Viagens

Viagem com crianças: Hotel Vila Rossa

Estivemos no último final de semana no Hotel Vila Rossa, na cidade de São Roque, a menos de 60 km da capital paulista.  O Vila Rossa possui certificado de excelência do TripAdvisor e também foi um dos hotéis vencedores na categoria requinte do Prêmio Zarpo 2018-1019.

Com tantos reconhecimentos, fui com bastante expectativa para São Roque. E querem saber o que achei? Só ler o meu relato abaixo!

Piscina externa do Vila Rossa. Foto: arquivo pessoal

Fiz a reserva pelo Zarpo e deu tudo certo, recebi a confirmação no meu email rapidinho (clique para conferir as ofertas do Vila Rossa no Zarpo). Inclusive o Zarpo estava com tarifas mais baixas que o próprio site do hotel. Valeu a pena ter reservado por lá. Aliás, o preço da diária do Vila Rossa me chamou a atenção, principalmente pelo tamanho do chalé que nós ficamos (tinha piscina privativa, leia aqui no texto!!). Achei que seria mais caro que os hotéis resorts top conhecidos de SP, mas não, saiu mais barato.

A piscina

O hotel está cravado em plena vegetação da Mata Atlântica e possui uma vista panorâmica incrível das montanhas. Fomos em outubro, na primavera, e à noite esfriava bem. Durante o dia, com o ventinho gelado que fazia, preferimos não arriscar a piscina externa, apesar de ser climatizada. Mas isso realmente não foi um problema. A piscina coberta foi um dos pontos altos do fim de semana. Dentro de um ambiente todo envidraçado, além da piscina adulto com a temperatura perfeita, tem também uma piscininha infantil e uma hidro quentinha. Junta esse conforto com os vales drinks que recebemos no check in… Aí não precisava de mais nada!

Foto: arquivo pessoal

Achei o vestiário pequeno, com pouco estrutura, mas nada que atrapalhasse.

Monitoria

O Vila Rossa oferece monitoria para as crianças com diversas atividades pelo hotel, mas como eu contei lá no meu perfil do Instagram (Siga o Todas as Mães no Insta), nós estávamos entre amigos com filhos da mesma idade e, por isso, os pequenos preferiram brincar entre eles (o hotel é muito grande e nós ficávamos sempre por perto). Foram raras vezes que as nossas crianças ficaram na recreação, mas o pouco que participaram deu para notar que os monitores eram muito cuidadosos e atenciosos.

As atividades de um dos dias do hotel. Foto: arquivo pessoal

Muito espaço para as crianças correrem!! Foto: arquivo pessoal

Acomodações

Ficamos nos lofts, tipo um chalé, com 110m2 de área, dois banheiros, dois quartos (sendo um reversível para a sala), lareira, uma varanda que é praticamente um quintal e uma piscina privativa. Isso mesmo, uma piscina só para a família! Nos banheiros, sabonetinhos, shampoos e creminhos da Natura (amo!)!

Entrada do loft. Foto: arquivo pessoal

A área interna do loft, com lareira na sala. Foto: arquivo pessoal

Tcharam: a varanda com piscina privativa! Foto: arquivo pessoal

Mimos da Natura no quarto do hotel. Quem não ama? Foto: arquivo pessoal.

E uma dica muuuito legal: quem fica hospedado nesse loft tem permissão para levar o seu cachorro de pequeno e médio porte, seguindo algumas regrinhas do hotel + uma taxa (basta informar com antecedência, que o hotel te envia as infos). A taxa não é barata, mas super compatível com os hotéis para cachorro (com o ônus de você estar com seu cãozinho). Para quem sempre precisa pensar em um hotelzinho para os cães na hora de viajar – como nós – essa facilidade é providencial! Não levamos a nossa cadela Teca por outros motivos, mas seria super OK se ela tivesse ido. Entre as regras: os cachorros só podem ficar na área dos lofts e sempre com coleira. Eles recebem um kit boas vindas, com caminha, tapete higiênico, saquinho descartável, comedouro, bebedouro e 01 brinquedo (óoooinnn).

