Saúde & Alimentação

Dor de garganta viral e bacteriana: dicas para amenizar a infecção

Em um post anterior, contei que passei duas tardes no pronto socorro com meu filho por conta de uma amigdalite. Ele passou alguns dias com febre (até então pensava ser um resfriado), depois começou a reclamar um pouquinho de dor de garganta e quando fui ver, suas amigdalas estavam cheias de pus. Em poucas horas ele mal conseguia falar, parecia ter uma batata na garganta.

Depois de alguns exames, foi diagnosticado amigdalite bacteriana e agora ele está sendo tratado com antibiótico. Não foi a primeira vez que um dos meus filhos ficou com dor de garganta… Quem já passou por isso sabe o quanto é ruim ver as crianças sofrerem com amigdalite! Eu mesma lembro de ter tido muitos episódios de dor de garganta quando criança.

O que eu não sabia é podemos diminuir os riscos de contágio e amenizar as infecções já instaladas. As dicas são da Fernanda Dacache, gerente médica da unidade MIP (medicamento isento de prescrição) do Aché Laboratórios:

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Em geral, a dor de garganta viral é mais comum em crianças de até 2 anos. Já a dor de garganta bacteriana costuma surgir entre 3 e 6 anos.

• Estimule a ingestão de bastante líquido. A água pode ajudar a diminuir as secreções na garganta e fluidos quentes contribuem para o alívio da irritação. Hidratar o corpo ajudará a combater infecções e a aliviar dores rapidamente;

• Use umidificadores ou tratamentos a vapor para obter alívio. A fumaça dos umidificadores pode ajudar a aliviar as dores de garganta. Só tome cuidado para não deixar o ambiente desconfortavelmente úmido ou frio;

• Estimule a criança a tomar banhos todas as manhãs e noites, em uma temperatura que produza vapor. O banho ajudará a limpar o corpo, oferecendo uma sensação refrescante;

• Manter uma rotina de sono à noite é muito importante. Enquanto os sintomas persistirem recomenda-se um repouso de onze a treze horas de sono;

• Oriente a criança a lavar as mãos frequentemente. Como nossas mãos são vetores para bactérias, ao tocarmos no rosto e outros objetos, aumentamos a probabilidade de transmissão de bactérias e vírus;

• Procure o médico a qualquer sinal de alarme, como queda importante do estado geral, febre alta persistente, cefaleia intensa e/ou alterações de comportamento.

Também é importante saber que nem sempre a dor de garganta é causada por bactérias. Segundo Fernanda Dacache, na maioria dos casos de crianças pequenas, a dor de garganta é causada por vírus: “Mais comum em crianças de até 2 anos, o contágio se dá por contato com saliva infectada ou outras secreções. Além da dor de garganta, os pequenos também podem apresentar dor no corpo, tosse, coriza, obstrução nasal e mal estar. É comum que a infecção viral seja resolvida entre cinco e sete dias pelo próprio organismo e os medicamentos utilizados durante o quadro destinam-se ao alívio dos sintomas. Caso a infecção permaneça após esse período é necessário procurar um médico”, esclarece.

Já a dor de garganta causada por bactérias costuma surgir entre 3 e 6 anos, podendo variar. “Afeta diretamente as amígdalas, pois neste período o tecido da região começa a se desenvolver, o que predispõe as infecções. O quadro provoca febre alta e persistente, comprometendo o estado geral da criança, precisando de tratamento com antibióticos que são comercializados sob prescrição médica”, aponta a especialista.

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