Saúde & Alimentação

Como manter a saúde dos filhos na volta às aulas

O ano começou pra valer, as aulas já voltaram com tudo e, muito em breve, o verão vai dar o seu até logo para a chegada do temível outono (o verão termina no dia 20 de março neste ano). As mães já sabem, né… volta às aulas também significa volta às viroses, resfriados, tosses etc. Aqui em casa ambos os filhos já voltaram com febrinha da escola :/

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É agora que temos que começar a pegar pesado na prevenção desses resfriados, principalmente nos pequenos que ainda estão na educação infantil, pois o sistema imunológico deles ainda está em processo de desenvolvimento. Estima-se que neste período a criança tenha em média de seis a oito infecções respiratórias por ano e as doenças mais comuns são os resfriados, amigdalites, rinites, sinusites, otites, bronquite, asma e pneumonias. Bate na madeira!!

Doenças respiratórias em ambiente escolar são afecções comuns. Pequenos cuidados por parte da família e da escola, no entanto, podem favorecer a não proliferação destes problemas, por isso precisamos ficar atentos”, alerta o médico Edgard da Veiga Lion Neto do Rinossoro. O especialista deu algumas dicas importantes que podem ajudar bastante, leiam abaixo:

Mantenha a imunidade do seu filho nas alturas
Uma boa alimentação composta por mel, probióticos, frutas cítricas como limão e laranja, ômega 3, verduras e legumes como cenoura e couve, além da hidratação, contribuem para uma imunidade saudável. Em pacientes específicos e com indicação específica, pode-se utilizar agentes que reforçam a imunidade, como imunomoduladores.

Ainda assim a doença respiratória apareceu?
Evite levar a criança que já está infectada para a escola. No entanto, se isso não for possível, comunique a escola sobre a doença do aluno e não descuide dos princípios gerais de cuidados com a criança – hidratação e alimentação. É importante realizar uma boa higiene nasal e manter o calendário de vacinação da criança sempre em dia.

Evite o ar-condicionado nos pequenos
O uso de condicionadores de ar deve ser evitado sempre que possível na exposição de bebês e crianças, pois esses aparelhos retiram a umidade do ar, ressecando muito as mucosas e potencialmente causando complicações para a fisiologia nasal normal. Prefira sempre métodos de alívio da temperatura que mantenham ao máximo a umidade do ar que se respira, como humidificadores a base de água.

Lave bem as mãos e com frequência
Infecções das vias aéreas no período escolar infantil são comuns, principalmente as virais. O contato de crianças portadoras dos agentes infecciosos com outras crianças é quase que inevitável, mas, a educação no sentido de lavar as mãos, não levar os dedos aos olhos ou nariz e não compartilhar utensílios da criança infectada com as outras crianças são medidas que ajudam a prevenir a incidência de transmissão.

Evite crises alérgicas: opte sempre por cortinas e quadros que não acumulem pó
Cortinas de tecidos e quadro negro concentram mais pó do que os produzidos por outros tipos de materiais. Substituir por materiais fáceis de limpar e que concentre menos poeira é uma boa opção. De acordo com o Ministério da Saúde, a rinite é considerada a doença respiratória crônica de maior prevalência, atingindo cerca de 20 a 25% da população em geral.


E por falar em crises alérgicas e pó, tem um post aqui no blog com dicas para lavar e higienizar os bichinhos de pelúcia, muito presentes nos quartos das crianças e verdadeiros antros de pó e ácaros. Vale a pena ler e seguir as dicas em casa! >> “Como Lavar os Bichinhos de Pelúcia

 

Saúde & Alimentação

Cosméticos na gravidez: mitos e verdades

Durante a gravidez, ficamos super-receosas em relação à segurança de cosméticos. O que pode e o que não pode usar no corpo sem prejudicar a saúde do bebê acaba virando um assunto recorrente no dia a dia da grávida.

Para desmistificar esse assunto, o dermatologista da maternidade Pro Matre Paulista, Jayme Oliveira Filho, esclarece os mitos de verdades sobre os cosméticos que podem ser utilizados durante a gestação.

Cosméticos na gravidez

Grávida pode pintar o cabelo? Quais hidratantes pode usar? (Photo via Visual hunt)

Cremes e hidratantes

Para proteger a pele e hidratar o corpo, o Dr. Jayme ressalta que cremes e hidratantes são seguros, com exceção de cremes contendo uréia, que não devem ser usados nas gestantes.  “Substâncias como glicerina, lactato de amônia, aloe vera, dexpantenol, óleo de semente de uva, óleo de amêndoas estão liberados para uso”, conta.

