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5 dias em Vancouver e os melhores passeios da cidade com crianças

Esse é o último post sobre a viagem que fizemos em família em pleno verão canadense. Vancouver foi a última etapa de uma viagem incrível no Canadá que começou em Calgary e passou por uma road trip pelas montanhas rochosas a bordo de um motorhome.

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

2ª parte da viagem: roteiro de 7 dias pelas Montanhas Rochosas

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver (você está lendo este)

Foto: arquivo pessoal

É importante dizer que estávamos exaustos quando desembarcamos em Vancouver e tudo o que precisávamos era de um chuveiro forte e quente, além de uma cama macia e espaçosa de hotel. Portanto, se está planejando também uma viagem que inclui motorhome e hotel, vai por mim: deixe a etapa do hotel por último,como nós fizemos. Sair de uma road trip para encarar logo em seguida horas de avião na volta para o Brasil fica beeem puxado!

Chuveiro quente e uma cama macia de hotel: tudo o que precisávamos depois da nossa aventura de motorhome. Foto: arquivo pessoal

Acho que 5 dias em Vancouver foi suficiente e poderia ter sido até menos, já que o nosso dinheiro já estava no osso e todos nós estavámos muito cansados. Alguns passeios que tínhamos um certo interesse ficaram de fora, como vôo de hidroavião, passeio de barco para avistar as baleias, bate e volta para a ilha de Vitória e até um dia em Seatlle (que fica a 230 km de Vancouver, em Washington, nos EUA. Dá para ir de carro ou de trem). Ainda que esses passeios tenham ficado de fora, batemos muita perna por Vancouver e deu para aproveitar bastante.

Leia os posts anteriores sobre a viagem para o Canadá:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1a parte da viagem: 1 dia em Calgary

7 dias nas Montanhas rochosas no Canadá: roteiro detalhado

Roteiro em Vancouver

Depois de devolver o motorhome na sede da CanaDream, em Calgary, fomos de táxi até o aeroporto para pegar o vôo para Vancouver, com menos de 2 horas de duração. Fomos de Air Canadá e fiquei bem satisfeita com a cia aérea. No aeroporto em Vancouver fomos direto para um quiosque de informações turísticas e fomos recebidos muito bem! Nos deram um mapa da cidade e nos explicaram que a cidade é dividida por zonas. Para pegar um táxi, paga-se uma taxa fixa de acordo com a zona que você vai. Nós pagamos CAD 30 (CAD = dólar canadense) para chegar até o nosso hotel. Os nossos dólares canadenses tinham acabado e tínhamos levado também alguns dólares americanos para a viagem. Trocamos dentro do aeroporto mesmo.


Atenção: não existe Uber em Vancouver (apenas Uber Eats). Em um bate papo rápido com um taxista, ele nos contou que foi e continua sendo uma briga forte para não deixarem a Uber atuar na cidade. Dei uma pesquisada e de fato existe uma proibição até setembro de 2019 de empresas de carona, como a Uber, de servir a população. Porém, também li notícias de tentativas de acordos para o app passar a atender na cidade.

Usamos táxi somente para o trajeto do aeroporto – hotel. No restante dos dias, o transporte público foi muito eficiente – tanto o ônibus quanto o Skytrain (metrô que percorre trilhas elevadas na maior parte do percurso – será que Levy Fidelix se inspirou nele quando pensou no aerotrem? Rsrs).

Localização – o bairro de Gastown

Pesquisei bastante antes de decidir a localização do hotel e optamos por nos hospedar em Gastown, bairro mais antigo da cidade e que fica na região central de Vancouver.  Gastown tem uma história cheia de personalidade e charme. Foi promovido a Patrimônio Histórico Nacional em 2009.

Um dos destaques do bairro é a estátua de Gassy Jack, fundador do primeiro pub do centro de Vancouver e onde todo o bairro começou. Gastown é um bairro cheio de pubs e restaurantes, lojas e construções antigas com uma arquitetura vitoriana (sério, lembrei muito de Londres lá).

A estátua de Gassy Jack, o fundador do bairro de Gastwon

Um bairro muito democrático, com todo tipo de comércio e pessoas! Um lugar onde lojas pomposas dividem a calçada com brechós; turistas, locais, artistas e moradores de rua fazem parte da mesma pintura. Foi a melhor decisão nos hospedar em Gastwon. Tudo isso sem contar com a facilidade: à noite bastava caminhar poucos quarteirões para chegar na rua Water Street e escolher o restaurante para jantarmos. É aquele bairro gostoso, cheio de vida, bom de se explorar à pé, tando de dia quanto à noite.

 

Artistas de rua na Water Street em Gastown. Foto: arquivo pessoal

Brechós estilosos dividem a calçada com lojas moderninhas. Foto: arquivo pessoal

Pintores em Gastown. Foto: arquivo pessoal

Os becos de serviços em Gastown com o Lookout Tower ao fundo. Foto: arquivo pessoal

Os becos de serviços em Gastown com o Lookout Tower ao fundo. Foto: arquivo pessoal

É na Water Street também que fica o Steam Clock, relógio a vapor (na esquina com a rua Cambie) que apita a cada 15 minutos. Nada de muuuito especial, mas saibam que existem pouquíssimos relógios à vapor no mundo.

