Comportamento

Você já se sentiu perdida após a maternidade?

Acho que poucas mães passam batido pela fase da maternidade de sentir-se perdida no mundo.

Onde estou, o que eu sou, o que eu vou fazer?

Quem nunca se perguntou isso depois de ter filhos?

O sentimento de desnorteio após a chegada dos filhos é mais comum do que pensamos

O sentimento de desnorteio após a chegada dos filhos é mais comum do que pensamos. Foto: freeimages.com

Eu também dei uma travada e confesso que estou começando a me reencontrar só agora, com filhos de 5 e 3 anos, sobre o que eu sou e o que eu quero.

Mas dá para entender o motivo de tanta confusão… Depois da maternidade, a nossa vida ganha um novo sentido, não é? De repente, o que importava antes, não faz o menor sentido agora. E cabe a nós conseguirmos nos adaptar a essa nova vida. Isso pode levar alguns meses… Ou anos! E tudo bem! Se você está passando por essa fase de se sentir perdida, acredite: você não está sozinha! A amiga do lado deve estar passando pelos mesmos questionamentos que você!

Já vi dezenas de mães que mudaram radicalmente as suas vidas depois do nascimento dos filhos, seja no campo profissional, afetivo ou social. E é por tanta movimentação desse universo materno, que eu andei buscando uma resposta para esta questão.

Por que essa nossa inquietação?

A psicóloga especialista em pré-natal, doula e educadora perinatal Luciana Rocha afirma que ter esse sentimento de desnorteio é mais comum do que pensamos. Ela falou uma frase super impactante e que é a mais pura realidade:

“Ninguém sai impune da maternidade”.

sad-silhouette-1429626E olhem que interessante que a psicóloga Luciana Rocha falou! Ela afirmou que essas transformações são mais intensas nas mulheres que buscam exercer uma maternidade mais consciente. Ufa, me senti melhor até (rs). Quer dizer…a gente sofre tanto por estar tentando dar o melhor de si!

Luciana Rocha completa: “A mulher revisita a sua própria história, a sua própria identidade e não se reconhece mais. Junto com o bebê, revive suas angústias, suas feridas internas, suas fragilidades e seus medos. E precisa se reinventar em cima disso tudo. Esse processo não é nada fácil. É um tempo de um retiro, de autoconhecimento intenso e de conhecimento do filho. Nesse processo, alguns valores, princípios, prioridades e importâncias mudam de lugar na vida da mulher. E enquanto a mulher precisa reorganizar isso tudo, a retomada da vida vai ficando como segundo plano, por isso, essa sensação de desnorteamento ou de não mais pertencimento. Alguns sentidos da vida mudam de lugar, de intensidade, de tom. Nesse sentido, ninguém sai impune da maternidade. Algumas pessoas vivenciam essa transição e renascimento com mais leveza, outras com mais pesar. Mas todas são impactadas por essas transformações. E mais intensamente as que buscam exercer uma maternidade mais consciente.

Conforme essas mudanças vão sendo incorporadas, os papéis vão sendo retomados naturalmente. Algumas vezes, se busca o retorno desses papéis como fuga da angústia enfrentada nesse renascimento, e a sensação de desnorteamento vem com mais intensidade. Ou, algo muito comum em nossa realidade brasileira, as mães são obrigadas a reassumirem determinados papéis, independentemente de estarem emocionalmente preparadas, e a sensação de desnorteamento ou estranheza, de abandono e culpa, vêm com mais intensidade”, finaliza a psicóloga e educadora perinatal.

Para as mulheres que estão passando por essa fase de questionamentos internos, a dica é dividir experiências e anseios com outras mães. “Poder trocar os sentimentos e emoções experimentados livre de julgamento, ajuda muito. Permitir esse profundo mergulho em si”, completa a psicóloga Luciana Rocha. Procurar um psicólogo perinatal também pode ajudar bastante.

Você também teve esse sentimento de desgoverno após a maternidade? Já conseguiu se reencontrar?

Compartilhe a sua experiência comigo! Estou preparando um post sobre “como se sentir uma mãe bem sucedida nos dias atuais”. Você se acha uma mãe bem sucedida? Me escreva! todasasmaes@gmail.com e vamos trocar ideias!

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>> Coaching de mães: descubra como ele pode te ajudar!

Saúde & Alimentação

Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher: confiram os principais exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

Dia 28 de maio é uma data importantíssima para nós, mulheres. 28 de maio marca o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução de Mortalidade Materna.

Dia da Luta pela saude da mulher

De acordo com o Ministério da Saúde, a data existe para alertar e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Por isso, a importância de manter os exames preventivos sempre em dia.

É preciso seguir um calendário de exames preventivos que começa a partir da primeira menstruação, com a realização de exames fundamentais que monitoram a saúde e o bom funcionamento de todo o corpo”, afirma Dr. Harley De Nicola, gerente médico da FIDI (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem), provedora de exames diagnósticos do país para a área pública.

A FIDI preparou uma relação dos principais exames de rotina de acordo as fases da vida da mulher e eu compartilho aqui com vocês. Lembrando que os exames devem ser solicitados por um médico, após consulta e avaliação. Em que fase você está?

Lista de exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

A partir da menstruação
Anual
Mamas (auto exame, detecção de nódulos mamários e prevenção do câncer)
Papanicolau (coleta de material do colo uterino e exame físico anual da pélvis, diagnóstico precoce de câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas)
Sangue (diagnóstico de doenças: diabetes, hipertensão e da tireoide)

A partir dos 30 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Mamografia (quem possui histórico de câncer na família)

A partir dos 40 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Densitometria óssea (detecção de osteoporose)
Ultrassonografia pélvica e transvaginal (avalia ovários e útero e são solicitados a critério do médico)
Avaliação cardiológica (eletrocardiograma e controle da pressão arterial)
Verificar carteira de vacinação (tríplice viral e dupla adulto)

A partir dos 50 anos
Além dos exames anteriores
Colonoscopia (avaliação intestinal)
Exame de fundo de olho (detecção de problemas oculares)
A periodicidade dos exames pode ser alterada de acordo com os resultados de exames ou a critério dos médicos.

