Saúde & Alimentação

Lancheira: como mandar suco natural

Depois de fazer uma avaliação das lancheiras preparadas pelas mães no post anterior, a nutricionista Juliana Dragone deixou algumas dicas sobre as frutas, para quem quiser preparar sucos naturais para colocar na lancheira dos filhos. As frutas que sofrem menos oxidação mantém o sabor por até 6 horas.

suco de frutas

E lembre-se do que a nutricionista Juliana Dragone falou no post das lancheiras: escolha fruta ou suco. “O excesso de frutas pode aumentar a glicose sanguínea gerando um diabetes”, explicou.

Todas as Mães: Se a mãe preferir mandar suco natural, quais são as frutas mais adequadas (que não azedam, por exemplo) e por quanto tempo podem ficar na garrafinha térmica? Salada de frutas também pode ser mandada e guardada na lancheira?

Juliana Dragone: “Os melhores são: acerola, abacaxi, melão, maracujá, por sofrerem menos oxidação e não alterarem o sabor até 6 horas. As melhores garrafas são as muito bem vedadas, escuras e pequenas, para que fiquem com 90 % do mínimo do espaço preenchido, dessa forma terá menor oxidação. A mãe deve fazer o suco 30 minutos antes de a criança ir à escola. A salada de frutas deve ser levada na lancheira térmica”.

Receitinha fácil e rápida de suco natural para levar na garrafinha térmica, por Juliana Dragone:

Suco de Maracujá – rendimento 1 porção:

Ingredientes

– 1 maracujá
– 2 copos de água

Modo de Preparo

Lave o maracujá. Abra-o e retire a polpa. Bata no liquidificador, a polpa juntamente com a água. Coe o suco, adoce e sirva.

Sei que fazer suco natural todo dia para levar para a escola é trabalhoso e por isso, na correria do dia a dia, optamos pelos sucos de caixinha. Mas podemos tentar alguma mudança, né? Que tal começar substituindo pelo menos 1 vez na semana o suco de caixinha pelo natural, preparado em casa? Eu também vou fazer assim em casa…

E não deixe de ler o post anterior, sobre a avaliação das lancheiras pela nutricionista Juliana Dragone, que ficou muito legal e bem esclarecedor quanto à montagem no lanche das crianças!

Nutricionista Juliana Dragone – CRN3: 27403 é Pós – graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP – Grupo de apoio a nutrição enteral e parenteral.

Site: http://www.nutricionistajuliana.com.br

Saúde & Alimentação

A lancheira ideal: nutricionista avalia lanches montados pelas mães

Eu já contei que meu filho comia o lanchinho da tarde fornecido pela escola, mas de uns tempos pra cá ele passou a pedir para levar o lanche de casa. E óbvio, foi a partir daí que tive dúvidas em como montar a lancheira ideal para os nossos filhos!

lancheira

Como sei muito bem que essa dificuldade não é só minha – é de todas as mães – fiz o seguinte:
Pedi para duas mães me mandarem fotos das lancheiras já montadas de seus filhos. A terceira lancheira é a da minha filha, que começará na escolinha. Encaminhei o material para a nutricionista Juliana Dragone, pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP – Grupo de apoio a nutrição enteral e parenteral. Com a descrição dos itens à mão, a nutricionista avaliou o que tinha de errado nessas lancheiras.
Me surpreendi! Por exemplo, a lancheira que montei para a minha filha tinha muita fruta. E eu achando estar super saudável! De acordo com Juliana Dragone, o excesso de frutas pode aumentar a glicose sanguínea, gerando um diabetes. “Ou leva a fruta ou leva o suco”, completa a nutricionista.
Com as orientações abaixo, conseguimos ir atrás de opções mais saudáveis para as nossas crianças. Curiosos para ver as lancheiras?
Segundo a nutricionista Juliana Dragone, a lancheira ideal deve conter:

1 fonte de carboidrato, 1 fonte de proteína, 1 fonte de frutas

E atenção com iogurtes, queijos e requeijão: “Podem ficar 3 horas fora da geladeira, após esse tempo tem que jogar fora”.
Lancheira da Carolina, 8 anos

lancheira da carolina

Suquinho (néctar) de maracujá
Bisnaguinha com requeijão e salame

Bolacha de gergelim

Juliana Dragone: “Esta lancheira não está nutritiva. O salame é um alimento embutido rico em gordura de origem saturada (animal), aumentando as taxas de gordura ruim no sangue (LDL – Colesterol e TG). O suco néctar possui muito sódio e pode levar um ganho de peso excessivo. Devemos trocar o néctar por um suco natural, a bisnaguinha pela bisnaguinha integral light, o requeijão pelo light e excluir o salame. A bolacha de gergelim está ok. Mas tem que tomar cuidado que não pode mandar o pacote todo da bolacha. São apenas algumas unidades, por exemplo, 3 unidades”.

Lancheira do Rafael, 3 anos (2 lanches)

lancheira do Rafa

Suco de morango sem corantes
Toddynho
Danoninho
Banana
Uva
Bisnaguinha com cream cheese light e geléia de damasco

Juliana Dragone: “Esta lancheira está com excesso de leite e frutas. Deve escolher entre levar o toddynho ou o danoninho. E sempre preferir a versão light, para controle de peso. Ou leva fruta ou o suco. O excesso de frutas pode aumentar a glicose sanguínea gerando um diabetes. A bisnaguinha deve substituir pela integral light e o cream cheese pelo light e a geléia está ok”.

Lancheira da Alice, 1 ano e meio

lancheira da alice

Suco de maçã
Bolinho orgânico de banana
Ameixa

Juliana Dragone: “Esta lancheira tem excesso de frutas. Ou leva o suco ou leva a fruta”.

Sei que fazer a lancheira ideal todos os dias pode ser difícil, mas pelo menos use essas informações a seu favor!

No próximo post, a nutricionista Juliana Dragone dará orientações para levar sucos naturais e salada de frutas para o lanche da escola.

Nutricionista Juliana Dragone – CRN3: 27403 é Pós – graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP – Grupo de apoio a nutrição enteral e parenteral.
Site: http://www.nutricionistajuliana.com.br
E-mail: contato@nutricionistajuliana.com.br
Facebook: Nutricionista Juliana Dragone

Desabafo

1 ano: minha filha não come (eu achava que não comia)

Eu assisti a uma palestra na semana passada sobre alimentação infantil e, juro, foi libertador! Vou explicar, pois quero dividir esse conhecimento que adquiri e, quem sabe, acalmar outras mães que estão passando pela mesma situação que eu. Minha filha está com 1 ano e, há 1 mês mais ou menos, ela mudou de comportamento na hora de comer. Passou a negar a comida… na primeira colherada que ofereço, já faz “não” com a cabeça.

minha filha nao come

“a hora do almoço e da janta começou a ser um momento tenso pra mim. Para ela também, claro, pois é óbvio que ela sente essa minha expectativa” / © Starfotograf | Dreamstime.com – No More, Please Photo

A princípio achei que fosse o dentinho que estava nascendo, depois uma virose. As semanas foram passando e nada de ela comer. Só queria ficar brincando com a comida e fazendo sujeira. Até comia uns grãozinhos com a mão…mas não era suficiente (pra mim). E não entendia o que estava acontecendo, porque até algumas semanas atrás ela comia bastante, aceitava tudo o que eu oferecia na colher! Comecei a ficar maluca e sem saber o que fazer, pois meu filho mais velho não passou por isso.

Então a hora do almoço e da janta começou a ser um momento tenso pra mim. Para ela também, claro, pois é óbvio que ela sente essa minha expectativa. Eu pensava: “Ok, ok, é importante ter esse contato com a comida, sentir a textura e tals e blablabla, mas agora come, filhinha?!”. E nada! E fui ficando cada vez mais desanimada, sabem? Até na última consulta fui logo avisando a pediatra que ela devia ter emagrecido, pois tinha “parado de comer”.

