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Sugestões para viajar no feriado de 7 de setembro

Quem aqui não aguenta ter um feriado à vista porque já quer viajar? Que tal algumas sugestões com os destinos mais procurados para o feriado da Independência, que cai em uma sexta-feira?

A agência de viagens Hurb (que é a nova marca do Hotel Urbano), listou os destinos mais procurados neste período com o valor médio da diária em cada lugar!

Buenos Aires

Próximo do Brasil e mais barato do que cidades europeias e americanas, Buenos Aires sempre foi um destino preferido pelos brasileiros.  Unindo o melhor da arquitetura clássica,  com traços europeus, essa bela cidade possui uma grande variedade de pontos turísticos para conhecer, muitos deles podendo visitar no mesmo dia.

Valor médio da diária: R$ 250

Gramado

Gramado foi colonizada por portugueses, Italianos e alemães, tendo no clima, na arquitetura e gastronomia apelos europeus. É um destino para pessoas de todas as idades, com atrações variadas, bons hotéis e excelentes restaurantes.

Confiram o post com o roteiro que fiz com minha família em Gramado e Canela

Férias: Gramado e Canela com crianças

Valor médio da diária: R$ 235

Campos de Jordão:

Campos do Jordão possui muitos atrativos turísticos típicos de cidades do interior, como passeios de bonde e teleférico, além de cavalgadas e visitas a jardins. Mas para os amantes de aventura, é possível encontrar também passeios cheios de adrenalina, como os de jipe até a Pedra do Baú ou de quadriciclo por estradas de terra que levam as cachoeiras.

Valor médio da diária: R$ 237

Arraial do Cabo:

Conhecida como Caribe brasileiro por suas belíssimas águas claras, Arraial do Cabo conquistou o coração dos viajantes com diversas atrações que todo turista procura: praias paradisíacas, lagoas, dunas e mirantes – que conferem a possibilidade de conferir toda beleza da região. Ao lado de Cabo Frio e Búzios, o município possui nove praias que estão entre as favoritas de qualquer mergulhador.

Valor médio da diária: R$ 235

Porto de Galinhas:

Em Porto de Galinhas você vai conhecer e se encantar com  diversas praias que parecem piscinas naturais, com águas mornas durante todo o ano. Sem dúvidas você ficará deslumbrado, sem falar que é possível mergulhar entre os peixes. Além dos mergulhos nas belas praias, explore os passeios de buggye, com diversos percursos, muitos com “emoção”.

Valor médio da diária: R$ 240

Morro de São Paulo:

Com praias paradisíacas, monumentos históricos e um pôr do sol deslumbrante, a famosa vila Morro de São Paulo, oferece opções de lazer para todos os gostos e idades. É só fazer o roteiro e desfrutar das maravilhas que a ilha de Tinharé, no litoral Sul da Bahia, pode oferecer. Em Morro de São Paulo, a circulação de carros não é permitida. A restrição dos automóveis é um convite à caminhada.

Valor médio da diária: R$ 250

Foz do Iguaçu:

Reconhecida principalmente por ser o território das Cataratas do Iguaçu e da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a cidade preserva uma região cercada por parques nacionais de Mata Atlântica. Com diversas atrações turísticas, Foz do Iguaçu é o destino ideal para quem quer ter a experiência de uma viagem realmente inesquecível e contato com a natureza.

Valor médio da diária: R$ 200

Natal:

Carinhosamente chamada de Cidade do Sol, Natal é dona de um cenário paradisíaco. São praias, dunas, arrecifes e falésias, com diversas praias de tirar o fôlego pela sua beleza, entre elas a praia de Pipa, Genipabu e, claro, Ponta Negra. Não deixe de fazer um passeio de buggye e fazer umas comprinhas no Centro de Turismo.

Valor médio da diária: R$ 150

Confesso que amei todas as sugestões! Desta lista, com as crianças, só fui para Gramado (uma das viagens mais legais que já fiz em família). Mas morro de vontade de levá-los para Foz do Iguaçu para conhecer as Cataratas e para Porto de Galinhas!

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Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas do Canadá

Perrengue, desconforto, aperto e uma boa bagunça. Esses eram os adjetivos que vinham na minha cabeça quando pensava em viagem de motorhome.  Mas a nossa experiência nos mostrou que percorrer as estradas em um RV (recreational vehicle, como também é chamado o motorhome) é muito legal, prático e divertido!

