Comportamento

Seminário Internacional Mãe também é Gente, da Pais&Filhos

No dia 15 de maio estive presente no Seminário Internacional “Mãe também é Gente”, promovido pela revista Pais&Filhos. Mediado por Mônica Figueiredo, que já foi diretora da revista e hoje faz parte do conselho da Pais&Filhos, o encontro reuniu um time especialíssimo no que diz respeito a maternidade e filhos, como a escritora Melinda Blau,  coautora da série de livros Encantadora de Bebês, que falou sobre a birra; a psicóloga Betty Monteiro, que levou o tema “culpa” para o seminário; o terapeuta e pesquisador Luiz Hanns, que abordou o relacionamento entre homem e mulher após os filhos; a publicitária, escritora e blogueira Cris Guerra, com uma história de superação; além das cantoras Maria Rita e Luciana Mello, da atriz Miá Mello, da colunista Ana Castelo Branco e da promotora de justiça Gabriela Manssur.

Foi um dia muito enriquecedor, com bastante conteúdo, bate papo e identificação. Selecionei frases importantes de alguns palestrantes. Espero que gostem, pois muitos desses ensinamentos com certeza mudaram a minha percepção sobre a maternidade! Só peço perdão pela qualidade das fotos (rs)… preciso melhorar bastante nesse quesito!

Se um dia tiverem a oportunidade de assistir a palestra de algum desses nomes, vão, sem pensar 2 vezes!

Cris Guerra

Cris Guerra

Mães são empreendedoras por natureza

Ser mãe não é a minha única forma de realização” (sobre a mãe ser feliz em outros campos da vida também)

O que faz um filho feliz é, entre outras coisas, uma mãe feliz

Melinda Blau

Melinda Blau acredita que muitas de nós nos sentimos sobrecarregadas em casa porque não damos responsabilidades para os nossos filhos. É preciso incluí-los nas atividades de casa.

melinda blau

Não deixe seu filho ser um rei

Sentar com a família e explicar como é a administração da casa. Como a comida chega na mesa, a comida para os animais, por que usamos aquela vassoura em determinado lugar e não a outra…Não é apenas colocar as regras de casa, tem que explicar, inserir

Por que os professores conseguem que as crianças ajudem na organização do dia a dia na escola? Porque os professores pedem e dão responsabilidades para as crianças

Temos que conceber a ideia de crianças com:
Responsabilidade
Empatia
Autenticidade
Liderando com amor
Essas são as 4 características que ajudam a administrar a cooperativa familiar. São características de bons relacionamentos

Durante uma crise de birra:

Fique calma! Os pais que gritam com os filhos durante um ataque de birra só pioram as coisas. Guie com amor

Luciana Mello

Luciana mello

Miá Mello

Foto: Vagner Medeiros

Foto: Vagner Medeiros

Ser mãe é a soma do que a gente sabe por instinto, com a prática do dia a dia – e só melhora com o tempo

Betty Monteiro

Sobre a culpa materna:

betty monteiro

A culpa impede a mãe de educar. Pais culpados não conseguem educar porque não conseguem dizer não.  As mães se culpam muito quando elas acham que não estão dando amor suficiente, quando estão ausentes…

Filhos não querem que a mãe concorde com eles em tudo, mas precisam saber que são ouvidos”

Sobre irmãos:

Mães que querem tratar os filhos da mesma maneira estão comentando um erro. Assim como eles são diferentes, a gente tem que ser uma mãe diferente para cada filho

Luiz Hanns

luiz hanns

Os homens têm muita coisa a aprender com as mulheres. Mulheres têm 3 coisas a aprender com os homens:

– não precisa atender a todas as demandas 

– autorizar-se a ter a hora de descanso

– não ser perfeccionista e não viver com expectativa

 

 

Comportamento

Semana Mundial do Brincar 2016

Entre os dias 22 e 28 de maio acontece a sétima edição da Semana Mundial do Brincar. Promovida pela Aliança pela Infância, a SMB é uma grande mobilização para sensibilizar a sociedade sobre a importância do brincar e a essência da infância.

Semana Mundial do Brincar 2016

O tema deste ano da Semana Mundial do Brincar é “O Brincar que Encanta o Lugar”, e seu objetivo é explorar ao máximo o brincar, sob todas as formas, incentivando para que ele tome conta de espaços públicos e privados, instituições, escolas, ruas e famílias.

