Saúde & Alimentação

Primeiros socorros na praia: acidentes com animais marinhos

Passei a minha infância inteira viajando para a praia, desde bebê. E o mesmo venho fazendo com os meus  filhos… descemos a serra desde o primeiro mês de vida dos dois. Uma das minhas lembranças de criança de férias de verão na praia não é lá muito boa: lembro-me de ter pisado não uma, mas pelo menos 3 vezes em ouriços do mar. E doeu, doeu bastante!

ouriço do mar

 

Lembro-me também de minha avó ter sido queimada por água-viva algumas vezes. Aliás, na praia que frequentávamos em Ilhabela, no litoral norte, era comum em certas épocas do ano o mar ser tomado por águas-vivas. Faz muito tempo que não vejo uma água-viva e nem piso em um ouriço! E quero continuar assim, com essa vaaaaaaga lembrança (rs).

Mas é importante saber o que fazer nessas horas, principalmente com as crianças!
O Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, Vidal Haddad Junior, explica que os animais que podem provocar acidentes nas praias são principalmente os ouriços-do-mar, as águas-vivas e caravelas e alguns peixes peçonhentos como os bagres e mais raramente, as arraias e os peixes-escorpião. “Uma regra básica é não tocar nenhum animal trazido às praias pelas ondas”, afirma. Na entrevista abaixo, Vidal Haddad Junior esclarece algumas dúvidas sobre os possíveis acidentes com os animais marinhos:

Quais as situações que precipitam acidentes por ouriços-do-mar e quais são as medidas de primeiros socorros para um acidentado?
O ouriço-do-mar é recoberto por espinhos. Ele fica em colônias em paredões rochosos ou em pequenas lagoas que se formam nas marés em terrenos pedregosos entre praias. Quando pisados, os espinhos se quebram e penetram profundamente na pele da vítima. O acidentado deve ficar em repouso, evitando pisar sobre a área atingida, o que irá fazer os espinhos penetrarem ainda mais na pele. Deve-se procurar atendimento hospitalar para extração dos espinhos, o que pode ser uma tarefa muito difícil, uma vez que estes se fragmentam.

Quais as medidas de primeiros socorros para um acidente por água-viva?
O acidente deixa linhas avermelhadas e dor intensa, correspondentes aos tentáculos dos bichos. A dor é instantânea e violenta. Os tentáculos ainda aderidos devem ser retirados sem usar as mãos nuas e é fundamental o uso de compressas de água do mar gelada ou cold-packs – gelo artificial – (água doce piora o quadro!). Banhos com vinagre ajudam a inativar o veneno.
É importante ainda saber que cnidários permanecem com capacidade de envenenar até cerca de 24 horas fora da água, o que deve ser levado em consideração pela possibilidade de crianças brincarem com animais encalhados nas praias.

Quais os peixes mais perigosos para os banhistas?
Os peixes que mais provocam acidentes são pequenos bagres atirados na areia e águas rasas por pescadores amadores e que tem veneno ativo em seus ferrões por horas após sua morte. Deve-se tomar cuidado ainda com arraias, que permanecem enterradas na areia e podem provocar acidentes graves através de ferrões presentes na cauda. É importante se ter em mente que todo acidente por peixe tem a dor aliviada por imersão do local em água quente (mas nunca quente demais). Acidentes por peixes marinhos e fluviais causam dor e necrose (feridas) na pele.
Tem que aproveitar a praia, o verão e as férias, mas informação e cuidados nunca são demais, né?
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Férias: 10 dicas para viajar com as crianças de carro

Viajar com os filhos é uma delícia! Mas pode tornar-se um evento estressante se faltar planejamento. Sempre gostei de viajar… e, se antigamente eu levava 15 minutos para arrumar minhas coisas para um fim de semana na praia, hoje, com dois filhos pequenos, preciso de algumas BOAS horas – que são divididas em cerca de dois dias. (rs). Com você é a mesma coisa?