O momento exato do relógio a vapor apitando! Foto: arquivo pessoal

Ali pertinho fica o Lookout Tower Vancouver, uma torre que oferece uma vista panorâmica da cidade a 168 metros de altura. Não subimos porque já tínhamos ido ao Calgary Tower na primeira parte da viagem.

Steam Clock, na Water St, em Gastown: um dos poucos relógios a vapor no mundo. Foto: arquivo pessoal

Em Vancouver ficamos hospedados no Victorian Hotel, charmosíssimo, instalado em um prédio com mais de 100 anos de construção. Ele não só tem ares de hotel retrô: ele É retrô! (rs). O quarto é bem espaçoso e muito confortável. Atenção na hora de reservar, pois alguns quartos deste hotel não têm banheiro e, neste caso, é necessário usar os banheiros compartilhados (que entrei e achei super limpos).

O charmoso e centenário prédio do Victorian Hotel, em Gastwon. Foto: arquivo pessoal.

Para quem ficar em Gastown, dicas de restaurantes que fomos: The Old Spaghetti Factory, que apresentou o melhor custo benefício (jantamos lá por duas noites).

1º dia – Stanley Park, Aquário e Second Beach

Em todos os lugares que você pesquisar sobre atrações em Vancouver, é fato que Stanley Park estará como sugestão. Pudera, é o primeiro parque da cidade e maior de Vancouver. Para chegar, pegamos apenas 1 ônibus partindo de downtown (CAD 2,95 adulto e CAD 1,90 criança). Focamos nosso passeio em duas atrações que ficam dentro do parque: o Aquário de Vancouver e a praia Second Beach.

O impressionante tanque das águas vivas no Aquário de Vancouver. Foto: arquivo pessoal.

O aquário vale muito a visita, as crianças adoraram! Tinha até treinamento aberto de golfinhos e leões marinhos. Na área interna, os tanques com caravelas e águas vivas são tão lindos que impressionam! Lá dentro tem um área kids para as crianças brincarem de biólogos e cuidarem dos animais marinhos de pelúcia!

Leões marinhos na área externa do Aquário de Vancouver. Foto: arquivo pessoal

Área kids dentro do Aquário de Vancouver: espaço de aprendizado e brincadeiras. Foto: arquivo pessoal

Saindo do aquário, seguimos o passeio a pé até a praia Second Beach, ali mesmo dentro do Stanley Park. A praia em si não tinha nada demais e não era nada atraente. Mas foi um passeio legal porque tinha playground e uma piscina pública (Second Beach Pool) que, apesar de ser pública, cobra uma taxa de CAD 6,10 adultos e CAD 3,07 crianças). Com o calorzinho que estava fazendo, óbvio que as crianças quiseram entrar (estávamos preparados e levamos roupas de banho e toalha).

Passeio pelo Stanley Park para chegar até a Second Beach. Foto: arquivo pessoal

A taxa de entrada para a piscina de Second Beach. Foto: arquivo pessoal

Verão em Vancouver na piscina pública de Second Beach. Foto: arquivo pessoal

A praia de Second Beach. Foto: arquivo pessoal

À noite, jantar no The Old Spaquetti, na Water St., em Gastown.

2º dia – Granville Island

Foto: arquivo pessoal

O Granville Island é uma península que dá para chegar de carro/ ônibus pela ponte ou então pegar um AcquaBus e atravessar o False Creek (tem esse nome “Rio falso” porque apesar de parecer um rio, é o mar).

False Creek (rio falso) em Granville Island. Foto: arquivo pessoal

É o tipo de passeio que dá para fazer no dia inteiro: todo descolado, possui, além do Public Market (tipo o nosso Mercadão, com barracas de comidas, frutas etc), muitos restaurantes (de peixes nhammm), lojas de artesanato local, galerias de arte, parquinho e uma cervejaria.

Por dentro do Public Market em Granville Island. Foto: arquivo pessoal

Também conhecemos o Kids Market, uma espécie de galeria com algumas lojas e brinquedos eletrônicos. Sinceramente não achei nada demais…apenas um lugar extremamente barulhento. O preço das roupas e brinquedos não eram convidativos.

O colorido do Kids Market. Foto: arquivo pessoal

Em Granville até uma fábrica de cimentos vira arte! Obra dos brasileiros Os Gêmeos. Foto: arquivo pessoal

Almoçamos no Edible Canada Bistro, um restaurante que já havia lido algumas boas indicações na internet e foi super aprovado por nós! Como chegamos de ônibus, o nosso retorno foi de barquinho para mudar a rota.

O Acqua Bus, a balsa para pedestres para atravessar o False Creek. Foto: arquivo pessoal

Depois decidimos voltar para o hotel à pé mesmo para conhecer a região. Google Maps e uma internet ilimitada é essencial para esse tipo de orientação.