Fui convidada para participar de um movimento de blogagem coletiva da SMB 2016 e, assim, ajudar a divulgar essa mobilização tão importante para as nossas crianças. A Aliança pela Infância defende que o adulto nunca perca o encantamento de seu olhar sobre a infância, dando espaço e tempo para as crianças exercerem o brincar livre.

E o que é o brincar livre?

É correr na pracinha, é observar o caminho das formiguinhas, é jogar bola, é fazer uma cabana com o edredom, é juntar conchinhas na praia, é pular amarelinha, é transformar panelas em um instrumento musical! “Com esta atividade criadora (do brincar) a criança reencanta o mundo ao seu redor, e nós adultos aprendemos a nos maravilhar, de novo, com a vida”, afirma Ute Cramer, educadora comunitária e uma das fundadoras da Aliança pela Infância.

Outro dia li uma chamada em um blog do Estadão que dizia “Brinque com o seu filho enquanto eles querem brincar com você”. Achei perfeito! Vamos valorizar a infância, vamos valorizar o brincar! Sou do tipo que fica contente quando vê os filhos voltarem da escola sujos de terra e de tinta. Sinal que se divertiram bastante!

É o brincar que propicia o sonho e a fantasia, o brincar que alimenta as almas e corpos infantis, o brincar que potencializa a possibilidade de tantas aprendizagens e trocas. É este o brincar que poderá reencantar a vida das crianças de hoje”, afirma Adriana Friedmann, co-fundadora da Aliança pela Infância e criadora do Mapa da Infância Brasileira.

Me ajudem a espalhar essa iniciativa? Registre cenas do seu dia a dia que mostrem como as brincadeiras encantam os lugares do nosso cotidiano e postem em suas redes sociais. A Aliança pela Infância vai compartilhar os melhores cliques. E assim, essa corrente do bem vai se espalhar por todo o Brasil!

Marque com as tags #SMB2016 e #aliancapelainfancia

Essa é uma das minhas fotos preferidas que tenho do meu filho… O dia que passamos a tarde pulando amarelinha <3

smb2016_amarelinha2_todasasmaes

 

Durante a semana do dia 22 a 28 de maio, diversos espaços culturais e educativos estarão com programações especiais! Aqui no blog vou divulgar a agenda dos principais destaques de São Paulo.

Desabafo

O espírito esportivo habita o coração de todas as mães

Estou fazendo aula de tênis há cerca de 2 meses. Eu sou aquela pessoa mais ou menos para as atividades físicas, mas por incentivo do marido, comecei as aulas. Quando estou lá, tudo muda: me dá uma energia positiva, vibrante… sinto a tal endorfina que tanto falam! Eu gosto muito!

Hoje (como em todas as aulas, pois ainda sou iniciante) errei muitas bolas… de esquerda, direita, paralela, cruzada, voleio, saque. Em um certo momento me deu um desânimo pesado, sabe? “Poxa, que saco, tô errando muito, parece que não estou progredindo nada”, pensava. “Por que eu estou aqui jogando tênis? Eu nem sou esportista…”.

Me deu uma vontade de parar a aula no meio, voltar pra casa e desistir de aprender a jogar tênis. A essa altura do campeonato, já tinha incluído nessa vibe vários eventos da minha vida que eu desanimei e desisti, parei no meio. Tudo isso jogando tênis hein gente? Hahaha

E aí me lembrei de uma vez brincando de massinha com meu filho… ele não conseguia fazer o formato que ele queria, a massinha sempre quebrava no meio. Ele ficou bem chateado e falou: “droga, nada do que eu faço dá certo!”.

Aquilo me doeu tanto! Como assim, uma criança de 4 anos me solta uma dessas? De onde ele tirou essa história?? Na hora conversei com ele e expliquei que as coisas dão certo para ele sim. E que se ele não estava conseguindo fazer o formato que ele queria, ele precisava parar, observar e entender por que a massinha quebrava. E aí tentar de novo.

