Saúde & Alimentação

Meu filho não come! Dicas para ajudar na alimentação das crianças

meu filho não come vegetais

Alimentação das crianças é sempre um assunto interessante! Que mãe nunca ficou preocupada com o filho, que come pouco ou com a filha que passou a ser seletiva e exigente demais na hora da alimentação?

Aqui em casa estamos numa fase até que boa, digamos assim. Aos poucos meus filhos estão se interessando mais por saladas e legumes. O meu filho mais velho, de 5 anos, ama frutas, mas por outro lado decidiu que não gosta mais de feijão. Já a filha caçula come feijão, mas não gosta de experimentar frutas novas.

No último final de semana rolou o Descomplica Mãe, evento materno do qual tive a honra de ser uma das blogueiras embaixadoras. Durante todo o dia palestrantes de diversas áreas participaram do talk show comandado pela jornalista e apresentadora Mariana Ferrão.

Uma das convidadas foi a nutricionista Maria Luiza Petty, autora do livro “Lugar de Criança é na Cozinha”, que nos ensinou muito sobre alimentação infantil. Tenho certeza que as dicas que ela passou na palestra poderão te ajudar em casa também!

Maria Luiza Petty

Em primeiro lugar: Malu Petty explicou que o gosto pelo sabor doce e a aversão pelo amargo/ azedo é inato. Ou seja, já faz parte das crianças. Por isso, temos que ensinar os pequenos a gostarem de amargo e azedo – folhas, frutas e verduras. E como fazer isso?

A nutricionista afirma que uma das melhores formas de despertar o interesse da criança pelos alimentos é levar a criança para a cozinha. Mas não com a obrigatoriedade de comer. “Para cozinhar, a criança pode espontaneamente entrar em contato e experienciar o alimento sob diversas formas, isto é, sentir a textura, o cheiro, realmente mexer e se aproximar do alimento”, disse em sua apresentação.

Malu Petty diz que o processo de familiarização do alimento é mais importante do que comer. Fazer as crianças participarem da escolha e da compra dos alimentos na feira e no mercado também ajudam nessa familiarização.

Outra dica que a Malu Petty deu foi em relação ao exemplo que nós damos. Ou seja, se quiser que o filho coma um prato cheio de “verdinhos”, coma também. Se quiser oferecer uma fruta de lanchinho, dê também o exemplo e coma as mais diversas frutas. As refeições em família têm um peso enorme nessa mudança de hábito. De acordo com a nutricionista, sentar-se com os pais na hora do almoço ou jantar dá a oportunidade para a criança observar e aprender com eles. Porque não adianta você ter uma refeição super saudável e balanceada, mas seu filho não vê o que você come.

A Malu Petty apresentou uma tabela com algumas tarefas que as crianças podem fazer na cozinha, e desta forma se aproximar mais dos alimentos e das refeições.

Maria Luiza Petty

E para quem já passou pelo mesmo problema que eu aqui em casa (quando meu filho decidiu que não gosta mais de feijão), a dica é: não force, mas também não deixe de oferecer.  Expus o meu caso para a Malu Petty durante a palestra e ela me respondeu. Vejam o vídeo abaixo:

Dá trabalho levar o filho para a cozinha? Dá. Faz sujeira? Ô! É difícil adaptar-se ao horário de refeição das crianças? Muito! Pelo que eu entendi, estamos falando de pequenos sacrifícios mesmo (para quem, assim como eu, não faz nada disso e reclama que o filho não gosta de alface hahah). Mas vale a pena para mudar os hábitos alimentares dos filhos, não é? Importante ressaltar que essas atitudes – levar a criança para a cozinha, dar o exemplo, fazer a criança se familiarizar com o alimento etc – não devem ser pontuais. Deve tornar-se parte da rotina para fazer algum efeito.

Casa e decoração

Adeus inverno: como guardar roupas de frio, mantas e cobertores

Foto: pexels

Foto: pexels

O inverno foi embora, dando lugar à amada primavera. E o calorzinho (que logo mais será calorão) já está dando as caras, pelo menos aqui em São Paulo.

Oba, então sabe o que já podemos fazer? Tirar de circulação as mantas, os cobertores e as roupas de frio! Vamos guardar tudo, gente! E que venham os tecidos leves, os vestidinhos e os biquinis! Eu sempre faço esse rodízio de roupas na troca de estação porque não tenho muito espaço no meu guarda-roupa e nem no das crianças. E vamos combinar que roupa de frio ocupa muuuito espaço, né?

Mas antes de tudo, LAVE todas as roupas que irá guardar. Por que?

Conversei com Ricardo Monteiro, Gerente Operacional da Quality Lavanderia e ele explicou tudo:

Porque ao utilizar as roupas durante o inverno, elas adquirirem vários tipos de sujeiras (pó, poeira, poluição, migalhas de alimentos, açúcares, etc) que atraem traças e acabam também tendo uma proliferação acentuada de ácaros, os quais vão se multiplicar ainda mais se não lavarmos”.

lavar roupas

Também conversei com a Carla Picoli, personal organizer, que deu várias dicas de quais as melhores formas de armazenar esse monte de roupa! “Na hora de guardar, vá para a parte mais alta dos seus armários, em maleiros ou em espaços sem uso. O importante é abrir espaço nas partes mais baixas para peças em uso na atual estação”, afirma.