Chama-se de morte materna o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. As cinco principais causas de morte materna são hipertensão, hemorragia, infecções puerperais, doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério e o aborto. 

A vida corrida de mãe, mulher e profissional faz com que a gente deixe para trás a nossa saúde. Não pode! Sempre digo: nossos filhos precisam da gente com saúde! Então, meninas, planejem-se e organizem-se! Tirem alguns dias para realizar consultas médicas e exames preventivos! Sei que é chatinho, sei que dá preguiça, mas é a melhor coisa que vocês podem fazer por vocês mesmas!

Já contei aqui no blog o susto que levei quando foi detectado um nódulo no meu seio ao realizar exames de rotina. Não deixem de ler o meu relato, pois serve para alertar as mulheres da importância de nos cuidarmos!

Será que você está se cuidando como deveria?

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Cuidados com a saúde após o parto: entrevista com Dr. Paulo Nowak, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo

A saúde da mãe sempre para trás e o dia que descobri um nódulo no seio

Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

Comportamento

10 pautas para blogs de maternidade daqui a 30 anos

Em um dos seminários da Pais&Filhos que estive presente, a Mônica Figueiredo, diretora editorial da revista, brincou sobre a quantidade de blogueiras de maternidade que existe hoje em dia: “nasce um bebê, nasce um blog”. Todas nós rimos, pois essa é a mais pura verdade! Existem centenas ou milhares de blogs de maternidade que falam sobre a experiência de ser mãe. E não é à toa que as mães blogueiras viraram novas influenciadoras digitais.

blog materno

Neste mês, a agência Youpper publicou um estudo inédito sobre mães, influência e consumo. De acordo com a pesquisa, 75% das mães brasileiras que acessam a internet, buscam informações sobre experiências reais que envolvem o universo maternal, os blogs, fóruns, redes sociais etc. O estudo apontou que não são as marcas diretamente que influenciam as mães, mas principalmente as vivências das mães com as marcas que determinam o consumo de produtos pelas mulheres que vivenciam a maternidade.

O difícil, para nós, blogueiras, não é criar um blog. O difícil é manter um blog, e com qualidade! Faço o Todas as Mães com o maior carinho e respeito, com o objetivo de fazê-lo crescer a cada ano. Escrevo pensando nas mães leitoras, sem deixar a minha essência e meu objetivo, que é compartilhar experiências, desabafos e novidades. É um trabalho de formiguinha, com muita paciência e perseverança. Não quero ganhar seguidoras… quero conquistar amigas. Por isso, sigo meu caminho, escrevendo com muito amor e dedicação, pois é isso que me faz feliz! AMO, amo demais quando leio um comentário de alguma mãe dizendo que meu texto a ajudou de alguma forma! Ou quando uma entrevistada/especialista convidada recebe elogios através do blog. AMO o que faço porque eu aprendo também, e ainda tenho muito o que aprender – tanto sendo mãe quanto blogueira rs

blogs de maternidade

Esse é o pôster que fica na minha mesa representando o meu amor pela escrita <3

E hoje, conversando com a minha mãe sobre me dedicar a um blog de maternidade, perguntei:

“Eita, e quando meus filhos crescerem? Minha carreira vai acabar hahaha?”

É claro, que não, respondeu minha mãe. “A gente sempre tem o que falar quando o assunto são filhos, não importa a idade. Não é porque sou avó que deixei te ver como minha filha”, disse a sábia da minha mãe . Então tá! Mãe e filha decidiram já deixar prontas algumas pautas para o meu blog daqui uns 20, 30 anos. Porque pelo que estou entendendo da maternidade, a preocupação com os filhos não acaba nunca, nem com o passar dos anos…

10 pautas para blogs de maternidade daqui a 30 anos

  1. Explicando para os filhos que não existia internet, Netflix e nem celular quando você nasceu.
    Sim, filho, eu já fui xóvem
  2. Educação e aulas de história: vale a pena contratar professor particular?
    Porque né… com a situação do Brasil fica difícil ter nota acima da média sem aula de reforço
  3. Síndrome do ninho vazio, como enfrentar 🙁
    Nossa hora vai chegar 🙁
  4. Almoçando com a nora (especial com 3 posts e entrevistas com especialistas)
    Não gostei dela…
  5. Dicas infalíveis para acabar com a farra do sumiço do tupperware
    Quem nunca?
  6. Almoço de domingo: sim, eles podem lavar a louça mesmo estando na sua casa!
    Vamo botar esses marmanjo pra trabalhá!
  7. “Quando serei avó?” e outras perguntinhas que meus filhos não gostam que eu faça.
    Mãe sendo mãe
  8. Ela não me ligou no fim de semana …será que minha filha está se afastando de mim?”
    Essa “pauta” foi sugerida pela minha mãe. Não, mãe, não estamos nos afastando rs
  9. Posso apresentar A Galinha Pintadinha aos netos? Sempre fiz isso com meus filhos e eles aí, criados e vivos!
    Na dúvida, a gente pergunta
  10. Transmissão 7D e holografia: confira a lista com os 5 melhores apps para estar em contato com os filhos e netos à distância
    Acho que vou publicar essa em 5 anos

É, gente… mães quando se juntam tem assunto de sobra, mesmo daqui  20, 30 anos!