À noite, jantar no Pourhouse Restaurant, na Water Street. Quem acompanha o perfil do Todas as Mães no Instagram viu a história do meu prato que pedi neste restaurante, que foi bem engraçado! Moooorta de fome, pedi um “cauliflower steak”, crente que viria uma carne (o “steak”) com couve flor (cauliflower). Um prato com bastante SUSTÂNCIA e uma verdura pra equilibrar o prato. Qual não foi a minha surpresa quando chegou um couve flor – e apenas um couve flor – assado? O cauliflower steak significa “bife de couve flor” e não “bife COM couve flor”, como eu supus. Por pouco, muito pouco mesmo, não chamo o garçom e pago o micão de perguntar “hey man, where is the meet?” Depois descobri que cauliflower steak é um prato super conhecido (que esqueceram de me avisar). Basta ver a #cauliflowersteak. No final das contas, o bife de couve flor estava uma delícia e super saciou a minha fome!

Um dos vários stories que fiz no perfil do Instagram. Segue lá: @Todasasmaes

3º dia – Capilano Suspension Bridge

Não tem como ir a Vancouver e não visitar a Capilano Suspension Bridge! Trata-se de uma ponte suspensa que atravessa o rio Capilano. Depois da ponte também tem outra parte do passeio formada por passarelas penduradas acima da floresta e outra passarela cravada no precipício.

Achei que a essa altura do campeonato, depois de passar por 2 plataformas com piso de vidro (a primeira no Calgary Tower e a segunda no Skywalk Glacier na Icefields Parkway), eu não teria medo de uma “simples ponte”. Vou te falar que deu vontade de desistir assim que pisei nessa ponte suspensa que fica a 70 m acima do rio e tem 140 m de comprimento. O medo ficou por conta dos adultos mesmo, porque as crianças não esboçaram receio em momento algum.

A ponte suspensa de Capilano, com 140 metros de comprimento. Tem coragem? Foto: arquivo pessoal

Me sentindo em Indiano Jones e o Templo da Perdição 😉 Foto: arquivo pessoal

Me senti no filme Indiana Jones e o Templo da Perdição (cena inesquecível da ponte). Havia muita gente (mesmo com o controle da quantidade de pessoas que passa por ela) e balançava horrores. A cada pessoa que parava no meio da ponte pra tirar foto ou a cada criança (inclusive as minhas) que davam pequenos pulos, eu suava frio. Mas valeu o passeio!

Para chegar no parque, pegamos um shuttle na esquina com a rua Homer com a Robson, em downtown. O lugar é lindo e totalmente cercado pela natureza. Tem restaurante, banheiros e lojinha. Logo na entrada, pegue o mapa/ passaporte do parque. Em cada atração há uma espécie de máquina que carimba o seu mapa, provando que você esteve ali. São 6 lugares para passar. Claro que fiz questão de carimbar a minha passagem pela Capilano Suspension Bridge, né?

Charme até n shuttle que nos levou para o Capilano Suspension Bridge Park. Foto: arquivo pessoal À noite, jantar no The Old Spaquetti, na Water Street, em Gastown.

4º dia – Gastown

No nosso quarto dia, confesso que foi bem pacato (só lembrando para quem não leu todos os posts: viemos de uma viagem de 2 dias em Calgary + 7 dias em um motorhome pelas montanhas rochosas). As crianças não aguentavam mais sair para passear… Nosso ritmo estava bem lento, quase parando (rs)… Tiramos esse dia para explorar o bairro de Gastown, onde estávamos, a pé.

Piano em uma praça de Gastown. Foto: arquivo pessoal

Almoçamos no Steamworks Brew Pub, na Water St, bem ao lado da Waterfront Station, que é o principal terminal de trânsito de Vancouver. É de lá que saem SkyTrain, Canada Line (ligando o Aeroporto YVR a Vancouver e Richmond) e o SeaBus (balsa de passageiros para North Vancouver).

Voltamos para o hotel para descansar e arrumar as malas. A ideia de hoje era não se cansar muito, já que no dia seguinte seria bem punk! Isso porque o check out do hotel era às 11h da manhã, mas o nosso vôo seria somente às 21h (tendo que chegar no aeroporto pelo menos às 18h).

5º dia – Queen Elizabeth Park

Último dia de Vancouver. Check out do hotel às 11h. Tomamos um café da manhã, entregamos o quarto, deixamos as malas na recepção do hotel e fomos bater perna por Vancouver. Nosso vôo era somente às 21h.

Para reforçar o café, uma passada no Tim Hortons, um fast food de cafés, donuts e bolinhos. É fácil achar, tem praticamente um em cada esquina.

Tim Hortons: um em cada esquina!

Seguimos a pé por Downtown (eu não falei que batemos perna pra caramba?) e então me deparo com um beco topo pintado de rosa. cheia de grafismos modernos. Parei pra tirar foto, lógico! E foi então que descobri que se tratava do “Pink Alley” (beco rosa), praticamente uma atração turística da cidade (descobertas que a gente faz só caminhando mesmo). A ideia desta intervenção urbana é de o local deixar de ser apenas um beco para serviços de lixeiras e veículos e se transformar em um espaço de convivência. Nem preciso dizer que deu super certo, né? Procure no Instagram a #pinkalley e verá!

Foto obrigatória no Pink Alley em downtown.

