Cinema e TV

A Galinha Pintadinha na telona dos cinemas

No dia 1º de dezembro estreia em curta temporada nos cinemas de todo o Brasil a “Galinha Pintadinha Mini na Telona”! Está aí uma oportunidade e tanto para os pais que sonham em levar os piticos ao cinema!

O conteúdo desenvolvido para o cinema é uma seleção especial dos melhores momentos da série ainda inédita em um único capítulo. “O material foi cuidadosamente produzido para divertir pais e filhos, apresentando novas histórias da família da Popó e de seus amigos mais amados, como a Borboletinha, as Divas, a Baratinha e as Naftalinas”, conta Marcos Luporini, um dos criadores da Galinha Pintadinha.

Minha filha vai amar! Nós nunca conseguimos ficar até o final das sessões no cinema, até mesmo pela duração dos filmes, que é de 90 minutos – muito longo para uma criança de 1, 2 anos. A “Galinha Pintadinha Mini na Telona” tem duração de 50 minutos. Muito mais fácil de atrair a atenção dos piticos. Sem falar do amor que as crianças têm pela Popó!

O trailler pode ser visto aqui:

Os ingressos já estão à venda pelo ingresso.com

Serviço:
Galinha Pintadinha Mini na Telona
Quando: A partir de 1° de dezembro
Redes participantes: Cinemark, Kinoplex, Cinesystem, Centerplex, GNC Cinemas e UCI
www.galinhapintadinhamini.com.br/natelona

Recomendo

C&A lança coleção de moda praia infantil em parceria com a Cia. Marítima

Para quem está em busca de maiôs e biquínis infantis, a C&A promete arrasar neste verão com as peças da coleção da Cia. Marítima, que serão lançadas nesta quinta-feira.

Em sua primeira parceria, as marcas apresentam também peças de moda praia para mulheres e homens. A C&A Collection Cia. Marítima chega no dia 25 de novembro à loja virtual (cea.com.br) e em lojas selecionadas do Brasil a partir do dia 29.

Fiquei apaixonada!! Confiram as fotos abaixo:

  • Fotos: Lu Prezia

Confiram também post com os principais lançamentos de moda praia infantil clicando aqui.

Desabafo

Mãe não é (e nem tem que ser) supermãe

Na última semana rodou na rede a foto mostrando Melissa Wardlow trabalhando como fotógrafa em um jogo de futebol americano, ao mesmo tempo que carregava seu filho de 3 anos e o caçula de 8 meses no canguru. A foto foi publicada no The Dallas Morning News e a fotógrafa foi chamada de “ultimate multitasking” ou “mãe multitarefa”. A foto é de setembro, mas só agora que tomou uma proporção maior no Brasil.

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Um filho de 3 anos nas costas, outro de 8 meses na frente, mamadeira em uma mão, câmera na outra e muito trabalho

As pessoas (e eu também faço isso sem querer) têm a mania de achar lindo ser uma supermãe. Mas será que quando cultuamos essa mãe multitarefas – aquela que faz de tudo um pouco tão bem – não estamos também renegando ajuda, seja do pai ou de outro cuidador? Não cabe a mim criticar nem julgar, apenas estou fazendo um convite à reflexão.

Nessa foto muitas veem uma mãe guerreira, que não se abala com as dificuldades e carrega literalmente os filhos para o trabalho. Outras pessoas têm outro ponto de vista e enxergam uma mãe sobrecarregada, precisando de ajuda.

O pai é o treinador de um dos times que estava jogando. Ao que tudo indica, ele estava trabalhando e não podia ficar com as crianças (ops, mas a mãe também estava trabalhando e mesmo assim ficou com as crianças. Ah táááá).

Não quero fazer mimimi, não é isso. Mãe faz de tudo e mais um pouco sim, segura o rojão, é guerreira, aguenta dois, três, quatro filhos no colo, se necessário! Mas não tem que ser assim, não temos que aplaudir uma situação dessas. Você consegue imaginar o quão difícil deve estar sendo para essa mulher carregar os dois filhos, além da câmera (que não deve ser nada leve), mamadeira AND fazer fotos boas de um jogo de futebol??! No mínimo, está desconfortável!