Gentilezas

No início da noite de sábado, com a temperatura diminuindo, uma funcionária do hotel bateu na nossa porta (estávamos tirando aquele cochilinho bom depois de um dia intenso de atividades com as crianças). Ela nos levou docinhos de leite (hummm), perguntou se queríamos que ela acendesse a nossa lareira e se estava faltando algo. Acho que são pequenos gestos de atenção como esse com os hóspedes que são capazes de fazer a diferença!

O hotel é grande e, embora caminhar por suas alamedas seja um convite ao sossego, também conta com uma van 24 horas que faz o leva e traz entre certos pontos, como os lofts, que ficam um pouco mais distantes (250 metros) da recepção/ restaurante.

Na hora de ir jantar, chamamos a van para nos levar até o restaurante e, assim, evitar a fadiga rs. Foto: arquivo pessoal

Não é o tipo de hotel que vai apenas família com crianças – é bem democrático e tem espaço para todos, inclusive para eventos como casamentos e convenções (quando fomos, estava rolando um encontro de uma turma de 35 anos de formados).

Lazer

O playground foi, de longe, o lugar mais frequentado pelas nossas crianças. É espaçoso, arejado, com chão de areia e com uma vista linda de planalto.  Além dos brinquedos do play e uma parede de escalada (todos em ótimas condições), a diversão era descer o morrinho de grama em pedaços de papelão, um verdadeiro tobogã verde. Foi ali também que reservei um tempinho só para mim para apreciar o pôr do sol em meio à Mata Atlântica.

O play: arejado, espaçoso e muito agradável. Foto: arquivo pessoal

Parede de escalada com todos acessórios e segurança. Foto: arquivo pessoal

Eu também me diverti no tobogã improvisado na grama! Foto: arquivo pessoal

Pare, olhe e respire: pausa para apreciar o pôr do sol. Foto: arquivo pessoal

O hotel também tem sala de jogos, brinquedoteca e carteado/ sinuca para os adultos.

Reserve um tempo para conhecer o lago, que fica no caminho oposto ao playground (se precisar, a van te leva até lá). No caminho, um convite à contemplação: redes para relaxar e curtir a vista. Só acho que poderiam ter mais redes espalhadas – só vi duas. Tem pedalinho, caiaque e tirolesa para adultos e crianças (para participar da tirolesa precisa ficar de olho na programação do hotel).

A caminhada até o lago é um convite à contemplação! Foto: arquivo pessoal

O lago, os pedalinhos e a tirolesa! Foto: arquivo pessoal

Academia, quadras de tênis, campinho de futebol e quadra poliesportiva fazem a alegria de quem precisa de movimento. Eu sou do time do SPA (rs). Fiz massagem shiatsu de meia hora e só não fiz sauna porque não curto. No hotel os adultos também são contemplados com atividades e “recreação”: os monitores organizam caminhadas, aulas de alongamento, artesanato e até bingo na beira da piscina.

Entrada do SPA do Vila Rossa. Foto: arquivo pessoal

O cardápio de opções do SPA: de serviços de salão a massagens. Foto: arquivo pessoal

O restaurante atende bem, a variedade de comida é boa. O esquema é pensão completa, ou seja, café da manhã, almoço, café da tarde e jantar inclusos. Bebidas não estão no pacote e, como em todo hotel, não são baratas. Levamos de casa algumas garrafas de vinho para tomar no quarto depois do jantar na sexta e no sábado (aquele momento relax que a gente adora). Também tem berçário com copa, mas não visitei.

Como em todo hotel bom que já fiquei, a hora de ir embora é penosa. Dá vontade de tirar muitos dias de folga e aproveitar mais do que o lugar oferece.

É hora de se despedir! Foto: arquivo pessoal

Hotel super aprovado por nós, não só atendeu como superou minhas expectativas! O melhor de tudo é que fica bem pertinho de São Paulo e você não perde muito tempo na estrada. Ainda quero voltar para São Roque e fazer o roteiro de passeios pela cidade, que é incrível! Leiam o post que fiz sobre passeios em São Roque com crianças, tenho certeza que você vai se inspirar!