Depois pegamos um ônibus com destino a Queen Elizabeth Park, um dos mais lindos da cidade. O parque fica no ponto mais alto de Vancouver, a 152 metros acima do nível do mar, oferecendo uma vista espetacular. No dia que fomos estava nublado, mas ainda assim a paisagem impressionou. A fonte de águas dançantes, logo ao lado do Conservatório, agradou as crianças, que passaram um bom tempo correndo em sua volta tentando sincronizar suas passadas com os jatos de água 😉

A fonte de águas dançantes no Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal

Não entramos no Conservatório (uma atração paga), mas nos deslumbramos com os jardins do parque. Plantas e flores milimetricamente posicionadas, formando um conjunto tão lindo e harmonioso, que ficou difícil não tirar dezenas de fotos ali. O principal jardim é o Quarry Garden, construído em uma antiga pedreira.

A vista panorâmica da cidade do alto do Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal

Jardim do Queen Elizabeth Park. Foto: arquivo pessoal

Voltando para Gastown, o estádio BC Place, casa do time de futebol Whitecaps FC, estava no nosso caminho e resolvemos dar uma paradinha. Coincidentemente iria começar uma partida de futebol, mas para a gente não dava. Pasmem no valor do bilhetes: 60 dólares por pessoa para ver New York Redbull x Whitecaps.

BC Place, casa do Whitecaps, em Gastown. Foto: arquivo pessoal

Para finalmente encerrar a viagem, terminamos o nosso passeio em um pub em frente ao estádio comendo um dos pratos mais famosos de Vancouver: o poutine, que leva batata frita, queijo e molho. Não tem como ir a Vancouver e não experimentar um poutine!

Já era fim de tarde e o dia havia sido muito proveitoso! Voltamos para o hotel, pegamos nossas malas e seguimos até o aeroporto para embarcar de volta para casa. E como em qualquer viagem, trouxemos de volta no coração e na memória as melhores lembranças e recordações de férias em família!

Não deixem de ler os outros posts dessa aventura no Canadá com crianças!

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

2ª parte da viagem: roteiro de 7 dias pelas Montanhas Rochosas

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver (você está lendo este)

Destinos

Roteiro de 1 dia em Calgary (Canadá)

Calgary: o que era para ser uma cidade apenas para chegada e partida para a nossa aventura de motorhome, tornou-se um destino divertido e cheio de passeios agradáveis com crianças!

Em nossa viagem para o Canadá, na aventura em um motorhome pelas montanhas rochosas, a cidade de Calgary também fez parte do roteiro. Saindo do Brasil, depois de uma conexão em Houston, no Texas/ EUA, o nosso vôo chegou em Calgary pela Air Canadá (aliás, que baita cia aérea! As poltronas eram muito mais confortáveis do que a United Airlines, pela qual voamos do Brasil até Houston).

Calgary fica na província de Alberta e está há apenas 1h30 de Banff. Tivemos 2 dias nesta cidade de 1,200 milhões de habitantes, sendo que o primeiro foi só de passeio e o segundo dia foi reservado para a retirada do nosso motorhome e, consequentemente, para o início da viagem para as Montanhas Rochosas. A CanaDream, empresa que nos alugou o motorhome, fica em Calgary, sendo, portanto, a cidade mais próxima para quem vai fazer esse tipo de viagem rumo a Banff e Jasper. A entrega do motorhome também foi em Calgary.

Eu adorei conhecer um pouco mais de Calgary. Achei uma cidade muito simpática e agradável para passear com crianças, me surpreendeu mesmo! Calgary sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1988 e está no páreo para sediar o evento novamente em 2026.

“Strike a pose” – esperando o trem em um domingo de sol em Calgary

Depois de pesquisar qual seria a melhor opção para hospedagem, optamos por ficar em downtown. Achei ótimo ficar no centro! Andamos bastante a pé e também de trem. O trem em donwtown é gratuito (existe um incentivo para não usar o carro) entre a 3rd Street East and 11th Street West a longo da 7th Avenue. O hotel que ficamos foi o Holliday Inn Express & Suites Calgary, com localização excelente, fácil de chegar a pé na linha do trem, quarto confortável e café da manhã incluído. Recomendo muito!

Roteiro em Calgary

Calgary Zoo

Atenção: você verá muitas “Red Chairs” pelo Canadá!

Depois de descansarmos bastante de dois vôos longos, nosso primeiro passeio foi no Zoológico de Calgary logo pela manhã. Fomos de trem (o nome da estação é “Zoo”). A partir do nosso hotel foram poucas estações, o que levou no máximo 15 minutos de viagem. Como o zoológico fica depois da 11th Street West, ou seja, sai da área gratuita de downtown, tivemos que comprar o bilhete (você compra com cartão de crédito em uma máquina instalada na própria estação).

Calgary Zoo é o segundo maior zoológico do Canadá, muito limpo e super bem organizado. Ele é dividido em diversas áreas, como Canadian Wilds (os animais selvagens do Canadá), Africa, Ásia, além da área pré-histórica e do jardim botânico. Vá passear no Dorothy Harvie Gardens, um jardim maravilhoso que serve de cenário para comemorações e até casamentos. Ficamos boa parte com as crianças brincando nesses jardins.