1.    Categorize as peças como, casados de lã grossos, os mais finos, moletons, jaquetas, cobertores, mantas e edredons. Uma dica é deixar para fora algumas blusas de meia estação, para uma leve mudança de tempo ou mesmo algum imprevisto.

roupas de la

2.    Guarde em bags de TNT, organza ou a vácuo. Nunca em plásticos, eles abafam e danificam suas peças. As roupas precisam respirar, por isso é importante ser de tecido e não só plástico.

3.    Os sacos a vácuo são ótimos para quem quer mais espaços, é só seguir as instruções corretas de uso do fabricante e você terá mais espaços pois o volume é bem menor depois de comprimido. Esses sacos você encontra em hipermercados e em vários tamanhos.

4.    Use anti-mofos dentro das embalagens (você encontra em supermercados) ou você pode usar os cuidados caseiros: coloque em saquinhos de organza “giz” branco, aquele de quadro negro. Ele absorve a umidade dentro das embalagens.

5.    Folhas de louro dentro das embalagens afastam aqueles indesejáveis bichinhos. Os ácaros, os fungos, os mofos e as traças gostam de lugares abafados, escuros e úmidos.

6.    No final identifique com adesivos cada embalagem para, caso precisar de alguma peça, já saber em qual pegar. Caso você queira guardar por pessoa coloque o nome, fica bacana também. As peças delicadas, mais finas ou com aplicações e bordados você pode usar um pedaço de TNT entre as peças, evitando contato entre elas.

7.     Falando das jaquetas, principalmente as de couro e sintéticos, jamais guarde-os dobrados e embalados, mantenha-os sempre pendurados em cabides, se possível use capas em TNT para protegê-los da poeira.

Desabafo

Como consegui parar de fumar

Photo credit: Pachakutik via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Photo credit: Pachakutik via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Apesar do número de tabagistas ter reduzido no Brasil nos últimos anos, o país ocupa o oitavo lugar no ranking de fumantes no mundo!

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 25 anos a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. E posso dizer com o maior orgulho que faço parte dessa estatística!

Comecei a fumar aos 16 anos. Quando percebi, fumava um maço inteiro (do Marlboro vermelho) por dia. Nas noites que eu saía para beber com os amigos, fumava fácil mais de um maço, totalizando 2 maços durante o dia todo. O cigarro fazia parte da minha rotina desde a hora que eu acordava. Podia ser a hora que fosse, mas meu dia só começava depois de uma xícara de café e um cigarro.

Mas também na minha época de fumante era menos restritivo: podia-se fumar em restaurantes, bares, locais fechados, em qualquer lugar! Para ter uma ideia, eu trabalhava em uma assessoria de imprensa cuja dona também era fumante. Naquele escritório era super normal você ter um cinzeiro na sua mesa. Então eu fumava a hora que eu bem entendesse. Na minha mesa! Do trabalho! Que época mais egocêntrica que nós, os fumantes, vivemos, né, sem se preocupar com o vizinho… Ainda bem que tudo mudou. Já viajei na época que era permitido fumar dentro do avião! Não consigo mais imaginar como seria isso!!

Tentei parar algumas vezes. Poucas vezes. Até com aqueles adesivos de nicotina já tentei. Mas não passava de poucos dias até eu acender um cigarro. Casei e depois veio a vontade de engravidar. Dizia para o meu marido que quando eu engravidasse iria parar de fumar pra valer! Tentei engravidar por uns 6 meses e nada. Eu já tinha lido que o tabagismo poderia afetar a fertilidade, mas não conseguia me livrar daquele vício por nada! E também morria de medo de engravidar e não conseguir parar de fumar.

A Gravidez

Eis que a menstruação atrasa e lá fui eu comprar o exame de farmácia para detectar a gravidez. Nunca, nunca vou me esquecer desse dia! Voltei da farmácia, sentei em frente ao computador, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame. Dei longas tragadas, curtindo mesmo aquele momento… o tal do raro prazer, propaganda do antigo Carlton rs. Enfim, apaguei a bituca, fui pro banheiro, fiz o exame e … POSITIVO!!! Voltei para a sala, peguei o maço de cigarro e joguei no lixo.

"Voltei da farmácia, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame". Photo credit: massimo ankor via Visualhunt.com / CC BY-NC

“Voltei da farmácia, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame”. Photo credit: massimo ankor via Visualhunt.com / CC BY-NC

Como eu disse lá em cima, eu já tinha tentado parar de fumar algumas vezes, mas dessa vez me apeguei na gravidez e foi mais fácil do que eu imaginava! Finalmente eu consegui largar o cigarro após 16 anos fumando! A mudança de hábito me ajudou bastante também! Como estava grávida, não tomava mais bebida alcoólica. No início parei de tomar café e troquei por suco de laranja. Depois voltei com o café descafeínado e foi tudo bem.

