Desabafo

Como consegui parar de fumar

Photo credit: Pachakutik via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Photo credit: Pachakutik via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Apesar do número de tabagistas ter reduzido no Brasil nos últimos anos, o país ocupa o oitavo lugar no ranking de fumantes no mundo!

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 25 anos a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. E posso dizer com o maior orgulho que faço parte dessa estatística!

Comecei a fumar aos 16 anos. Quando percebi, fumava um maço inteiro (do Marlboro vermelho) por dia. Nas noites que eu saía para beber com os amigos, fumava fácil mais de um maço, totalizando 2 maços durante o dia todo. O cigarro fazia parte da minha rotina desde a hora que eu acordava. Podia ser a hora que fosse, mas meu dia só começava depois de uma xícara de café e um cigarro.

Mas também na minha época de fumante era menos restritivo: podia-se fumar em restaurantes, bares, locais fechados, em qualquer lugar! Para ter uma ideia, eu trabalhava em uma assessoria de imprensa cuja dona também era fumante. Naquele escritório era super normal você ter um cinzeiro na sua mesa. Então eu fumava a hora que eu bem entendesse. Na minha mesa! Do trabalho! Que época mais egocêntrica que nós, os fumantes, vivemos, né, sem se preocupar com o vizinho… Ainda bem que tudo mudou. Já viajei na época que era permitido fumar dentro do avião! Não consigo mais imaginar como seria isso!!

Tentei parar algumas vezes. Poucas vezes. Até com aqueles adesivos de nicotina já tentei. Mas não passava de poucos dias até eu acender um cigarro. Casei e depois veio a vontade de engravidar. Dizia para o meu marido que quando eu engravidasse iria parar de fumar pra valer! Tentei engravidar por uns 6 meses e nada. Eu já tinha lido que o tabagismo poderia afetar a fertilidade, mas não conseguia me livrar daquele vício por nada! E também morria de medo de engravidar e não conseguir parar de fumar.

A Gravidez

Eis que a menstruação atrasa e lá fui eu comprar o exame de farmácia para detectar a gravidez. Nunca, nunca vou me esquecer desse dia! Voltei da farmácia, sentei em frente ao computador, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame. Dei longas tragadas, curtindo mesmo aquele momento… o tal do raro prazer, propaganda do antigo Carlton rs. Enfim, apaguei a bituca, fui pro banheiro, fiz o exame e … POSITIVO!!! Voltei para a sala, peguei o maço de cigarro e joguei no lixo.

"Voltei da farmácia, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame". Photo credit: massimo ankor via Visualhunt.com / CC BY-NC

“Voltei da farmácia, acendi um cigarro e falei: esse pode ser o último cigarro que vou fumar, tudo depende do resultado desse exame”. Photo credit: massimo ankor via Visualhunt.com / CC BY-NC

Como eu disse lá em cima, eu já tinha tentado parar de fumar algumas vezes, mas dessa vez me apeguei na gravidez e foi mais fácil do que eu imaginava! Finalmente eu consegui largar o cigarro após 16 anos fumando! A mudança de hábito me ajudou bastante também! Como estava grávida, não tomava mais bebida alcoólica. No início parei de tomar café e troquei por suco de laranja. Depois voltei com o café descafeínado e foi tudo bem.

Aí comecei a comer muito chocolate durante toda a gravidez! Era doce que não acabava mais (mas eu fazia o pré-natal direitinho, então estava acompanhando a taxa de açúcar no sangue).

Eu ainda sentia vontade de fumar, principalmente nos momentos que passava por alguma tensão. Mas eu consegui ser firme, sempre pensando no meu bebê. Lembro muito de um amigo que havia parado de fumar, que disse que a vontade nunca vai embora, ela sempre vai aparecer. O que vai mudar é que você vai conseguir se controlar melhor. Mesmo depois que meu filho nasceu, eu dizia para mim mesma que se eu quisesse muito fumar, tudo aquilo era temporário… eu poderia voltar a fumar se eu quisesse, só tinha que ser depois de desmamar.