Primeira vez na vida que vejo um leão acordado no zoológico! 🙂

Mas a grande atração do zoo foi o habitat do Urso Panda Gigante. São 4 pandas gigantes que ficarão no Calgary Zoo por cinco anos, até 2023. Eu nunca tinha visto ursos pandas tão de perto (tinha visto no zoo de San Diego, nos EUA, mas ele estava em cima da árvore e mal dava para avistá-lo). Ficamos super encantados com o que vimos em Calgary!

Fofura extrema dos Pandas Gigantes no Calgary Zoo!

Oinnn meu Deus, é impressão ou ele tá olhando pra mim? rs

Comemos um lanche dentro do zoológico em uma área com mesas de piquenique e mais uma vez me surpreendi com a limpeza. Também me chamou a atenção a preocupação coerência do zoo em não usar canudinhos de plástico em suas lanchonetes, só de papel. Achei bem gostoso o lanche do parque. Comemos um cheeseburguer com batata fritas e estava muito saboroso – diferente de lanches que já experimentei em outros parques (até mesmo na Disney).

Como todos já estavam cansados, saímos do zoo e voltamos para o hotel para as crianças descansarem.

Olympic Plaza

Depois de um breve descanso no hotel (viajar com crianças tem isso, não adianta impor um ritmo frenético), pegamos o trem novamente e fomos em direção a Calgary Tower. E foi então que cruzamos com a Olympic Plaza, perto da estação City Hall, construída em 1988 para os Jogos Olímpicos de Inverno.

Olympic Plaza: herança dos Jogos Olímpicos de Inverno de 88

Atualmente a praça recebe diversos eventos e festivais, além de virar uma pista de patinação no gelo entre os meses de novembro e março. Um lugar muito agradável, gostoso de passear e sentar um pouco. Você também vai ver a escultura “Famous Five”, que representa cinco mulheres do início do século 20 que lutaram pelos direitos das mulheres e das crianças. Foram elas: Emily Murphy, Nellie McClung, Henrietta Muir Edwards, Louise McKinney e Irene Parlby. A história dessas cinco mulheres é incrível e está toda relatada no site Famous 5 Foundation.

Afinal, qual é o propósito da vida de uma mulher? O propósito da vida de uma mulher é exatamente o mesmo que o propósito da vida de um homem: ela pode dar a melhor contribuição possível para a geração em que ela está vivendo. ” –  Louise McKinney 1868 – 1931, uma das mulheres de “Famous Five”

Calgary Tower

Um dos cartões postais da cidade, o Calgary Tower não poderia ficar de fora do nosso roteiro. Calgary Tower é uma torre de 191 metros de altura, inaugurada em 1968 – fomos exatamente na comemoração de 50 anos da torre. Um dos maiores orgulhos do monumento é o título que leva da maior tocha olímpica do mundo, quando, em 1988, durante os Jogos Olímpicos de Inverno, a chama ficava acesa em seu topo.

Entre os prédios, você vira uma esquina e pah: um dos cartões postais da cidade! Vale a pena pagar pra subir sim!

Além da altura e da vista belíssima de 360º de toda a cidade, um dos pontos imperdíveis lá nas alturas é ficar sobre o piso de vidro no deck de observação. Há quem não se sinta à vontade rs. Ah, é necessário comprar o bilhete para subir até o observatório.

The Family!

 

A vista do Calgary Tower: visão 360o da cidade

Nem todos criam coragem para se aproximar do piso de vidro no alto dos 191 metros do Calgary Tower

No andar abaixo do mirante tem o restaurante Sky 360 que oferece uma vista panorâmica giratória! Isso mesmo, enquanto você está sentado, as mesas giram em torno da torre, dando essa visão. Mas esse “giro” acontece uma vez a cada 45 minutos. Até pensamos em fazer uma refeição por lá, mas quando fomos visitar o restaurante, ele estava girando e não nos sentimos muito confortáveis.

Atrás do painel de madeira, o restaurante giratório. Eu que não me atrevo a tomar um vinho enquanto o restaurante gira rs

Stephen Avenue

Saindo de Calgary Tower, já que não comemos no Sky 360, fomos procurar um restaurante na Stephen Avenue Walk, um calçadão onde se concentram os melhores restaurantes, cafés, pubs e bares de Calgary. Os veículos podem transitar pela Stephen Avenue somente depois das 18h e até às 6h, ou seja, neste intervalo, somente pedestres.

Comemos em um restaurante chamado Milestones, na 8th Avenue, que simplesmente foi o melhor restaurante que comi em toda essa viagem que fizemos no Canadá! E olha que comemos muito bem em Vancouver! O meu prato foi o Crispy Sweet Chili Chicken Bowl (sabe quando dá água na boca só de lembrar?) – para quem gosta de pratos apimentados. Para as crianças havia diversas opções no menu kids – eles comeram hamburguer. No site do restaurante vi que eles têm várias unidades nas províncias de Alberta, British Columbia, Ontario, Newfoundland e Saskatchewan. Então se estiverem por lá, fica a dica de onde comer bem!

