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A importância de contratar um seguro saúde antes de viajar

Se tem uma recomendação que posso dar para as famílias que estão planejando uma viagem é: não abra mão do seguro viagem! Sem ele, um contratempo pode se tornar uma grande dor de cabeça!

foto: pexels.com

Quando fomos para Miami, o Teodoro foi brincar em um dos parquinhos que tinham ao longo da Ocean Drive e caiu com a mão no chão. Chorou bastante e em pouco tempo o pulso estava bem inchado. Mediquei com um analgésico que tinha levado (leia aqui o post sobre “Quais remédios levar em uma viagem com crianças”) e aguardamos mais um pouco. O pulso continuava a inchar e, em conversa com a pediatra deles por Whatsapp, decidimos levá-lo a uma clínica.

O seguro saúde que eu havia contratado tinha uma cobertura de US$ 24.000 e funcionou muito bem. Ligamos para o número indicado no voucher, relatamos o ocorrido e em poucos minutos nos retornaram indicando uma clínica credenciada mais próxima. Chegando lá, apresentamos os documentos e o seguro autorizou o atendimento médico, que também incluiu raio-X e a imobilização do braço do Teodoro.

Eu realmente nem sei o quanto esse tipo de evento poderia ter nos custado. Isso porque nos EUA os hospitais, clínicas e profissionais da saúde estão entre os mais caros do mundo. Os testes diagnósticos e medicamentos custam muito mais do que no Brasil – e são cobrados em dólar.

De acordo com a April Brasil Seguro Viagem, uma consulta em clínica nos EUA pode custar até US$ 500 e, em um hospital, chega a US$ 6 mil. Em casos de internação, o paciente pode ter que desembolsar até US$ 50 mil.

Para a nossa próxima viagem (para o Canadá, leia o post clicando aqui), contratamos um seguro viagem com cobertura de US$ 30 mil, mas existem planos que cobrem de US$ 200 mil a até US$ 1 milhão. Alguns planos de saúde e cartões de crédito também ofecerem seguro de viagem. Acionei o meu plano de saúde para o Canadá, mas a cobertura é baixa, de R$ 15 mil.

Para quem viaja para Cuba, Venezuela e Equador, o seguro viagem é exigido. Os dois primeiros estipulam um mínimo de cobertura de US$ 10,8 mil e US$ 40 mil, respectivamente. Para destinos da América do Sul, Central e Caribe, não é exigido, mas altamente recomendado ter um seguro saúde.

Para a Europa, os países que fazem parte do Tratado de Schengen estabelecem como requisito para entrada um seguro viagem com cobertura para assistência médica no valor mínimo de € 30 mil.

Já para os países da Ásia, Oceania e África não é obrigatório a contratação de um seguro viagem, mas ainda assim é muito importante não deixar esse item de fora.

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Viagem com crianças de avião: o que levar na bagagem de mão?

Vai viajar com as crianças? Confira os principais itens para não esquecer de levar na bagagem de mão!

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Quem acompanha o perfil do Todas as Mães do instagram deve ter visto meu desabafo no stories sobre a ansiedade de viajar sozinha com meus dois filhos. Estava preparando a malinha de mão das crianças para viajar para o Rio (para a visita ao estúdio do D.P.A. – Detetives do Prédio Azul). Foi então que prometi fazer um post sobre “o que levar na bagagem de mão” em viagens com crianças.

A foto que postei na ocasião foi essa:

Sempre levo:

– Troca de roupa: separo uma troca completa para cada criança, com camiseta, bermuda/calça, calcinha/cueca e meia. Já aconteceu de passarmos por uma turbulência bem forte e eu derrubar um copo inteiro de suco de laranja no meu filho. Ele ficou super chateado mas a troca de roupa salvou! Quando o vôo é longo também levo pelo menos uma camiseta pra mim.

– Casaquinho: não é clichê não rs Tem que levar sim um agasalho no avião, porque o ar condicionado é forte e faz muito frio lá dentro. Leve para você também!

– lenço umedecido + álcool gel: serve para tudo: limpar as mãos, usar no banheiro e até fazer uma limpeza rápida na mesinha da poltrona – você sabia que a mesinha é o lugar mais sujo do avião, com recorde de bactérias? Eca! *segundo pesquisa do site Travel Math)

– soro para pingar no nariz (caso a viagem seja longa): o ar condicionado resseca muito a mucosa nasal e incomoda bastante!

bolachinhas e até um chocolatinhho para aqueles momentos tensos de entretenimento (rs). Nos vôos internacionais, preste atenção às restrições de alimentos do país de chegada.

– garrafinha de água: levo uma águinha na mochila para as crianças tomarem no aeroporto ou antes de entrar na sala de embarque (sincerona: não gosto que eles tomem água do bebedouro), já que dentro do avião você pode pedir um copo d’água . Só não se esqueça que em vôos internacionais existe uma regra para o transporte de líquidos e a sua garrafinha vai ficar retida no embarque. Consulte as regras sobre o transporte de líquidos em viagens internacionais no post sobre “quais remédios levar em uma viagem com crianças”.