Bem, meu filho parou de mamar no peito depois de 1 ano. Ou seja, eu já estava há 1 ano e 9 meses sem fumar. Minha opinião sobre voltar a fumar tinha mudado… Eu já tinha passado tanto tempo sem dar um trago, não podia voltar atrás. Mas ainda sentia vontade de fumar. Quando voltei a tomar cerveja, então…minha nossa!

A Recaída

Foi então que no carnaval, quando o Teodoro tinha 14 meses (e eu 23 meses longe do cigarro), conseguimos um “vale folia”. Deixamos meu filho com a minha sogra no final de semana e fomos pular o carnaval nos bloquinhos de São Paulo. Programa de adultos! Bebemos bastante e me bateu uma vontade incontrolável de fumar. Pedi um cigarro. Sou bem grandinha, não admiti que alguém me negasse um cigarro, né? Sabia muito bem o que estava fazendo.

Nossa, percebi o quão forte é um cigarro. Dei alguns tragos e fiquei super tonta, parecia que estava me dando barato! E não foi viagem minha, não! Li que a nicotina atua no sistema nervoso central da mesma forma que a cocaína, heroína e álcool, porém de maneira mais rápida, chegando ao cérebro entre sete e 19 segundos

Acho que nem consegui fumar o cigarro inteiro. Mas aí sabe o que aconteceu? Bateu novamente a vontade incontrolável de fumar. Falei: quer saber? Não vou ficar filando cigarro! Vou comprar um maço!

Foram muitas horas de carnaval, muitas cervejas e quase um maço in-tei-ro em uma tarde. Nem preciso dizer como foi minha ressaca, né? Parecia que eu ia morrer!

No dia seguinte, a princípio, fiquei chateada por ter quebrado o meu jejum de quase 2 anos sem fumar. Mas eu sabia também que havia sido um impulso de carnaval. O comportamento que resultou naquela vontade incontrolável de fumar não caberia na minha rotina do dia a dia. E assim foi, não pensei mais em cigarro.

Campanha contra o fumo: "Your body is your home. Don`t smoke/ Seu corpo é sua casa. Não fume".

Campanha contra o fumo: “Your body is your home. Don`t smoke/ Seu corpo é sua casa. Não fume”.

Tratamentos

Pouquíssimo tempo depois do carnaval (e da minha recaída), engravidei novamente. E desta vez foi pela Alice que não cheguei mais perto de um cigarro. Não vou negar que muito de vez em quando dá vontade… Mas do mesmo jeito que a vontade vem, vai embora rápido! Mesmo com as cervejinhas a mais (rs). Uma coisa que eu não sabia é que a dependência química causada pela nicotina do cigarro é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde desde 1997.

Jaqueline Xavier, gerente de gestão em saúde da Vitallis Sanitas, operadora de planos de saúde no Brasil, explica que em muitos casos, o tabagista precisa de apoio para largar o vício. “O próprio Sistema Único de Saúde (SUS) oferece desde 2004 um tratamento gratuito nas Unidades Básicas de saúde e nos hospitais para quem deseja parar de fumar e não consegue”, completa.

O tratamento pode passar por grupos de apoio com ajuda psicológica aliado à terapia medicamentosa. A avaliação médica é indispensável para indicar o tratamento ideal personalizado a cada paciente.

Tenho muito orgulho de ser ex-fumante, reconheço o meu esforço e serei eternamente grata aos meus filhos Teodoro e Alice, pois por eles consegui largar o vício e manter-me firme nesta decisão. Mas não julgo quem não conseguiu parar de fumar… Sei que é extremamente difícil. É uma droga, né?Mas vale a pena tentar, seja quantas vezes for! Quer motivos? O pneumologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dr. Waldomiro José, explica. “A cada dia sem fumar, diminui o risco de câncer e doenças cardíacas, a respiração fica mais fácil, há melhora no desempenho físico, mental e sexual. Além disso, as pessoas que convivem com o fumante também são poupadas das toxinas, pois não podemos esquecer que os fumantes prejudicam a si mesmos e ao outro, provocando doenças pelo tabagismo passivo. Por último, ainda há benefício econômico, já que não gastarão mais com maços de cigarro”, finaliza.