Eu já tinha pesquisado um pouco e descoberto que o apetite da criança muda mesmo. Que no primeiro ano, o bebê se alimenta muito porque ele cresce bastante e suas necessidades nutricionais são bem altas. Essas necessidades nutricionais vão diminuindo nos próximos anos. Bom, basta a gente ver o quanto um bebê se desenvolve em seu primeiro ano de vida. Até aí tudo bem… mas mesmo assim eu não estava satisfeita. Ainda precisava de uma explicação para essa mudança tão drástica no comportamento da minha filha na hora de comer.

Foi aí que assisti a palestra do Dr. Carlos Gonzalez, pediatra espanhol, autor de 8 livros, entre eles o “Bésame Mucho” e “Mi niño no me come” (ainda sem edição em português). Ele é super contra dar papinhas e sopinhas para os bebês, pois desta forma misturamos todos os alimentos e o bebê não consegue reconhecer os legumes e vegetais que estamos oferecendo. Já passamos desta fase, pois comecei a introdução de alimentos com papinhas e sopinhas batidas. Mas essa explicação me fez entender melhor o que a Alice estava querendo.

Segundo o Dr. Carlos Gonzalez, o bebê/criança que leva à boca um único fio de macarrão, por exemplo, está seguindo o caminho para comer de forma normal no futuro. Ele diz também que o bebê está avançando e aprendendo coisas importantes, como distinguir os sabores dos alimentos e tomar decisões.

Ora, as crianças querem experimentar as comidas, saber o que estão comendo para decidirem se gostam ou não. Tipo: “deixa eu experimentar essa batata. Humm, eu gosto de batata, vou comer mais. E esse brócolis…humm, não gostei. Ah, gosto de carninha, quero também!”. Simples, como nós, adultos!

Ele disse que alguns adultos enxergam com receio esse poder de decisão do filho comer só o que gosta. “Claro que ele só vai comer o que gosta, é o que todos fazemos”, conclui o médico. Ele completa, dizendo que muita gente fala coisas do tipo: “ah, mas em casa a gente come de tudo”. E a explicação dele foi claríssima! “Não, desculpa, você na sua casa não come de tudo. Você vai no mercado, comprar as coisas que você mais gosta, leva à cozinha e prepara como você gosta. Só faltava depois disso você não comer”, ironiza o pediatra com seu ótimo senso de humor. Ou seja, gente… nada mais normal do que os bebês e crianças decidirem o que gostam e o que não gostam! E é por isso que cabe a nós oferecer a eles todo os tipo de comida saudável. Por exemplo, mesmo dizendo que não gosta, sempre coloco verdura na comida do meu filho mais velho. Tem dias que ele gosta de brócolis… tem dias que ele não gosta rs

Mas continuando… Digo que essa palestra foi libertadora porque foi aí que percebi que eu estava empanturrando a minha filha de comida e deixando ela frustrada, pois na verdade o que ela queria era descobrir os alimentos e saborear a comida (do jeito que fazemos quando vamos a um restaurante novo, não é?). E que o almoço dela passou a durar de 15 minutos para 40 minutos – o que é absolutamente perfeito, afinal, quando a gente come em 15 minutos é porque estamos bem apressados, né? E se hoje ela comeu só um pedaço de abóbora, tudo bem. Amanhã ela vai comer mais. Sem es-tres-se.

Desde então, parei de insistir nas colheradas e a deixei à vontade para comer do jeito dela. Aí eu pude notar o quanto ela ficou feliz e satisfeita comendo o quê e o quanto ela queria. E no meio do almoço e da janta, ela voltou a aceitar as colheradas oferecidas por mim. Porque ela já sabe o que está comendo. E sabe que gostou. E quer mais. Simples, não é?

Eu fiquei muito feliz com essa descoberta porque estou me sentindo muito mais conectada com minha filhota, já que eu consegui entender o que ela queria. Mas essa é uma das vááárias fases que os bebês e crianças enfrentam na alimentação. Durante todo esse processo, sempre deixei a pediatra informada. Por isso, qualquer alteração na alimentação do seu filho, incluindo a falta de apetite, o pediatra deve ser comunicado.