Planejar a viagem

Perrengues de viagem: como evitar uma virose

Quem nunca passou por um perrengue em viagem que atire o primeiro passaporte! Perrengues, saias justas, apertos e sufocos… Passar por situações assim, principalmente quando estamos com crianças não é nada legal, mas infelizmente ninguém está livre de passar por um contratempo :/

Coleciono já algumas histórias – umas com crianças e outras da época de solteira. Então agora está lançada a série “Perrengues de Viagem” aqui no blog, onde vou compartilhar uma história diferente que já passei pelas viagens que fizemos! Prometo que tentarei soltar um post desse 1 x por semana!

Você pode salvar no Pinterest e ler depois:

virose

E se você também já passou por algo semelhante e queira participar deste espaço, basta escrever para todasasmaes@gmail.com e contar a sua história!

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A importância de contratar um seguro saúde antes de viajar

Se tem uma recomendação que posso dar para as famílias que estão planejando uma viagem é: não abra mão do seguro viagem! Sem ele, um contratempo pode se tornar uma grande dor de cabeça!

foto: pexels.com

Quando fomos para Miami, o Teodoro foi brincar em um dos parquinhos que tinham ao longo da Ocean Drive e caiu com a mão no chão. Chorou bastante e em pouco tempo o pulso estava bem inchado. Mediquei com um analgésico que tinha levado (leia aqui o post sobre “Quais remédios levar em uma viagem com crianças”) e aguardamos mais um pouco. O pulso continuava a inchar e, em conversa com a pediatra deles por Whatsapp, decidimos levá-lo a uma clínica.

O seguro saúde que eu havia contratado tinha uma cobertura de US$ 24.000 e funcionou muito bem. Ligamos para o número indicado no voucher, relatamos o ocorrido e em poucos minutos nos retornaram indicando uma clínica credenciada mais próxima. Chegando lá, apresentamos os documentos e o seguro autorizou o atendimento médico, que também incluiu raio-X e a imobilização do braço do Teodoro.

Eu realmente nem sei o quanto esse tipo de evento poderia ter nos custado. Isso porque nos EUA os hospitais, clínicas e profissionais da saúde estão entre os mais caros do mundo. Os testes diagnósticos e medicamentos custam muito mais do que no Brasil – e são cobrados em dólar.

Uma consulta em clínica nos EUA pode custar até US$ 500 e, em um hospital, chega a US$ 6 mil. Em casos de internação, o paciente pode ter que desembolsar até US$ 50 mil.

Para a nossa próxima viagem (para o Canadá, leia o post clicando aqui), contratamos um seguro viagem com cobertura de US$ 30 mil, mas existem planos que cobrem de US$ 200 mil a até US$ 1 milhão. Alguns planos de saúde e cartões de crédito também ofecerem seguro de viagem. Acionei o meu plano de saúde para o Canadá, mas a cobertura é baixa, de R$ 15 mil.

Para quem viaja para Cuba, Venezuela e Equador, o seguro viagem é exigido. Os dois primeiros estipulam um mínimo de cobertura de US$ 10,8 mil e US$ 40 mil, respectivamente. Para destinos da América do Sul, Central e Caribe, não é exigido, mas altamente recomendado ter um seguro saúde.

Para a Europa, os países que fazem parte do Tratado de Schengen estabelecem como requisito para entrada um seguro viagem com cobertura para assistência médica no valor mínimo de € 30 mil.

Já para os países da Ásia, Oceania e África não é obrigatório a contratação de um seguro viagem, mas ainda assim é muito importante não deixar esse item de fora.

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Quais remédios levar em uma viagem com crianças

Vai viajar? Confiram os remédios que não podem faltar na bagagem!

remedios para viajar

foto: pexels.com

Costumo falar que fazer a mala das crianças para passar um fim de semana na praia ou para passar 15 dias de férias no exterior dá praticamente o mesmo trabalho. O que muda é o volume, mas os itens são os mesmos. E um desses itens que acho que não pode faltar na bagagem é a farmacinha com remédios das crianças, independente se estão fazendo algum tratamento ou não.

Isso não é neura! Não tem coisa pior que precisar de um remédio e você estar longe de uma farmácia ou estar em um horário ruim para sair. Ou pior ainda, estar em outro país e não ter como comprar, uma vez que as prescrições de medicamentos não têm validade em outros países (leia abaixo dicas para levar remédios em viagens internacionais).

Sempre que nós viajamos levo uma malinha de remédios. Já aconteceu de estarmos na fila para fazer o check in para Dubai e eu me lembrar da malinha de remédios que havia ficado no carro! Sorte que o carro estava ali mesmo no aeroporto e saímos correndo para buscar!

Dependendo do destino da viagem dá para levar itens a menos. Ah gente, uma coisa importante: quando temos alguma virose ou imprevisto sempre entro em contato com a pediatra das crianças. Nunca dou remédio por conta própria, ok?

