à tona na minha cabeça para me atormentar. Marcar oftalmo para as crianças, pedir reembolso do plano de saúde, comprar pipicat para as gatas, comprar legumes para uma sopinha, farmácia… Tudo tão simples de fazer, mas tão longe de cumprir…Difícil definir as prioridades, né?

Mãe, brinca comigo?

Mãe, o Teodoro me bateu

Mãe, posso brincar de tinta?

Mãe, quero andar de bicicleta

Pausa para revirar a sala atrás do controle remoto da televisão que estava aqui agora mesmo. Meu Deus, como podem fazer tanta bagunça em tão pouco tempo?

Mãe, o Wi-Fi não tá funcionando

Mãe
Mãe
Mãe

Parem de brigar! Irmãos não brigam….

Mãe
Mãe
Mãe

Mããããe, acabei, vem limpar?!

Mããããããnheeeeeeee

Eu realmente não faço a mínima ideia de quantos “mães” ouço no dia.

PÃO DE QUEIJO QUEIMOU!

pao de queijo queimado

E assim o dia segue…fazendo tudo pela metade, um pouquinho aqui, outro ali. Outro dia postei no Instagram que adocei o meu café com hidrosteril no lugar de adoçante. SUPER COMPREENSÍVEL. Será que é isso que chamam de exaustão?

instagram_todasasmaes

 

São 10h da manhã e eu ainda estou de pijama. Desentendidos dirão “êê vida boa”. Mães entenderão.

E sim, ainda os levarei (pretendo) para brincar na pracinha, naquela atração do shopping, no cinema, no teatrinho, sei lá aonde!!! Isso se eu conseguir que eles calcem os sapatos em menos de dez minutos. Isso depois de mais dez minutos explicando pro filho mais velho que NÃO, não dá para ele usar shorts e chinelo nesse frio que está fazendo (afinal de contas, né, quero seguir a disciplina positiva que tanto leio na internet. Aprendi que mandar colocar a calça apenas pelo fato de mandar, pode fazer dele um menino obediente sim, mas lá na vida adulta não será uma pessoa consciente e questionadora, pois a mãe só mandava. Será que é isso mesmo, será que entendi certo o vídeo daquele influencer famoso sobre educação?).

Ai, caramba, a Alice não quer entender que NÃO, eu não vou liberar o Toddynho (mães fitness, me julguem) porque ela já comeu dois pedaços de bolo de chocolate no café da manhã. (Ó mãe displicente, tacando açúcar nessa criança. Faz uma tapioca, tão simples de fazer e muito mais saudável… ahã).

“Filha, calma, não precisa chorar assim, filha, é que você já comeu DOIS pedaços de bolo! A gente combinou, né? (fazendo a mãe bacana)”

“Não vou falar mais com a mamãe, a mamãe não é minha amiga”, alerta a minha caçula, que ficou de mal de mim pela quinta vez no dia.

Ai, quer saber?! Pode tomar esse Toddynho. Filho, quer ir de shorts? Vai!

Sei que no final dia a palavra que mais falo por aqui é: “peraí! E exausta, ainda suplico: “Peraí gente por favor, a mamãe é uma só (cláaasssico de mãe), só consigo fazer uma coisa de cada vez (mentira)”.

E ai o marido chega à noite e pergunta: e aí, o que vocês fizeram hoje?

Olha… Nem sei responder. Muitas vezes a minha resposta é: ah, nada demais, eles ficaram brincando…

E é aí que peco, que me saboto! Porra, fiz coisa pra caralho (desculpem, eu também falo palavrão)! Quer dizer, EU mesma não consegui fazer nada, mas eles… Tão curtindo bastante essa vida sem compromissos rs! Mas tudo bem, né, quem está de férias são eles e não eu.

Aliás, aonde fica o RH dessa casa, porque acho que estou com minhas férias vencidas há 5 anos!!!

P.S. Aí depois de ler o meu post você fala: “Ah vá, não tem tempo pra nada, mas consegue escrever um texto”. É, mas tudo tem o seu preço. Em meia hora que sentei no computador, minha sala ficou assim:

Sofá arrastado e colado à frente da TV, objetos não identificados no chão, migalhas de bolo e pão de queijo em todo lugar, um colchão quase na porta pra rua... Meu Deus, tchau redes sociais, preciso ir!

Sofá arrastado e colado à frente da TV, objetos não identificados no chão, migalhas de bolo e pão de queijo em todo lugar, um colchão quase na porta pra rua… Meu Deus, tchau redes sociais, preciso ir!

Desabafo

A chatice de ler sobre o lado ruim da maternidade

Vou contar uma coisa… às vezes (muitas vezes) me irrito quando leio/ assisto matérias do tipo “desmistificando a maternidade”, “o lado B da maternidade” ou, falando mais abertamente, “o lado ruim da maternidade”. Porque ser mãe não é fácil, porque a gente não dorme bem nunca mais, porque amamentar é dolorido,  porque educar é estressante, porque o casamento sofre mudanças etc etc etc. Essa é a mais pura verdade? É! Mas de tanto texto assim que vejo por aí, parece até que o objetivo é desencorajar as futuras mães…

textos sobre maternidade

Photo via VisualHunt

OK, entendo que é importante falar sobre a vida real, até mesmo para outras mães que estejam passando pela mesma situação encontrarem uma rede de apoio e poderem sentir que não estão só. Mas, por outro lado, acho chatíssimo ficar falando o tempo todo das coisas negativas da vida de mãe. Quando eu estava com 8 meses de gravidez do meu primeiro filho li uma matéria em um blog falando que a amamentação era difícil, era dolorida, que podia dar mastite, que o peito ia rachar, que o bebê ia demorar muito para aprender a pega. E sinceramente? Achei super broxante ler tudo aquilo!

