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Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher: confiram os principais exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

Dia 28 de maio é uma data importantíssima para nós, mulheres. 28 de maio marca o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução de Mortalidade Materna.

Dia da Luta pela saude da mulher

De acordo com o Ministério da Saúde, a data existe para alertar e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Por isso, a importância de manter os exames preventivos sempre em dia.

É preciso seguir um calendário de exames preventivos que começa a partir da primeira menstruação, com a realização de exames fundamentais que monitoram a saúde e o bom funcionamento de todo o corpo”, afirma Dr. Harley De Nicola, gerente médico da FIDI (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem), provedora de exames diagnósticos do país para a área pública.

A FIDI preparou uma relação dos principais exames de rotina de acordo as fases da vida da mulher e eu compartilho aqui com vocês. Lembrando que os exames devem ser solicitados por um médico, após consulta e avaliação. Em que fase você está?

Lista de exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

A partir da menstruação
Anual
Mamas (auto exame, detecção de nódulos mamários e prevenção do câncer)
Papanicolau (coleta de material do colo uterino e exame físico anual da pélvis, diagnóstico precoce de câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas)
Sangue (diagnóstico de doenças: diabetes, hipertensão e da tireoide)

A partir dos 30 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Mamografia (quem possui histórico de câncer na família)

A partir dos 40 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Densitometria óssea (detecção de osteoporose)
Ultrassonografia pélvica e transvaginal (avalia ovários e útero e são solicitados a critério do médico)
Avaliação cardiológica (eletrocardiograma e controle da pressão arterial)
Verificar carteira de vacinação (tríplice viral e dupla adulto)

A partir dos 50 anos
Além dos exames anteriores
Colonoscopia (avaliação intestinal)
Exame de fundo de olho (detecção de problemas oculares)
A periodicidade dos exames pode ser alterada de acordo com os resultados de exames ou a critério dos médicos.

Chama-se de morte materna o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. As cinco principais causas de morte materna são hipertensão, hemorragia, infecções puerperais, doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério e o aborto. 

A vida corrida de mãe, mulher e profissional faz com que a gente deixe para trás a nossa saúde. Não pode! Sempre digo: nossos filhos precisam da gente com saúde! Então, meninas, planejem-se e organizem-se! Tirem alguns dias para realizar consultas médicas e exames preventivos! Sei que é chatinho, sei que dá preguiça, mas é a melhor coisa que vocês podem fazer por vocês mesmas!

Já contei aqui no blog o susto que levei quando foi detectado um nódulo no meu seio ao realizar exames de rotina. Não deixem de ler o meu relato, pois serve para alertar as mulheres da importância de nos cuidarmos!

Será que você está se cuidando como deveria?

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Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

Desabafo

Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

Estetoscopio

Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil.

Faz tempo que estou para escrever esse post desabafo, mas não poderia fazê-lo em um dia melhor do que hoje. Algumas pessoas acompanharam o meu susto quando descobri um nódulo no seio (leia aqui). Mas não foi “apenas”o susto da descoberta (como se não bastasse isso, né?) … Infelizmente meu caminho cruzou com um médico totalmente despreparado.

Tudo começou quando descobri o tal nódulo no seio direito através da mamografia e do ultrassom. O nódulo media 1,8cm e era palpável, ou seja, eu conseguia senti-lo. Mas, por estar localizado abaixo do músculo, eu não tinha certeza de que eu estava apalpando um nódulo, entendem? Ou seja, depois os exames confirmaram a minha suspeita.

Como contei no outro post, o nódulo foi classificado no padrão internacional BI-RADS na categoria 3, que quer dizer “nódulo provavelmente benigno, com chance de 2% de ser maligno”. Fiquei apavorada com esses 2% e quis tirar tudo a limpo antes mesmo de mostrar o resultado para a minha médica. Sem pedir nenhuma indicação, fui atrás de um mastologista. Liguei em um hospital que eu já estava acostumada a ir e marquei consulta com o primeiro médico que estava disponível nos próximos dias.

Fui na consulta sozinha, achei que não precisava, que estava tudo sob controle. Afinal, eu estava indo naquela consulta apenas para entender o que eram aqueles 2% de chance de aquele nódulo ser ou virar um câncer de mama.

E gente…foi um dos piores dias da minha vida. Peguei o médico errado, simples assim! Um médico que não tinha o menor tato para lidar com pessoas! Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil. E você quer ouvir explicações, além é claro, de palavras que te acalmem. Porque, para apavorar, já basta o Doutor Google! Mas não foi isso que eu encontrei! O tempo todo o médico só falava em “tumor” no lugar de “nódulo”. Uma palavra que por si só já assusta, né? E com apenas um ultrassom e uma mamografia feitos, com um nódulo categoria BI-RADS 3 (ou seja, sem a confirmação de malignidade), saí do consultório com vários pedidos de exames pré-operatórios na mão! Sem muitos rodeios, o senhor médico me disse que eu precisava operar… e depressa, pois o tumor poderia aumentar, tipo, semana que vem (sei que existem tumores malignos de crescimento rápido, mas não era o meu caso)! Perguntei se havia alguma chance de eu não precisar operar, já que, segundo os exames que eu estava apresentando, estávamos falando de apenas 2% de chance de ser maligno. E ele me disse “é da sua vida que estamos falando…estou aqui para resolver o seu problema”. POW! E em seguida veio uma oferta bastante inadequada para aquele momento: “e se você quiser aproveitar e colocar uma prótese de silicone, meu irmão é cirurgião plástico, aí a gente já faz um pacote”. OI????