OK, fiz o meu papel, dei aquela injeção de ânimo nele. Mas puxa vida, ainda não tinha engolido aquela frase dita por uma criança tão pequena. Será que ele herdou de mim essa péssima característica de ficar desanimada e desistir quando as coisas não vão bem? Ou será um reflexo de minhas atitudes dentro de casa e que às vezes nem percebo que estou passando para eles? Ou ainda pode não ser nada disso e se tratar apenas de um momento de dramalhão típico de sagitarianos, como meu filho e eu.

E no meio do jogo de tênis, enquanto eu ficava esbaforida e com raiva de ter errado mais uma vez aquela jogada, meu corpo começou a ficar mole, cansado, fraco e aí que eu errava cada vez mais. Tinha perdido totalmente a concentração e a energia.

Então pensei que eu queria muito ter aquele espírito esportivo, de determinação, de garra, de luta, de não desistir mesmo quando se erra. Queria ter aquela fome dos esportistas de virar o jogo, de vencer. Senti falta de algo na vida que me fizesse sentir vencedora…

Photo via Visualhunt

Photo via Visualhunt

Quando eu concluí esse pensamento, me caiu a ficha. A maternidade é tudo isso aí que eu falei acima. E é um projeto – o maior e melhor que já fizemos na vida – impossível de desistir. Uma vez mãe, sempre mãe. Não se volta atrás. E o melhor de tudo: não queremos voltar atrás.

A gente erra. Erra bastante. E vai continuar errando. Mas a gente não desiste de ser mãe. A gente não desiste de educar os nossos filhos, mesmo quando não nos sobra nem um pingo de energia no final do dia. Ou até mesmo no começo (muitas vezes já comecei o dia sem energia e sem paciência).

E foi aí que eu descobri que dentro de mim tem tudo o que eu queria ter: determinação, garra, luta e persistência.

Quando você ficar um pouco desanimada, assim como eu fiquei hoje, quando bater aquela vibe ‘loser’, vou te dar uma dica. Pense no quão forte você é e pode ser. Pense nos primeiros dias e meses com o bebê… e aquele sono que chegava a doer? E o medo de fazer tudo errado? E a preocupação de fazer a pega correta na amamentação? E o sofrimento de mães que viram seus filhos adoecerem tão pequenos? E para quem tem filhos mais velhos, nossa, como é difícil sustentar um “não” para uma criança no auge dos seus terrible two. Como é árdua a simples tarefa de ir ao supermercado com as crias. E o desfralde, caramba! E tem o filho que começa a ficar agressivo, aí leva no psicólogo para entender o que é. A criança que decide que não quer mais comer. As viroses da vida. O casal que está se separando e junto a preocupação com os filhos. E o pai que não paga a pensão. Ou o pai que sumiu do mapa e é tudo com você! A falta de grana. Briga de irmãos. Reuniões na escola.

Tudo isso é de derrubar qualquer um!

A gente, com tudo isso que citei acima e mais um pouco, depois de colocar o(a) filho(a) para dormir, deita a cabeça no travesseiro, dá a última olhadinha naquela foto FOFA do(a) pequeno(a) e… Se arrepende? Desanima? Não, a gente agradece pelos filhos que tem. E de repente vem aquela vontade louca de abraçar e beijar os filhos e dizer o quanto ama aquelas pessoinhas. E promete que será uma mãe melhor amanhã. E amanhã, de fato, você tentará ser uma pessoa melhor.

Eu acho que estou começando a entender esse lance de que os filhos nos tornam pessoas melhores.

Mas voltando à minha aula de tênis – pois foi onde tudo começou. Coincidência ou não, todo esse pensamento me deu um fôlego a mais! Foi até meio propaganda de Olimpíadas hahaha… Passei a encarar as jogadas com muito mais foco. E nas vezes que eu errei – porque eu sei que vou errar mais vezes – tive muito mais gana de melhorar.

Dizem que não existe mãe perfeita. Ah, eu super discordo disso, existe sim… e essa mãe é você! Existem jornalistas melhores do que eu, blogueiras melhores do que eu, profissionais, donas de casa, tenistas iniciantes, faxineiras, motoristas, educadoras, costureiras, cozinheiras, todas melhores do que eu e do que você. Mas mãe mais perfeita do que eu para os meus filhos, não existe. Você é a melhor mãe do mundo para os seus filhos, mesmo com seus erros e seus defeitos.

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