P.S. Já li que toda vontade que você tem (de tudo: cigarro, chocolate, compras compulsivas, mensagens de texto alterada rs) duram apenas 5 minutos. Então, na hora que bater aquela vontade de fazer besteira…please…espere apenas 5 minutos que passa!

Mulher

Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher: confiram os principais exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

Dia 28 de maio é uma data importantíssima para nós, mulheres. 28 de maio marca o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução de Mortalidade Materna.

Dia da Luta pela saude da mulher

De acordo com o Ministério da Saúde, a data existe para alertar e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Por isso, a importância de manter os exames preventivos sempre em dia.

É preciso seguir um calendário de exames preventivos que começa a partir da primeira menstruação, com a realização de exames fundamentais que monitoram a saúde e o bom funcionamento de todo o corpo”, afirma Dr. Harley De Nicola, gerente médico da FIDI (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem), provedora de exames diagnósticos do país para a área pública.

A FIDI preparou uma relação dos principais exames de rotina de acordo as fases da vida da mulher e eu compartilho aqui com vocês. Lembrando que os exames devem ser solicitados por um médico, após consulta e avaliação. Em que fase você está?

Lista de exames preventivos para as mulheres de acordo com a faixa etária

A partir da menstruação
Anual
Mamas (auto exame, detecção de nódulos mamários e prevenção do câncer)
Papanicolau (coleta de material do colo uterino e exame físico anual da pélvis, diagnóstico precoce de câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas)
Sangue (diagnóstico de doenças: diabetes, hipertensão e da tireoide)

A partir dos 30 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Mamografia (quem possui histórico de câncer na família)

A partir dos 40 anos
Além dos exames anteriores
Anual
Densitometria óssea (detecção de osteoporose)
Ultrassonografia pélvica e transvaginal (avalia ovários e útero e são solicitados a critério do médico)
Avaliação cardiológica (eletrocardiograma e controle da pressão arterial)
Verificar carteira de vacinação (tríplice viral e dupla adulto)

A partir dos 50 anos
Além dos exames anteriores
Colonoscopia (avaliação intestinal)
Exame de fundo de olho (detecção de problemas oculares)
A periodicidade dos exames pode ser alterada de acordo com os resultados de exames ou a critério dos médicos.

Chama-se de morte materna o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. As cinco principais causas de morte materna são hipertensão, hemorragia, infecções puerperais, doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério e o aborto. 

A vida corrida de mãe, mulher e profissional faz com que a gente deixe para trás a nossa saúde. Não pode! Sempre digo: nossos filhos precisam da gente com saúde! Então, meninas, planejem-se e organizem-se! Tirem alguns dias para realizar consultas médicas e exames preventivos! Sei que é chatinho, sei que dá preguiça, mas é a melhor coisa que vocês podem fazer por vocês mesmas!

Já contei aqui no blog o susto que levei quando foi detectado um nódulo no meu seio ao realizar exames de rotina. Não deixem de ler o meu relato, pois serve para alertar as mulheres da importância de nos cuidarmos!

Será que você está se cuidando como deveria?

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A saúde da mãe sempre para trás e o dia que descobri um nódulo no seio

Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

Desabafo

Um susto em minha vida: o resultado da mamografia

Estetoscopio

Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil.

Faz tempo que estou para escrever esse post desabafo, mas não poderia fazê-lo em um dia melhor do que hoje. Algumas pessoas acompanharam o meu susto quando descobri um nódulo no seio (leia aqui). Mas não foi “apenas”o susto da descoberta (como se não bastasse isso, né?) … Infelizmente meu caminho cruzou com um médico totalmente despreparado.