Clique para conferir as ofertas do Vila Rossa no Zarpo

Leia também:

Viagem com a família: Santa Clara Eco Resort (review de hotel)

Pertinho de São Paulo: São Roque é uma ótima opção para a família

Frases de viagem

Hotel Vila Rossa

Viagens

Roteiro detalhado de 7 dias pelas montanhas rochosas no Canadá em um motorhome

De Banff a Jasper: confiram o nosso roteiro detalhado de 7 dias pelas montanhas rochosas no Canadá a bordo de um motorhome

Posso dizer com toda certeza que os dias pelas montanhas rochosas no Canadá em um motorhome com minha família (eu + marido + filhos pequenos de 4 e 6 anos) foi a viagem mais incrível que já fizemos até agora!

Foram meses de muita pesquisa e planejamento por aqui! E para ajudar futuros viajantes a se aventurar em uma jornada como essa, detalhei todo o nosso roteiro!

Nosso roteiro de viagem pelas montanhas rochosas estava pronto!

E continuo afirmando: ter um planejamento é muito importante sim. Mas não se prenda tanto a esses planos. Viajar de motorhome te dá essa liberdade, de não ter uma programação engessada e de não estar preso a reservas de hotéis.

Esse, com certeza, foi o post mais longo que já escrevi em todo o blog! Então se você estiver aqui para planejar o seu roteiro, não se esqueça de favoritar a página e voltar aqui sempre que quiser alguma informação!

É importante lembrar que dentro desse nosso roteiro daria para incluir mais lugares para visitar durante o dia. Mas estávamos com crianças pequenas e o mais importante em uma viagem em família é respeitar o ritmo dos pequenos. Não adianta visitar dezenas de lugares em um mesmo dia e ter crianças cansadas e estressadas! Preferimos um ritmo mais desacelerado, mas com crianças felizes e curtindo cada minuto do nosso passeio!

Aqui no blog já saíram outros posts sobre a viagem:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver

E agora o mais esperado:

Montanhas rochosas no Canadá de motorhome: roteiro detalhado

1º dia

Calgary: retirada do motorhome e supermercado

Campground: Tunnel Village I

Depois de 1 dia inteiro de passeio em Calgary (leia o post com o roteiro de Calgary aqui), acordamos no hotel, chamamos um táxi e fomos fazer a retirada do nosso motorhome na CanaDream, em Calgary. A nossa retirada estava marcada para as 12h.

Estacionamento de motorhomes na sede da CanaDream em Calgary. Foto: arquivo pessoal

Fomos recepcionados com um café da manhã na sede da empresa. Também havia mesinhas e giz de cera para distrair as crianças. Os pequenos ganharam livros de colorir e de atividades sobre toda a região das rochosas. O processo todo de retirada do motorhome dura em torno de 1h30. Saindo da CanaDream, fizemos uma parada estratégica no Canadian Super Store, um hipermercado, bem ao estilo de Walmart, para comprar mantimentos e produtos de higiene para os nossos próximos 7 dias a bordo de um motorhome.

Sem brincadeira, passamos 2 horas neste supermercado! Vou preparar um post só com a lista de compras!

Depois do supermercado, voltamos para o motorhome rumo a Banff. Eu já havia feito a reserva do campground do primeiro e segundo dia com antecedência através do site https://reservation.pc.gc.ca Neste site estão disponíveis todos os campgrounds que ficam dentro dos parques. Mas existem outros campings que não precisam de reserva, basta chegar e conferir se há vagas. Neste site você também pode comprar o ticket para entrar nos parques nacionais (nós compramos ali na hora, na portaria de entrada)

Como já era fim de tarde, ainda não havíamos almoçado e as crianças estavam empolgadissimas com o motorhome, optamos por ficar no campground e curtir o resto do dia por lá mesmo, além de ajeitar as compras e roupas nos armários do motorhome. Ou seja, não houve passeio, mas houve exploração no camping e muitas brincadeiras!

Nosso primeiro campground, o Tunnel Village I

2º dia

Banff – centro de visitantes

Surprise Corner

Hoodoo (vista do Bow River)

Morant’s Curve

Campgroung: Lake Louise Trailer Hard Sided

Acordamos cedo, preparamos um café da manhã, trocamos as crianças e nos despedimos do primeiro camping. Fomos em direção à cidade de Banff, nossa primeira parada. Você não pode estacionar o motorhome em qualquer lugar, existem vagas próprias para este tipo de veículo.

Fomos até o Centro de Visitantes e foi lá que compramos o Bear Spray. Você precisa ouvir toda a explicação e assinar um termo de uso.Também pegamos muitos folhetos e mapas da região.

