Comportamento

A vida depois de largar a chupeta (não tá fácil!)

Meu filho usou chupeta até 3 anos e 9 meses. Foi uma decisão dele, sem choros, sem traumas. Estávamos vendo TV, passou uma propaganda de brinquedo e ele disse que queria. Eu, pela milésima vez, disse que o dia que ele largasse a chupeta ele ganharia um patinete. Ele tirou a chupeta da boca, levantou do sofá e disse: não vou mais usar pepeta, vou jogar fora. Com medo de perder uma chupeta novinha (e, consequentemente, 25 reais), me ofereci para “jogar”, mas meu filho insistiu e disse que ele mesmo faria isso. Jogou e não falou mais sobre o assunto.

Largar a chupeta

À noite, na hora de dormir, ficou se revirando bastante na cama, mas finalmente caiu no sono. A madrugada agitada, com choros saudosos da chupeta ficou na minha imaginação, porque ele teve uma noite muito tranquila. E desde então nada mais de chupeta!

MAS a história termina aí? Nããão, claro que não! E é isso que não te contam!!

Para o filho largar a chupeta, a gente encontra centenas de textos por aí com dicas e mais dicas. Até tentei usar algumas, como a famosa foto do mendigo, dizendo que ele usava chupeta e ficou assim :/ Não adiantou nada e ainda fez meu pequeno ter pesadelo, tadinho. Morri de remorso… Ele ficou 1 semana falando nessa foto (#menasmae).

mendigo

Mas e o pós adeus-pepeta? Aqui, pelo menos, não foi fácil!

Apesar de ter sido uma decisão dele e de o assunto “chupeta” ter simplesmente desaparecido do vocabulário dele, meu filho está passando por uma fase emocional complicada. Eu diria que é uma fase de aprendizado emocional, pois ele não tem mais aquele “porto seguro”, representado pela chupeta.

Antes de largar a chupeta, bastava alguns minutinhos deitada do lado para ele engatar o soninho. Hoje ele luta bastante contra o sono e demora muito mais tempo para dormir.

 

Quando fica de mau humor ou bravo com alguma coisa, é muito difícil acalmar os ânimos. Muito compreensível, afinal, nesses momentos a chupeta o acalmava. E agora ele tem que aprender a se acalmar sozinho. Só que os dias de mau humor estão bem frequentes e, muitas vezes, durante essas crises, eu já teria oferecido a chupeta a ele.

Aos poucos ele vai se acostumando com esse novo “ele”, vai aprendendo a se acalmar sem o uso da chupeta e, principalmente, reaprendendo a dormir. Enquanto isso, repito o mantra: “paciência, é uma fase, vai passar”.

Se você está passando pela mesma crise que nós, sinto muito, eu não posso te dar “10 dicas infalíveis”.  A única coisa que posso te dizer é: “Tamo junto”.

Quero ressaltar que ele não largou a chupeta assim, “do nada”.

Por muito tempo, cerca de 1 ano, nós (o pai e eu) vínhamos falando sobre a chupeta com ele. Que é só bebê que usa, que ele ia ganhar um presente, que os dentes iam ficar tortos, que era para entregar pro Papai Noel, pro coelhinho da Páscoa… enfim, usamos todos os artifícios. Em todos os momentos achei que não estava adiantando de nada. A única coisa que me amparava era saber que ninguém usa chupeta pra sempre, com exceção do Adalto, da novela Avenida Brasil hihihi.

Então tenha paciência e continue insistindo, que uma hora vai! Eu, particularmente sou contra tirar a chupeta da criança sem o consentimento dela. Do tipo: “acabou, a partir de hoje você não tem mais chupeta”. Acho que tem que partir da criança. Mas cada mãe sabe o que é melhor para o(a) filho(a)

Tomara que toda essa experiência sirva com a minha caçula, pois muito em breve terei que tirar dela também. Segundo a fonoaudióloga que atende meu filho (sim, ele teve um pequeno atraso na pronúncia de alguns sons devido ao uso da chupeta), o limite de uso é até os 2 anos.

E aí na sua casa, como foi tirar a chupeta dos filhos? Fácil? Muito choro? Compartilhe a sua experiência!


Atualização:

Escrevi esse texto há algumas semanas e é com muita felicidade que conto que essa fase de sono ruim, mau humor e dificuldade para se acalmar está passando de verdade! 🙂

Tirando o bico! Confiram uma seleção de copos para bebê da loja Turma da Cegonha. Clique na imagem abaixo:

Leiam também:

Fono explica os prejuízos causados pela mamadeira e pela chupeta após os 2 anos de idade

Desfralde: seu filho está pronto?

Dicas para o desfralde noturno

Desabafo

Insight ou paranoia?

Outro dia li em um grupo do Facebook uma mãe contando que estava ensinando seu filhinho de quase 4 anos a agir caso ela caísse dura no chão e não acordasse (moram apenas os dois no apartamento). Nos comentários deste relato tinham muitas mães dizendo que já ensinavam aos filhos a discar 190 no telefone ou outras formas de pedir socorro.