Tudo começou quando descobri o tal nódulo no seio direito através da mamografia e do ultrassom. O nódulo media 1,8cm e era palpável, ou seja, eu conseguia senti-lo. Mas, por estar localizado abaixo do músculo, eu não tinha certeza de que eu estava apalpando um nódulo, entendem? Ou seja, depois os exames confirmaram a minha suspeita.

Como contei no outro post, o nódulo foi classificado no padrão internacional BI-RADS na categoria 3, que quer dizer “nódulo provavelmente benigno, com chance de 2% de ser maligno”. Fiquei apavorada com esses 2% e quis tirar tudo a limpo antes mesmo de mostrar o resultado para a minha médica. Sem pedir nenhuma indicação, fui atrás de um mastologista. Liguei em um hospital que eu já estava acostumada a ir e marquei consulta com o primeiro médico que estava disponível nos próximos dias.

Fui na consulta sozinha, achei que não precisava, que estava tudo sob controle. Afinal, eu estava indo naquela consulta apenas para entender o que eram aqueles 2% de chance de aquele nódulo ser ou virar um câncer de mama.

E gente…foi um dos piores dias da minha vida. Peguei o médico errado, simples assim! Um médico que não tinha o menor tato para lidar com pessoas! Muito provavelmente a maioria das pacientes que entra em um consultório de um mastologista chega como eu cheguei: amedrontada, frágil. E você quer ouvir explicações, além é claro, de palavras que te acalmem. Porque, para apavorar, já basta o Doutor Google! Mas não foi isso que eu encontrei! O tempo todo o médico só falava em “tumor” no lugar de “nódulo”. Uma palavra que por si só já assusta, né? E com apenas um ultrassom e uma mamografia feitos, com um nódulo categoria BI-RADS 3 (ou seja, sem a confirmação de malignidade), saí do consultório com vários pedidos de exames pré-operatórios na mão! Sem muitos rodeios, o senhor médico me disse que eu precisava operar… e depressa, pois o tumor poderia aumentar, tipo, semana que vem (sei que existem tumores malignos de crescimento rápido, mas não era o meu caso)! Perguntei se havia alguma chance de eu não precisar operar, já que, segundo os exames que eu estava apresentando, estávamos falando de apenas 2% de chance de ser maligno. E ele me disse “é da sua vida que estamos falando…estou aqui para resolver o seu problema”. POW! E em seguida veio uma oferta bastante inadequada para aquele momento: “e se você quiser aproveitar e colocar uma prótese de silicone, meu irmão é cirurgião plástico, aí a gente já faz um pacote”. OI????

Na verdade a minha sorte foi ele ter oferecido os serviços do irmão, pois foi nessa hora que um alarme ecoou na minha cabeça. Afinal, isso também soou estranho para você, não? Bom, saí do consultório aos prantos, só conseguia pensar em coisas ruins naquele momento. Liguei para o meu marido e avisei que provavelmente dentro de 15 dias eu estaria em uma mesa de cirurgia e que eu precisava correr para fazer exames e consulta com um cardiologista, já que na semana que vem o nódulo do meu seio que media 1,8 cm poderia chegar a 5 cm! Ufa! Era MUITA coisa para uma tarde de terça-feira. MUITA informação para quem só queria entender o que eram os 2% de chance de malignidade.

Ainda com um nó na garganta, liguei para a minha irmã para contar como havia sido a (desastrosa) consulta. Eu já estava um pouco anestesiada e até conformada, mas os fatos deixaram minha irmã indignada com aquele médico. Como assim já falar em cirurgia sem ao menos ter o resultado de uma biópsia? Como assim falar que pode fazer um pacote especial para aproveitar e colocar silicone?? OK, me convenceu a procurar uma segunda opinião!