Segundo dia: visita a Banff Town e parada no centro de visitantes

Depois do centrinho Banff, nossa próxima parada foi o mirante Surprise Corner, de onde você tem a vista de Bow Valley e do luxuosíssimo Fairmont Banff Springs Hotel.

Surprise Corner com vista para o Fairmont Hotel. Foto: arquivo pessoal

Seguimos adiante na estrada até a trilha de Hoodoo, na Tunnel Mountain Road. Um ponto rápido de parada para aproveitar o visual belíssimo de Bow River. Existem trilhas mais radicais e longas para os mais aventureiros. A que fizemos é bem tranquila de se fazer com crianças.

Hoodoo, uma vista deslumbrante! Foto: arquivo pessoal

Depois de Hoodoo, fizemos uma parada rápida no vistapoint de Morant’s Curve, que fica no final da Bow Valley Parkway. Morant é o fotógrafo que se tornou conhecido por seu registro do trem passando exatamente neste ponto. Tivemos uma p. sorte, pois assim que estacionamos o motorhome, já ouvimos de longe o barulho do trem se aproximando!  Já li relatos de turistas que passaram um bom tempo parados esperando o trem e nada. E é óbvio que como todo turista que para neste ponto, tiramos uma foto ao estilo “Morant’s Curve”!

Morant`s Curve: um dos cartões postais das montanhas rochosas. Foto: arquivo pessoal

De lá partimos para o campground que já estava reservado, o Lake Louise Trailer Hard Sided. Foi o único campground que ficamos que tinha energia elétrica na vaga. Sem querer descobrimos que o Bow River passava bem ali do lado do nosso motorhome e é claro que fomos molhar os pés naquela água tão transparente (e gelada rs).

3º dia

Lake Louise

Campground: Mable Campground (Kootney National Park)

Placa de Lake Louise. Foto: arquivo pessoal

Acordamos cedo e fomos direto para Moraine Lake. O estacionamento de Moraine Lake é bem pequeno e quando está lotado, a estrada que leva para o lago é fechada. E não deu outra: eram 8h e já estava tudo lotado. Partimos então para Lake Louise, lago mais conhecido da região e com infra bem maior, estacionamento gigante. Então fomos conhecer o lago mais lindo que já vi em toda a minha vida. Um verde que eu nem sabia que podia existir em um lago!

Lake Louise o lago mais exuberante que ja vimos. Ao fundo, a geleira Victoria. Foto: arquivo pessoal

Para tornar o dia mais incrível, era aniversário do marido e comemoramos em grande estilo. Fomos direto fazer um passeio de canoa pelo Lake Louise. É um passeio bem caro sim (120 dólares canadenses por meia hora), mas valeu cada centavo gasto, pois é uma experiência indescritível!

Ao final do passeio é possível comprar a foto que tiram de vocês na canoa. Você recebe a foto impressa e por email também

As canoas de Lake Louise comportam 4 pessoas, mas em Moraine Lake e Emerald Lake só cabem 3 pessoas em cada canoa.

Passamos horas em Lake Louise, praticamente o dia todo, e fizemos até uma trilha de quase 3 km até um dos mirantes. Você vai ver diversas trilhas, todas bem sinalizadas apontando a distância. Foi uma trilha um pouco puxada para as crianças, eles se cansaram na subida e pediram bastante colo (rs). Não se esqueça de ter sempre uma garrafinha de água. Paramos muitas vezes também para descansar. Vimos muita gente com mochilas próprias para carregar crianças menores nas costas.

Mirante no alto da trilha de Lake Louise: 3 km de caminhada. Foto: arquivo pessoal

Brincadeira de criança na beira de Lake Louise. Foto: arquivo pessoal

Neste dia estávamos sem camping reservado e por isso saímos de Lake Louise e fomos em busca de um campground para pernoitar. Passamos em 4 lugares e todos estavam lotados. Conseguimos vaga no Mable Campground, que fica em Kootney National Park, ou seja, não era mais no Parque Nacional de Banff, mas ficava bem pertinho.

