Saúde & Alimentação

Cosméticos na gravidez: mitos e verdades

Durante a gravidez, ficamos super-receosas em relação à segurança de cosméticos. O que pode e o que não pode usar no corpo sem prejudicar a saúde do bebê acaba virando um assunto recorrente no dia a dia da grávida.

Para desmistificar esse assunto, o dermatologista da maternidade Pro Matre Paulista, Jayme Oliveira Filho, esclarece os mitos de verdades sobre os cosméticos que podem ser utilizados durante a gestação.

Cosméticos na gravidez

Grávida pode pintar o cabelo? Quais hidratantes pode usar? (Photo via Visual hunt)

Cremes e hidratantes

Para proteger a pele e hidratar o corpo, o Dr. Jayme ressalta que cremes e hidratantes são seguros, com exceção de cremes contendo uréia, que não devem ser usados nas gestantes.  “Substâncias como glicerina, lactato de amônia, aloe vera, dexpantenol, óleo de semente de uva, óleo de amêndoas estão liberados para uso”, conta.

Grávida pode pintar o cabelo?

O ideal é evitar tinturas e descolorações. “Elas até podem ser realizadas desde que o obstetra não contra indique por algum motivo. Caso a gestante opte por realizar químicas nos cabelos, o ideal é aguardar os três primeiros meses e aplicar o produto longe da raiz”. O profissional afirma que as tinturas mais seguras são os tonalizantes e os cosméticos de uso geral. “Se forem classificados como cosméticos e/ou dermocosméticos não há com que se preocupar”, conta.

Maquiagens e esmaltes

Podem ser utilizados desde que a gestante não possua nenhum tipo de alergia ou sensibilidade a algum componente da fórmula, como fragrâncias e pigmentos. “Sobre os esmaltes deve-se evitar linhas que contenham chumbo na formulação, que são exceção”, afirma o dermatologista.

Filtro solar e repelente

Os fotoprotetores não têm contra indicação e os repelentes devem ser utilizados após a aplicação dos cosméticos e do filtro solar. “A Anvisa libera para uso em gestantes o IR 3535, a DEET e a Icaridina. A sequência correta de uso é: cosmético, filtro solar e repelente”, conta Jayme.

Tratamento contra acne

O tratamento deve ser seguido de perto pelo dermatologista, pois o ácido retinóico e seus derivados, como o ácido salicílico, presentes comumente em cremes, sabonetes e loções para pele acnéica, não devem ser usados. “Alguns antibióticos tópicos, como o ácido azeláico, o ácido glicólico, peróxido de benzoíla e a nicotinamida, podem ser usados para essa finalidade. A gestante sempre deve consultar seu dermatologista, caso tenha qualquer dúvida sobre o uso dos produtos em geral”, finaliza Jayme.

 

Desabafo

Minha quase terceira gravidez

Vou contar uma coisa pra vocês que, além do meu marido, ninguém mais estava sabendo: dia desses passei por momentos de apreensão, pois encanei que poderia estar grávida do(a) terceirinho(a) “sem querer querendo”. Por 2 ou 3 dias fui tomada por emoções e sentimentos confusos, pois eu não conseguia distinguir se eu queria estar grávida ou não. Engravidar não faz parte dos meus planos neste momento e acho que a minha família já está completa, mas ao mesmo já pensei em ter 3 filhos (meu filme preferido é A Noviça Rebelde, lembram-se?) e… Bem, filho sempre é uma benção, né?

Hihihi foi assim que contei da minha segunda gravidez para o marido. A segunda!!

Hihihi foi assim que contei da minha segunda gravidez para o marido. A segunda!!

Minhas duas gestações foram bem planejadas e programadas – mesmo com o pequeno intervalo de tempo entre os dois, que é de 2 anos e 2 meses (descobri a segunda gravidez quando o mais velho estava com 1,5 ano). As duas gravidezes correram super bem: quase não passei mal, exames todos em ordem, engordei pouco e voltei ao peso inicial rapidamente, partos de ambos os filhos perfeitos, pós-parto sem muitas dores ou limitações, nada de baby blues ou depressão e, ainda por cima, bebês com raros episódios de cólicas nos primeiros meses. Sem dúvidas, foram dois momentos muito especiais e felizes da minha vida. Além disso, me sentia muito bonita e empoderada gestando uma vida em meu ventre.