Grávida pode pintar o cabelo?

O ideal é evitar tinturas e descolorações. “Elas até podem ser realizadas desde que o obstetra não contra indique por algum motivo. Caso a gestante opte por realizar químicas nos cabelos, o ideal é aguardar os três primeiros meses e aplicar o produto longe da raiz”. O profissional afirma que as tinturas mais seguras são os tonalizantes e os cosméticos de uso geral. “Se forem classificados como cosméticos e/ou dermocosméticos não há com que se preocupar”, conta.

Maquiagens e esmaltes

Podem ser utilizados desde que a gestante não possua nenhum tipo de alergia ou sensibilidade a algum componente da fórmula, como fragrâncias e pigmentos. “Sobre os esmaltes deve-se evitar linhas que contenham chumbo na formulação, que são exceção”, afirma o dermatologista.

Filtro solar e repelente

Os fotoprotetores não têm contra indicação e os repelentes devem ser utilizados após a aplicação dos cosméticos e do filtro solar. “A Anvisa libera para uso em gestantes o IR 3535, a DEET e a Icaridina. A sequência correta de uso é: cosmético, filtro solar e repelente”, conta Jayme.

Tratamento contra acne

O tratamento deve ser seguido de perto pelo dermatologista, pois o ácido retinóico e seus derivados, como o ácido salicílico, presentes comumente em cremes, sabonetes e loções para pele acnéica, não devem ser usados. “Alguns antibióticos tópicos, como o ácido azeláico, o ácido glicólico, peróxido de benzoíla e a nicotinamida, podem ser usados para essa finalidade. A gestante sempre deve consultar seu dermatologista, caso tenha qualquer dúvida sobre o uso dos produtos em geral”, finaliza Jayme.

 

Saúde & Alimentação

Dra. Ana Escobar tira dúvidas sobre o leite de vaca no dia a dia das crianças

Leite de vaca faz mal para o bebê? Crianças maiores e adolescentes também precisam tomar leite? Qual leite é mais completo? Neste conteúdo super bacana oferecido pelo movimento Leite Faz Seu Tipo, a médica pediatra Drª Ana Escobar esclarece as principais dúvidas em relação ao leite de vaca na vida dos nossos filhos.

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Photo via Visual hunt

Aqui em casa as minhas crianças – atualmente com 3 e 5 anos – tomam leite de manhã e à noite, antes de dormir. Dou o leite integral de caixinha para eles, mas eu não sabia da importância. Descobri que as gorduras do leite integral ajudam a fazer conexões cerebrais! Mas engana-se quem pensa que o leite só é importante na infância! As pessoas precisam é se perguntar: ‘Para que deixar de tomar leite?’”, responde a Dra. Ana.

Eu só não entendo ainda por que os fabricantes de leite não criaram uma versão de leite de caixinha de 200 ml, como são os suquinhos. Gente, seria ideal para as crianças levarem para a escola no lanche, né?

Bom, confiram as perguntas e respostas sobre o leite com a Dra. Ana Escobar:

Tem gente que diz que não deveríamos beber leite de vaca porque ele não é adequado para humanos. Existe alguma verdade nisso?
Não. O leite é mais um dos alimentos que são extraídos de animais há milhares de anos e não faz mal a quem não tem intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca. “Ele é rico em nutrientes essenciais, e um dos mais importantes deles é o cálcio. Nós, humanos, apenas arranjamos uma maneira de manter o leite na nossa dieta depois do desmame para podermos aproveitar seus nutrientes. O leite traz benefícios em todas as fases da vida. As pessoas precisam é se perguntar: ‘Para que deixar de tomar leite?’”, responde a Dra. Ana.

Após o desmame, os bebês devem ser alimentados com fórmulas ou podem tomar leite de vaca?
Até um ano de idade, o ideal é que o bebê que não mama no peito seja alimentado apenas com fórmula, e não com leite de vaca. “O leite de vaca é, de fato, adequado para o ritmo de crescimento de um bezerro. Por isso, ele tem uma quantidade muito grande de proteína. No primeiro ano de vida, os rins dos bebês ainda estão imaturos e eles não conseguem excretar essa quantidade de proteína. Então o consumo de leite de vaca pode causar uma sobrecarga nos rins”, explica a Dra. Ana. Depois do primeiro ano, portanto, os bebês já podem consumir o leite de vaca normalmente.