Mesmo com todo esse preparo, aqui em casa não abrimos mão de sair da cidade por uns dias. É trabalhoso sim (ah, também temos uma cachorra que geralmente vai com a gente. Só falta o papagaio mesmo), mas vale à pena. Meus dois filhos foram para a praia com 2 meses e deu super certo!

E se você está planejando pegar estrada com os filhos, leia as dicas que preparei! Antes de mais nada, REVISE O CARRO. Segurança em primeiro lugar.

Espero poder te ajudar!

viagem_estrada

  1. Fazer uma lista com tudo o que precisa ser levado na viagem ajuda muito – desde roupas e remédios, até a bonequinha para dormir…Anote tudo. Use papel e caneta, bloco de notas do celular ou aplicativo. Não faça apenas a lista mental…
  2. Mala de mão é muito importante porque nunca se sabe quando precisará trocar a fralda ou uma peça de roupa. Se a viagem for curta, de até 3 horas, levo apenas 1 troca de roupa. Quanto aos remédios (SEMPRE levo uma “farmacinha” em uma segunda mala de mão), sugiro conversar com o pediatra antes para ele orientar sobre os remédios que podem ser necessários. Geralmente levo: termômetro, antitérmico, antialérgico, remédio para diarréia e vômito, além de primeiros socorros e curativos. Meus filhos não enjoam na estrada, mas se for o seu caso, converse com o médico para ele receitar um medicamento para evitar esse desconforto.
  3. Lancheira: sempre faço uma lancheira com leite em pó e água, bolachinhas, banana (pra mim, a fruta mais fácil hihihi), suco de caixinha. Para a minha caçula, que ainda aceita papinha pronta, levo um ou dois potinhos. Mas aí tem que levar babador para não fazer meleca no carro.
  4. Mantinhas e bonequinhos para dormir se a viagem for noturna. Bom, até agora tá tudo muito fácil… Se a viagem for fora do horário de sono deles, a história muda de figura…
  5. Tablets, DVD portátil, celular com joguinho ou vídeo… Use a tecnologia a seu favor, pois as crianças também gostam dos gadgets! Prepare-se alguns dias antes para pesquisar sobre os apps legais ou separar os DVDs… porque deixar para última hora geralmente dá errado!
  6. O que tem feito sucesso com o mais velho de 3 anos são os Cds com histórinhas contadas. Tenho os Cds da Folha de São Paulo que comprei na banca, mas acredito que existam outros no mercado. Joguinhos da memória e com figuras de animais e objetos também fazer sucesso por aqui… dá para improvisar uma brincadeira!
  7. Biscoito de polvilho – um snack sempre dá certo. Eu tento seguir os horários de alimentação deles, mas também não fico na neura. Viajar por si só já é sair da rotina. Quando a coisa sai fora do controle, aprendi: é a hora do chocolatinho (sei que muitas não vão concordar hihi)…
  8. Brincadeiras: basta resgatar as brincadeiras que seus pais faziam durantes as viagens ou criar novas. Em um dia de saudosismo dos anos 80 dentro do carro, ensinei meu filho um antigo quadro do programa do Silvio Santos: “Você troca o seu brinquedo por um pão velho?”. E, claro, o mais importante foi ensinar o tom da resposta: “Nãããããããõ” hahahah. Contar lombadas, placas, falar as cores do carros… Use a imaginação. Vale contação de histórias, cantarolar músicas…
  9. Parada: se a situação tá osso dentro do carro, não hesite, faça um parada para ir ao banheiro, esticar as pernas, brincar de pega-pega (hihihi brincadeira). Jamais tire a criança da cadeirinha durante a viagem, mesmo com muito choro.
  10. Mantenha a calma e aceite a mudança de rotina. Às vezes nem tudo sai como o planejado e, para isso, é necessário manter o bom humor (ok, não precisa dar risada se o pneu furou, mas respire fundo 3 vezes para não ter uma over reaction).

Aproveite! Essa viagem fará parte das lembranças boas que seus filhos guardarão da infância 😉

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