Já passei por perrengues por não ter levado todos os remédios. Quando fomos para o Chile, o Teodoro, na época com quase 2 anos, estava com uma tosse horrível e eu tinha levado só um restinho do xarope. O vidro acabou, a tosse piorou e nós que tivemos que bater perna em Santiago para achar o xarope correspondente. Tudo isso com a pediatra no WhatsApp rs!

farmacinha para viajar

Então aqui está uma listinha de medicamentos básicos que eu geralmente levo. No nosso caso ainda levo mais alguns outros remédios que as crianças usam quando têm crises de asma. Por isso é muito importante falar com o pediatra antes de viajar!

Remédios para levar nas viagens

  • Antitérmico/ antinflamatório – Geralmente levo 2 antitérmicos diferentes. E sim, já precisei usar os 2. Estávamos na Bahia quando meu filho pegou uma virose que dava uma febre alta que não baixava por nada e precisei intercalar:/
  • Antialérgico – Aqui em casa os dois são bem alérgicos e por isso não pode faltar
  • Xarope para tosse – Quando vamos para algum destino mais longe (ou internacional), levo o xarope que eles estão acostumados a tomar, mesmo se não estiverem com tosse. Se o destino for perto e eles não estiverem com tosse, não levo.
  • Primeiros socorros – Curativos, algodão, antisséptico para machucados
  • Termômetro
  • Pomada para picada de insetos
  • Antibiótico – Consulte o pediatra das crianças e pergunte se ele julga necessário levar uma caixa de antibióticos quando fizer uma viagem internacional.
  • Spray de própolis para dor de garganta – Não é essencial, mas pode ajudar no alívio de uma dor. Faço o mesmo que o xarope para tosse: se for destino internacional, levo. Se o destino for perto, tiver estrutura, etc, não levo.
  • Soro fisiológico para pingar no nariz
  • Remédio para diarreia (levo aqueles sachezinhos para reestabelecer a flora)
  • Remédio para gases e enjôo
  • Remédio para dor de ouvido

Será que esqueci de algum?

Como essa pergunta é bem comum quando estamos indo para o aeroporto, sugiro montar a malinha dos remédios com alguns dias de antecedência – dependendo do destino e do tempo de viagem.

Viagens internacionais: despachar os remédios ou não?

Lembre-se que existem regras para levar medicamentos no avião em viagens internacionais.

Se eu fosse levar todos os remédios na bagagem despachada, iria correr o risco de ter a mala extraviada e perder todos os remédios. Então a gente precisa pensar direitinho antes de dividir os medicamentos entre bagagem despachada e bagagem de mão.

No site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) consta que “medicamentos (com prescrição médica), alimentação de bebês e líquidos de dietas especiais poderão ser transportados na quantidade necessária à utilização no período total de voo (incluídas eventuais escalas) e deverão ser apresentados no momento da inspeção de segurança”.

Existe uma regra para o transporte de líquidos em viagens internacionais que vou citar logo abaixo. Porém, no site da Anac também diz que “medicamentos que precisam ser levados na bagagem de mão em voos internacionais não se enquadram nas restrições para transporte de líquidos, mas deverão estar acompanhados da devida prescrição médica”. Ainda assim, para evitar dor de cabeça desnecessária, sigo a regra do transporte de líquidos na hora de levar os remédios.

Para transportar líquidos na bagagem de mão (incluindo aí os remédios, cremes, géis etc), o limite é de 100 ml por frasco, que deverão estar acondicionados em saquinhos plásticos transparentes do tipo zip, de até 20 x 20 cm. Uma informação importante: só são permitidas um saquinho zip por passageiro! Essas embalagens plásticas devem ser apresentadas na inspeção de embarque. (Clique aqui para ler as informações da Anac sobre bagagem de mão em viagens internacionais).

Então levando em conta todas essas regras, na bagagem de mão levo os remédios mais importantes incluindo o soro fisiológico em spray para espirrar no nariz durante o vôo (o ar condicionado do avião resseca e irrita a mucosa nasal).

Prefiro levar todos os remédios na caixa e, de preferência, fechados.

Sempre carrego a prescrição médica dos remédios – até porque nunca me lembro das doses necessárias. Se for algum remédio de uso contínuo ou tratamento, também é recomendando levar a receita traduzida para o inglês, mas apenas para o caso de fiscalização sanitária. As prescrições de medicamentos não têm validade em outros países. Dependendo do remédio, é necessário passar por um médico de onde você está para ter acesso ao medicamento. Por isso fazer uma lista de farmacinha para levar na viagem é tão importante.

Mesmo levando tanto remédio na mala, ainda assim é essencial fazer um seguro saúde antes de viajar. Vou preparar Já preparei um outro post sobre o dia que meu filho precisou usar esse seguro saúde quando estávamos em Miami!

Boa viagem!

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