– remédios na mala de mão: tem um post só sobre isso. Clique aqui para ler.

– E, claro, o mais importante: os documentos das crianças, senão ninguém embarca! Em viagens dentro do Brasil, para crianças de 0 a 12 anos acompanhadas de ambos os pais ou apenas um ou parente de até terceiro grau, basta a certidão de nascimento ou o RG. Para viagens internacionais, é necessário o passaporte válido e o visto, caso necessário. Quando a viagem for para a América do Sul, só o documento de identidade é necessário (ainda assim eu levo o passaporte). No caso do menor estar viajando para fora do país com apenas um dos pais, consulte a necessidade de autorização por escrito. Para maiores detalhes sobre a autorização, consultem o site da Polícia Federal no menu “Viagem ao Exterior – menores”. No site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) você também encontra um formulário padrão de viagem internacional que precisa ser preenchido pelos pais que não acompanharão os filhos. A autorização deve ser emitida em duas vias, porque uma ficará com a Polícia Federal. A assinatura deve ser reconhecida em cartório por autenticidade ou semelhança

Não se esqueça também de todos viajarem com roupas e sapatos confortáveis. Prefiro evitar cintos porque dependendo do material pode apitar no raio x na área de embarque e você será obrigada a tirar. Pode parecer algo simples e bobo, mas no meio da fila do raio X, com crianças ansiosas, malas e bagagens de mão, aquela pequena confusão, ter que tirar o cinto nesta hora é bem fora de hora rs

Outros itens indispensáveis (que não são mais o meu caso) são:

chupeta(s) extra(s): porque uma hora a chupeta vai cair no chão (rs)

mamadeira ou copo de treinamento: os meus já tomam líquidos em copos normais, mas se não for o seu caso, leve os copos que os seus estão acostumados

fraldas: costumava trocar a fralda deles pouco tempo antes de entrar no avião, no banheiro do aeroporto, porque é muito mais confortável! Mas dependendo das horas de vôo, não tem jeito, vai ter que trocar dentro do avião mesmo. Peloamor, não me troque fralda suja de cocô na poltrona do avião (sim, já presenciei isso). Ninguém é obrigado, né? Na dúvida, pergunte para a(o) comissária(o) qual banheiro possui trocador e prepare-se para o aperto! Sempre odiei trocar a fralda dentro do avião, mas não tem jeito… deixar de trocar vai deixar o bebê muito incomodado e irritado, além de causar assadura e até possíveis infecções. Paciência, tem que trocar!

carrinho: na hora do check in avise a companhia aérea que você está com carrinho de bebê. Em todas as nossas viagens, nós entregamos o carrinho bem na porta da aeronave como bagagem especial e depois pegamos na esteira. É importante tirar suas dúvidas no check in principalmente se houver escalas no vôo! Sempre preferi levar carrinho do modelo guarda-chuva por ser menor e muito mais prático. Praticidade em uma viagem com crianças é tudo!! Clique aqui para conferir alguns modelos de carrinho guarda-chuva disponíveis na loja Turma da Cegonha.

leite e papinha: quando as crianças ainda tomavam leite em pó, levava exatamente as medidas que iria usar durante o vôo. Então eu só precisava pedir a quantidade de água necessária na hora de preparar o leite. Quanto à comida, eles já eram acostumados com a papinha pronta da Nestlé. Levava o necessário para a duração da viagem, junto com uma colherinha de silicone. Algumas companhias oferecem um cardápio infantil, mas você precisa solicitar antes da viagem. Entre em contato com a central de atendimento da cia aérea.

As crianças também levam mochilinha deles, geralmente com brinquedinhos, papel e canetinha, livrinhos e algumas bugigangas. Sabem aquele brinquedo que estava guardado na gaveta e eles nem se lembravam mais da existência? Leve! Vão brincar como se fosse novidade! Massinha também é uma boa!

Leia também o post com uma seleção de mochilas para os pais e mochilinhas para as crianças que podem deixar a viagem muito mais prática e confortável.

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Quais remédios levar em uma viagem com crianças

Vai viajar? Confiram os remédios que não podem faltar na bagagem!

remedios para viajar

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Costumo falar que fazer a mala das crianças para passar um fim de semana na praia ou para passar 15 dias de férias no exterior dá praticamente o mesmo trabalho. O que muda é o volume, mas os itens são os mesmos. E um desses itens que acho que não pode faltar na bagagem é a farmacinha com remédios das crianças, independente se estão fazendo algum tratamento ou não.

Isso não é neura! Não tem coisa pior que precisar de um remédio e você estar longe de uma farmácia ou estar em um horário ruim para sair. Ou pior ainda, estar em outro país e não ter como comprar, uma vez que as prescrições de medicamentos não têm validade em outros países (leia abaixo dicas para levar remédios em viagens internacionais).

Sempre que nós viajamos levo uma malinha de remédios. Já aconteceu de estarmos na fila para fazer o check in para Dubai e eu me lembrar da malinha de remédios que havia ficado no carro! Sorte que o carro estava ali mesmo no aeroporto e saímos correndo para buscar!