Aí comecei a comer muito chocolate durante toda a gravidez! Era doce que não acabava mais (mas eu fazia o pré-natal direitinho, então estava acompanhando a taxa de açúcar no sangue).

Eu ainda sentia vontade de fumar, principalmente nos momentos que passava por alguma tensão. Mas eu consegui ser firme, sempre pensando no meu bebê. Lembro muito de um amigo que havia parado de fumar, que disse que a vontade nunca vai embora, ela sempre vai aparecer. O que vai mudar é que você vai conseguir se controlar melhor. Mesmo depois que meu filho nasceu, eu dizia para mim mesma que se eu quisesse muito fumar, tudo aquilo era temporário… eu poderia voltar a fumar se eu quisesse, só tinha que ser depois de desmamar.

Bem, meu filho parou de mamar no peito depois de 1 ano. Ou seja, eu já estava há 1 ano e 9 meses sem fumar. Minha opinião sobre voltar a fumar tinha mudado… Eu já tinha passado tanto tempo sem dar um trago, não podia voltar atrás. Mas ainda sentia vontade de fumar. Quando voltei a tomar cerveja, então…minha nossa!

A Recaída

Foi então que no carnaval, quando o Teodoro tinha 14 meses (e eu 23 meses longe do cigarro), conseguimos um “vale folia”. Deixamos meu filho com a minha sogra no final de semana e fomos pular o carnaval nos bloquinhos de São Paulo. Programa de adultos! Bebemos bastante e me bateu uma vontade incontrolável de fumar. Pedi um cigarro. Sou bem grandinha, não admiti que alguém me negasse um cigarro, né? Sabia muito bem o que estava fazendo.

Nossa, percebi o quão forte é um cigarro. Dei alguns tragos e fiquei super tonta, parecia que estava me dando barato! E não foi viagem minha, não! Li que a nicotina atua no sistema nervoso central da mesma forma que a cocaína, heroína e álcool, porém de maneira mais rápida, chegando ao cérebro entre sete e 19 segundos

Acho que nem consegui fumar o cigarro inteiro. Mas aí sabe o que aconteceu? Bateu novamente a vontade incontrolável de fumar. Falei: quer saber? Não vou ficar filando cigarro! Vou comprar um maço!

Foram muitas horas de carnaval, muitas cervejas e quase um maço in-tei-ro em uma tarde. Nem preciso dizer como foi minha ressaca, né? Parecia que eu ia morrer!

No dia seguinte, a princípio, fiquei chateada por ter quebrado o meu jejum de quase 2 anos sem fumar. Mas eu sabia também que havia sido um impulso de carnaval. O comportamento que resultou naquela vontade incontrolável de fumar não caberia na minha rotina do dia a dia. E assim foi, não pensei mais em cigarro.

Campanha contra o fumo: "Your body is your home. Don`t smoke/ Seu corpo é sua casa. Não fume".

Campanha contra o fumo: “Your body is your home. Don`t smoke/ Seu corpo é sua casa. Não fume”.

Tratamentos

Pouquíssimo tempo depois do carnaval (e da minha recaída), engravidei novamente. E desta vez foi pela Alice que não cheguei mais perto de um cigarro. Não vou negar que muito de vez em quando dá vontade… Mas do mesmo jeito que a vontade vem, vai embora rápido! Mesmo com as cervejinhas a mais (rs). Uma coisa que eu não sabia é que a dependência química causada pela nicotina do cigarro é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde desde 1997.

Jaqueline Xavier, gerente de gestão em saúde da Vitallis Sanitas, operadora de planos de saúde no Brasil, explica que em muitos casos, o tabagista precisa de apoio para largar o vício. “O próprio Sistema Único de Saúde (SUS) oferece desde 2004 um tratamento gratuito nas Unidades Básicas de saúde e nos hospitais para quem deseja parar de fumar e não consegue”, completa.

O tratamento pode passar por grupos de apoio com ajuda psicológica aliado à terapia medicamentosa. A avaliação médica é indispensável para indicar o tratamento ideal personalizado a cada paciente.

Tenho muito orgulho de ser ex-fumante, reconheço o meu esforço e serei eternamente grata aos meus filhos Teodoro e Alice, pois por eles consegui largar o vício e manter-me firme nesta decisão. Mas não julgo quem não conseguiu parar de fumar… Sei que é extremamente difícil. É uma droga, né?Mas vale a pena tentar, seja quantas vezes for! Quer motivos? O pneumologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dr. Waldomiro José, explica. “A cada dia sem fumar, diminui o risco de câncer e doenças cardíacas, a respiração fica mais fácil, há melhora no desempenho físico, mental e sexual. Além disso, as pessoas que convivem com o fumante também são poupadas das toxinas, pois não podemos esquecer que os fumantes prejudicam a si mesmos e ao outro, provocando doenças pelo tabagismo passivo. Por último, ainda há benefício econômico, já que não gastarão mais com maços de cigarro”, finaliza.

P.S. Já li que toda vontade que você tem (de tudo: cigarro, chocolate, compras compulsivas, mensagens de texto alterada rs) duram apenas 5 minutos. Então, na hora que bater aquela vontade de fazer besteira…please…espere apenas 5 minutos que passa!