E como procurar um camping? Como falei lá em cima, no 2º dia, passamos no Centro de Visitantes em Banff (mesmo lugar que compramos o Bear Spray). Lá nos deram um mapa das estradas que iríamos percorrer e sinalizaram todos os campgrounds que teriam pelo caminho. Na estrada, a gente cruza com placas indicando a distância do próximo camping. E quando o camping está lotado, eles já sinalizam na própria placa com a palavra “Full”, indicando que não há vagas. Desta forma você nem precisa se locomover até a entrada do campground – apenas seguir adiante até o próximo.

Também usei o aplicativo Overlander, que mostra no mapa os campings próximos.

Placas indicativas dos campgrounds ao longo das rodovias

Placa ensinando como funcionam os campings que não necessitam de reserva. Os campgrounds que precisam de reserva prévia custaram acima de CAD 40 na ocasião. Foto: arquivo pessoal

4º dia

Moraine Lake

Peyto Lake

Bow Lake

Campground: Mosquito Creek

Acordamos bem cedinho com o intuito de conseguir uma vaga no estacionamento de Moraine Lake e adivinhem? Mesmo chegando às 7h, a estrada já estava fechada. Aí o guarda nos deu a dica: voltar para o centrinho de Lake Louise (Lake Louise Village – onde também tem posto de gasolina, vale encher o tanque), estacionar o motorhome por lá e pagar pelo shuttle (van) que leva os visitantes até Moraine Lake. Não visitar este lindo lago estava fora de cogitação e foi a melhor alternativa que encontramos.

Moraine Lake: estacionamos o motorhome em Lake Louise Village e chegamos de shuttle. Foto: arquivo pessoal

Passamos um bom tempo explorando o entorno de Moraine Lake e depois ainda subimos no mirante que fica bem lá no alto das pedras (Rockpile) para ter uma visão esplêndida daquela paisagem! Muita gente (incluindo meu marido e filho) sobe até o mirante escalando as pedras, mas para quem não tem esse espírito aventureiro, tem uma pequena trilha que te leva até o mirante em 5 minutos.

Bem menos lotado do Lake Louise, o Moraine Lake chama a atenção pela sua cor azulada. Foto: arquivo pessoal

Moraine Lake. Foto: arquivo pessoal

Vista lá do alto das pedras de Moraine Lake

Vista do mirante de Moraine Lake. Eu juro pra você que não apliquei nenhum filtro nem correção de cores. Não é espetacular?

Voltamos para o camping para preparar o almoço e em seguida fomos para Peyto Lake. A dica que nos deram era para ir para Peyto Lake por volta das 19h, pois a posição do sol daquele horário fazia com que a luz refletisse uma cor bem azul do lago. Seria muito tarde para ir com as crianças e preferimos ir às 17h mesmo, mas nem por isso deixamos de ficar deslumbrados com o visual. No Peyto Lake a gente não chega perto do lago, conseguimos ver só pelo mirante mesmo. Há uma pequena trilha de asfalto para chegar até o mirante, mas muito tranquilo de ir com crianças.

A trilha para chegae até o mirante de Peyto Lake. Foto: arquivo pessoal

A vista de Peyto Lake. Foto: arquivo pessoa;

Antes de voltar para o camping, paramos em Bow Lake, um lugar muito tranquilo (diferente de Moraine Lake e Peyto Lake, que têm uma pegada bem turística), muito parecido com uma praia.

A tranquilidade de Bow Lake. Foto: arquivo pessoal

Voltamos ao campground e as crianças brincaram bastante por lá. O Bow River passa logo na entrada do camping, o que nos garantiu bastante entretenimento. As crianças adoravam brincar na beira do rio e esse envolvimento com a natureza o tempo todo que deixou a viagem mais incrível ainda. Estávamos inseridos na natureza 24 horas por dia durante 7 dias.

5º dia

Icefileds Parkway

Columbia Icefileds Centre (tour para geleira Athabasca e Skywalk )

Jasper

Acquatic Centre

Pizzaria Famoso

Serviço de lavanderia

Campground: Overflow Campground Jasper

Esse foi o dia que mais rodamos! Logo cedo pegamos, finalmente, a Icefileds Parkway (Highway 93 north), também conhecida como a estrada mais bonita do mundo, em direção a Jasper. Como era de se esperar, passamos por paisagens de tirar o fôlego ao longo dos 232 Km de estrada.

