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Saiba quais os 5 maiores motivos de brigas entre os casais

Você sabe quais são os maiores motivos de brigas entre os casais? Spoiler: não é problema financeiro! Falta de organização e uso excessivo de celular lideram o ranking!!

foto: pexels.com

A gente sabe que relacionamento não é nada fácil e, principalmente depois da chegada dos filhos, é preciso reinventar-se o tempo todo. Acho errado dizer que o casamento/ namoro não pode cair na rotina, afinal de contas, a rotina faz parte do nosso dia a dia, ué! Se você convive diariamente com uma pessoa, é normal ter uma rotina sim. Acho que o mistério é como lidar da melhor forma possível a tal da rotina do casal!

Você já deve ter ouvido falar de pesquisas que mostram que marido provoca mais stress na mulher do que os filhos! Bem… hã… veja bem… eu não vou comentar nada (rs), mas não dá para negar que um relacionamento sem atritos é praticamente impossível de existir.

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Mas você sabe quais são os maiores motivos de brigas entre os casais? Errou quem disse dinheiro (no caso, a falta dele)!

O Instituto do Casal, organização que se dedica a práticas, pesquisas e educação em relacionamentos e sexualidade humana, realizou uma pesquisa entre os dias 17 de abril e 2 de junho de 2018 com pessoas casadas ou que estão em um relacionamento estável. A pesquisa revelou que 51% dos casais brasileiros brigam por causa da falta de organização com a casa!! Em segundo lugar, vem a falta de diálogo e em terceiro – tenho certeza que você não vai se surpreender – é o uso excessivo de celular.

Pela nossa experiência do dia a dia, vemos que os casais tendem a conversar sobre os assuntos cotidianos, como criação dos filhos, finanças e trabalho, por exemplo. Mas, evitam entrar em assuntos mais subjetivos ou sobre o relacionamento em si, como sonhos, projetos em comum, angústias”, diz. Marina Simas, especialista do IC e uma das fundadoras da organização.

O problema é que essa falha na comunicação está entre os principais motivos de separação ou divórcio, segundo Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal e família e fundadora do IC. As especialistas afirmam que a comunicação, quando efetiva, aumenta a satisfação conjugal e a intimidade do casal. “O diálogo é fundamental para o casamento, pois permite expressar emoções e os sentimentos, além de abrir espaço para negociar e resolver os conflitos que fazem parte de um relacionamento afetivo”.

Confiram os 5 maiores conflitos conjugais listados pelo Instituto do Casal. Eu tenho certeza que quem está lendo esse texto agora e é casada, vai se identificar com no mínimo 1 item!

  1. Falta de organização da casa e dos objetos pessoais

  2. Falta de diálogo

  3. Uso excessivo do celular

  4. Divisão injusta das tarefas domésticas

  5. Excesso de críticas

A pergunta que não quer calar é: qual desses mais atrapalha a sua relação? E o que vocês fazem ou gostariam de fazer para acabar com esse tipo de conflito? Escreva nos comentários!

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Terapia de casal após a chegada dos filhos

terapia de casal após filhos

Se existe um casal que não teve dificuldades na adaptação da nova rotina após a chegada do bebê, eu não conheço, nunca vi! Cansaço, noites mal dormidas, rotina nova, falta de tempo e de espaço são algumas das queixas no consultório da Dra. Cristiane M. Maluf Martin, psicanalista, especialista em terapia de casais.

Aqui em casa me lembro muito bem dos tempos de crise quando as crianças nasceram. Um exemplo: em ambos os filhos, meu marido que dava banho neles, pois eu morria de medo de machucá-los. No Teodoro comecei a dar banho depois dos 3 meses só. Já com a Alice, depois dos primeiros dias, comecei a ficar irritada e muito impaciente quando meu marido chegava atrasado do trabalho. Então cortei aquela dependência que tinha dele e assumi o banho quando ele se atrasava. Até aí estava tudo bem… Mas no dia que ele “botou as manguinhas de fora” e resolveu voltar a jogar tênis (esporte que ele sempre praticou durante a semana após o trabalho), virei uma fera!! Como assim ele ia retomar a rotina dele? Da simples partida de tênis até a cervejinha pós-jogo (como ele também sempre fazia) foi questão de poucas semanas. Assim como a minha ira!

Foram tempos difíceis no nosso relacionamento. Mas com muita conversa, acordos e também jogo de cintura conseguimos superar esse momento tão difícil (e comum) na vida do casal. Ele também me mostrou que eu podia contar com ele para eu fazer as minhas coisas, ter um tempo só pra mim. Assim como, aos poucos, fomos redescobrindo qual seria o tempo só nosso, do casal. É difícil, mas a gente acaba encaixando!