Wonderland

Voltando para a estação de trem, pausa para uma (várias) fotos em outro cartão postal da cidade: Wonderland, uma escultura de uma cabeça feminina, com 12 metros de altura, do artista catalão Jaume Plensa. O monumento fica em frente ao Bow Building. Pela foto não parece, mas já eram 21h e a Alice estava capotada no meu colo (no verão escurece tarde), e por isso não conseguimos tirar muitas fotos!

Dá até para entrar na cabeça de Wonderland pelas portas laterais

Pausa para fotos na Wonderland Sculpture!

E assim terminou a nossa estadia em Calgary. No dia seguinte, fomos para a sede da CanaDream para retirar o nosso motorhome. Saindo de lá, parada estratégica no Canadian Super Store, um hipermercado, bem ao estilo de WalMart, para comprar mantimentos e produtos de higiene para os nossos próximos 7 dias a bordo de um motorhome. Confiram toda a nossa experiência no post sobre Viajar de motorhome com crianças.

Confira a lista completa de posts desta viagem:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary (você está lendo este)

2ª parte da viagem: roteiro de 7 dias pelas Montanhas Rochosas

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver

Outros roteiros:

Férias no Chile: Santiago com crianças

Farellones: neve com as crianças no Chile

Disney: qual a idade ideal para levar os filhos?

Dicas de viagens

A importância de contratar um seguro saúde antes de viajar

Viagens com crianças de avião: o que levar na mala de mão?

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Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas do Canadá

Perrengue, desconforto, aperto e uma boa bagunça. Esses eram os adjetivos que vinham na minha cabeça quando pensava em viagem de motorhome.  Mas a nossa experiência nos mostrou que percorrer as estradas em um RV (recreational vehicle, como também é chamado o motorhome) é muito legal, prático e divertido!

A família e a nossa casa sobre rodas

Foram mais de 1.200 km rodados em 7 dias, sendo 6 noites pernoitando em campgrounds diferentes dentro de nosso motorhome. O roteiro: desbravar as montanhas rochosas entre as cidades de Banff e Jasper, na província de Alberta, Canadá, passando pela Icefields Parkway, também conhecida como uma das estradas mais bonitas do mundo! A viagem ocorreu em agosto, verão no hemisfério norte e alta temporada por lá.

Confira a lista completa de posts sobre a viagem:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas (você está lendo este)

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

2ª parte da viagem: roteiro de 7 dias pelas Montanhas Rochosas e Icefileds Parkway

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver

As crianças (Teodoro – 6 anos e Alice – 4 anos) se adaptaram muito bem à nossa casa sobre rodas. Se sentiram totalmente seguros dentro do motorhome (mesmo à noite, no breu dos campgrounds). Adoraram brincar de cabaninha lá dentro e souberam lidar fácil com algumas limitações do nosso veículo – entre elas, o uso consciente da água (lição que trouxemos para casa).

Toda hora era hora de brincar!

O nosso motorhome era até bem espaçoso. Possuía duas camas de casal, sendo que uma delas se transformava em sofá e mesa durante o dia. Havia pia, fogão, geladeira com congelador, muitos armários e também um banheiro maior que de avião. Além disso, a empresa que aluga o RV também fornece um kit conveniência composto por panelas, travessas, talheres, lençóis e cobertores. Fiz questão de alugar um modelo de motorhome que a cabine do motorista fosse aberta para o resto da “casa” e foi a melhor escolha que eu fiz! Óbvio que não dá para cozinhar ou tomar banho enquanto o veículo está em movimento, pois além de balançar, é bem perigoso, mas ter a cabine aberta é muito mais prático. Para os passageiros (no nosso caso, as crianças) foi super cômodo eles viajarem no sofázinho devidamente afivelados.

Lençóis, travesseiros, edredom e manta já vieram no chamado “kit conveniência” da empresa que nos alugou o motorhome

A “sala de jantar” vira a segunda cama!

Visão geral por dentro do motorhome: bem espaçoso, né?

Alugamos o motorhome 5 meses antes de nossa viagem através de uma agência brasileira especializada em aluguel de RV no exterior. Mas você pode entrar em contato diretamente com as empresas e fazer a reserva.

Rotina

Em alguns dias acordávamos bem cedinho e tomávamos um café rápido. Com a programação do dia em mente, apenas colocávamos as crianças – ainda dormindo – nas cadeirinhas e pronto: pé na estrada! Assim mesmo, super prático!

Quando chegávamos no destino (que podia ser um lago, uma trilha, uma cachoeira ou até mesmo o centrinho de uma das cidades), aí sim era hora de acordar os pequenos, trocá-los, preparar um café da manhã mais reforçado e fazer o passeio em questão!

Em outros dias, preferimos acordar tarde e tomar cafë da manhã bem tranquilos ainda no campground, com a paisagem da floresta de fundo. Mas teve um dia que o nosso camping não tinha uma paisagem legal… sabe o que fizemos? Saímos de lá, estacionamos na beira de um lago e tomamos o nosso café!

Café da manhã no campground

Café da manhã na beira do Pyramid Lake, lago na cidade de Jasper. Nada mal!

