Desabafo

Ser uma mãe legal é ter que brincar o tempo todo?

Hoje meu filho levou uma bronca daquelas! Estávamos saindo para a rua, fui colocar o casaco nele (já tínhamos combinado), ele olhou pra mim, riu e saiu fugindo, correndo em círculos. Ele tem 5 anos. Fiquei muito furiosa, me tira do sério quando ele foge de mim. E isso acontece sempre! Algumas mães ficam bravas quando a criança faz birra ou quando recusa uma comida. Eu fico puta quando ele foge de mim. E ele sabe disso. Eu me sinto uma mãe pateta que não tem a mínima autoridade com o filho. Ele só volta quando falo daquele jeito rangendo os dentes e falando ao mesmo tempo de boca fechada: “volta aqui agora!”. Imagino eu que, neste momento, ele veja fumacinha saindo da minha cabeça.

Depois fiquei pensando…(a maledeta culpa materna): será que fui muito rígida? Devia ter levado essa brincadeira mais na esportiva? Sim, porque aos olhos dele era brincadeira!

Dá pra ser uma mãe legal o tempo todo com os filhos?

a novica rebelde

Porque eu abaixo na altura dos olhos das crianças, explico, combino, explico de novo, abraço. Mas na hora do vamos ver, o que meu filho faz? Foge, sai correndo de mim e mais uma vez me deixa loooouca!

Me digam… o que é ser uma mãe legal para vocês? Sei da importância do brincar, mas vocês brincam o tempo todo com seus filhos? No momento que meu filho fugiu de mim, eu deveria ter dado um largo sorriso e começar a brincar de pega pega no meio do prédio do dentista que nós estávamos (hahaha)? Você também passa por esses momentos de se achar uma mãe pateta que não tem controle de nada e só depois de ficar brava que as coisas entram nos eixos?

Às vezes canso de ser mãe chata mas… sinceramente? Não sei ser mãe legal! hahahah

Quem já assistiu A Noviça Rebelde? De vez em quando eu me acho o Capitão von Trapp (antes de Maria chegar), que só conseguia manter a ordem em casa  não pela sua empatia mas, sim, com seus comandos dignos de um quartel. Pensando bem, na verdade não posso nem ousar em me comparar com o Capitão von Trapp, que cuidava de 7 crianças. Eu, só com 2, não tenho a mesma liderança que ele hahaha Mas que muitas vezes eu penso em ter aquele apito igual ao dele, ah, penso mesmo!

 

Desabafo

Por que eu ensino meus filhos a rezarem

“Ensinem seus filhos a rezar”, falou o padre na missa do batizado da minha sobrinha. Eu concordei, pois aqui em casa já era um costume nosso fazer uma oração antes de dormir.

CRIANÇA REZANDO

Foto: freeimages

“Papai do céu, agradeço pelo meu dia, abençoe meu soninho, amém”. É assim que eles rezam antes de adormecerem. Às vezes eles incluem por vontade própria outros agradecimentos, como “obrigado pela minha mãe ter deixado eu brincar de massinha no sofá” hahaha

Mas eu só não sabia o quanto estava sendo importante incluir uma oração de agradecimento na rotininha deles. E um belo dia fui surpreendida pelo meu filho mais velho, de 5 anos, que falou que era importante a gente agradecer pela nossa vida para o papai do céu. Fiquei boquiaberta quando ouvi ele falar assim!

Tudo começou quando ele viu um morador de rua dormindo ao relento, no chão. Ele me perguntou por que aquele homem dormia em meio à sujeira. Difícil explicar a desigualdade social para uma criança de 5 anos (eu tenho quase 40 e ainda não consigo entender).

Conversamos um pouco sobre o assunto e encerrei ressaltando a importância de sermos gratos. A gratidão não precisa estar ligada à religião. Aqui em casa eles agradecem ao Papai do Céu e frequentam a missa. Mas acho que mais importante do que estar ligado a uma igreja, é ensinar os filhos a gratidão.

Agradecer pelo que temos, agradecer por termos um teto para morar, por termos saúde e comida, por podermos comprar brinquedos e roupas, enfim… Agradecer pela vida! Acredito que assim pode ser um pouco mais fácil das crianças conseguirem se colocar no lugar do outro à medida que forem ganhando maturidade. Isso se chama empatia.

Frase feita ou não, imitada ou não, quando eu ouvi do meu filho que a gente deve agradecer todo dia pela vida que temos, eu me enchi de orgulho deste meu pequeno! E continuarei seguindo este caminho: de ensinar e aprender a gratidão to-dos-os-di-as.

E você, tem algum ritual de agradecimento com os filhos?

Comportamento

Por que o segundo filho é mais fácil… E por que é difícil também

Mãe de dois

mae de 2

Todo mundo acha que quando o segundo filho vem, tudo é mais fácil, afinal de contas você já sabe o que é ter um filho, já sabe o que é ser mãe.

Bom, é verdade, o segundo filho, salvo algumas exceções, vem sem grandes novidades. Você já é mãe, já sabe o que vem pela frente, já passou pelas fases de desenvolvimento do primeiro filho. Mesmo que o intervalo entre os dois seja de poucos meses ou vários anos. A experiência de ser mãe você já tem e isso não vai mudar. 