Na época, não procuramos uma terapia de casal, mas acho que poderia ter sido muito benéfico para a gente! Fiz essa entrevista com a Dra. Cristiane para mostrar um pouco do que acontece no consultório de uma psicanalista e quais as principais queixas das mulheres e dos homens após a chegada do bebê.

Será que você se identifica?

Quais são as principais queixas no consultório das mulheres após a chegada da maternidade?

Geralmente, após a maternidade, as mulheres se queixam da falta de tempo para si, ou seja, do quanto o bebê depende 100% dela, o que acaba tirando não seu sono, mas também todo o tempo da mulher. Ressalto que a perda do espaço e da liberdade do casal é uma das queixas mais frequentes apresentadas pela mulher.

Ter filhos exige bastante disponibilidade física, mental, financeira e outros adjetivos, como paciência, dedicação, disposição, doação. Sugiro que essas mudanças sejam trabalhadas psicologicamente no decorrer da gestação para que a mulher não sinta um impacto tão grande na prática.

Quem não dorme bem, passa o dia mal, em todos os sentidos mal humorado e alterado, afetando a relação.

Geralmente é a mulher quem procura uma psicóloga para fazer terapia de casal? 

Não necessariamente. Hoje em dia esse cenário mudou bastante, alguns homens preocupados em resgatar suas relações também procuram a terapia de casal, até para se sentirem mais aliviados e entenderem que a atenção maior da sua companheira, que antes só era esposa e agora também é mãe, é quase 100% para o bebê.

Atualmente estamos observando um avanço significativo na chamada paternidade ativa. Você acha que o fato dos homens estarem mais presentes na rotina e nos cuidados do bebê pode ajudar na relação entre o casal?

Sim, pois ajuda o casal a não se distanciar por conta da nova rotina que a chegada do bebê traz. Inclusive com a ampliação da licença paternidade, o vínculo entre o pai e o bebê tornou-se bem mais próximo, o que favoreceu a família como um todo, pois com essa licença o pai “ganhou” o direito de permanecer mais presente durante os 20 primeiros dias de vida do bebê, ajudando sua companheira nesta fase de adaptação bastante difícil.

É muito comum ter uma mudança na relação do casal após a chegada de um bebê, não é? Mas em que momento na vida do casal se faz necessário procurar uma psicoterapia a dois?

Sim, por mais que o casal se conheça, e estejam numa relação estável a chegada de um filho é sempre um diferencial na vida de todo casal, onde eram dois agora são três, quanto mais tarde o casal decide por ter filhos mais difícil será a adaptação, pois estão priorizando suas vidas profissionais e o “espaço” para o bebê fica cada vez menor.

Ressalto que um dos momentos importantes para buscar uma psicoterapia de casal é quando o casal começa a responsabilizar a chegada do bebê pelo desgaste da relação, o que na verdade, essa situação só intensificou problemas que já existiam e não foram resolvidos antes da chegada do filho (a).

Tem alguma dica para as mães que estão tendo alguma dificuldade no relacionamento?

A cumplicidade, o diálogo, o companheirismo entre o casal antes da chegada do bebê é fundamental para que ambos consigam passarem por esse período de adaptações de uma maneira mais tranquila.

E mesmo após o nascimento do filho (a), devem manter esta cumplicidade enquanto casal, pois não podem se esquecer que independentemente de serem pai e mãe são um casal e precisam manter o amor que os uniu.

·  Dra. Cristiane M. Maluf Martin é especialista em psicanálise, terapia de casais, psicodiagnóstico, ludoterapia e dinâmicas de grupo. Possui 19 anos de experiência profissional e, também, é palestrante. Atua ainda em hospitais públicos na área de Planejamento Familiar

 

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Hoje o assunto é sexualidade pós-parto! Mas não tem a ver com a quarentena e com os primeiros dias após o nascimento dos filhos! Tem a ver com a rotina desgastante como mãe durante os primeiros anos das nossas crianças x relacionamento do casal.

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Você sabia que a saúde sexual (ou saúde reprodutiva) é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um pilar do conceito de saúde? Photo via Visual hunt

Abro esta matéria com uma constatação que a doutora Flávia Fairbanks, coordenadora de ginecologia do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, fez durante o evento Saúde da Mulher & Sexualidade, realizado em São Paulo em maio deste ano:

“Infelizmente existe um jargão que fala que o puerpério dura 2 meses (…) Isso não existe!”, afirmou a doutora sobre o resgate da sexualidade da mulher após o nascimento dos filhos. “Acho que não existe UMA mulher que tenha passado pela experiência da maternidade que não tenha tido dificuldades nos primeiros ANOS pós-parto”, ressaltou a especialista.