Na verdade a minha sorte foi ele ter oferecido os serviços do irmão, pois foi nessa hora que um alarme ecoou na minha cabeça. Afinal, isso também soou estranho para você, não? Bom, saí do consultório aos prantos, só conseguia pensar em coisas ruins naquele momento. Liguei para o meu marido e avisei que provavelmente dentro de 15 dias eu estaria em uma mesa de cirurgia e que eu precisava correr para fazer exames e consulta com um cardiologista, já que na semana que vem o nódulo do meu seio que media 1,8 cm poderia chegar a 5 cm! Ufa! Era MUITA coisa para uma tarde de terça-feira. MUITA informação para quem só queria entender o que eram os 2% de chance de malignidade.

Ainda com um nó na garganta, liguei para a minha irmã para contar como havia sido a (desastrosa) consulta. Eu já estava um pouco anestesiada e até conformada, mas os fatos deixaram minha irmã indignada com aquele médico. Como assim já falar em cirurgia sem ao menos ter o resultado de uma biópsia? Como assim falar que pode fazer um pacote especial para aproveitar e colocar silicone?? OK, me convenceu a procurar uma segunda opinião!

Nesse meio tempo ainda fui fazer a ressonância magnética que ele tinha indicado, um exame bem chato de fazer. Fiquei uns 40 minutos deitada de bruços dentro de um túnel, imóvel, com um barulho ensurdecedor. Já tinham me dado a dica para ficar o tempo todo de olhos fechados, para não bater um pânico lá dentro (uma vez dentro do túnel, você não pode se mexer. Mas se não aguentar, pode acionar um botão para parar o exame). Depois descobri que, no meu caso, eu não precisava ter passado por esse incômodo da ressonância.

Procurei um outro médico, desta vez com indicação. Tudo diferente, mais humanizado e foi aí que fiquei com muita raiva do primeiro médico. Raiva da angústia e do medo que ele me fez passar, raiva de tanto pensamento negativo que passou pela minha cabeça graças a ele. Esse segundo médico fez questão de me explicar tudo o que o resultado do ultrassom significava e se mostrou surpreso quando contei que eu já estava com pedidos de exames pré-operatórios. Ele explicou que fazer uma cirurgia poderia sim ser uma possibilidade, pois o nódulo (veja bem, ele só falou em “nódulo”), mesmo benigno, poderia representar riscos de desenvolver um câncer mais para frente (mas ele falou em anos e não semanas). Mas isso só saberíamos depois de ter uma biópsia em mãos.

Como eu disse no início, o nódulo era palpável. Além disso, me causava um incômodo, quase chegava a doer. Ou seja, eu não conseguia esquecer que eu tinha um nódulo. Isso começou a me dar um certo pavor.

Mas saí do consultório super aliviada, feliz de ter encontrado um bom médico e que, além de tudo, sabia lidar com pessoas! Marquei a mamotomia, que é um tipo de biópsia da mama que utiliza uma agulha grossa. Cheguei bem nervosa para fazer esse procedimento. Fiz em um hospital. Não doeu nada, pois tomei anestesia, mas a sensação era muito estranha. Em momento algum eu olhei! Preferia ficar com o rosto virado para a parede, mas eu sabia que o médico estava ali com uma “maquininha” dentro do meu seio direito retirando fragmentos de uma coisa que nem era para existir! Foi retirado praticamente todo o nódulo, por isso não sinto mais incômodo nem dor.

Quando terminou, ainda fiquei mais 20 minutos deitada com a enfermeira fazendo compressa gelada para auxiliar na cicatrização. Fiquei enfaixada por 1 dia inteiro, fazendo repouso e sem fazer força com o braço direito. Sem dúvida saí mais tranquila do que cheguei. O resultado chegou na minha casa 1 semana depois. Abri o envelope e meus olhos corriam por aquelas palavras estranhas, sem entender nada, até que fixei na frase: sem sinais de malignidade. UFA, finalmente!! Dados concretos!

Voltei hoje ao mastologista para levar esse resultado. Ele frisou que não havia sinais de malignidade e que uma cirurgia era desnecessária, mesmo que fosse para retirar o restante do nódulo. Mas que agora preciso fazer o controle precoce, que é a mamografia e o ultrassom a cada 6 meses para saber se houve alguma alteração na lesão. Mais para frente esse controle pode virar anual.

