Comportamento

Mindfulness: saiba como a meditação pode ajudar as mães

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“O Mindfulness nos ajuda a sentir cada experiência como se fosse a primeira vez”

Mindfulness é um termo que vem sendo muito ouvido nos últimos tempos. Basicamente é o estado mental de atenção plena. Sabe quando a gente está fazendo alguma coisa com a cabeça em outro lugar ou ainda com a sensação de estar sempre no piloto automático? O objetivo da meditação mindfulness é trazer você para o momento presente. O resultado: uma melhor qualidade de vida, relações mais saudáveis e uma infinidade de coisas positivas.

“A fama de mindfulness tem acontecido principalmente por causa das pesquisas científicas. Os estudos têm revelado muitos achados importantes e demonstrado diminuição de ansiedade e estresse, aumento de bem-estar, qualidade de vida e muitos outros benefícios”, revela a psicóloga e instrutora de mindfulness Fabiana Saes.

Eu mesma estou fazendo um curso de Mindfulness para pais e mães com a Fabiana. O curso tem me ajudado muito a encarar situações desagradáveis do dia a dia com mais leveza, me livrar de julgamentos que só me fariam mal e, o mais importante de tudo, notei que estou encarando melhor os momentos de estresse com as crianças aqui em casa, além de me acolher mais, deixando aquela famosa culpa materna de lado.

Para vocês saberem do que estou falando, vou dar um exemplo prático do que já aconteceu aqui. Certo dia tive um problema na escola das crianças por telefone que me deixou muito irritada. Estávamos em casa os três. Eu com aquela irritação na cabeça e as crianças começam a pedir isso, pedir aquilo, a brigar, a chorar… Enfim, aquela cena caótica que todo mundo já viveu em casa. Tinha tudo para estourar e dar um berro de basta, como já fiz em outras vezes, mas dessa vez tentei de outro jeito. Aceitei aquela situação de crise e consegui me conectar com as crianças. Busquei um momento de paz em mim mesma para ouvi-los atentamente e depois consegui explicar a eles que naquela hora eu não estava bem e que eu não iria atendê-los. E mais: expliquei que eu precisava ficar um pouco quietinha para eu me acalmar.

Outra situação clássica é quando temos alguma preocupação. Seja ela qual for, é muito comum estendermos o problema com vários possíveis desdobramentos lá na frente. Com a prática do mindfulness estou aprendendo a viver o momento presente, o agora. Consequentemente, me livrando de pesos desnecessários.

Eu fiz uma entrevista bem legal com a instrutora de mindfulness – e também mãe de dois filhos – Fabiana Saes, para desmistificar o assunto e para vocês saberem melhor como a meditação pode ajudar nós, mães. No final da entrevista ela indicou dois livros sobre meditação, pais e filhos, e ainda sugeriu algumas práticas que podemos fazer com as crianças.

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“Não adianta a mãe abaixar para ficar da altura da criança para falar com ela em um momento de ensinamento, se a mãe não estiver conectada a si mesma e com estado de atenção plena”/ Photo via VisualHunt

As mães estão cada vez mais em um estado de desatenção, que é o oposto de mindfulness, com tantas tarefas e responsabilidades que muitas vezes se transformam em um trator e não conseguem observar necessidades básicas dos filhos

Fazendo um panorama geral, como você definiria mindfulness?

Mindfulness, traduzido como atenção plena, é um estado de presença que acontece quando, intencionalmente, colocamos nossa atenção no momento presente como ele se apresenta, com aceitação e sem julgamento. Passamos a observar a experiência vivida sem buscar alterá-la. Dessa maneira notamos todas as emoções, sentimentos e pensamentos envolvidos com a experiência presente, bem como todas as sensações corporais desencadeadas pela situação.

Então percebemos como nos relacionamos ao que pensamos e sentimos e como nosso corpo reage às experiências e quando isso ocorre encontramos maneiras conscientes de agir e manejar nossos impulsos. Qual mãe nunca chegou em casa com problemas de trabalho e ficou mais irritada com um comportamento do filho rotineiro? Ou ainda, brigou com o filho fortemente, por ele não querer seguir a ordem, pensando que no futuro ele seria um adolescente rebelde? São duas situações em que há entrega automática ao que se pensa sobre o futuro ou por uma emoção difícil, mas não se está vivendo a situação do momento presente.

