Saúde & Alimentação

Crises alérgicas e resfriados nas crianças: dicas para enfrentar o inverno com saúde

O inverno acabou de começar e eu já estou por aqui com ele! Aqui em casa as gripes e os resfriados estão de marcação cerrada com meus filhos e meu nível de estresse está lá no alto.

A minha filha de 2 anos tem rinite e, por conta dessa alergia, qualquer resfriadinho pode virar uma dor de cabeça! Para terem ideia, ela pegou uma gripinha que foi piorando aos poucos, chegou numa tosse braba, com peito chiando, até que a pediatra achou melhor fazer o tratamento com antibiótico, antes que virasse uma infecção respiratória mais séria. No penúltimo dia de antibiótico, depois de quase 10 dias, o que acontece? A filhota me volta pra casa com o nariz escorrendo, espirrando e saindo secreção pelo nariz. What??????? Tipo…mal guardei o inalador e já terei que tirar da caixa de novo!

Por trás de uma criança resfriada há sempre uma mãe cansada

Outono e inverno são as estações-pesadelo das mães! E dos pediatras! Hoje estava falando com a pediatra pelo WhatsApp e comentei: “não vejo a hora de terminar o inverno”. E ela: “nem me fale!” :/

Bom, paciência, agora é esperar a primavera chegar (isso só acontecerá em setembro affff) e tomar algumas atitudes que minimizem as crises alérgicas.

O Dr. Lucio Colamarino Cury, pediatra, alergista e imunologista, diretor da Clínica Pediátrica Santa Isabella, explica que a mudança de tempo pode causar inflamação na mucosa e em seus vasos sanguíneos, criando um edema que congestiona e acumula secreção, podendo levar à crise. “Com a oscilação de temperatura, qualquer pessoa pode apresentar sintomas respiratórios, mas são pacientes alérgicos os que mais sofrem. Por vezes, mesmo com a asma controlada, tomando todos os remédios corretamente e ficando longe de ácaro e pó, o peito pode chiar, por exemplo”.

© Mzagajewska | Dreamstime.com - Catarrh

© Mzagajewska | Dreamstime.com – Catarrh

Por isso, vale ficar atenta a algumas dicas do Dr. Lucio Colamarino Cury e da Dra. Sonia Liston, pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos:

>> Limpeza e ambientes arejados

Mesmo com esse frio, é importante arejar os cômodos da casa, deixando as janelas abertas para circulação de ar. Troque a roupa de cama 1 vez por semana e use capas de travesseiros antiácaros.

Na faxina, é recomendado utilizar aspirador de pó com filtro H.E.P.A., que filtra ácaros.

Aquele cobertor que estava guardado desde o inverno passado, assim como os casacos, devem ser lavados antes de usados.

>> Ar condicionado e aquecedor: evite

O ar condicionado é outro vilão, como afirma o alergista: “ele diminui a umidade do ar e, concomitantemente, resseca e inflama a mucosa da via aérea, assim como a secreção, que fica mais espessa e receptiva a vírus e bactérias, tornando-se um ótimo meio de cultura para predispor infecções”.

>> Não tomar friagem

Não é só papo de mãe, não. É importante tentar evitar as mudanças de temperaturas – principalmente aquelas que sofremos quando saímos de um ambiente quente para um frio, ou vice-versa.

>> Higiene

A Dra. Sonia Liston, pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, lembra de procedimentos simples do dia a dia, mas que fazem toda a diferença: “É fundamental a hidratação das mucosas nasais com soro fisiológico e a limpeza das mãos com álcool gel, água e sabão depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro, antes de comer e de tocar os olhos, boca e nariz”.

>> Evitar aglomerações

De acordo com Sonia Liston, os vilões da saúde muitas vezes são os lugares mais frequentados pela população, de uma maneira geral, como shoppings centers e supermercados. Além dos transportes públicos e outros locais onde há um grande aglomerado de pessoas

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