Nesse meio tempo ainda fui fazer a ressonância magnética que ele tinha indicado, um exame bem chato de fazer. Fiquei uns 40 minutos deitada de bruços dentro de um túnel, imóvel, com um barulho ensurdecedor. Já tinham me dado a dica para ficar o tempo todo de olhos fechados, para não bater um pânico lá dentro (uma vez dentro do túnel, você não pode se mexer. Mas se não aguentar, pode acionar um botão para parar o exame). Depois descobri que, no meu caso, eu não precisava ter passado por esse incômodo da ressonância.

Procurei um outro médico, desta vez com indicação. Tudo diferente, mais humanizado e foi aí que fiquei com muita raiva do primeiro médico. Raiva da angústia e do medo que ele me fez passar, raiva de tanto pensamento negativo que passou pela minha cabeça graças a ele. Esse segundo médico fez questão de me explicar tudo o que o resultado do ultrassom significava e se mostrou surpreso quando contei que eu já estava com pedidos de exames pré-operatórios. Ele explicou que fazer uma cirurgia poderia sim ser uma possibilidade, pois o nódulo (veja bem, ele só falou em “nódulo”), mesmo benigno, poderia representar riscos de desenvolver um câncer mais para frente (mas ele falou em anos e não semanas). Mas isso só saberíamos depois de ter uma biópsia em mãos.

Como eu disse no início, o nódulo era palpável. Além disso, me causava um incômodo, quase chegava a doer. Ou seja, eu não conseguia esquecer que eu tinha um nódulo. Isso começou a me dar um certo pavor.

Mas saí do consultório super aliviada, feliz de ter encontrado um bom médico e que, além de tudo, sabia lidar com pessoas! Marquei a mamotomia, que é um tipo de biópsia da mama que utiliza uma agulha grossa. Cheguei bem nervosa para fazer esse procedimento. Fiz em um hospital. Não doeu nada, pois tomei anestesia, mas a sensação era muito estranha. Em momento algum eu olhei! Preferia ficar com o rosto virado para a parede, mas eu sabia que o médico estava ali com uma “maquininha” dentro do meu seio direito retirando fragmentos de uma coisa que nem era para existir! Foi retirado praticamente todo o nódulo, por isso não sinto mais incômodo nem dor.

Quando terminou, ainda fiquei mais 20 minutos deitada com a enfermeira fazendo compressa gelada para auxiliar na cicatrização. Fiquei enfaixada por 1 dia inteiro, fazendo repouso e sem fazer força com o braço direito. Sem dúvida saí mais tranquila do que cheguei. O resultado chegou na minha casa 1 semana depois. Abri o envelope e meus olhos corriam por aquelas palavras estranhas, sem entender nada, até que fixei na frase: sem sinais de malignidade. UFA, finalmente!! Dados concretos!

Voltei hoje ao mastologista para levar esse resultado. Ele frisou que não havia sinais de malignidade e que uma cirurgia era desnecessária, mesmo que fosse para retirar o restante do nódulo. Mas que agora preciso fazer o controle precoce, que é a mamografia e o ultrassom a cada 6 meses para saber se houve alguma alteração na lesão. Mais para frente esse controle pode virar anual.

Foi um susto, um grande susto! Nesses últimos meses (tudo aconteceu em julho e agosto) acabei descobrindo algumas pessoas próximas a mim que passaram pela mesma situação, pelo mesmo nervoso e que, graças a Deus, tudo deu certo. Confesso que ainda fico incomodada em fazer o auto exame novamente, pois dá um medo absurdo de achar alguma coisa que não deveria existir… mas enfim, é necessário!

Escrevi esse texto para desabafar, porque precisava colocar essa história para fora. Mas também escrevi para encorajar as mulheres a não sabotarem a própria saúde: façam os exames de rotina, façam o auto exame da mama e, se surgir alguma dúvida, não hesitem em procurar um médico. Ah, e se  possível, peçam indicação de um médico de confiança para alguma amiga ou conhecido, pois faz toda a diferença nessa hora, acreditem!

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