Sim, anos!

“A mulher moderna é vista como a mulher maravilha, que dá conta de tudo, mas não é verdade. A mulher moderna é uma perfeita malabarista. Como é que a gente dá conta de tudo? Ser mulher, profissional, ser mãe, estar em forma, seguir a dieta correta, cuidar adequadamente dos seus filhos, ser uma boa esposa/ namorada e assim por diante. Sempre tem um prato desses que está meio desequilibrado. Essa culpa sobre a falta de possibilidade da gente conseguir adequadamente equilibrar esses papeis, interfere profundamente na sexualidade da mulher. Então a mulher moderna hoje é uma mulher estressada. A gente tem um stress embutido que tem um reflexo muito grande na questão sexual”, esclarece a doutora Flávia Fairbanks.

A grande dúvida é: O que podemos fazer para termos de volta a intimidade com o nosso parceiro diante de tantas responsabilidades que, são, sim, muito cansativas no dia a dia de uma mãe (e que nem preciso listar aqui porque você já sabe de cor e salteado)?

Resgatar a autoestima é o primeiro passo e, talvez, o processo mais difícil, na minha opinião. Não é fácil se olhar no espelho e confirmar que o peito murchou, a barriga não voltou, o bumbum está flácido. Acho que nos primeiros anos da maternidade estamos tão envolvidas com os cuidados com os filhos e as descobertas de ser mãe que, quando nos damos conta, envelhecemos anos! Voltar os olhos para si, cuidar mais da saúde e do bem estar faz uma diferença enorme na autoestima!

Também é preciso levar em conta que é absolutamente normal o relacionamento dar uma esfriada com o tempo – e não só com a chegada dos filhos. A ginecologista Flávia Fairbanks fez uma comparação sobre o chamado “amor jovem” e o relacionamento do dia a dia, aquele mais duradouro. No amor jovem, o desejo sexual surge súbita e espontaneamente. “É a fase de borboletinhas voando na boca do estômago, que todo mundo queria que durasse para sempre, mas a gente sabe, até do ponto de vista médico, que não tem como durar”, pondera.

“As pessoas se sentem sexualmente insatisfeitas porque não estão vivendo a paixão (…)  Não adianta correr pela paixão a vida inteira. Mas, de vez em quando, quando o relacionamento está muito morno, dê uma apimentada, dê um banho de dopamina e ocitocina”, brinca a ginecologista sobre os hormônios da paixão. “A paixão é o momento máximo da excitação. Mistura das maiores concentrações das melhores substâncias que a gente produz: misto de dopamina com ocitocina”.

Sim, hormônios! E como os nossos hormônios têm tudo a ver com a resposta sexual feminina, é importante também manter em dia a consulta ao ginecologista, pois o(a) médico(a) poderá avaliar os seus níveis de hormônios.

E quando está tudo bem com a saúde, a doutora explica que os nossos sentidos podem ajudar a desencadear o desejo feminino. A visão, a audição, o tato… “Os órgãos dos sentidos estão aí para homens e mulheres usarem e explorarem”, afirmou, listando primeiramente a percepção visual, de se sentir observada, de sentir que o homem está olhando a mulher. E eu acho que é aí que entra a nossa autoestima. Porque você só vai se sentir desejada quando você estiver bem consigo mesma, sem vergonhas da barriga, da celulite, do peito caído. Porque não é isso que importa! Mas que é difícil trabalhar isso na gente, ah é sim!

Também tem a percepção do toque. “A gente precisa estimular os parceiros a nos tocarem, mas não é agarrar. É o toque suave que mostra que vai ter uma conexão corpórea”. E a percepção auditiva: “Que mulher não gosta de ouvir eu te amo? Homens precisam saber falar a coisa certa na hora certa”.  Hummm, talvez o problema esteja aí, né? (hihihi)

“Tendo visão, tato e audição adequadamente estimulados, a resposta sexual funcionará adequadamente”, finaliza a médica.

Para mim, a lição que ficou foi: se está faltando vontade de dar aquele “up” no relacionamento, primeiramente livre-se de culpas. Descarte alguma alteração hormonal. E depois faça a reaproximação com o parceiro usando os sentidos, como visão, audição, tato, paladar e olfato (vale mesmo até o sexto sentido, por quê não? rs).