Desabafo

Aprendendo a não julgar uma mãe

Me responda sinceramente: você já julgou uma mãe (mesmo que em silêncio) por seu comportamento ou atitude e depois fez exatamente igual? Eu assumo: apontei o dedo algumas vezes sim! :/ Claro que me arrependo! Afinal, o mantra de mãe é “não julgue, não julgue, não julgue”. Cumplicidade é a palavra que nos une!

julgar a mãe

Photo credit: wiredforlego via VisualHunt.com / CC BY-NC

O depoimento que vocês lerão abaixo é fantástico! Uma mãe, dois filhos, bagunça no apartamento e vizinhos do andar de baixo. E o resultado você já deve imaginar. Mas o desfecho eu tenho certeza que não faz nem ideia!

Quem conta é a publicitária e produtora de eventos Fernanda Lauer, mãe de Jayminho e Maria, atualmente com 30 e 29 anos. Na ocasião os filhos estavam com 4 e 3 anos.

Essa história me tocou ainda mais porque vivo chamando meu filho de “terrível” (quem o conhece sabe o quão ativo ele é hahah). Mas a Fernanda, com a experiência de quem já viu seus filhos crescerem e amadurecerem, diz que, no caso de seu filho, “se tratava de uma criança extremamente feliz de 4 anos”.

Confiram o relato:

“Assim que me separei, mudei do Rio para São Paulo e fui morar num prédio de 8 andares sendo que cada andar só tinha um apartamento. Resumindo: éramos apenas oito moradores, o que nos torna menos transparente.

Meu filho Jayminho tinha acabado de fazer 4 anos e a Maria 3. Ela tranquila, quietinha, e ele para compensar um trator, lindo, com grandes olhos azuis e cara de anjo, mas só faltava se pendurar no lustre na minha primeira distração.

Um dia recebo uma ligação pelo interfone do morador do andar de baixo que educadamente, mas não muito doce, reclamou dos barulhos que o meu filho fazia no quarto dele, tipo pular da cama, bater bolinhas no chão, pois embaixo era o quarto da filhinha dele de poucos meses.

Delicada e docemente expliquei a ele que se tratava de uma criança extremamente feliz de 4 anos e que seria muito difícil que ele parasse totalmente com estas atividades e brincadeiras, mas que faria o possível para amenizar e completei dizendo que, mesmo com o pouco tempo de experiência que tinha como mãe, as crianças são todas iguais e que não demoraria muito para ele receber uma ligação do morador do andar de baixo falando a mesma coisa.

Rimos educadamente, desligamos e continuamos a viver tranquilamente. Por sorte meu filho com o tempo foi se acalmando e aprendendo a ser feliz com um pouco menos de barulho.

Dois anos se passaram e eu recebo outra ligação do mesmo morador…

… só que desta vez para se desculpar e, com um tom doce, me falar que tinha recebido uma ligação do morador de baixo dele reclamando dos barulhos que a filha fazia.

Rimos do fato e da alegria de podermos dividir uma experiência tão pequena, mas que nos mostrou que filhos são todos iguais, um dia fazem, um dia recebem, e que temos que ser pacientes e dividir as nossas vivências para enfrentarmos a tão árdua e tão linda missão de criar os nossos filhos, as pessoinhas que nos enlouquecem e que nos enchem de tanto amor, orgulho e prazer.

E para sua tranquilidade, o Jayminho se acalmou e ficou uma das crianças mais gentis e agradáveis que já convivi.

Aí dou muito valor ao Ziraldo quando no final do livro “O Menino Maluquinho “ afirma:

‘E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido era um menino feliz!’”

Crédito: site www.omeninomaluquinho.com.br

Crédito: www.omeninomaluquinho.com.br