Saúde & Alimentação

Ministério da Saúde esclarece sobre antecipação da campanha de vacinação contra a gripe

Nos últimos dias só se fala no surto da gripe H1N1. Nos grupos de mães no Facebook foram relatados filas de espera de 2 a 3 horas nos grandes centros de vacinação particulares, que já possuem a vacina nas versões trivalente e tetravalente. Sem contar com as clínicas que já estão com a vacina contra a gripe H1N1 esgotada! E então surgiram rumores que o Ministério da Saúde iria adiantar a vacinação.

Mais uma vez procurei a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para esclarecer essa dúvida sobre a campanha de vacinação.

A campanha de vacinação 2016 conta a gripe continua prevista para começar somente no dia 30 de abril. O Ministério da Saúde não irá adiantar a campanha e explica o motivo em nota:

“A antecipação da vacina contra influenza 2016 não é possível porque o imunobiológico só é entregue pelo laboratório produtor nos meses que antecedem o inverno. Os laboratórios produtores de vacina contra influenza só começam a produzi-la a partir do mês de setembro, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) dá autorização para a produção. Isto acontece porque todos os anos é necessário avaliar quais são as cepas que mais circularam no hemisfério sul, no ano anterior. Após a autorização da OMS, é de cerca de seis meses o tempo necessário para que os laboratórios produzam a vacina e ela esteja pronta para ser utilizada pela população”.

Mas devido a esse grande surto de H1N1, principalmente na região sudeste do país, o que o governo fez foi liberar as vacinas do ano passado que ainda estão no prazo de validade para que as pessoas se protejam da gripe H1N1, cujo vírus não sofreu mutação em relação ao ano passado.

É que a vacina oferecida pelo governo é a trivalente, que protege contra 3 cepas, sendo uma delas a H1N1. Porém, as duas outras cepas sofreram mutação neste ano. Sendo assim, somente a vacina de 2016 terá eficácia contra os três tipos de vírus da gripe. “É importante esclarecer que, apesar da vacina influenza 2015 estar dentro do prazo de validade, houve uma mudança, pela OMS, de duas das cepas circulantes.  Assim, para garantir proteção aos três tipos de vírus circulantes deste ano, os grupos prioritários devem ser imunizados com a vacina de 2016”, alerta o Ministério da Saúde.

Ou seja, se você tomar a vacina de 2015, estará protegido apenas contra a H1N1. O Ministério da Saúde ressalta: “Se uma pessoa tomar a vacina do ano passado (2015), tem que tomar novamente durante a campanha de 2016, com um intervalo mínimo de 30 dias”.

Até o momento, somente São Paulo solicitou doses da vacina do ano passado, num total de 400 mil doses.

Em 2016 já foram registrados* 305 casos de H1N1, sendo 260 no estado de São Paulo, de acordo com o Ministério da Saúde (*até 19 de março).

Vale reforçar que além da vacinação, pode-se evitar a infecção por influenza com medidas de higiene como lavar sempre as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas que facilitam a transmissão de doenças respiratórias.

Atualização 29 de março – 15h45

O Ministério da Saúde esclarece que, a partir do dia 1º de abril, inicia o envio da vacina contra a influenza de 2016. A entrega aos municípios, por sua vez, é responsabilidade dos estados.

A partir do recebimento das vacinas, os estados podem definir estratégias de contenção, conforme suas análises de risco, para a vacinação da população-alvo, observando a reserva adequada do produto para a campanha nacional. A Campanha acontece em todo o país do dia 30 de abril a 20 de maio, sendo o dia 30 de mobilização em todo o país.

O cronograma de distribuição aos estados é elaborado de acordo com a entrega da vacina pelo laboratório produtor. As vacinas serão enviadas em seis remessas.

** Atualização: Governo de São Paulo adianta vacina contra a gripe: dia 11 de abril para as nossas crianças

Desabafo

Aprendendo a não julgar uma mãe

Me responda sinceramente: você já julgou uma mãe (mesmo que em silêncio) por seu comportamento ou atitude e depois fez exatamente igual? Eu assumo: apontei o dedo algumas vezes sim! :/ Claro que me arrependo! Afinal, o mantra de mãe é “não julgue, não julgue, não julgue”. Cumplicidade é a palavra que nos une!

julgar a mãe

Photo credit: wiredforlego via VisualHunt.com / CC BY-NC

O depoimento que vocês lerão abaixo é fantástico! Uma mãe, dois filhos, bagunça no apartamento e vizinhos do andar de baixo. E o resultado você já deve imaginar. Mas o desfecho eu tenho certeza que não faz nem ideia!