Quando pensei que poderia estar grávida do(a) terceiro(a) sem ter planejado, fiquei ansiosa querendo comprar um teste de farmácia e já imaginando a cena ao contar a novidade. Me peguei até tentando adivinhar o sexo do bebê (hahah quem nunca?).

Mas depois me veio um medo. Onde vai dormir? Vamos ter que mudar de casa! E trocar o carro também. Minha nossa, e escolinha, como vamos pagar?

E corta o “Suquinho do Bem” do lanchinho da tarde, que tá muito caro! E na hora de andar de montanha-russa? Alguém sempre vai sobrar :(, pois seríamos agora em 5. Aliás, não sei porque estou pensando em montanha russa, porque ninguém aqui vai viajar! Disney? Esquece, né? Só se ganhar em promoção! E quem vai ter tempo de participar de alguma promoção aqui? Putz, e aquele cansaço dos primeiros meses que até dói, tamanha a exaustão? Ok, isso passa rápido, dá para pular.

 

Tudo isso sem contar com os meus medos mais sérios e profundos. Não é medo de dividir o amor. Hoje eu sei que quando nasce um filho, a gente não deixa de amar o outro… o amor não se divide, ele se multiplica. E o pensamento de “aaaahh, mas eu não vou poder dar a mesma atenção que eu dava” vai embora na mesma hora em que os irmãos se abraçam e demonstram carinho e amor um pelo outro. Meu medo era outro! Eu tive muito medo de morrer na gravidez da minha caçulinha Alice, mesmo com a gestação nota 10, e deixar meus filhos sem mãe. Medo de complicações no parto, sei lá. E hoje em dia, além desse medo, ainda tem essa historia de zika vírus. Quem me conhece sabe que eu sou encanadíssima e preocupada com tudo. Eu ficaria insuportável!

 

Além disso, minha nossa, como me canso com esses dois! Me divirto também, é verdade, e morro de amores. Tem horas que paro só para observá-los brincando juntos. Como são lindos! E quando eles me abraçam ao mesmo tempo? Me sinto a pessoa mais amada do PLANETA! Tenho certeza que com o(a) terceirinho(a) o amor e a admiração seria igual. Imaginem eles brincando com o(a) irmãozinho(a) mais novo, oooooinnn.

 

Mas peraí, eles são cansativos também quando resolvem que querem brincar com o mesmo brinquedo, que querem comer a mesma bolachinha, que querem assistir desenhos diferentes na TV e quer querem correr cada um para um lado no parque. E na hora de dormir, que tenho que dar trocentos remedinhos homeopáticos, de prevenção e vitaminas? Faço isso quase fechando os olhos de tanto cansaço. Tem dias que deixo o Kalyamon Kids pra lá, admito.

 

Hoje eu estava meio p. da vida arrumando e organizando a bagunça dos brinquedos de casa e já pensei: ahh, se tiver o(a) terceiro(a), ele(a) não vai ganhar presente novo não, vai ser tudo herdado, não tem mais espaço. E logo depois veio a culpa por ter pensado assim. Pode isso? O terceiro filho nem existe e a culpa materna já aparece! Ai, não tenho maturidade emocional pra isso não…

 

Tem gente que fala que cuidar de três é a mesma coisa que cuidar de dois, pois já faz as atividades em um esquema de linha de produção. Ai gente, não sei, não acredito… nesses meus dias de apreensão me imaginei cuidando de mais um e, pelo menos na minha imaginação, foi muito difícil! E querem saber até onde a minha mente voou? Visualizei o dia do ultrassom e o médico me dizendo: parabéns, mamãe, são gêmeos! (pausa para o desmaio). Bom, pelo menos assim ninguém ia sobrar na montanha russa, né?

 

Enfim, não, não estou grávida do(a) terceiro(a) e vou me prevenir melhor, pois engravidar não faz parte dos meus planos e nem das minhas possibilidades e capacidades hahah. Mas continuo achando o máximo ter 3 filhos (ou 4, né?). Bom, estou com 37 anos e ainda tenho um tempinho… tudo pode mudar… Neste ano planejei outras coisas para a minha vida. Quem sabe em 2017? Ou não (rs)!

 

E você, teve algum medo de engravidar novamente? Tem mais de 2 filhos? Como foi aí na sua casa?