A família e a nossa casa sobre rodas

Foram mais de 1.200 km rodados em 7 dias, sendo 6 noites pernoitando em campgrounds diferentes dentro de nosso motorhome. O roteiro: desbravar as montanhas rochosas entre as cidades de Banff e Jasper, na província de Alberta, Canadá, passando pela Icefields Parkway, também conhecida como uma das estradas mais bonitas do mundo! A viagem ocorreu em agosto, verão no hemisfério norte e alta temporada por lá.

As crianças (Teodoro – 6 anos e Alice – 4 anos) se adaptaram muito bem à nossa casa sobre rodas. Se sentiram totalmente seguros dentro do motorhome (mesmo à noite, no breu dos campgrounds). Adoraram brincar de cabaninha lá dentro e souberam lidar fácil com algumas limitações do nosso veículo – entre elas, o uso consciente da água (lição que trouxemos para casa).

Toda hora era hora de brincar!

O nosso motorhome era até bem espaçoso. Possuía duas camas de casal, sendo que uma delas se transformava em sofá e mesa durante o dia. Havia pia, fogão, geladeira com congelador, muitos armários e também um banheiro maior que de avião. Além disso, a empresa que aluga o RV também fornece um kit conveniência composto por panelas, travessas, talheres, lençóis e cobertores. Fiz questão de alugar um modelo de motorhome que a cabine do motorista fosse aberta para o resto da “casa” e foi a melhor escolha que eu fiz! Óbvio que não dá para cozinhar ou tomar banho enquanto o veículo está em movimento, pois além de balançar, é bem perigoso, mas ter a cabine aberta é muito mais prático. Para os passageiros (no nosso caso, as crianças) foi super cômodo eles viajarem no sofázinho devidamente afivelados.

Lençóis, travesseiros, edredom e manta já vieram no chamado “kit conveniência” da empresa que nos alugou o motorhome

A “sala de jantar” vira a segunda cama!

Visão geral por dentro do motorhome: bem espaçoso, né?

Alugamos o motorhome 5 meses antes de nossa viagem através de uma agência brasileira especializada em aluguel de RV no exterior. Mas você pode entrar em contato diretamente com as empresas e fazer a reserva.

Rotina

Em alguns dias acordávamos bem cedinho e tomávamos um café rápido. Com a programação do dia em mente, apenas colocávamos as crianças – ainda dormindo – nas cadeirinhas e pronto: pé na estrada! Assim mesmo, super prático!

Quando chegávamos no destino (que podia ser um lago, uma trilha, uma cachoeira ou até mesmo o centrinho de uma das cidades), aí sim era hora de acordar os pequenos, trocá-los, preparar um café da manhã mais reforçado e fazer o passeio em questão!

Em outros dias, preferimos acordar tarde e tomar cafë da manhã bem tranquilos ainda no campground, com a paisagem da floresta de fundo. Mas teve um dia que o nosso camping não tinha uma paisagem legal… sabe o que fizemos? Saímos de lá, estacionamos na beira de um lago e tomamos o nosso café!

Café da manhã no campground

Café da manhã na beira do Pyramid Lake, lago na cidade de Jasper. Nada mal!

E assim seguimos os dias descobrindo as paisagens de tirar o fôlego das montanhas rochosas canadenses: os lagos Lake Louise, Lake Moraine, Peyto Lake, a geleira Athabasca, a Icefields Parkway e até uma família de elks no meio da rodovia que nos surpreendeu (aguardem o post com todo o roteiro detalhado!).

O verde surpreendente de Lake Louise

Momento brincadeira no Lake Louise

Morant`s Curve: um dos cartões postais das montanhas rochosas

Nascer do sol na rodovia Icefileds Parkway

Icefileds Parkway

Não é uma pintura, é o Emerald Lake

A cada lugar novo, uma emoção diferente, uma surpresa! Depois de quase um dia inteiro de passeio era hora de seguir até o campground, estacionar o nosso motorhome, relaxar e preparar a nossa comida. Era o famoso “almojanta” no final da tarde. Antes disso dava para segurar bem com sanduíches e petiscos.

Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)

Jantar a luz de velas… ops, de lanternas! Que tal?

A compra de mantimentos foi feita em Calgary, cidade que retiramos o motorhome. Foi uma compra grande, pois não era só alimentação: tinha que pensar em itens de higiene pessoal, alguns descartáveis, guardanapo, saco de lixo, etc. Mas tudo o que compramos foi usado… não sobrou nada!

Campgrounds

Alguns campgrounds foram reservados por nós com antecedência, ainda do Brasil, e outros campings chegamos na hora. Como era alta temporada, muitos deles já estavam lotados. Em uma das noites só conseguimos vaga depois da quarta tentativa. Em outra noite, a única opção que tínhamos era ficar no chamado “Overflow” – um grande descampado sem estrutura nenhuma (sem energia, sem banheiro, sem chuveiro, nada). Era um espaço apenas para estacionar, dormir e ponto.