Tivemos o privilégio de presenciar o nascer do sol na Icefields Parkway

Senhoras e senhores: a Icefields Parkway! Foto: arquivo pessoal

Pausa para uma selfie na estrada mais bonita do mundo. Foto: arquivo pessoal

Paramos em Columbia Icefields Centre e compramos tickets para dois passeios (só dá para fazer os dois passeios juntos): tour para geleira Athabasca e Glacier Skywalk. Posso adiantar que é um passeio caro, mas impressionante. Gastar ou não com passeios caros é algo muito pessoal. Nós decidimos curtir a experiência por inteiro, fazer tudo o que estivesse ao nosso alcance… Sinceramente, não acho que vamos voltar nas montanhas rochosas tão cedo (vontade é o que não falta, mas o mundo é muito grande pra repetir destino), então a nossa opinião é aproveitar o quanto puder! Mas lógico que gastos assim devem fazer parte do orçamento na hora de planejar. A gente já sabia do valor antes da viagem, quando consultei o site www.banffjaspercollection.com

O motorhome (ou o carro) fica no estacionamento do Columbia Icefileds Centre enquanto os turistas saem de ônibus até os dois pontos a serem visitados. Primeiro vamos até uma estrada, onde trocamos de ônibus e subimos no Ice Explorer, uma espécie de trator que nos leva até as geleiras. É um passeio meio “Disney” (rs), o motorista é super empolgado e faz piadas o tempo todo. Para chegar até as geleiras descemos (e na volta subimos rs) uma ribanceira de dar um friozinho na barriga (e aí você entende o motivo de estar em cima de um ônibus-trator!). Ficamos cerca de 15 minutos na geleira Athabasca e depois o trator nos leva de volta para pegar o ônibus que nos levará até Glacier Skywalk, uma passarela de vidro de 1km de extensão que fica a 280 metros do chão, com vista para o Sunwapa Valley. No total, a programação  dura cerca de 2h30, 3h. Então leve agua, vá ao banheiro antes (não tem banheiro nas atrações) e leve casaco, pois na geleira é muito frio.

O Ônibus trator que nos leva até a geleira Athabasca

Dica para quem está indo com crianças: leve uma meia a mais e, se possível outro calçado na mochila, já que eles são exploradores por natureza e podem molhar o tênis na geleira. Pelo menos foi o que aconteceu com o meu filho rs. Como não tinha nenhuma troca, o jeito foi dar a minha meia pra ele! Vi um grupo de pessoas nas geleiras suuuuper preparadas: elas tinham capas de borracha para os sapatos, como uma bota maleável! Também tinha bastante gente com garrafinha vazia para encher com a água que escorria pelo chão das geleiras!

Skywalk Glacier, a plataforma de vidro na Icefields em cima de um penhasco

Tem coragem? Passarela de vidro de 1 km de extensão a 280 metros do chão!

Depois desse passeio incrível, voltamos para o motorhome e seguimos viagem pela Icefileds Parkway. Chegando em Jasper, fomos até o centro de visitantes para nos informar sobre campings, uma vez que não tínhamos nenhuma reserva e todos os que passamos na estrada estavam lotados. Descobrimos que quando os campgrounds da região ficam cheios, a cidade abre o “Overflow”, que na verdade é um grande descampado sem nenhuma estrutura: basta chegar e estacionar o seu motorhome (ou montar a barraca). Foi o que nos salvou neste dia! Existe um Overflow em Lake Louise também.

É em Jasper que fica a estação de trem da Via Rail Canada. Existem muitos trajetos de trem pelo Canadá e tem até uma agência brasileira especializada na Via Rail para você planejar a sua viagem. Um desses trajetos faz o caminho das rochosas canadenses e leva o viajante de Jasper até Vancouver. Pensamos em fazer este percurso de trem, mas não teríamos como e nem onde devolver o motorhome, uma vez que a empresa de aluguel de motorhome fica em Calgary. Então no planejamento você precisa escolher: ou viaja de trem ou de motorhome.

Ainda pelo centro de Jasper, para amenizar o calor que fazia, descobrimos o Acquatic Centre, tipo uma academia com day use com piscina coberta a preços simbólicos. No total, para 4 pessoas, pagamos cerca de dez dólares canadenses. Foi ótimo porque as crianças estavam cansadas de tanto andar e puderam relaxar e brincar na piscina.