Em resumo, mindfulness é viver com o “piloto automático” desligado.

Por que o mindfulness está sendo tão falado ultimamente?

Porque além dos benefícios comprovados é fácil de utilizar e simples para praticar. E a fama de mindfulness tem acontecido principalmente por causa das pesquisas científicas. Os estudos têm revelado muitos achados importantes e demonstrado diminuição de ansiedade e estresse, aumento de bem-estar, qualidade de vida e muitos outros benefícios. Além disso, a prática de mindfulness é bem simples.

Mas é importante ressaltar que Mindfulness não é a solução de todos os problemas, não é uma panaceia, não garante a felicidade, como alguns profissionais “vendem”.

Existem pesquisas comprovando que o mindfulness pode ser benéfico em diversas situações. Os benefícios de mindfulness podem ser verificados tanto no ambiente de trabalho, em escolas, na saúde.

As pesquisas são realizadas com pessoas que passam por um programa de mindfulness de 8 semanas e já se tem comprovado redução de ansiedade e fadiga, maior rendimento no trabalho, melhora da empatia, melhora da memória, aumentos de atenção e concentração, regulação das emoções, aumento da compaixão, redução de estresse, dentre outros.

Como ele pode nos ajudar na busca por uma relação plena entre mães / pais e filhos?

Entrar em contato com o aqui e agora é poderoso e nos coloca frente a tudo, e tudo eu quero dizer sobre os sofrimentos e as alegrias dos momentos. E o que fazemos com tudo isso? Acolhemos de forma gentil e amorosa e assim lidamos de maneira compassiva conosco e com os outros. Como mães, a autocrítica para ser um estigma, pensamentos duros do tipo “estou fazendo tudo errado”, “sou uma péssima mãe”, “meu filho não gosta de mim”, parecem dominar nosso coração e não sabemos como reagir a tudo isso. Mindfulness nos ajuda a lidar com esses pensamentos.

Quando uma mãe aceita que faz parte da condição humana tentar fazer o melhor e está tudo bem sofrer com isso, aceitamos essa condição com carinho. Rotular os filhos como se eles sempre agissem da pior maneira, só prende a mãe a uma experiência passada dificultando que ela viva o momento presente, e no momento presente pode ser que o filho tenha um comportamento desejado, mas o sofrimento de ter o pensamento de que ele não vai agir como se gostaria, traz sentimentos negativos e baixa tolerância. Com isso, fica muito difícil se conectar com o filho.

Não adianta a mãe abaixar para ficar da altura da criança para falar com ela em um momento de ensinamento, se a mãe não estiver conectada a si mesma e com estado de atenção plena.

As crianças só podem ser ensinadas a entenderem seus sentimentos e expressarem de maneira assertiva, se quem ensina entra em contato com suas próprias emoções e lida de forma atenta e consciente.

As mães estão cada vez mais em um estado de desatenção, que é o oposto de mindfulness, com tantas tarefas e responsabilidades que muitas vezes se transformam em um trator e não conseguem observar necessidades básicas dos filhos.

Pode haver uma melhora na relação entre mãe/pai e filhos com mindfulness, pois existe uma aproximação e conexão compassiva entre eles.

Eu já fiz muitos posts aqui no Todas as Mães falando sobre como nos sentimos perdidas após a chegada da maternidade. O mindfulness pode ajudar a mulher nesse sentido também?

Sim, com certeza pois o mindfulness nos ajuda a lidar com as situações difíceis e o mais importante, promovendo autocuidado. Ninguém nos ensina e ser mãe e vamos descobrindo dia-a- dia todos os desafios de lidar com uma nova vida. A responsabilidade e o sentimento de amor materno geram grandes preocupações. As preocupações são pensamentos sobre o futuro dos filhos, dúvidas, angústias que invadem a mente.

“Será que ele dormir à noite toda?”, “Será que ele vai mamar?”, “Será que ele vai começar a andar?”, “Quando devo tirar a fralda?”, “Devo dar chupeta? E se prejudicar os dentes?”. Quais foram e são suas preocupações? Imagino que muitas né? Dos pensamentos que você teve que causou preocupação e ansiedade, quais realmente poderiam ter sido evitados sabendo de tudo que você sabe depois de ter vivido os primeiros anos com o filho? Pois é, imagino que a maioria.