Quando meus filhos completaram 2 anos, eu estava mais preocupada com o tal do “terrible two” que li tanto na internet do que com as novidades do desenvolvimento deles. Qualquer chorinho eu já apontava: “olha lá, olha lá, é o terrible two!!”. E às vezes nem era isso…

Eu sei que precisamos falar também das dificuldades do mundo materno. Mas acho que, se é pra falar algo ruim, que seja dando a solução, indicando um caminho, ajudando ou então que vá pelo lado mais cômico, mais na esportiva. Falar que é difícil só por falar, me parece um spoiler chato, um estraga prazeres. Por que eu vou querer saber das “10 coisas chatas que não te contaram sobre a maternidade” se posso descobrir eu mesma sendo mãe dos meus filhos?

Está rolando uma problematização da maternidade muito maçante na minha opinião. Acho que dá para levar a vida com os filhos com mais leveza, não dá?

Esse “sermão” serve para mim também, tá? Muitas vezes me pego falando sem necessidade sobre partes chatas de maternar. Quer tentar fazer um reforço positivo comigo nos próximos dias? Que tal nos esforçarmos para enxergar mais o lado A da maternidade, que é o que importa de verdade?

Comportamento

10 pautas para blogs de maternidade daqui a 30 anos

Em um dos seminários da Pais&Filhos que estive presente, a Mônica Figueiredo, diretora editorial da revista, brincou sobre a quantidade de blogueiras de maternidade que existe hoje em dia: “nasce um bebê, nasce um blog”. Todas nós rimos, pois essa é a mais pura verdade! Existem centenas ou milhares de blogs de maternidade que falam sobre a experiência de ser mãe. E não é à toa que as mães blogueiras viraram novas influenciadoras digitais.

blog materno

Neste mês, a agência Youpper publicou um estudo inédito sobre mães, influência e consumo. De acordo com a pesquisa, 75% das mães brasileiras que acessam a internet, buscam informações sobre experiências reais que envolvem o universo maternal, os blogs, fóruns, redes sociais etc. O estudo apontou que não são as marcas diretamente que influenciam as mães, mas principalmente as vivências das mães com as marcas que determinam o consumo de produtos pelas mulheres que vivenciam a maternidade.

O difícil, para nós, blogueiras, não é criar um blog. O difícil é manter um blog, e com qualidade! Faço o Todas as Mães com o maior carinho e respeito, com o objetivo de fazê-lo crescer a cada ano. Escrevo pensando nas mães leitoras, sem deixar a minha essência e meu objetivo, que é compartilhar experiências, desabafos e novidades. É um trabalho de formiguinha, com muita paciência e perseverança. Não quero ganhar seguidoras… quero conquistar amigas. Por isso, sigo meu caminho, escrevendo com muito amor e dedicação, pois é isso que me faz feliz! AMO, amo demais quando leio um comentário de alguma mãe dizendo que meu texto a ajudou de alguma forma! Ou quando uma entrevistada/especialista convidada recebe elogios através do blog. AMO o que faço porque eu aprendo também, e ainda tenho muito o que aprender – tanto sendo mãe quanto blogueira rs

blogs de maternidade

Esse é o pôster que fica na minha mesa representando o meu amor pela escrita <3

E hoje, conversando com a minha mãe sobre me dedicar a um blog de maternidade, perguntei:

“Eita, e quando meus filhos crescerem? Minha carreira vai acabar hahaha?”

É claro, que não, respondeu minha mãe. “A gente sempre tem o que falar quando o assunto são filhos, não importa a idade. Não é porque sou avó que deixei te ver como minha filha”, disse a sábia da minha mãe . Então tá! Mãe e filha decidiram já deixar prontas algumas pautas para o meu blog daqui uns 20, 30 anos. Porque pelo que estou entendendo da maternidade, a preocupação com os filhos não acaba nunca, nem com o passar dos anos…

10 pautas para blogs de maternidade daqui a 30 anos

  1. Explicando para os filhos que não existia internet, Netflix e nem celular quando você nasceu.
    Sim, filho, eu já fui xóvem
  2. Educação e aulas de história: vale a pena contratar professor particular?
    Porque né… com a situação do Brasil fica difícil ter nota acima da média sem aula de reforço
  3. Síndrome do ninho vazio, como enfrentar 🙁
    Nossa hora vai chegar 🙁
  4. Almoçando com a nora (especial com 3 posts e entrevistas com especialistas)
    Não gostei dela…
  5. Dicas infalíveis para acabar com a farra do sumiço do tupperware
    Quem nunca?
  6. Almoço de domingo: sim, eles podem lavar a louça mesmo estando na sua casa!
    Vamo botar esses marmanjo pra trabalhá!
  7. “Quando serei avó?” e outras perguntinhas que meus filhos não gostam que eu faça.
    Mãe sendo mãe
  8. Ela não me ligou no fim de semana …será que minha filha está se afastando de mim?”
    Essa “pauta” foi sugerida pela minha mãe. Não, mãe, não estamos nos afastando rs
  9. Posso apresentar A Galinha Pintadinha aos netos? Sempre fiz isso com meus filhos e eles aí, criados e vivos!
    Na dúvida, a gente pergunta
  10. Transmissão 7D e holografia: confira a lista com os 5 melhores apps para estar em contato com os filhos e netos à distância
    Acho que vou publicar essa em 5 anos

É, gente… mães quando se juntam tem assunto de sobra, mesmo daqui  20, 30 anos!