Já nos campgrounds mais bacanas que ficamos, cada espaço para o motorhome tinha uma mesa de madeira com bancos e também um “fire pit” para fazer fogueira. Esses campings também eram providos de banheiros compartilhados com chuveiro quente (limpíssimos), tanque para lavar louça, lockers para comida (para quem estava acampado em barracas e precisava armazenar alimentos, uma vez que guardar comida dentro das barracas poderia atrair ursos). Mas tudo isso é pouco perto do maior e melhor benefício de ficar em um campground com o seu motorhome: o de estar totalmente inserido na natureza. Cada noite era um visual diferente, seja das montanhas, das árvores das florestas ou do rio que corria atrás do nosso veículo.

Na maioria das vezes ficamos em campgrounds rodeados pelas árvores das florestas

No meio da floresta!

Presente: por do sol em frente ao nosso motorhome no campground

Mais um presente surpresa em campground: o rio que corria logo atrás do nosso motorhome

As crianças amaram explorar os campgrounds, afinal, estávamos no meio da floresta. Na maioria deles, inclusive, tinham vários alertas sobre os ursos. Sim, estávamos no habitat dos ursos e existia a possibilidade de cruzar com um a qualquer momento. Por isso a recomendação era jamais deixar comida para fora do motorhome. Em um dos campgrounds que ficamos, que era um pouco mais isolado, um dos funcionários veio nos alertar para que não fizéssemos churrasco naquele local, pois tinham muitos ursos naquela floresta.

Aviso em todas as trilhas e lagos: temporada de ursos!

Alguns avisos sobre a vida selvagem ao redor dos campgrounds

“Coolers não são a prova de ursos”, dizia um recadinho no campground de Johnston Canyon

Mas oi, churrasco? Ah sim, o pessoal que costuma viajar de motorhome é bem preparado!! Muitos já levam suas churrasqueiras a tiracolo (que funcionam a gás propano, comprado nos mercados) e fazem seus hambúrgueres do lado de fora!

Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)

Ficamos em apenas um camping com energia elétrica. Isso quer dizer que no local que estacionamos o motorhome havia um pequeno poste de energia onde conectávamos um cabo do veículo. Quando o carro não estava ligado na energia, ainda funcionavam todas as luzes e tomadas, mas o chuveiro não esquentava (isso varia de acordo com o modelo do motorhome). Sem contar no breu do lado de fora. Talvez por isso a cena mais linda que presenciei em toda a viagem não pode ser fotografada, apenas registrada em minha memória: durante a madrugada, em um camping em Banff, acordei e olhei pela janela do motorhome o céu mais estrelado que já pude imaginar existir!

E… bem, voltando ao primeiro parágrafo, até que rolaram alguns pequenos desconfortos sim. Um deles foi o banho frio que nós, incluindo as crianças, tivemos que tomar nos campgrounds sem energia. Depois do segundo dia de água gelada, optamos tomar banho nos banheiros compartilhados dos campings! No último dia, pulamos essa etapa chamada banho Hahahah

As crianças aprenderam na prática o uso consciente da água: se usássemos muito, acabava – simples assim. O reservatório de água limpa do motorhome durava 2 dias. Isso significa que atividades simples como lavar louça, tomar banho, lavar as mãos e tudo que incluísse água, tinham que ser feitas com moderação. Nada de escovar os dentes com a torneira ligada. E deu super certo, em momento algum as crianças acharam ruim essas limitações ou diferenças. Para elas tudo fazia parte dessa grande aventura e souberam direitinho entrar na brincadeira e aproveitar!

Encher o tanque de água limpa, assim como esvaziar o reservatório de água suja era fácil e tinha que ser feita nas chamadas “dumping stations” – que tinha na maioria dos campings. Para controlar o nível, existe um painel dentro do motorhome que indica se já está na hora de encher o tanque com água limpa e despejar a água suja.

O painel indicava que era hora de esvaizar o reservatório de água suja do motorhome

Carteira de habilitação

Pelo menos no Canadá, a nossa carteira de habilitação é válida para dirigir um motorhome, ou seja, não é preciso nenhuma autorização especial. Dirigir um motorhome não é tão simples, pense que é tipo um caminhãozinho, é um veículo pesado. Até você ganhar noção de espaço, leva um tempo. Inclusive é altamente recomendado pela empresa que na hora de manobrar, alguém desça do veículo para orientar a ré (ninguém aqui quer bater o motorhome alugado e ter preju na viagem né?). Ainda mais em lugares muito cheios como a gente foi, a chance de ter alguém passando atrás e o motorista não ver é grande! Todo cuidado é pouco!