Não cabe a mim julgar essa cena… até porque uma foto não diz tudo (lembram-se da enxurrada de julgamentos que aquela mãe americana recebeu após ser clicada no aeroporto digitando no celular enquanto o bebê estava dormindo no chão sobre uma mantinha?). Eu só acho que não é bacana a gente achar o máximo uma mãe sobrecarregada! Porque é o que eu vejo (ela pode achar a situação OK, mas a minha leitura da foto é essa). Se fosse um pai no lugar dela (em geral mais forte fisicamente) muito provavelmente teríamos comentários do tipo “ó que paizão” :/

Por trás da polêmica foto existe uma verdade que ainda virá à tona. Talvez ela tenha brigado com o marido no final do dia dizendo “p., custava você ficar com o mais velho, pelo menos?” hahah é o que eu teria feito!

Impossível não lembrar da “mãe multitarefas” agora, com a proximidade das férias escolares! Eu, por exemplo, adoro ficar com meus filhos, mas nas férias é bem puxado, fico sozinha com eles, não tem ninguém para me ajudar em casa durante o dia (#indiretinha) e eles pegam fogo!

Dou conta dos dois nas férias com aquela energia pipocando das 8h às 21h? Tenho que dar, ué! Mas não sou uma supermãe! É preciso lembrar que eu fico cansada, exausta e muito sobrecarregada, porque além de ficar/brincar/cuidar/alimentar/educar as crianças, eu ainda tenho zilhões de coisas para fazer e dar conta.

Eu seria uma supermãe se eu passasse o dia inteiro brincando/cuidando/alimentando/educando as crianças sempre com disposição, sorriso no rosto e jamais com o celular na mão. Se eu SEMPRE seguisse as dicas das psicólogas quando há algum atrito (abaixar para falar, não deixar de castigo, disciplina positiva etc etc). Se todos os dias eles tivessem uma comidinha fresquinha, saudável e nutritiva feito pela mamãe, como os pratos que aparecem no Instagram. Se eu fizesse os passeios mais legais com eles durante as férias. Se eu NUNCA ligasse de eles se sujarem de tinta. Se eu nunca reclamasse da bagunça em casa. Se eu nunca tivesse preguiça de dar banho ou de escovar os dentinhos deles. Se eu nunca “esquecesse” de dar aquela vitamina de uso contínuo. Se mesmo depois de um dia cansativo, eu estivesse esbanjando meu charme às oito da noite com as olheiras devidamente maquiadas. Se eu nunca dormisse de calça de moletom e camiseta velha (e sim uma linda camisola de cetim). Se eu acordasse todos os dias às 7h da manhã brincando e fazendo cócegas nas crianças na cama. Se minha casa fosse todo dia limpa e perfumada. Hahahahahah…Não!

Se um dia você vir uma mãe sobrecarregada, não aplauda. Ofereça ajuda!

Não é fácil, mas também não quero me vitimar, afinal é uma escolha minha. Vem lavar uma louça ou me convidar para almoçar fora (cas criança tudo) que já fica tudo certo!

Mas eu confesso que já tentei ser uma supermãe. No dia de apresentação esportiva e cultural da escola dos meus filhos, calhou que a entrega de faixa do judô do meu filho e a aula aberta de inglês da minha filha caíram no mesmo horário, só que em ambientes diferentes. Eu deveria pensar: tudo bem, meu marido acompanha um dos filhos enquanto eu acompanho o outro. E que bom que tenho essa possibilidade. Mas não. Eu quis acompanhar as duas apresentações ao mesmo tempo. Enquanto a caçula cantarolava e saltitava distraída no inglês, eu saí de fininho e fui até a porta espiar meu filho, que estava na quadra embaixo lutando judô. Resultado totalmente frustrante: enquanto eu dava minha olhadela no mais velho lá da varandinha do primeiro andar para a quadra, a professora me chamou: “A Alice está chorando porque ela percebeu que você não estava lá”.

Fui correndo abraçar a minha filha, tomando consciência da grande besteira que eu fiz com ela. Por alguns minutos minha filha perdeu a confiança e não queria mais me largar, não se sentia mais à vontade de ir dançar com os amiguinhos. Ela me abraçava e eu afirmava que eu não ia mais sair, que eu ficaria só com ela agora. Finalmente eu entendi que se eu estava lá naquela sala, eu devia estar por inteira, pois ela precisava de mim naquele momento. O mais velho não estava desamparado, já que o pai estava cumprindo o seu papel, dividindo comigo a responsabilidade de estar presente em um momento especial do nosso filho. Ou seja, eu bem que podia ter me despido da capa de supermãe e aceitar que uma pessoa não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Definitivamente eu não sou uma supermãe. Eu não quero ser uma supermãe! Não dá certo!

E, gente, ela não existe!