Vou compartilhar uma situação que acontecia na minha casa com meus filhos. Na maior parte das vezes que as crianças (tenho um casal de filhos) começavam a brincar e as gargalhadas aumentavam e começava um “para” daqui e um “para” de lá, eu já interrompia a brincadeira dizendo que iam se machucar e lógico que eles resmungavam. Essa situação me incomodava muito e enquanto eles se divertiam, eu já estava assistindo uma catástrofe acontecendo e como uma boa zelosa mãe, não queria que nada de ruim acontecesse com as crianças.

Depois que comecei a praticar mindfulness, essa situação mudou, hoje percebo essa irritação no meu corpo, o pensamento grudando na minha mente “daqui a pouco alguém vai começar a chorar” e uma ansiedade presente, então entro em contato com o que está acontecendo no momento e um novo pensamento surge “eles só estão se divertindo” e na maior parte das vezes eles não brigam e não se machucam. Isso é viver o aqui e agora.

Queremos que nossos filhos não se machuquem, mas também queremos que eles tenham boas experiências e se divirtam e quantas vezes evitamos a parte boa em função do pior que nem sempre acontece? Mindfulness nos ajuda a sentir cada experiência como se fosse a primeira vez.

As crianças também conseguem fazer uma meditação mindfulness? Existe alguma prática que podemos inserir no dia a dia da criança para ela começar a entrar em contato com esse processo de atenção plena?

As crianças também podem praticar mindfulness. As práticas são mais lúdicas e possibilitam atenção plena aos sons, partes do corpo, respiração, pensamentos, sentimentos, movimentoscorporais e alimentação.

Uma prática simples para treinar mindfulness com as crianças é a atenção plena na respiração. Pede-se para que a criança, em um momento tranquilo do dia, sente-se (se possível de olhos fechados) imagine uma flor e uma vela, ela apaga a vela e cheira a flor, quantas vezes ela puder. A cada dia incentive que ela aumente o número de vezes em que faz as respirações. Uma outra prática que as crianças gostam muito é a atenção plena ao corpo e que pode ser feita sempre antes de dormir. Quando a criança estiver deitada peça que ela feche os olhos e peça que ela imagine uma borboleta pousando em vários locais do corpo, inicie dizendo que a borboleta está nos pés e peça que ela sinta os pés e vá seguindo até a cabeça, ou talvez funcione usar a água do mar tocando nas partes do corpo. Experimente e vá observando como a criança reage. Não tem certo nem errado. A ideia é permitir que a criança experimente entrar em contato com o momento presente e usar o corpo ou a respiração como âncora para o presente.

Onde podemos saber mais sobre os seus cursos? Você pode indicar algum livro para que quiser saber mais a respeito?

Tenho duas sugestões de leitura, ambas da Editora Rocco, “Quietinho feito um sapo: exercícios de meditação para crianças (e seus pais)”, da Eline Snel e “Mães e pais conscientes. Como transformar nossas vidas para empoderar nossos filhos”, de Shefali Tsabary.

As informações sobre os meus cursos podem ser encontradas nas páginas tanto do Facebook quanto do Instagram. Também é possível acompanhar a publicação de textos na página da minha clínica Brace Psicoterapia e Mindfulness ou do Conectta Mindfulness e Compaixão, rede da qual sou membro.

Quem quiser também pode falar comigo por e-mail: fabiana@brace.net.br ou por telefone (11) 96081-0404, que ficarei feliz em receber o contato.

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Desabafo

A redescoberta após a maternidade: você já fez algo por você hoje?

Quando o Descomplica Mãe explicou que seu objetivo era trazer de volta o foco na mãe, pensei: ah, que ótimo, as mães realmente precisam disso! Mas aí parei e me perguntei: E eu, o que fiz ou estou fazendo por mim?