E assim seguimos os dias descobrindo as paisagens de tirar o fôlego das montanhas rochosas canadenses: os lagos Lake Louise, Lake Moraine, Peyto Lake, a geleira Athabasca, a Icefields Parkway e até uma família de elks no meio da rodovia que nos surpreendeu (aguardem o post com todo o roteiro detalhado!).

O verde surpreendente de Lake Louise

Momento brincadeira no Lake Louise

Morant`s Curve: um dos cartões postais das montanhas rochosas

Nascer do sol na rodovia Icefileds Parkway

Icefileds Parkway

Não é uma pintura, é o Emerald Lake

A cada lugar novo, uma emoção diferente, uma surpresa! Depois de quase um dia inteiro de passeio era hora de seguir até o campground, estacionar o nosso motorhome, relaxar e preparar a nossa comida. Era o famoso “almojanta” no final da tarde. Antes disso dava para segurar bem com sanduíches e petiscos.

Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)

Jantar a luz de velas… ops, de lanternas! Que tal?

A compra de mantimentos foi feita em Calgary, cidade que retiramos o motorhome. Foi uma compra grande, pois não era só alimentação: tinha que pensar em itens de higiene pessoal, alguns descartáveis, guardanapo, saco de lixo, etc. Mas tudo o que compramos foi usado… não sobrou nada!

Campgrounds

Alguns campgrounds foram reservados por nós com antecedência, ainda do Brasil, e outros campings chegamos na hora. Como era alta temporada, muitos deles já estavam lotados. Em uma das noites só conseguimos vaga depois da quarta tentativa. Em outra noite, a única opção que tínhamos era ficar no chamado “Overflow” – um grande descampado sem estrutura nenhuma (sem energia, sem banheiro, sem chuveiro, nada). Era um espaço apenas para estacionar, dormir e ponto.

Já nos campgrounds mais bacanas que ficamos, cada espaço para o motorhome tinha uma mesa de madeira com bancos e também um “fire pit” para fazer fogueira. Esses campings também eram providos de banheiros compartilhados com chuveiro quente (limpíssimos), tanque para lavar louça, lockers para comida (para quem estava acampado em barracas e precisava armazenar alimentos, uma vez que guardar comida dentro das barracas poderia atrair ursos). Mas tudo isso é pouco perto do maior e melhor benefício de ficar em um campground com o seu motorhome: o de estar totalmente inserido na natureza. Cada noite era um visual diferente, seja das montanhas, das árvores das florestas ou do rio que corria atrás do nosso veículo.

Na maioria das vezes ficamos em campgrounds rodeados pelas árvores das florestas

No meio da floresta!

Presente: por do sol em frente ao nosso motorhome no campground

Mais um presente surpresa em campground: o rio que corria logo atrás do nosso motorhome

As crianças amaram explorar os campgrounds, afinal, estávamos no meio da floresta. Na maioria deles, inclusive, tinham vários alertas sobre os ursos. Sim, estávamos no habitat dos ursos e existia a possibilidade de cruzar com um a qualquer momento. Por isso a recomendação era jamais deixar comida para fora do motorhome. Em um dos campgrounds que ficamos, que era um pouco mais isolado, um dos funcionários veio nos alertar para que não fizéssemos churrasco naquele local, pois tinham muitos ursos naquela floresta.

Aviso em todas as trilhas e lagos: temporada de ursos!

Alguns avisos sobre a vida selvagem ao redor dos campgrounds

“Coolers não são a prova de ursos”, dizia um recadinho no campground de Johnston Canyon

Mas oi, churrasco? Ah sim, o pessoal que costuma viajar de motorhome é bem preparado!! Muitos já levam suas churrasqueiras a tiracolo (que funcionam a gás propano, comprado nos mercados) e fazem seus hambúrgueres do lado de fora!

Hora do almojanta (pode não parecer, mas já eram mais de 18h)

Ficamos em apenas um camping com energia elétrica. Isso quer dizer que no local que estacionamos o motorhome havia um pequeno poste de energia onde conectávamos um cabo do veículo. Quando o carro não estava ligado na energia, ainda funcionavam todas as luzes e tomadas, mas o chuveiro não esquentava (isso varia de acordo com o modelo do motorhome). Sem contar no breu do lado de fora. Talvez por isso a cena mais linda que presenciei em toda a viagem não pode ser fotografada, apenas registrada em minha memória: durante a madrugada, em um camping em Banff, acordei e olhei pela janela do motorhome o céu mais estrelado que já pude imaginar existir!

E… bem, voltando ao primeiro parágrafo, até que rolaram alguns pequenos desconfortos sim. Um deles foi o banho frio que nós, incluindo as crianças, tivemos que tomar nos campgrounds sem energia. Depois do segundo dia de água gelada, optamos tomar banho nos banheiros compartilhados dos campings! No último dia, pulamos essa etapa chamada banho Hahahah

As crianças aprenderam na prática o uso consciente da água: se usássemos muito, acabava – simples assim. O reservatório de água limpa do motorhome durava 2 dias. Isso significa que atividades simples como lavar louça, tomar banho, lavar as mãos e tudo que incluísse água, tinham que ser feitas com moderação. Nada de escovar os dentes com a torneira ligada. E deu super certo, em momento algum as crianças acharam ruim essas limitações ou diferenças. Para elas tudo fazia parte dessa grande aventura e souberam direitinho entrar na brincadeira e aproveitar!