Já a fórmula é produzida para se assemelhar ao máximo ao leite humano e pode ser oferecida às crianças até os três anos. “Os fabricantes retiram proteínas para chegar a uma quantidade parecida com a do leite materno. A fórmula só não tem os anticorpos do leite materno, mas seus nutrientes são muito semelhantes, e muitas são bem ricas em ferro”, afirma a médica.

As crianças maiores e os adolescentes também precisam tomar leite?
Segundo a Dra. Ana, o leite é um dos alimentos mais presentes em todos as etapas da nossa vida, especialmente por ser uma excelente fonte de cálcio e de proteínas, essenciais para permitir um bom desenvolvimento dos ossos e dos músculos nessa fase de crescimento. “As crianças precisam de 500 mg de cálcio por dia. Dois copos de leite já provêm isso. Já os adolescentes têm um estirão fantástico. Para isso acontecer, seus ossos precisam ter muito cálcio. Caso contrário, pode-se ter problemas para o resto da vida”, diz a pediatra.

Que tipo de leite tem mais cálcio?
O desnatado oferece mais cálcio do que o integral e o semidesnatado. “Quando se tira a gordura do leite, ele concentra outros nutrientes, por isso o desnatado tem mais cálcio do que o integral. A falta de gordura não influencia na absorção de cálcio. O que é determinante para essa absorção é a vitamina D”, esclarece a Dra. Ana. Em geral, porém, ela considera o leite integral mais rico do que o desnatado. “O leite de vaca integral é o mais completo. As gorduras do leite ajudam a criança a fazer conexões cerebrais. A gente precisa dessa gordura.”

Qual é a diferença entre intolerância e alergia ao leite?
A Dra. Ana Escobar explica que a intolerância é uma má digestão da lactose, um dos carboidratos presentes no leite, enquanto a alergia é uma reação à caseína e às outras proteínas do leite da vaca.

A intolerância é causada pela falta da enzima que digere o leite (a lactase). Quem não tem essa enzima no intestino não consegue quebrar a lactose em açúcares menores. Por isso a lactose acaba sendo digerida por bactérias. Como elas fazem fermentação, produzem gases e ácidos que causam estufamento, flatulência, dores abdominais e diarreia. Para evitar esse desconforto, o intolerante pode tomar leite sem lactose.

No caso da alergia, o leite é digerido normalmente. O problema é que quando suas proteínas caem na corrente sanguínea são consideradas uma ameaça ao corpo. O sistema imunológico, portanto, ativa suas defesas para se proteger das proteínas. Em instantes, o alérgico sente sintomas como urticária, coceira e falta de ar, e pode ter reações perigosas, como o fechamento da glote e o choque anafilático. Por isso, o alérgico não pode tomar leite – e isso vale também para os que não têm lactose. “Existem terapias de dessensibilização, nas quais [com orientação médica] o alérgico vai recebendo ínfimas quantidades de leite até o organismo entender que a caseína não é uma ameaça. A alergia pode regredir. O nosso organismo tem uma capacidade de adaptação enorme.”

Os leites vegetais são uma boa opção para alérgicos e intolerantes?
Sim, pois não têm as proteínas que causam alergia nem lactose. Por isso são uma boa opção para os alérgicos, que não podem tomar nenhum tipo de leite. Já os intolerantes podem tomar a versão sem lactose. “As bebidas à base de vegetais não deveriam ser chamadas de leite, porque não têm cálcio e têm níveis baixos dos nutrientes que o leite tem”, afirma a Dra. Ana.

Por que o leite de caixinha não estraga? Ele tem aditivos?
O leite de caixinha não tem nenhum aditivo. “Ele não estraga porque é pasteurizado”, explica a Dra. Ana. “O que faz o leite estragar são as bactérias, e elas estão no ar. Elas fermentam e digerem o leite. Para o leite durar, portanto, é preciso matar essas bactérias. Antigamente a gente fervia o leite. Hoje, a indústria faz a pasteurização, que eleva o leite a altas temperaturas por alguns segundos e elimina todas as bactérias. Isso não desnatura as proteínas nem prejudica o leite. Depois disso, ele é envasado em uma caixinha totalmente esterilizada. Por isso, só vai estragar depois que for aberto.”

Para saber mais, visitem o site http://www.leitefazseutipo.com.br/