Quem conta é a publicitária e produtora de eventos Fernanda Lauer, mãe de Jayminho e Maria, atualmente com 30 e 29 anos. Na ocasião os filhos estavam com 4 e 3 anos.

Essa história me tocou ainda mais porque vivo chamando meu filho de “terrível” (quem o conhece sabe o quão ativo ele é hahah). Mas a Fernanda, com a experiência de quem já viu seus filhos crescerem e amadurecerem, diz que, no caso de seu filho, “se tratava de uma criança extremamente feliz de 4 anos”.

Confiram o relato:

“Assim que me separei, mudei do Rio para São Paulo e fui morar num prédio de 8 andares sendo que cada andar só tinha um apartamento. Resumindo: éramos apenas oito moradores, o que nos torna menos transparente.

Meu filho Jayminho tinha acabado de fazer 4 anos e a Maria 3. Ela tranquila, quietinha, e ele para compensar um trator, lindo, com grandes olhos azuis e cara de anjo, mas só faltava se pendurar no lustre na minha primeira distração.

Um dia recebo uma ligação pelo interfone do morador do andar de baixo que educadamente, mas não muito doce, reclamou dos barulhos que o meu filho fazia no quarto dele, tipo pular da cama, bater bolinhas no chão, pois embaixo era o quarto da filhinha dele de poucos meses.

Delicada e docemente expliquei a ele que se tratava de uma criança extremamente feliz de 4 anos e que seria muito difícil que ele parasse totalmente com estas atividades e brincadeiras, mas que faria o possível para amenizar e completei dizendo que, mesmo com o pouco tempo de experiência que tinha como mãe, as crianças são todas iguais e que não demoraria muito para ele receber uma ligação do morador do andar de baixo falando a mesma coisa.

Rimos educadamente, desligamos e continuamos a viver tranquilamente. Por sorte meu filho com o tempo foi se acalmando e aprendendo a ser feliz com um pouco menos de barulho.

Dois anos se passaram e eu recebo outra ligação do mesmo morador…

… só que desta vez para se desculpar e, com um tom doce, me falar que tinha recebido uma ligação do morador de baixo dele reclamando dos barulhos que a filha fazia.

Rimos do fato e da alegria de podermos dividir uma experiência tão pequena, mas que nos mostrou que filhos são todos iguais, um dia fazem, um dia recebem, e que temos que ser pacientes e dividir as nossas vivências para enfrentarmos a tão árdua e tão linda missão de criar os nossos filhos, as pessoinhas que nos enlouquecem e que nos enchem de tanto amor, orgulho e prazer.

E para sua tranquilidade, o Jayminho se acalmou e ficou uma das crianças mais gentis e agradáveis que já convivi.

Aí dou muito valor ao Ziraldo quando no final do livro “O Menino Maluquinho “ afirma:

‘E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido era um menino feliz!’”

Crédito: site www.omeninomaluquinho.com.br

Crédito: www.omeninomaluquinho.com.br

Comportamento

Dia Internacional da Síndrome de Down

Em 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data existe desde 2006 e foi instituída pela Down Syndrome International.

Para saber um pouco mais da importância dessa data, tanto para os pais quanto para a sociedade, chamei Flávia Cristina Batista, mãe de 3 garotos lindos: Vinícius (9 anos), João (6 anos), ambos com síndrome de Down, e Raul (2 anos). Ela fez um depoimento lindo e muito importante! A palavra é dela:

entrevista flavia_dia internacional sindrome de downSou māe de dois meninos com síndrome de Down. Para mim, o dia 21 de março representa a CONQUISTA, a busca pelos seus direitos. É sempre um desafio constante para os pais a busca pela aceitação dentro dessa sociedade preconceituosa. Mas o que vale é mostrar o quanto sāo crianças amorosas, carinhosas, inocentes, inteligentes e capazes de conquistar o seu espaço. Na minha visão, para a sociedade, o maior desafio ainda é o preconceito, a falta de informação sobre o assunto e sobre o potencial das pessoas com Síndrome de Down, o que elas sāo capazes de fazer e aonde podem chegar”.

Conheçam o site da Down Syndrome International: https://ds-int.org/