Eu nunca tinha parado pra pensar nisso, juro!

Photo via Visualhunt

Eu aposto que você tem ou já teve alguma paranoia (ou “insight”) em casa em relação aos filhos! /Photo via Visualhunt

Mas no dia seguinte que li este post, eu estava andando na rua debaixo de um sol muito forte e me abaixei para falar com meu filho, que estava no carrinho. Quando me levantei, deu uma tontura tão forte que até tive que parar um pouco pra me recuperar. E foi aí que pensei (segue meu “diálogo” comigo mesma):

Nossa, e se acontecesse alguma coisa comigo aqui, no meio da rua e eu demorasse pra acordar?
Bom, certo que vão pegar meu celular e ligar pra alguém.
Mas meu celular é bloqueado… tem senha!!
Ah, mas eles acham algum familiar através dos meus documentos.
Mas até aí o resgate já chegou (ESPERO!) e já estão me levando pro hospital. Duvido muito que coloquem meus filhos na ambulância junto. Devem chamar alguma assistente social, que irá levá-los para algum lugar até acharem algum responsável para buscá-los. Nesse tempo eu vou acordar e me desesperar por não saber do paradeiro deles. Eu não quero me separar dos meus filhos! Imaginem como vão ficar assustados, tadinhos??

Eu realmente não sei ainda se isso foi um insight ou uma paranoia!

Contei pra minha amiga e ela me chamou de louca (eu??? hahah)! E se minha mãe ler isso vai até ficar brava comigo. “Para de pensar besteira, Cátia!!” – tenho certeza que ela vai falar isso.

De uma coisa é certa: mãe é tudo louca mesmo, minha amiga não está tão errada, não! E eu aposto que você tem ou já teve alguma paranoia (ou “insight”) em casa em relação aos filhos. Conte para a mim, vai!

Desabafo

Eu sou feliz e sei

woman-girl-freedom-happy-sun-silhouette-sunrise

Photo via Visual hunt

Confesso aqui que, antes de ter os meus filhos, não era uma pessoa “kids friendly” em certas situações. Sabem aquela “tia legal”? Nunca fui! Era do tipo que bufava quando estava em um restaurante e entrava uma criança bagunceira. Que virava os olhos quando viajava de avião ao lado de uma criança chorosa. E que torcia o nariz para a mãe que não conseguia controlar o filho. hahaha Nem preciso dizer o quanto a minha vida se tornou muito melhor depois de tanto cuspe que caiu na minha cara! Hoje tudo mudou, tenho 2 crianças adoravelmente barulhentas e agitadas. E que choram, fazem birra e desobedecem também. Ou seja, crianças normais.

O mais engraçado é que ontem estávamos em um restaurante daqueles que pais não costumam levar crianças pequenas. Restaurante apertadinho, só com turma de amigos e casais nas mesas vizinhas tendo aqueles almoços despretenciosos de sábado à tarde que acabam durando 3 horas! Delícia, fazia isso todo final de semana!

Na nossa mesa tudo ia bem. O prato chegou e as crianças ainda estavam sentadas! UAU! Mas, de repente, nossa mesa vira um caos! É o filho encrencando porque quer comer todos os sachês de sal, é a filha tentando se jogar de cabeça do cadeirão, “não, meu bem, esse garfo não é pra brincar, devolve”, é a mãe que segura a filha com uma mão enquanto desfia o peixe em pedaços milimétricos em busca de uma espinha, é o filho gritando “cadê meu papáááááá?”, é o pai falando pro filho falar baixo, “meu bem, eu já pedi, devolve esse garfo!”, são os filhos brigando entre eles sabe-se lá porquê, é o pai separando a briga, “humm, me dá mais vinho?”, é a filha que começa a chorar porque o pão caiu no chão e ela não aceita outro pão senão aquele, “vou contar até três, devolve esse garfo agora!!!”, é a mesa vizinha olhando pra vocês (tá olhando por que, amiga?)… enfim, a mais completa loucura. Loucura barulhenta. Quem é mãe/ pai sabe a aventura que é sair para almoçar fora com o(s) rebento(s)

E sabe o que aconteceu? Foi neste exato momento que eu parei por alguns instantes, olhei para a cena caótica e pensei: isso pra mim é a mais pura e verdadeira felicidade.

Em tempo: minha família não é de margarina e eu sou normal. Eu surto também, me falta paciência e às vezes exagero na bronca, nunca tenho tempo pra nada, também preciso dos meus momentos me & myself, e sinto saudades dos porres que eu tomava. Mas mesmo assim, tenho certeza de que nunca falarei “eu era feliz e não sabia”…

…porque eu sou feliz e sei!

Guardei essa cena caótica de felicidade na minha caixinha de lembranças. Vou resgatá-la toda vez que estiver me sentindo triste ou desanimada. E você, qual a cena da sua vida que tem o poder de levantar o seu astral?