Encher o tanque de água limpa, assim como esvaziar o reservatório de água suja era fácil e tinha que ser feita nas chamadas “dumping stations” – que tinha na maioria dos campings. Para controlar o nível, existe um painel dentro do motorhome que indica se já está na hora de encher o tanque com água limpa e despejar a água suja.

O painel indicava que era hora de esvaizar o reservatório de água suja do motorhome

Carteira de habilitação

Pelo menos no Canadá, a nossa carteira de habilitação é válida para dirigir um motorhome, ou seja, não é preciso nenhuma autorização especial. Dirigir um motorhome não é tão simples, pense que é tipo um caminhãozinho, é um veículo pesado. Até você ganhar noção de espaço, leva um tempo. Inclusive é altamente recomendado pela empresa que na hora de manobrar, alguém desça do veículo para orientar a ré (ninguém aqui quer bater o motorhome alugado e ter preju na viagem né?). Ainda mais em lugares muito cheios como a gente foi, a chance de ter alguém passando atrás e o motorista não ver é grande! Todo cuidado é pouco!

Na estrada também era preciso tomar muito cuidados com os animais. Presenciamos um elk (espécie de veado) atravessando a rodovia do nada e por muito pouco o carro que estava vindo no sentido contrário ao nosso não o atropela. Em outra situação, encontramos uma família de deers na beira da estrada e conseguimos parar para fotografá-los.

Uma família de White-tailed Deer na beira da estrada. A foto está com zoom, pois a recomendação (lógica, apesar de muita gente não respeitar) é de não se aproximar dos animais. O ideal é 30 metros de distância dos elks e 100 metros de ursos

E no mesmo dia que vimos os deers, vi essa placa no banheiro do nosso campground, alertando que as fêmeas podem ser agressivas!

A velocidade permitida nas estradas ficava entre 80 km/h (dentro dos parques nacionais) e 100 km/h. Esses tipos de veículos são muito grandes, por isso, em geral andávamos na faixa da direita – como caminhões rs.

Placa na rodovia alertando os motoristas para ficarem dentro dos veículos caso avistem ursos (dizem que é comum ver urso na beira da estrada, mas eu não vi 🙁

 

Últimas dicas

Para quem pretende embarcar em uma aventura como essa, algumas dicas:

  • Tenha uma programação anotada, mas não se prenda tanto a ela. Viajar de motorhome te dá essa liberdade, de não ter programação engessada.

Debruçados sobre o mapa programando o dia seguinte

  • Compre o Bear Spray. É um spray (tipo spray de pimenta) para ser usado caso você fique cara a cara com um urso na floresta – seja em uma trilha ou no próprio campground. A gente não viu urso nenhum (existe a chance de ver até mesmo na beira da rodovia).

Como não usamos o Bear Spray, entregamos na empresa que nos alugou o motorhome

  • Visite o centro de turistas das cidades (no caso de Banff e Jasper). Elas foram muito importantes na nossa viagem. Em Banff pegamos um mapa com alguns nomes de campgrounds que poderiam ter vaga e também compramos o Bear Spray. No centro de Jasper nos indicaram passeios para levar as crianças e também nos recomendaram o Overflow, já que todos os campgrounds da área estavam lotados e não tínhamos para onde ir.

Centrinho da cidade de Banff, com pouco mais de 7 mil habitantes

  • Compre um chip de celular com pacote de dados internacional, pois nesse trajeto todo o celular não pega. Wi-fi é quase inexistente. E lógico, tenha espaço na nuvem para subir suas fotos, que serão centenas!

Fotos, muitas fotos!

  • Falando em fotos, aposte em um tripé para a sua câmera/ celular! Não me volte desse paraíso apenas com selfies, peloamordi!

Eu, preparando o tripé para tirar uma foto da nossa família com esse lago incrível ao fundo (Emerald Lake)

  • Quanto a viajar de motorhome especificamente com crianças, não senti nenhuma diferença em relação a outras viagens: é preciso respeitar e seguir o ritmo delas, que é diferente do nosso. No motorhome ainda tem o lado prático: Cansou, quer dormir? Deu dor de barriga? Molhou a roupa? Não tem problema, a casa/ hotel sobre rodas estará sempre por perto!

A praticidade de estar de motorhome! Cansou? A sua cama está logo ali pertinho!

Essa foi a nossa grande aventura no Canadá a bordo de um motorhome. Uma viagem inesquecível tanto para nós, os adultos, quanto para as crianças. Se você tiver alguma pergunta, não hesite em me perguntar!!

Leia também o post sobre o roteiro detalhado de 7 dias pelas montanhas rochosas! Também sairá em breve um vídeo no IGTV (no perfil @TODASASMAES do Instagram) sobre o funcionamento do nosso motorhome!

Confira a lista completa de posts sobre a viagem:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas (você está lendo este)

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

2ª parte da viagem: roteiro de 7 dias pelas Montanhas Rochosas e Icefileds Parkway

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver

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