Relax e brincadeiras no Aquatic Centre em Jasper

Por do sol em caminhada pela cidade de Jasper. Foto: arquivo pessoal

Já era noite (no verão anoitece muito tarde, só depois das 21h) e optamos por uma pizza. Escolhemos a Famoso Pizzeria! Muito boa, a pizza é deliciosa e ótimo custo benefício. Embaixo da pizzaria tem uma lavanderia que nos salvou! Levamos uma boa muda de roupas para lavar e secar!

Mais uma volta pelo centrinho, um sorvete com as crianças e já era hora de seguir para o Overflow Campground Jasper, que ficava há meia hora dali.

É importante saber que em muitos pontos dessa viagem (como a própria Icefileds Parkway) não pega sinal de celular. Então aproveite para usar a internet em Jasper, pois nos campings ao redor não tem.

Em momentos que a internet pegava eu aproveitava para entrar no site https://reservation.pc.gc.ca e verificar sem algum dos campgrounds oficiais tinham vagas liberadas. Consegui de última hora reserva para os dois últimos dias no nosso caminho de volta: em Johnston Canyon e Tunnel Village.

A noite no Overflow Campground Jasper foi horrível, quase um perrenguinho de viagem rs. O tempo virou totalmente, a madrugada foi de muita ventania forte (o motorhome balançava tanto que parecia um avião com turbulência) e as pessoas que estavam acampadas em barracas tiveram que entrar nos carros. O dia seguinte amanheceu feio, muito nublado e chuvoso.

6º dia

Caminho de volta para Banff 

Pyramid Lake

Athabasca Falls

Herbert Lake

Campground: Johnston Canyon

A viagem até Jasper acabara e era hora de fazer o caminho de volta. Percorremos novamente os 232km da Icefileds Parkway, mas o dia estava muito feio e nublado. Paramos o motorhome rapidamente em Pyramid Lake só para preparar um café da manhã. Depois visitamos as quedas d’agua impressionantes de Athabasca Falls e seguimos adiante.

Mesmo no verão, o dia amanheceu nublado e chuvoso. Foto: arquivo pessoal

Café da manhã na beira do Pyramid Lake, em Jasper. O dia começou muito feio e nublado. Mas era apenas o início da manhã… Foto: arquivo pessoal

A força das aguas em Athabasca Falls

No Herbert Lake, já com o tempo melhor, Teodoro e o pai ousaram um mergulho gelado! De volta para o motorhome, fomos conhecer o Lake Louise Ski Resort para fazer um passeio na gôndola (e ter a vista de Lake Louise e quem sabe avistar ursos lá de cima). Mas o tempo havia fechado novamente e a gôndola não funciona com chuva e vento.

Um mergulho gelado em Herbert Lake. Foto: arquivo pessoal

Chegamos no campground de Johnston Canyon (que eu havia conseguido fazer uma reserva pela internet no dia anterior), onde fica a cachoeira Johnston Canyon Falls, nosso passeio do dia seguinte.

7º dia

Johnston Canyon Falls

Emerald Lake (Yoho National Park)

Campground: Tunnel Village I

No último dia de motorhome, a nossa programação começou em Johnston Canyon Falls, que ficava no campground que estávamos. A gente percorreu uma trilha pavimentada somente até a primeira queda.

Uma pequena trilha nos leva até a queda d’água de Johnston Canyon. Foto: arquivo pessoal

De última hora, decidimos ir até o Emerald Lake, que fica no Yoho National Park. Foi um dos lagos mais lindos que conhecemos nesta viagem, ao lado de Lake Louise e Moraine Lake. Um verde indescritível e cenários para fotos maravilhosas!

Emerald Lake: um visual muito melhor do que do início da manhã., né?

Eu, preparando o tripé para tirar uma foto da nossa família com esse lago incrível ao fundo (Emerald Lake). Foto: arquivo pessoal

Finalizamos o dia no Tunnel Village I, o mesmo campground que ficamos no primeiro dia. Arrumamos tudo e nos preparamos para seguir até Calgary na manhã do dia seguinte e entregar o motorhome na CanaDream.

Um brinde ao último dia de viagem de motorhome. Se eu faria de novo? Sem dúvida nenhuma!!!

Ah, lembram-se do Bear Spray que compramos no centro de visitantes em Banff? Não usamos (ufa) e entregamos na CanaDream.