Dependendo do destino da viagem dá para levar itens a menos. Ah gente, uma coisa importante: quando temos alguma virose ou imprevisto sempre entro em contato com a pediatra das crianças. Nunca dou remédio por conta própria, ok?

Já passei por perrengues por não ter levado todos os remédios. Quando fomos para o Chile, o Teodoro, na época com quase 2 anos, estava com uma tosse horrível e eu tinha levado só um restinho do xarope. O vidro acabou, a tosse piorou e nós que tivemos que bater perna em Santiago para achar o xarope correspondente. Tudo isso com a pediatra no WhatsApp rs!

farmacinha para viajar

Então aqui está uma listinha de medicamentos básicos que eu geralmente levo. No nosso caso ainda levo mais alguns outros remédios que as crianças usam quando têm crises de asma. Por isso é muito importante falar com o pediatra antes de viajar!

Remédios para levar nas viagens

  • Antitérmico/ antinflamatório – Geralmente levo 2 antitérmicos diferentes. E sim, já precisei usar os 2. Estávamos na Bahia quando meu filho pegou uma virose que dava uma febre alta que não baixava por nada e precisei intercalar:/
  • Antialérgico – Aqui em casa os dois são bem alérgicos e por isso não pode faltar
  • Xarope para tosse – Quando vamos para algum destino mais longe (ou internacional), levo o xarope que eles estão acostumados a tomar, mesmo se não estiverem com tosse. Se o destino for perto e eles não estiverem com tosse, não levo.
  • Primeiros socorros – Curativos, algodão, antisséptico para machucados
  • Termômetro
  • Pomada para picada de insetos
  • Antibiótico – Consulte o pediatra das crianças e pergunte se ele julga necessário levar uma caixa de antibióticos quando fizer uma viagem internacional.
  • Spray de própolis para dor de garganta – Não é essencial, mas pode ajudar no alívio de uma dor. Faço o mesmo que o xarope para tosse: se for destino internacional, levo. Se o destino for perto, tiver estrutura, etc, não levo.
  • Soro fisiológico para pingar no nariz
  • Remédio para diarreia (levo aqueles sachezinhos para reestabelecer a flora)
  • Remédio para gases e enjôo
  • Remédio para dor de ouvido

Será que esqueci de algum?

Como essa pergunta é bem comum quando estamos indo para o aeroporto, sugiro montar a malinha dos remédios com alguns dias de antecedência – dependendo do destino e do tempo de viagem.

Viagens internacionais: despachar os remédios ou não?

Lembre-se que existem regras para levar medicamentos no avião em viagens internacionais.

Se eu fosse levar todos os remédios na bagagem despachada, iria correr o risco de ter a mala extraviada e perder todos os remédios. Então a gente precisa pensar direitinho antes de dividir os medicamentos entre bagagem despachada e bagagem de mão.

No site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) consta que “medicamentos (com prescrição médica), alimentação de bebês e líquidos de dietas especiais poderão ser transportados na quantidade necessária à utilização no período total de voo (incluídas eventuais escalas) e deverão ser apresentados no momento da inspeção de segurança”.

Existe uma regra para o transporte de líquidos em viagens internacionais que vou citar logo abaixo. Porém, no site da Anac também diz que “medicamentos que precisam ser levados na bagagem de mão em voos internacionais não se enquadram nas restrições para transporte de líquidos, mas deverão estar acompanhados da devida prescrição médica”. Ainda assim, para evitar dor de cabeça desnecessária, sigo a regra do transporte de líquidos na hora de levar os remédios.

Para transportar líquidos na bagagem de mão (incluindo aí os remédios, cremes, géis etc), o limite é de 100 ml por frasco, que deverão estar acondicionados em saquinhos plásticos transparentes do tipo zip, de até 20 x 20 cm. Uma informação importante: só são permitidas um saquinho zip por passageiro! Essas embalagens plásticas devem ser apresentadas na inspeção de embarque. (Clique aqui para ler as informações da Anac sobre bagagem de mão em viagens internacionais).

Então levando em conta todas essas regras, na bagagem de mão levo os remédios mais importantes incluindo o soro fisiológico em spray para espirrar no nariz durante o vôo (o ar condicionado do avião resseca e irrita a mucosa nasal).

Prefiro levar todos os remédios na caixa e, de preferência, fechados.

Sempre carrego a prescrição médica dos remédios – até porque nunca me lembro das doses necessárias. Se for algum remédio de uso contínuo ou tratamento, também é recomendando levar a receita traduzida para o inglês, mas apenas para o caso de fiscalização sanitária. As prescrições de medicamentos não têm validade em outros países. Dependendo do remédio, é necessário passar por um médico de onde você está para ter acesso ao medicamento. Por isso fazer uma lista de farmacinha para levar na viagem é tão importante.

Mesmo levando tanto remédio na mala, ainda assim é essencial fazer um seguro saúde antes de viajar. Vou preparar Já preparei um outro post sobre o dia que meu filho precisou usar esse seguro saúde quando estávamos em Miami!

Boa viagem!

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