Na estrada também era preciso tomar muito cuidados com os animais. Presenciamos um elk (espécie de veado) atravessando a rodovia do nada e por muito pouco o carro que estava vindo no sentido contrário ao nosso não o atropela. Em outra situação, encontramos uma família de deers na beira da estrada e conseguimos parar para fotografá-los.

Uma família de White-tailed Deer na beira da estrada. A foto está com zoom, pois a recomendação (lógica, apesar de muita gente não respeitar) é de não se aproximar dos animais. O ideal é 30 metros de distância dos elks e 100 metros de ursos

E no mesmo dia que vimos os deers, vi essa placa no banheiro do nosso campground, alertando que as fêmeas podem ser agressivas!

A velocidade permitida nas estradas ficava entre 80 km/h (dentro dos parques nacionais) e 100 km/h. Esses tipos de veículos são muito grandes, por isso, em geral andávamos na faixa da direita – como caminhões rs.

Placa na rodovia alertando os motoristas para ficarem dentro dos veículos caso avistem ursos (dizem que é comum ver urso na beira da estrada, mas eu não vi 🙁

 

Últimas dicas

Para quem pretende embarcar em uma aventura como essa, algumas dicas:

  • Tenha uma programação anotada, mas não se prenda tanto a ela. Viajar de motorhome te dá essa liberdade, de não ter programação engessada.

Debruçados sobre o mapa programando o dia seguinte

  • Compre o Bear Spray. É um spray (tipo spray de pimenta) para ser usado caso você fique cara a cara com um urso na floresta – seja em uma trilha ou no próprio campground. A gente não viu urso nenhum (existe a chance de ver até mesmo na beira da rodovia).

Como não usamos o Bear Spray, entregamos na empresa que nos alugou o motorhome

  • Visite o centro de turistas das cidades (no caso de Banff e Jasper). Elas foram muito importantes na nossa viagem. Em Banff pegamos um mapa com alguns nomes de campgrounds que poderiam ter vaga e também compramos o Bear Spray. No centro de Jasper nos indicaram passeios para levar as crianças e também nos recomendaram o Overflow, já que todos os campgrounds da área estavam lotados e não tínhamos para onde ir.

Centrinho da cidade de Banff, com pouco mais de 7 mil habitantes

  • Compre um chip de celular com pacote de dados internacional, pois nesse trajeto todo o celular não pega. Wi-fi é quase inexistente. E lógico, tenha espaço na nuvem para subir suas fotos, que serão centenas!

Fotos, muitas fotos!

  • Falando em fotos, aposte em um tripé para a sua câmera/ celular! Não me volte desse paraíso apenas com selfies, peloamordi!

Eu, preparando o tripé para tirar uma foto da nossa família com esse lago incrível ao fundo (Emerald Lake)

  • Quanto a viajar de motorhome especificamente com crianças, não senti nenhuma diferença em relação a outras viagens: é preciso respeitar e seguir o ritmo delas, que é diferente do nosso. No motorhome ainda tem o lado prático: Cansou, quer dormir? Deu dor de barriga? Molhou a roupa? Não tem problema, a casa/ hotel sobre rodas estará sempre por perto!

A praticidade de estar de motorhome! Cansou? A sua cama está logo ali pertinho!

Essa foi a nossa grande aventura no Canadá a bordo de um motorhome. Uma viagem inesquecível tanto para nós, os adultos, quanto para as crianças. Se você tiver alguma pergunta, não hesite em me perguntar!!

Leia também o post sobre o roteiro detalhado de 7 dias pelas montanhas rochosas! Também sairá em breve um vídeo no IGTV (no perfil @TODASASMAES do Instagram) sobre o funcionamento do nosso motorhome!

Leia também:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

Outros roteiros

Férias no Chile: Santiago com crianças

Farellones: neve com as crianças no Chile

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Viagens

Todas as Mães em férias

O blog estará sem atualização nos próximos dias por motivos de… Férias (na contramão da volta às aulas hihihi).

foto: icefieldsparkway.com

Contei tudo sobre a nossa viagem em agosto no post “Férias no Canadá: alugamos um motorhome para viajar com as crianças”!

Acompanhem a nossa aventura pelo perfil @TodasAsMaes usando a hashtag #todasasmaesnocanada e #todasasmaesemviagem