Depois de fazer a devolução do motorhome, chamamos um táxi que nos levou até o aeroporto. A viagem continuou em Vancouver, mas isso fica para o próximo post!

Leia também:

Planejando a viagem de motorhome

Como é viajar de motorhome pelas montanhas rochosas no Canadá

1ª parte da viagem: roteiro de 1 dia em Calgary

3ª parte da viagem: roteiro de 5 dias em Vancouver

Frases de viagem:

 

 

Viagens

5 dicas preciosas para viajar com os filhos

Viajar com os filhos é uma delícia e importantíssimo para relaxar e curtir os bons momentos com a família! Viagem é uma experiência que fica para sempre na nossa memória e, isso, ninguém tira de você! Mas, viajar com crianças pode não ser tão simples assim e necessita de uma dose extra de planejamento. O ritmo dos filhos não é o mesmo que o dos pais, assim como suas necessidades e seus horários. Portanto, para a sua viagem não acabar em um estresse desnecessário, separei algumas dicas que, com certeza, irão te ajudar a organizar a viagem com os filhos. São dicas fáceis de seguir e que farão a maior diferença! Depois disso, já pode começar a contagem regressiva para a viagem!

Teodoro, aos 11 meses, chegando no hotel em Miami.

1. Planejamento

Faça um roteiro com os lugares que gostaria de conhecer no destino da viagem e pesquise se há atrações voltadas para as crianças. É interessante ter opções que agradem os adultos e outras que agradem as crianças. Assim também fica mais fácil de negociar quando os filhos começam a ficar impacientes em um determinado passeio. É legal também já ter anotado algumas dicas de restaurantes para almoçar e para jantar. Mas não precisa ser tão rígido com o roteiro: não descarte mudanças de passeios ou opções novas que forem surgindo no meio da viagem!

2. Mala de viagem

Sabemos que arrumar a mala dos filhos não é tarefa fácil, principalmente se as crianças forem muito pequenas. Não confie na sua memória! Faça antes uma lista com todos os itens necessários. Informe-se sobre a previsão de tempo do seu destino para decidir quais roupas levar. E lembre-se que criança suja roupa muito fácil, então o ideal é levar trocas a mais. Para os bebês, faça uma mala extra com itens de alimentação, como mamadeira e leite em pó, papinhas prontas etc. Não se esqueça das fraldas!

3. Saúde das crianças

Prevenir-se nunca é demais! Leve para a viagem um nécessaire contendo os remédios que os filhos estão acostumados a usar em casa, como antitérmico, antialérgicos, termômetro e primeiros socorros. Vale conversar com o pediatra antes, se necessário. Leia os posts que escrevi “Quais remédios levar em uma viagem com crianças”  e “A importância do seguro viagem

4. Converse sobre o tempo de viagem

Frase clássica de toda criança em uma viagem: “Mãe, tá chegando?”. Não tem como escapar, mas é interessante conversar com a criança antes de saírem de casa e explicar o que vai acontecer. Se a viagem for longa, não minta: explique que vai demorar sim, mas que vocês podem inventar coisas legais para fazer durante o trajeto.

“Mãe, tá chegando?” “Filha, a viagem de 10 horas ainda nem começou” rs Quem nunca ouviu essa frase?

5. Entretenimento na viagem

E completando o item anterior, faça uma malinha de mão para os filhos não se entediarem fácil durante a viagem. Separe brinquedinhos que eles gostam, giz de cera e papel para desenhos, filminhos no tablet ou celular e lanchinhos fáceis de carregar. Leve na bagagem bastante paciência também, pois a rotina muda bastante e algumas crianças precisam de um certo período de adaptação nos horários. Leia o post “O que levar na bagagem de mão em uma viagem de avião

Com essas dicas de viagens com os filhos, o final de semana ou as tão sonhadas férias podem ser muito mais prazerosas e fáceis de aproveitar. São essas viagens em família que ficam na lembrança de infância dos filhos, então curta muito esse momento tão especial! Eu costumo usar muito o Hotel Urbano para comprar passagens aéreas e reservar os hotéis. E não foi à toa que resolvi me afiliar ao grupo. Vale a pena conferir as promoções que eles fazem!

Ah, e não se esqueça de tirar muitas fotos!