Saúde & Alimentação

Mitos e verdades sobre a febre nas crianças

Hoje minha filha apareceu com uma febrinha do nada. Putz, como uma febre nos filhos desanima a gente, né? A gente fica ansiosa para ter logo um diagnóstico rápido e preciso, mas nem sempre isso acontece. Então surge aquela ansiedade e preocupação que só vai embora quando nosso filho está 100% bom de novo!

Por coincidência hoje recebi esse conteúdo produzido pela pediatra Denise Katz para o Alivium, marca de antitérmico. Ela esclareceu alguns mitos e verdades sobre a febre nas crianças e eu vou reproduzir aqui para vocês.

Mas sempre, sempre, sempre, sempre, sempre consultem a/o pediatra!

Febre em crianças

O corpo entende que agentes externos estão lhe atacando e contra-ataca se aquecendo como uma forma de não permitir que uma possível infecção se prolifere. Essa é a febre! / Photo via Visualhunt

A temperatura normal do nosso corpo se mantém em torno de 36,5°C. Quando atinge os 37,8°C ou mais passamos para o estágio chamado febre e este é o principal indício de que algo não vai bem em nosso organismo. Neste momento, o corpo entende que agentes externos estão lhe atacando e contra-ataca se aquecendo como uma forma de não permitir que uma possível infecção se prolifere. Mas, em que momento a febre passa de um alerta para uma situação preocupante? Confiram as respostas da Dra. Denise Katz:

A febre é causada apenas por infecção?
Mito
. Na maioria dos casos, a febre em crianças é causada pela presença de alguma infecção, podendo variar entre viral ou bacteriana. Outras causas menos comuns de febre são as inflamações, doenças oncológicas como as leucemias, doenças autoimunes, etc. Porém, em casos assim a febre é prolongada e chega a durar semanas.

Febre deve sempre ser tratada?
Verdade. A febre merece ser tratada, pois ela induz a uma sensação de mal-estar, dor de cabeça e recusa alimentar. O ideal é combinar hidratação, descanso e medicamentos com efeito antitérmico para aliviar a sensação de mal-estar.

Espero para medicar a criança apenas depois de passar por atendimento médico?
Mito. Recomenda-se medicar a criança que se apresenta com febre, mesmo que ela ainda vá ser avaliada pelo médico, pois isso diminuirá o mal-estar causado pela alta temperatura e, principalmente, o risco de apresentar uma convulsão febril. Em bebês na faixa etária entre 6 meses e 5 anos é comum a ocorrência da convulsão febril, situação que acontece geralmente com a subida rápida da temperatura.

Banho frio trata a febre?
Mito.
 Banhos mornos e compressas frias fazem parte dos métodos físicos de normalização da temperatura, mas, apesar de serem muito úteis, nem sempre são suficientes no tratamento da criança com febre.

Os sintomas que acompanham a febre são mais alarmantes que a própria febre?
Verdade. 
A febre é o principal indício de que algo não vai bem. Quando a febre surge sem qualquer outro sintoma, a criança deve ser logo avaliada pelo pediatra. Quando há sintomas gripais, por exemplo, orientamos apenas medicamentos sintomáticos, que ajudam no controle dos sintomas. Já quando a febre dura mais do que 72 horas, torna-se imprescindível a avaliação de um médico e por vezes também a coleta de exames.

Febre em recém-nascidos é uma emergência sempre?
Verdade. 
Recém-nascidos e lactentes menores de 6 meses exigem que os pais procurem orientação médica com emergência, pois ainda não receberam todas as doses das vacinas consideradas básicas da infância. É importante que os pais fiquem atentos também se os bebês apresentam recusa alimentar, sinais neurológicos como sonolência, olhar parado e convulsões e manchas na pele de aparecimento súbito. Ainda é importante relatar ao pediatra se a febre tiver duração de mais de 3 dias.

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