Quando estamos esperando um bebê, toda a atenção é voltada para nós: as pessoas se levantam para você se sentar, perguntam sobre a sua saúde, se interessam pelas suas expectativas e são até mais gentis. Quando você se torna mãe, acabou, o foco agora é o bebê. OK, justíssimo! Só que abrimos mão de tanta coisa para o bem dos nossos filhos (seja durante a gravidez, durante a amamentação e pelos anos seguintes) que acabamos nos acostumando a pensar em nós por último!

Eu já tinha me dado conta que estava completamente perdida nesse universo muito louco que é a maternidade! Mas não sabia como e nem o que eu poderia fazer para me reencontrar. Eu estava vivendo totalmente por e para os meus filhos e me deixado de escanteio.

Eu tinha consciência que me tornara uma outra pessoa depois que meus filhos nasceram, mas o meu desafio era descobrir “quem eu havia me tornado”. O que eu gosto de fazer? O que eu quero fazer? Percebi que não sabia responder essas questões sem envolver as crianças.

Pergunto: quem nunca se pegou assistindo canal de desenho enquanto as crianças estavam dormindo? Estamos funcionando no automático…

Aos poucos, fui me valorizando mais, deixando a culpa de lado e prestando mais atenção em mim, nos meus gostos. Pode testar, você vai ver que atitudes simples, que parecem ser ridículas, já causam efeito! Tirar 10 minutinhos para ler um livro, estabelecer que a hora da sua novela é sagrada, folhear uma revista tomando uma taça de vinho, praticar exercícios e, pasmem… comprar uma roupa nova para você e não para as crianças. Faça algo por você, por mais simples que pareça, e verá como isso pode te fazer bem!

A partir do momento que tomei consciência que precisava voltar a me enxergar, minha cabeça foi abrindo e tendo novas perspectivas. Fazer cursos, estudar, ler mais, resgatar antigos hobbies. Prestar atenção em pequenas coisas ao redor que te fazem feliz. Deixar as sapatilhas de lado e voltar a usar salto! Tentar ter uma conversa com uma amiga fugindo da pauta maternidade (difícil, eu sei). Essas são algumas atitudes que podem ajudar a você se reencontrar! Resumindo: descomplique!

Claro que tudo faz parte de um processo que depende também da idade dos filhos e da característica de cada mãe. Conheço mães que conseguiram se reencontrar rapidamente após a maternidade, assim como outras que ainda estão neste caminho, como eu. Só sei que está valendo muito a pena e me fazendo bem!

Você já fez algo por você hoje?

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Photo via Visualhunt.com

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Desabafo

Primeiros minutos do dia de uma mãe com filhos em férias

São 10h da manhã e eu ainda estou de pijama. Desentendidos dirão “êê vida boa”. Mães entenderão.

Só para registrar como são os primeiros minutos do dia de uma mãe com filhos em férias. Liguei o computador para dar sequência a um curso online que estou fazendo. A aula mal começou e o filho acorda. Largo o computador aberto, pois em breve voltarei. Só preciso dar café da manhã…

“Quero pão de queijo”

Acendo o forno. Enquanto preaquece, vou pendurar a roupa que está na máquina de lavar desde ontem.

Penduro apenas 1 peça e ouço: “mãe, mas cadê meu leite?” Deixo a máquina de lavar aberta, pois logo voltarei a pendurar as roupas. Enquanto pego o leite, a caçula: “mãe, muda de desenho? Esse tá chato”. Deixo o leite em cima do balcão da cozinha e vou pra sala mudar o desenho.

Ops, já passou o tempo, preciso colocar o pão de queijo no forno.

“MÃE, quero leiteeeeee”

“Xixiiiiiiiiiii”, diz a caçula

Telefone toca e é alguém do cartão Marisa me lembrando (cobrando) do pagamento. Xiiiiii

“Mãe, meu leite!!!”

E a roupa para pendurar ficará para mais tarde ou para amanhã…

O curso online continua no pause, nem sei pra quando fica….

Lavar a louça? hahahaha Faz-me rir

louça pra lavar

E ai minhas pendências urgentes começam a vir à tona na minha cabeça para me atormentar. Marcar oftalmo para as crianças, pedir reembolso do plano de saúde, comprar pipicat para as gatas, comprar legumes para uma sopinha, farmácia… Tudo tão simples de fazer, mas tão longe de cumprir…Difícil definir as prioridades, né?

Mãe, brinca comigo?