Foi um susto, um grande susto! Nesses últimos meses (tudo aconteceu em julho e agosto) acabei descobrindo algumas pessoas próximas a mim que passaram pela mesma situação, pelo mesmo nervoso e que, graças a Deus, tudo deu certo. Confesso que ainda fico incomodada em fazer o auto exame novamente, pois dá um medo absurdo de achar alguma coisa que não deveria existir… mas enfim, é necessário!

Escrevi esse texto para desabafar, porque precisava colocar essa história para fora. Mas também escrevi para encorajar as mulheres a não sabotarem a própria saúde: façam os exames de rotina, façam o auto exame da mama e, se surgir alguma dúvida, não hesitem em procurar um médico. Ah, e se  possível, peçam indicação de um médico de confiança para alguma amiga ou conhecido, pois faz toda a diferença nessa hora, acreditem!

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Cuidados com a saúde após o parto: entrevista com Dr. Paulo Nowak, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia 

Mulher

Cuidados com a saúde após o parto: entrevista com Dr. Paulo Nowak, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo

No post anterior, falei sobre como é fácil as mães se esquecerem da própria saúde por conta da nova rotina na maternidade e contei sobre a descoberta de um nódulo no meu seio. É muita correria e a gente acaba deixando nossa saúde para trás, eu sei! Mas repito: nossos filhos precisam da gente… então cuidem-se!

Photo via Visual Hunt

nossos filhos precisam da gente… então cuidem-se! / Photo via Visual Hunt

Em entrevista com o Dr. Paulo Nowak, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), descobri que existem estudos que mostram que quase metade das mulheres não voltam no obstetra após o parto.

Além da recuperação da mulher após o parto e identificar o melhor método contraconceptivo para o período, o retorno no obstetra também pode ajudar a identificar os sintomas da depressão pós-parto. O Dr. Paulo Nowak indica que a mãe deve voltar ao médico em 10 dias, 40 dias e 6 meses depois do nascimento do bebê.

Confiram a entrevista:

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“Após a consulta de 10 dias, normalmente a paciente retorna ao médico 40 dias e 6 meses pós-parto. Na consulta de 40 dias o obstetra vai avaliar se a paciente pode retornar a sua rotina” / Photo via Visualhunt

Depois do nascimento dos filhos é comum as mulheres deixarem a própria saúde de lado e não voltarem ao consultório?
A rotina exaustiva de cuidados com o bebe no período pós-parto pode fazer a mãe esquecer da sua própria saúde. Existem estudos que mostram que quase metade das mulheres não voltam no obstetra. A primeira consulta deve ser realizada cerca de 10 dias após o parto. Nesse momento o médico vai avaliar a recuperação após o parto, checar se existe algum sangramento acima do normal, se o útero está voltando ao seu tamanho, retirar pontos se necessário, checar como estão as mamas e ajudar na amamentação. Além disso é um momento importante para avaliar como está a saúde mental da mãe, e se ela não está sobrecarregada com os cuidados com o bebê e necessitando de ajuda.

O médico obstetra também pode ajudar a paciente a identificar a depressão pós-parto?
A depressão pós-parto costuma acontecer após as 2 primeiras semanas. Antes desse período é muito frequente que a mulher se sinta triste, chore com facilidade e fique mais emotiva. É uma fase conhecida como baby blues, e se não houver melhora desses sintomas após as duas semanas podemos estar frente a um quadro depressivo. O obstetra é o profissional que está acostumado a identificar os sintomas e ajudar no tratamento da depressão pós-parto.

Quais os exames que a mulher precisa fazer logo após o parto e quando eles devem ser feitos?
Se a gravidez e o parto transcorreram de forma normal, sem doenças associadas, não serão necessários exames laboratoriais nessa fase. A consulta médica e exame clínico adequado vão identificar se existe a necessidade de alguma pesquisa especifica para complicações que podem acontecer nesse período, como anemia, trombose e infecções.

Quando a paciente não tem nenhuma queixa emergencial, qual o intervalo ideal para fazer uma consulta de rotina com o ginecologista?
Após a consulta de 10 dias, normalmente a paciente retorna ao médico 40 dias e 6 meses pós-parto. Na consulta de 40 dias o obstetra vai avaliar se a paciente pode retornar a sua rotina, se ela ainda tem restrições para atividade física, e se ela pode sair do resguardo. Também nesse momento se avalia a melhor opção de anticoncepção, lembrando que durante a amamentação existem restrições a alguns métodos contraceptivos.

E quais são os exames considerados de rotina para fazer nesses retornos ao médico? Que doenças podemos prevenir ou diagnosticar com antecedência se fizermos esses exames?
Após 6 meses, a consulta vai ser ginecológica. A paciente volta a fazer seus exames de rotina de acordo com sua faixa etária, como Papanicolau, rotina de sangue e exames de imagem que forem necessários. Se ela tem doenças crônicas também é uma boa hora para avaliar se o tratamento está adequado ou se são necessários novos exames e alterações na medicação.

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