O que mudou para mim foi o modo com que encarei a maternidade. Como foram gestações sem sustos de saúde, levei a segunda gravidez de um jeito mais leve, se me preocupar tanto (e sem ler tantos livros “gravidez mês a mês”). Mas isso é ruim também. Me pergunte se eu fiz o “livro do bebê” da minha caçulinha, com tooodos aqueles detalhes do nascimento?! Quando ela crescer e descobrir isso, aposto que vai ficar #chateada :/

No final da primeira gravidez, evitava carregar peso e fazer muito esforço. No final da segunda gravidez eu carregava o primogênito no colo (na época com 2 anos) pra cima e para baixo. Não que isso fosse indicado, mas não tinha o que fazer!

Na amamentação do Teodoro – que foi até 1 ano e 1 mês – eu sentava calmamente na minha poltrona branca de couro, colocava uma musiquinha suave, deixava só a luz do abajur acesa e ele mamava tranquilamente. Com a Alice não teve esse romantismo todo em torno da amamentação. Ela mamava enquanto o irmão pulava em cima de mim querendo brincar ou enquanto eu dava bronca de longe falando que ele não podia colocar a mão na tomada ou enquanto ele tinha seus ataques de birra típicos do terrible two! Hahaha

Se por um lado a caçula não desfrutou de momentos tranquilos na amamentação, por outro lado ela teve a chance de ter o irmão o tempo todo estimulando seu desenvolvimento. Por mais caretas que você faça, não existe nada mais engraçado para um bebê do que outra criança. Eles se divertem juntos desde os primeiros meses!

É interessante também notar que não só você e a sua mentalidade mudam entre uma gravidez e outra… as recomendações mudam e nem precisa voltar muito no tempo, não. Quando meu filho mais velho nasceu, há 5 anos, alguns pediatras e azamigas diziam que o bebê deveria dormir desde o primeiro dia de vida no berço dele para se acostumar a dormir sozinho. Naquela época o livro “Nana, Nenê” fazia o maior sucesso sugerindo o método de deixar o bebê chorando sozinho no berço em intervalos controlados até o seu filho aprender a dormir. Pegar no colo era um erro!

Eu não segui esse método, não existia a menor possibilidade de eu ouvir o meu filhote chorando e deixá-lo sozinho desamparado. Mas que fez um sucesso entre muitas mães da época, isso fez.

Já quando a Alice nasceu, há 3 anos (diferença de 2 anos entre um e outro), esse método de deixar o bebê chorando já tinha sido muito questionado e abandonado pelas mães. E começou a surgir por aqui o berço de co-sleeper, aquele bercinho para colocar do lado da cama da mãe. Hoje em dia a Academia Americana de Pediatria recomenda que o bebê durma no quarto dos pais até um ano de vida. E esse berço co-sleeper, até então caro e dificílimo de ser achado, é bem mais comum hoje em dia nas lojas de móveis.

Isso sem contar com as mudanças mais que necessárias nas recomendações de parto cesariana, de acordo com as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2015. O incentivo ao parto normal mudou drasticamente de poucos anos para cá, embora ainda esteja aquém do ideal – em 2016, 55% dos partos foram através de cirurgia cesariana, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos sejam cesários.

Ou seja, a sua cabeça em relação à maternidade também muda de acordo com o meio que você está vivendo. Tem muito de uma questão histórica e cultural. Isso explica quando os mais velhos insistem em dizer “na minha época não era assim”… Dá para entender, né? (Só não precisa seguir todas as indicações do tempo da vovó hihihi).

Mas das coisas que não mudam, consegui listar algumas facilidades e dificuldades de ter o segundo filho:

Facilidades

– aproveitar roupas, uniformes, móveis e acessórios do primeiro filho – mesmo que de sexos diferentes.

– você já tem bastante experiência na troca de fralda

– não precisa se descabelar para encontrar um pediatra para o seu segundo filho, você já tem um.

– já tem opinião formada sobre dar vacina no posto de saúde ou na clínica particular.

– já sabe em qual escolinha/ creche vai colocar o(a) segundinho(a)

– eles brincam juntos. Bastante! E você vai se derreter de amor quando presenciar uma cena de carinho, que não são poucas <3

Dificuldades

– dependendo da diferença de idade entre os filhos – no meu caso 2 anos – você passa cerca de 5 anos trocando fraldas e mais fraldas. E se os 2 usarem fraldas ao mesmo tempo, os gastos com farmácia sobem assustadoramente.

– um acorda, o outro acorda também :/ Mesmo que seja 5h da manhã!

– eles brigam. Bastante! E você será sempre a juíza de pequenas causas. Minúsculas causas, na verdade.

– virose: um pega, o outro pega também. Mas pelo menos quando o segundo fica doente, você já sabe o que está por vir.

– Se com um filho você já ouvia o chamado “mãe” 467.873 vezes, esse número vai dobrar com dois filhos. Com três filhos, eu andaria com um fone de ouvido! Hihih brincadeira (não, não é brincadeira).

São inúmeras facilidade e dificuldades, eu diria até incontáveis!

Você me ajuda a aumentar essa lista?

Quais são as maiores facilidades e dificuldades de ser mãe de dois (ou mais)?

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