Comportamento

Férias escolares: faz mal deixar as crianças dormirem até tarde neste período? Como lidar com a mudança na rotina?

Como estão as férias escolares aí na sua casa? Por aqui está bem agitado, com muitos passeios, brincadeiras e horários um pouco mais flexíveis.

Mas fiquei na dúvida: será que dá para deixar os filhos irem para a cama mais tarde e acordarem quando quiserem só porque estão de férias ou é melhor seguir a rotina de sempre? E quando a família está viajando, será que tudo bem dar aquela avacalhada nos hábitos do bebê?

bebe de óculos

Oh dúvida: deixar os pequenos dormirem tarde só porque estão de férias ou manter os horários de sempre? / © Kingvald | Dreamstime.com – Boy With Sunglasses Photo

Fui atrás da equipe da Maternity Coach, serviço de consultoria do sono infantil, para esclarecer a questão do sono nas crianças x mudança de rotina nas férias. A resposta está muito interessante e nos dá uma boa orientação sobre a melhor forma de lidar com essa “bagunça” das férias.

Confiram o que a equipe da Maternity Coach escreveu para o Todas as Mães:

“Pela nossa experiência, o exagero não é o melhor caminho. Não é necessário manter uma rotina rígida e engessada, onde não seria possível aproveitar algum passeio ou mesmo evitar uma viagem, porém se o seu filho tem menos de 3 anos, ainda faz sonecas durante o dia ou tem o sono muito sensível (o padrão de sono muda de acordo com a rotina do dia), sugerimos alguns cuidados para evitar noites em claro no retorno das férias.

Todas as nossas funções são reguladas por um ritmo interno do corpo, o relógio biológico e basicamente este relógio nos bebês é regulado por horário de acordar, dormir (de dia e de noite), além da alimentação.

Para não desprogramar este ritmo interno, o ideal é respeitar o quanto é possível os horários de alimentação e sonecas do bebê, mesmo que em ambientes diferentes, com diversas atividades durante o dia. Um bom exemplo são as sonecas: o bebê pode dormir no carrinho ou no colo dos pais durante um passeio. O importante é que durma, para manter seu ritmo interno.

Pular uma refeição ou deixar a criança dormir em horários muito diferentes do normal pode exigir um grande esforço e paciência dos pais para regular novamente o ciclo biológico da criança.

Por isso, nossa dica é aproveitar muito as férias, fazer coisas diferentes e curtir a companhia dos filhos, mas sempre seguindo horários regulares para garantir noites de sono restauradoras e saúde equilibrada.

Assim, na volta das férias fica mais fácil de voltar à rotina escolar, sem alterações bruscas no padrão de sono e alimentação”.

Comportamento

Entrevista Jornal da Cultura: quando as crianças ajudam em casa

Nesta semana a equipe do Jornal da Cultura veio em casa para gravar uma reportagem sobre a importância de incluir pequenas tarefas e responsabilidades no cotidiano das crianças, sempre respeitando as limitações de cada idade.

Inserir atividades domésticas no dia a dia dos filhos faz nossos pequenos entenderem o funcionamento de uma casa e, acima de tudo, os coloca como participantes e não como meros espectadores. Essa atitude vai ajudá-los a desenvolver autonomia, independência e confiança.

Eu amei participar e, inclusive, foi a segunda vez que dei meu depoimento sobre maternidade na TV.

Espero que vocês gostem da reportagem!

P.S. Sim, erraram meu nome e colocaram “Cátia Nogueira” rs Tudo bem, pelo menos o Cátia foi com C e ainda com acento (hihihi)

Saúde & Alimentação

Cuidados com a saúde após o parto: entrevista com Dr. Paulo Nowak, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo

No post anterior, falei sobre como é fácil as mães se esquecerem da própria saúde por conta da nova rotina na maternidade e contei sobre a descoberta de um nódulo no meu seio. É muita correria e a gente acaba deixando nossa saúde para trás, eu sei! Mas repito: nossos filhos precisam da gente… então cuidem-se!

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nossos filhos precisam da gente… então cuidem-se! / Photo via Visual Hunt

Em entrevista com o Dr. Paulo Nowak, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), descobri que existem estudos que mostram que quase metade das mulheres não voltam no obstetra após o parto.

Além da recuperação da mulher após o parto e identificar o melhor método contraconceptivo para o período, o retorno no obstetra também pode ajudar a identificar os sintomas da depressão pós-parto. O Dr. Paulo Nowak indica que a mãe deve voltar ao médico em 10 dias, 40 dias e 6 meses depois do nascimento do bebê.

Confiram a entrevista:

Photo via Visualhunt

“Após a consulta de 10 dias, normalmente a paciente retorna ao médico 40 dias e 6 meses pós-parto. Na consulta de 40 dias o obstetra vai avaliar se a paciente pode retornar a sua rotina” / Photo via Visualhunt

Depois do nascimento dos filhos é comum as mulheres deixarem a própria saúde de lado e não voltarem ao consultório?
A rotina exaustiva de cuidados com o bebe no período pós-parto pode fazer a mãe esquecer da sua própria saúde. Existem estudos que mostram que quase metade das mulheres não voltam no obstetra. A primeira consulta deve ser realizada cerca de 10 dias após o parto. Nesse momento o médico vai avaliar a recuperação após o parto, checar se existe algum sangramento acima do normal, se o útero está voltando ao seu tamanho, retirar pontos se necessário, checar como estão as mamas e ajudar na amamentação. Além disso é um momento importante para avaliar como está a saúde mental da mãe, e se ela não está sobrecarregada com os cuidados com o bebê e necessitando de ajuda.

O médico obstetra também pode ajudar a paciente a identificar a depressão pós-parto?
A depressão pós-parto costuma acontecer após as 2 primeiras semanas. Antes desse período é muito frequente que a mulher se sinta triste, chore com facilidade e fique mais emotiva. É uma fase conhecida como baby blues, e se não houver melhora desses sintomas após as duas semanas podemos estar frente a um quadro depressivo. O obstetra é o profissional que está acostumado a identificar os sintomas e ajudar no tratamento da depressão pós-parto.

Quais os exames que a mulher precisa fazer logo após o parto e quando eles devem ser feitos?
Se a gravidez e o parto transcorreram de forma normal, sem doenças associadas, não serão necessários exames laboratoriais nessa fase. A consulta médica e exame clínico adequado vão identificar se existe a necessidade de alguma pesquisa especifica para complicações que podem acontecer nesse período, como anemia, trombose e infecções.

Quando a paciente não tem nenhuma queixa emergencial, qual o intervalo ideal para fazer uma consulta de rotina com o ginecologista?
Após a consulta de 10 dias, normalmente a paciente retorna ao médico 40 dias e 6 meses pós-parto. Na consulta de 40 dias o obstetra vai avaliar se a paciente pode retornar a sua rotina, se ela ainda tem restrições para atividade física, e se ela pode sair do resguardo. Também nesse momento se avalia a melhor opção de anticoncepção, lembrando que durante a amamentação existem restrições a alguns métodos contraceptivos.

E quais são os exames considerados de rotina para fazer nesses retornos ao médico? Que doenças podemos prevenir ou diagnosticar com antecedência se fizermos esses exames?
Após 6 meses, a consulta vai ser ginecológica. A paciente volta a fazer seus exames de rotina de acordo com sua faixa etária, como Papanicolau, rotina de sangue e exames de imagem que forem necessários. Se ela tem doenças crônicas também é uma boa hora para avaliar se o tratamento está adequado ou se são necessários novos exames e alterações na medicação.

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