Mãe, o Teodoro me bateu

Mãe, posso brincar de tinta?

Mãe, quero andar de bicicleta

Pausa para revirar a sala atrás do controle remoto da televisão que estava aqui agora mesmo. Meu Deus, como podem fazer tanta bagunça em tão pouco tempo?

Mãe, o Wi-Fi não tá funcionando

Mãe
Mãe
Mãe

Parem de brigar! Irmãos não brigam….

Mãe
Mãe
Mãe

Mããããe, acabei, vem limpar?!

Mããããããnheeeeeeee

Eu realmente não faço a mínima ideia de quantos “mães” ouço no dia.

PÃO DE QUEIJO QUEIMOU!

pao de queijo queimado

E assim o dia segue…fazendo tudo pela metade, um pouquinho aqui, outro ali. Outro dia postei no Instagram que adocei o meu café com hidrosteril no lugar de adoçante. SUPER COMPREENSÍVEL. Será que é isso que chamam de exaustão?

instagram_todasasmaes

 

São 10h da manhã e eu ainda estou de pijama. Desentendidos dirão “êê vida boa”. Mães entenderão.

E sim, ainda os levarei (pretendo) para brincar na pracinha, naquela atração do shopping, no cinema, no teatrinho, sei lá aonde!!! Isso se eu conseguir que eles calcem os sapatos em menos de dez minutos. Isso depois de mais dez minutos explicando pro filho mais velho que NÃO, não dá para ele usar shorts e chinelo nesse frio que está fazendo (afinal de contas, né, quero seguir a disciplina positiva que tanto leio na internet. Aprendi que mandar colocar a calça apenas pelo fato de mandar, pode fazer dele um menino obediente sim, mas lá na vida adulta não será uma pessoa consciente e questionadora, pois a mãe só mandava. Será que é isso mesmo, será que entendi certo o vídeo daquele influencer famoso sobre educação?).

Ai, caramba, a Alice não quer entender que NÃO, eu não vou liberar o Toddynho (mães fitness, me julguem) porque ela já comeu dois pedaços de bolo de chocolate no café da manhã. (Ó mãe displicente, tacando açúcar nessa criança. Faz uma tapioca, tão simples de fazer e muito mais saudável… ahã).

“Filha, calma, não precisa chorar assim, filha, é que você já comeu DOIS pedaços de bolo! A gente combinou, né? (fazendo a mãe bacana)”

“Não vou falar mais com a mamãe, a mamãe não é minha amiga”, alerta a minha caçula, que ficou de mal de mim pela quinta vez no dia.

Ai, quer saber?! Pode tomar esse Toddynho. Filho, quer ir de shorts? Vai!

Sei que no final dia a palavra que mais falo por aqui é: “peraí! E exausta, ainda suplico: “Peraí gente por favor, a mamãe é uma só (cláaasssico de mãe), só consigo fazer uma coisa de cada vez (mentira)”.

E ai o marido chega à noite e pergunta: e aí, o que vocês fizeram hoje?

Olha… Nem sei responder. Muitas vezes a minha resposta é: ah, nada demais, eles ficaram brincando…

E é aí que peco, que me saboto! Porra, fiz coisa pra caralho (desculpem, eu também falo palavrão)! Quer dizer, EU mesma não consegui fazer nada, mas eles… Tão curtindo bastante essa vida sem compromissos rs! Mas tudo bem, né, quem está de férias são eles e não eu.

Aliás, aonde fica o RH dessa casa, porque acho que estou com minhas férias vencidas há 5 anos!!!

P.S. Aí depois de ler o meu post você fala: “Ah vá, não tem tempo pra nada, mas consegue escrever um texto”. É, mas tudo tem o seu preço. Em meia hora que sentei no computador, minha sala ficou assim:

Sofá arrastado e colado à frente da TV, objetos não identificados no chão, migalhas de bolo e pão de queijo em todo lugar, um colchão quase na porta pra rua... Meu Deus, tchau redes sociais, preciso ir!

Sofá arrastado e colado à frente da TV, objetos não identificados no chão, migalhas de bolo e pão de queijo em todo lugar, um colchão quase na porta pra rua… Meu Deus, tchau redes sociais, preciso ir!